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Moradores da Barra trocam Santos Dumont e Tom Jobim pelo Aeroporto de Jacarepaguá


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Praticidade atrai vizinhos e faz com que oferta de voos para destinos como São Paulo e Angra dos Reis saindo da Barra da Tijuca cresça


Rodrigo Berthone

11/08/2019 - 08:00



RIO — O movimento de aviões e helicópteros é crescente no Aeroporto Roberto Marinho , nome oficial do Aeroporto de Jacarepaguá , em funcionamento há 48 anos em um ponto estratégico da Avenida Ayrton Senna . Apesar do momento difícil da economia, empresas de diferentes setores, que oferecem de voos panorâmico s a viagens Rio-São Paulo, veem sua clientela crescer e fazem planos de expandir seus serviços.


Uma delas é a Flapper, que oferece voos fretados e afirma ser a primeira no Brasil a disponibilizar o compartilhamento de assentos na aviação executiva . Uma de suas principais rotas é a Barra-Congonhas , cuja passagem custa R$ 950. O trajeto, em aeronaves de até oito lugares, é feito atualmente duas vezes por semana.


— Com esta operação, conseguimos atrair dois públicos, o de negócios e o de lazer — detalha Manoel Assunção, sócio da empresa. — O de negócios geralmente mora no Rio e trabalha em São Paulo. Ele viaja na segunda de manhã e volta na sexta, no fim do dia. Mas também há o público que faz o caminho inverso e vem ao Rio para reuniões. Já o de lazer chega à cidade na sexta e volta para casa na segunda pela manhã.


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A relações-públicas Manu Maya embarca rumo a São Paulo no Aeroporto de Jacarepaguá: comodidade Foto: Gabriela Fittipaldi / Agência O Globo


A empresa está operando com uma taxa de ocupação que varia entre 80% e 90% e planeja aumentar a frequência dos voos saindo da Barra.


— A procura está crescendo. A ideia é aumentarmos a quantidade de voos compartilhados no mês que vem, tendo opções também às terças e quintas — adianta o polonês Paul Malicki, CEO da Flapper.


A empresa, que começou a operar em 2016 e inaugurou no início do mês um novo lounge no Aeroporto de Jacarepaguá, com cerca de 40 metros quadrados, oferece também fretamento de helicópteros. São 18 aeronaves fazendo as rotas Barra-Angra dos Reis e Barra-Búzios .


— Às vezes, as pessoas acham que é muito caro, mas num helicóptero pequeno, para até três pessoas, por exemplo, o valor para Angra é a partir de R$ 3 mil — diz Assunção, que busca se adequar a diferentes demandas. — Há helicópteros com três, quatro, cinco e seis lugares, com preços que vão de R$ 3 mil a R$ 6 mil.


Para moradores e frequentadores da região, o deslocamento para os aeroportos Santos Dumont, no Centro, e Tom Jobim, na Ilha do Governador, pode significar muito tempo no trânsito e risco de perder o voo. Sair de casa menos de meia hora antes do voo e decolar do próprio bairro é uma possibilidade que vem atraindo passageiros para a ponte aérea da empresa.


É o caso de Marcos Marinho, que integra a diretoria da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), cuja sede fica a cinco minutos de carro do Aeroporto de Jacarepaguá. Integrante da comissão de arbitragem, Marinho mora em São Paulo e passa a semana no Rio. É cliente da Flapper há quatro meses e cita a comodidade como principal atrativo:


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Manoel Assunção (esquerda) e Paul Malicki, da Flapper: expectativa de aumentar número de decolagens no mês que vem Foto: Gabriela Fittipaldi / Agência O Globo


— Da porta da minha casa, em São Paulo, até o trabalho levava cinco horas. Hoje, levo três. Ganho tempo, descanso melhor e não tenho que enfrentar aeroporto grande, aguardar 30, 40 minutos para pegar a mala. Comparando com o voo de carreira, às vezes o preço é até menor — diz.


Marinho foi um dos quatro passageiros que embarcaram no último dia 12, por volta das 18h30m, em um King Air B200GT com destino a Congonhas. Junto com ele, voaram a relações-públicas Manu Maya, o ator Juliano Laham e o galerista Sérgio Gonçalves. Os quatro se conheceram minutos antes do voo, no lounge da empresa.


Dono de uma galeria de arte no CasaShopping, Gonçalves, que voava pela primeira vez com a empresa, também escolheu o serviço pela praticidade.


— Há duas semanas, quase perdi o voo para São Paulo, onde também tenho casa. Saí da Barra para o Santos Dumont com quatro horas de antecedência, mas foi um dia daqueles em que tudo parou. Achei melhor desta vez pegar o avião no Aeroporto de Jacarepaguá. Foi praticamente atravessar a rua — diz o galerista, que torce pelo aumento da peridiocidade dos voos.


“Pegar o avião no Aeroporto de Jacarepaguá foi praticamente atravessar a rua ”

SÉRGIO GONÇALVES

Galerista


Do Aeroporto de Jacarepaguá também partem helicópteros que fazem voos panorâmicos. Uma das empresas que prestam este tipo de serviço é a Ases Táxi Aéreo, que oferece voos de 30 minutos partindo da Barra, passando pela orla do bairro e por Pão de Açúcar, Maracanã, Cristo Redentor e Alto da Boa Vista. O preço é de R$ 2 mil para até seis pessoas. Um voo de maior duração, sobrevoando, além dos pontos turísticos mais famosos da cidade, a orla de Recreio, Prainha e Grumari, é outra opção de roteiro.


— O mercado dos voos panorâmicos tem apresentado crescimento. Durante o verão, a procura costuma ser maior, mas nos surpreende o fato de que, mesmo nesta época de inverno, tem sido significativo o número de voos em dias de tempo bom — diz Ivo Buschmann Junior, diretor de operações da Ases, que realiza cerca de 30 voos panorâmicos por mês.


Para os próximos meses, a empresa planeja novidades em parceria com a Vertical Rio, agência de turismo que ficou conhecida por realizar voos panorâmicos em helicópteros sem portas.


—No momento, a Vertical não está operando estes voos, porque a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) solicitou uma avaliação da segurança operacional do serviço. A empresa entrou com um novo pedido e está aguardando a homologação. A previsão é que tenhamos uma resposta em 30 dias — diz Buschmann Junior.


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O comandante Thyerrí Loureiro (à esquerda) e Ivo Buschmann Júnior, diretor de operações da Ases: voos sobre cartões-postais Foto: Bruno Kaiuca / Agência O Globo


Além dos voos panorâmicos, a Ases oferece traslados de helicóptero para a Região dos Lagos e para Angra dos Reis, serviço que tem como principais clientes moradores da Barra e do Recreio.


Desde 2017, o movimento de aeronaves de serviço aéreo não regular (voos operados sem sujeição a normas governamentais sobre continuidade e frequência, como voos fretados, panorâmicos e de jatos privados), vem aumentando no aeroporto. Em 2018, foram 63.750, crescimento de 7,7% em relação ao ano anterior.


As operações offshore, de voos em direção às plataformas marítimas de exploração de petróleo, respondem por grande parte da atividade do aeroporto. A Emar Táxi Aéreo, que desde 2015 ocupa um dos seus hangares, é uma das empresas que prestam este serviço.


— Os voos geralmente saem daqui para a região do pré-sal, na Bacia de Santos. Duram cerca de três horas e são contratatos por empresas que precisam realizar trocas de turno. Voam também militares da Marinha que fazem inspeções e auditorias em plataformas — explica Breno Mendonça, representante da área jurídica da Emar.



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Qual a capacidade do King Air 200? Uns 12 paxs + tripulação?

 

Se for isso, semanalmente a empresa transporta 40 passageiros no SBJR-CGH-SBJR, ou 160 por mês ou 1.320 por ano. E se começou a operar isto há exatos 3 anos, são 4.900 passageiros aproximadamente.

 

O impacto absoluto não deve ser significativo, mas no qualitativo sim, visto que é um público disposto a pagar bem mais em troca de vantagem no tempo.

 

Mas este tipo de operação é permitida?

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Eu tenho esse aplicativo, eles costumam vender também vagas em voos para destinos que vai cheio o volta vazio. Já recebi notificação de voos Rio/Sp por 500 em jato, além de outros destinos por menos de mil

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Mas neste caso, como funciona a regulamentação sendo um transporte aéreo quase regular?

 

 

A empresa freta os aviões de um taxi aéreo pelo preço cheio do voo e revende os assentos para terceiros fracionando o preço já adicionada a sua margem de lucro.

 

Na prática, o voo está sendo operado para a Flapper que pode ceder os assentos aos que pagarem por isso. Não se caracteriza como 121.

 

Penso que deve haver acordo contratual com alguma operadora de taxi aéreo para que os voos saiam e cheguem sempre em um horário fixo e em dias pré-programados com preços diferenciados à Flapper, de modo que tudo se torne regular e a clientela seja fidelizada.

 

Baita sacada!

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Reportagem meio mequetrefe tb. Provavelmente quem usa o aeroporto é um público bem abastado. Com certeza não precisam parcelar R$ 950 em 4x ou 5x uma passagem pra Congonhas.

 

É uma aviação de nicho... será sempre voltada para o público top do top...

 

Além do mais, o entorno do aeroporto não colabora. Na direcão da cabeceira, só temos condomínios de luxo... Barra Deck, Lac Premier, Mandala. Faz menos de uns 10 anos, um Cessna caiu a poucos metros da área de piscina de um desses condomínios.

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Mas quando a Team sugeriu fazer a rota com o LET, os moradores chiaram. Mas fazer de King B200 pode. Vai entender!

 

Teria sido excelente se a Team tivesse operado com o Let no Jacaré - SP.

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Mas quando a Team sugeriu fazer a rota com o LET, os moradores chiaram. Mas fazer de King B200 pode. Vai entender!

 

Teria sido excelente se a Team tivesse operado com o Let no Jacaré - SP.

Imaginem essa rota "Jacarepaguá-CGH-Jacarepaguá" feita com um Dornier 328JET !!!!!!!!!

 

Edited by RCWSKY
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Imaginem essa rota "Jacarepaguá-CGH-Jacarepaguá" feita com um Dornier 328JET !!!!!!!!!

 

Uma máquina e tanto !

Uma pena que a empresa não existe mais, se não me engano faliu por volta de 2002 e hoje só fabrica equipamentos hospitalares.

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Uma máquina e tanto !

Uma pena que a empresa não existe mais, se não me engano faliu por volta de 2002 e hoje só fabrica equipamentos hospitalares.

Alguns projetos da empresa seguem na ativa com outra marca que não me recordo agora.

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Será que a MAP, a Passaredo ou a TwoFlex não poderiam utilizar seus slots em Congonhas para fazer um voo entre Congonhas e Jacarepaguá?

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Será que a MAP, a Passaredo ou a TwoFlex não poderiam utilizar seus slots em Congonhas para fazer um voo entre Congonhas e Jacarepaguá?

A TwoFlex é a mais provável dessas.
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ATR 42-600S (versão STOL) vão poder operar no SBRJ, que só tem 900m de pista. Já tem 17 encomendas mas só vai ser lançado no final do ano, e as entregas são pra 2022-24.

.

Changes to brakes, rudder, and software (and possibly 10 fewer passengers) will be needed to reduce the ATR 42-600’s runway requirement from 1,050 meters to 800.

 

matéria completa

https://www.ainonline.com/aviation-news/air-transport/2019-06-19/atr-eyes-year-end-launch-stol-42-17-commitments

Edited by TheJoker
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Alguns projetos da empresa seguem na ativa com outra marca que não me recordo agora.

Ruag

Uma empresa da Suíça

Mas acho que só ficaram com o modelo 228

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Se considerarmos que o trecho RIO-SP é vendido por R$950 fixos, podendo inclusive ser comprado na noite anterior ao do voo nesse mesmo preço, o custo é muito menor do que o de uma ponte-aérea em qualquer companhia comprando com a mesma antecedência.

 

A título de curiosidade, agora pela madrugada (04:55 da manhã) pesquisando um trecho SDU-CGH pela GOL os voos estão sendo vendidos para todo o dia de hoje, 13/08/19, por R$1.355,85

 

Para o público que precisa viajar entre uma cidade e outra sem terem meios de programações antecipadas torna-se muito mais viável -- do ponto de vista econômico e de comodidade, dados os diversos centros empresariais na Barra da Tijuca -- optar por um voo da tal Flapper, em um B200 novinho, ou até mesmo em um Phenom 100, com muito mais conforto e rapidez.

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Se considerarmos que o trecho RIO-SP é vendido por R$950 fixos, podendo inclusive ser comprado na noite anterior ao do voo nesse mesmo preço, o custo é muito menor do que o de uma ponte-aérea em qualquer companhia comprando com a mesma antecedência.

 

A título de curiosidade, agora pela madrugada (04:55 da manhã) pesquisando um trecho SDU-CGH pela GOL os voos estão sendo vendidos para todo o dia de hoje, 13/08/19, por R$1.355,85

 

Para o público que precisa viajar entre uma cidade e outra sem terem meios de programações antecipadas torna-se muito mais viável -- do ponto de vista econômico e de comodidade, dados os diversos centros empresariais na Barra da Tijuca -- optar por um voo da tal Flapper, em um B200 novinho, ou até mesmo em um Phenom 100, com muito mais conforto e rapidez.

 

Nao tem como dar lucro com $950 por pax numa operacao 135
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