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jambock

Nos anos 1930, Varig organizou uma das primeiras escolas de pilotos do Brasil

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Em sequencia a http://forum.contatoradar.com.br/index.php/topic/124568-nos-tempos-da-evaer/?hl=evaer
Nos anos 1930, Varig organizou uma das primeiras escolas de pilotos do Brasil
A Varig Aero Esporte (VAE) foi o embrião do que se tornou a Escola Varig de Aeronáutica (Evaer)
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Alunos do voo a vela e seus planadores, em 1940 Arquivo Pessoal

 

No último dia 28 de junho, o Almanaque Gaúcho abordou a Escola Varig de Aeronáutica (Evaer). Ainda a propósito da formação de pilotos em nosso Estado, o leitor Jorge Ricardo González nos lembra que, anterior à criação da Evaer, existiu a Varig Aero Esporte (VAE), uma das primeiras escolas de pilotos organizadas no país. A Varig foi fundada em 1927. Dez anos depois, em fevereiro de 1937, seu presidente Otto Ernest Meyer elaborou um projeto para: “dar à juventude do Rio Grande do Sul o melhor meio de adestramento, de formação de caráter, educando-a, assim, para serem valiosos cidadãos brasileiros”. Naquele mesmo mês, a VAE recebeu a primeira turma, com de 10 moças e 48 rapazes, entre alunos e sócios, matriculados nas categorias de voo a motor, planadores e aeromodelismo.
O organizador e, por muitos anos, dirigente foi o comandante Carlos Henrique Ruhl, piloto da empresa enviado à Alemanha para aperfeiçoar seus estudos como piloto comercial e instrutor em planadores na escola de Grunau. A construção de planadores fazia parte do currículo do curso sem motor. Antes de iniciar esse trabalho, os alunos deviam atuar como aprendizes na oficina. Essa era a única contrapartida “cobrada” dos associados. A escola foi instituída com os melhores métodos de ensino e equipamentos existentes na época, equiparados aos europeus. Foram muitos os pilotos e comandantes da Varig que iniciaram suas carreiras na VAE.
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Picape rebocando um planador para instrução de voo sem motor

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Rebocando um planador morro acima

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Planador biplace Kranich sendo preparado no Aeródromo de São João

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Planador Gaivota e, ao fundo, o trimotor Mauá da VARIG

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Planadores em uma colina em Novo Hamburgo

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Avião Bücker Student “Chico” para treinamento de voo a motor

O treinamento se iniciava com os planadores sendo rebocados por camionetas picape, à baixa altura, e, mais tarde, rebocados por pequenos aviões, no Aeródromo de São João, na Capital, que naquela época era pouco movimentado. Voos também eram realizados nas encostas das cercanias da cidade, como na colina onde hoje é o bairro Três Figueiras, e eram utilizados cabos elásticos para os lançamentos.

Parte do acervo de planadores da VAE foi doado para um grupo de pilotos e funcionários da Varig, os quais fundaram, em 28 de julho de 1950, o Clube de Planadores Albatroz, que opera até hoje no aeródromo da cidade de Osório. Dois planadores, um Göppingen Wolf (importado da Alemanha pela VAE em 1938) e um Grunau, ao final da sua vida útil (provavelmente no final dos anos de 1960), foram entregues para o Museu da Varig. Pelo que se sabe, existem cinco planadores Wolf, no mundo todo, sendo três devidamente preservados em museus e um recentemente recuperado na Alemanha, este em condições de voo. Quanto ao Grunau, não se sabe se também foi importado ou se foi construído na VAE, de acordo com as plantas originais. Na VAE, foram construídos diversos planadores, alguns distribuídos a aeroclubes em formação, na época, no interior do Estado.
Segundo Jorge Ricardo, “a preocupação de muitos que tiveram a oportunidade de aprender a voar nestes planadores (como foi o meu caso, embora não tivesse seguido carreira na aviação) é a de que eles possam ser preservados”. Ele confessa: “Não sei qual terá sido o destino final do acervo do Museu da Varig e dos planadores, mas, como não podem ficar expostos ao ar livre, uma solução seria expô-los dentro do aeroporto Salgado Filho, a exemplo de como é feito na Alemanha e em outros países. Assim, estará sendo preservada uma importante parte da história da aviação gaúcha”.
Fonte: Ricardo Chaves – seção Almanaque Gaúcho – jornal Zero Hora 10 jul 2019

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Sinto saudades das empresas que se preocupavam com a comunidade e os funcionários.

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Eu tenho uma curiosidade enorme em saber como ficou o acervo do Museu da Varig e que fim deu aquele De Havilland Dragon Rapide que a Varig reformou em homenagem ao Chuí

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Sinto saudades das empresas que se preocupavam com a comunidade e os funcionários.

Era uma outra forma de pensamento dos empresários da época. Por serem dependente dos funcionários, era preciso investir neles para que pudessem dar o melhor no emprego.

 

Hoje, já não temos mais isso, vivemos em uma outra fase da sociedade.

 

Eu tenho uma curiosidade enorme em saber como ficou o acervo do Museu da Varig e que fim deu aquele De Havilland Dragon Rapide que a Varig reformou em homenagem ao Chuí

Tinha ficado com a ULBRA, mas parece que a universidade faliu e ficou tudo encaixotado, não?

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Era uma outra forma de pensamento dos empresários da época. Por serem dependente dos funcionários, era preciso investir neles para que pudessem dar o melhor no emprego.

 

Hoje, já não temos mais isso, vivemos em uma outra fase da sociedade.

 

Concordo em parte com a sua colocação, 345, como sempre, bem ponderada. Mas no caso de certas funções, como de mecânico e piloto, houve por muitos anos uma carência muito grande de pessoal capacitado, restando, no caso, investir na formação do seu pessoal. Assim ocorreu não somente na Varig, mas na Panair, Real, Cruzeiro, entre outras.

 

Fazer um curso de pilotagem, como é ainda nos dias atuais, era um alto investimento para muitos, e a demanda de oferta de empregos era muito maior do que a disposição de mão de obra.

 

Vale ressaltar, também, que ser piloto de linha aérea, por décadas, era uma profissão de risco (bem alto, em alguns casos), e sempre surgiam alguns movimentos de aeronautas em busca de melhores condições de trabalho, incluíndo algumas greves.

 

Olhando as fotos e a redação do texto, cria de fato um certo saudosismo, mas o universo do transporte aéreo não era algo tão "romântico" quanto parece.

 

Abs.

Edited by Longreach
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Aeroclube do Brasil,1911, o pioneiro!

Aprendíamos isso no primeiro dia de aula da velha EAPAC.

Saudades da escolinha de aviação, quantas emoções!

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Era uma outra forma de pensamento dos empresários da época. Por serem dependente dos funcionários, era preciso investir neles para que pudessem dar o melhor no emprego.

 

Hoje, já não temos mais isso, vivemos em uma outra fase da sociedade.

 

Tinha ficado com a ULBRA, mas parece que a universidade faliu e ficou tudo encaixotado, não?

 

O acervo do Museu da Ulbra é incrível, tinha uma belíssima coleção de carros, mas não sei que fim deu depois da falência. Vi uma vez em vídeo muita coisa armazenada ainda lá dentro, mas eu sei que alguns carros foram leiloados e a Chevrolet retomou alguns que tinha emprestado ao museu.

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O acervo do Museu da Ulbra é incrível, tinha uma belíssima coleção de carros, mas não sei que fim deu depois da falência. Vi uma vez em vídeo muita coisa armazenada ainda lá dentro, mas eu sei que alguns carros foram leiloados e a Chevrolet retomou alguns que tinha emprestado ao museu.

Prezado x-varigvinny

Na ULBRA havia até um Xavante!

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[...]

Long, concordo com suas - também ponderadas, considerações. Mas eu acho que tinha uma preocupação, não só das empresas aéreas, em qualificar seus funcionários, pois dependiam deles para a geração da receita. Tirar a CHT foi e sempre será caro, mas podemos dizer que era mais "acessível"? Não sei, mas se a pessoa era persistente começava levando malas para o avião até se tornar um piloto. Aliás a filosofia alemã da Kondor Syndikat era isso, piloto tinha que passar por todos as áreas, handling, manutenção, limpeza. Tudo bem que isto era em uma época de uma aviação menos descomplicada, de 70-80 anos atrás.

 

Fora que, apesar de caro, ser piloto não era visto com o glamour. Era, como bem dito, uma profissão arriscada, mais emoção que remuneração. O glamour da aviação, em geral, só veio depois do pós-guerra.

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