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PIB da Guiana deve crescer 86% em 2020 - impactos na aviação?


chico

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Amigos,

Conforme notícia abaixo, o PIB de nosso vizinho Guiana, segundo o FMI, deve crescer nada menos que 86% em 2020, puxado pelo início da produção de petróleo offshore.

Ainda segundo o FMI, a previsão é o PIB do país deve sair de US$ 4 Bilhões para US$ 15 Bilhões em 2024.

Será que poderemos ver alguma companhia brasileira lançando voos para lá? Talvez a Azul com ATR?? Ou alguém mais ousado com voos a partir de GRU talvez??

Se não me engano a alguns anos atrás a Meta tinha voos de Brasilia pra lá, atendendo ao mercado de mineração...(ou "garimpeiros")...mas agora a coisa muda um pouco de figura, porém vai ser difícil competir com Copa, Avianca ou mesmo americanas, que também podem lançar voos de narrowbody...

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O país cuja economia deve crescer 14 vezes mais do que a China em 2020 – por causa do petróleo

Descoberta da commodity fará disparar a renda per capita dos cidadãos desse país

Por Ricardo Bomfim

SÃO PAULO – A taxa de crescimento econômico chinesa, projetada em 6%, não será a maior do mundo em 2020. Vizinha do Brasil, a Guiana deve vivenciar um avanço 14 vezes maior, de 86% no seu Produto Interno Bruto (PIB) este ano, de acordo com estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI).

E o crescimento deve se estender ainda mais ao longo dos anos: para o FMI, o PIB guianense, deve sair de US$ 4 bilhões para US$ 15 bilhões até 2024.

O país tem 780 mil habitantes, de modo que a renda per capita da população deve disparar com o aumento na riqueza produzida. O embaixador americano na Guiana, Perry Holloway, disse recentemente que o país pode se tornar o mais rico do mundo, superando Luxemburgo como a maior “renda por cabeça”.

A razão para essa prosperidade repentina é o petróleo. A ExxonMobil, maior operadora da commodity da Guiana, descobriu uma reserva de mais de 5,5 bilhões de barris no Oceano Atlântico na costa do país.

Em entrevista à CNBC, a analista Natalia Davies Hidalgo, afirma que as projeções otimistas são sustentadas pelo fato de que a Guiana possui a maior quantidade de petróleo por pessoa do mundo. São 3.900 barris, contra 1.900 da Arábia Saudita.

Apesar disso, analistas já começam a se preocupar com a chamada “doença holandesa”, expressão utilizada pelos economistas quando um país se descobre rico em algum recurso natural, o exporta em abundância e acaba matando a indústria internamente.

Isso ocorre porque o crescimento na economia valoriza a moeda do país, o que prejudica a atratividade de todos os outros produtos. Em muitos casos, a corrupção e uma proteção excessiva ao petróleo também ajudam a transformar as descobertas de reservas em uma maldição.

Hoje, a Guiana não produz petróleo, apesar de fazer fronteira com a Venezuela, que é dona das maiores reservas do mundo do combustível. Também vale lembrar que o governo do país é interino e que as eleições presidenciais ocorrerão em março.

https://www.infomoney.com.br/economia/o-pais-cuja-economia-deve-crescer-14-vezes-mais-do-que-a-china-em-2020-por-causa-do-petroleo/

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A maior renda por capita do mundo,maior que Luxemburgo significa melhor qualidade de vida e recursos para todos? 
 

Que adianta uma empresa ter toda riqueza e a nação não usufruir

 

Garanto que 1 % de crescimento chinês é mais que esses 80% , tudo muito distorcido 

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39 minutes ago, Luckert said:

A maior renda por capita do mundo,maior que Luxemburgo significa melhor qualidade de vida e recursos para todos? 
Que adianta uma empresa ter toda riqueza e a nação não usufruir

Garanto que 1 % de crescimento chinês é mais que esses 80% , tudo muito distorcido 

 

Claro que boa parte da riqueza não vai chegar na população, mas uma boa parte vai sim por dois meios principais:

- aumento da arrecadação pelo governo, que poderá investir mais em infra-estrutura, ou mesmo gastar mais em educação, saúde, etc;

- aumento da "movimentação" na iniciativa privada, pois a vinda da Exxon-Mobil e das plataformas obviamente traz consigo pessoas e equipamentos que precisam ser supridos nas mais diversas formas - hotel / habitação, alimentação, transporte, manutenção das plataformas e por aí vai...e o aumento do movimento faz com que outros empresários invistam pra aumentar / melhorar os negócios, sejam eles hotéis, restaurantes, escolas, transporte executivo, táxi-aéreo, barcos para transporte de suprimentos, etc...

 

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Um aumento de 86% de um PIB que era praticamente nada não é lá grandes coisas termos práticos.

Sem falar que o Brasil pouco deve ter envolvimento nessa exploração de petróleo.

Não vejo motivo algum para novos vôos do lado de cá. Faz muito mais sentido ir ao norte, de onde bem o investimento e o expertise dessa operação.

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Se a riqueza vem do petróleo a tendência é a criação de voos ligando os centros de gestão das cias de petróleo que se estabelecerem por lá. Houston/Williston, Londres/Aberdeen,Rio de Janeiro, Oslo/Stavanger, Abu Dhabi e Calgary são os principais centros de petróleo do planeta e onde estão inteligência do negócio, centros de pesquisa, grandes empresas ou hubs relevantes de grandes empresas fora de seu país sede.

A segunda onda vai depender do que o país vai fazer para se industrializar ou avançar benefícios a população (espera-se uma onda de construção civil e obras públicas), com benefício para grandes centros de negócio regionais ou para locais com ligação históricas ou de idioma: Miami, Nova York, Bogotá, Panamá, São Paulo e Londres. 

 

 

 

 

 

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12 hours ago, Schonarth said:

Sem falar que o Brasil pouco deve ter envolvimento nessa exploração de petróleo.

Como a Guiana não possui uma cadeia de suprimentos de O&G estabelecida, há espaço para multinacionais do setor com presença no Brasil. As árvores de natal molhadas (WCTs) do campo de Liza, por exemplo, são fabricadas pela TechnipFMC no Rio e há fornecedores de serviços especializados (logística, recrutamento de pessoal técnico, etc) no Brasil que já começaram a se mobilizar para atender às demandas da Exxon e outras operadoras ativas na Guiana.

De todo modo, acho que ainda há muito a ser percorrido até que a ideia de um voo GIG/GRU-GEO se torne razoável. A ExxonMobil já realizou 15 descobertas na Guiana desde 2015 e iniciou sua produção em Liza mês passado, e nem mesmo Houston possui voos diretos p lá. Visitei Georgetown ano passado e utilizei a Copa, que possui voos diários entre PTY e GEO.

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Pelo FR24, AA opera MIA-GEO diário 738

                                     JFK-GEO diário 738

                   PY             MIA-GEO-PBM  4 vps  737

                  CM            PTY-GEO   7 vps   738

BM  (Caribbean)       POS-GEO  24 vps  738

                                    JFK-GEO     4 vps  738

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1 hour ago, TheJoker said:

BM  (Caribbean)       POS-GEO  24 vps  73

O pessoal de Port of Spain também tem a opção de pegar os ATRs da LIAT para o aeroporto de Ogle, que fica numa localização bem mais conveniente. Tenho colegas de Londres que já fizeram LGW-POS (via Santa Lucia) e depois POS-OGL.

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5 hours ago, pietro_rj said:

Como a Guiana não possui uma cadeia de suprimentos de O&G estabelecida, há espaço para multinacionais do setor com presença no Brasil. As árvores de natal molhadas (WCTs) do campo de Liza, por exemplo, são fabricadas pela TechnipFMC no Rio e há fornecedores de serviços especializados (logística, recrutamento de pessoal técnico, etc) no Brasil que já começaram a se mobilizar para atender às demandas da Exxon e outras operadoras ativas na Guiana.

De todo modo, acho que ainda há muito a ser percorrido até que a ideia de um voo GIG/GRU-GEO se torne razoável. A ExxonMobil já realizou 15 descobertas na Guiana desde 2015 e iniciou sua produção em Liza mês passado, e nem mesmo Houston possui voos diretos p lá. Visitei Georgetown ano passado e utilizei a Copa, que possui voos diários entre PTY e GEO.

My 2 cents: AD começa a voar de BEL, CNF ou VCP, Gol de BSB (ligando CGH e SDU com uma rápida cnx), ou a Latam de GRU/BSB, mas não antes de 2022.

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11 minutes ago, boulosandre said:

My 2 cents: AD começa a voar de BEL, CNF ou VCP, Gol de BSB (ligando CGH e SDU com uma rápida cnx), ou a Latam de GRU/BSB, mas não antes de 2022.

Não seria má ideia, já tivemos operação BEL-GEO tempos atrás, se não me engano era via PBM ou CAY. De A320 seria como 1h40 de voo, bem próximo. 

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A TABA foi a pioneira, BVB-GEO de Bandeco e MAO-GEO no Dash.

O Mesquita colocou os famosos LXN (lixo nosso!kkk) e o FLY(môsca) na rota BVB-GEO-PBM-CAY-BEL e outro GEO-CAY-MCP (invenção da Penta) esses vôos salvaram a empresa por anos, tinha Johnny Walker red, teve época que serviam Buccanan...imaginem a "feira"...!!

Os deportados do garimpo a França pagava tarifa cheia, 500 Euros por cabeça na época, e muito gringo e muitas "coleguinhas" também.

O Mesquita foi assasinado à queima roupas, a irmã dele que é perturbada não aguentou, pediu arrêgo e empresa acabou.

Tive a honra de voar como um grande aviador, Cel. Álvaro, que numa época difícil de ter saído da Nordeste me deu oportunidade, para segurar a barra por lá.

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Quem matou a META foi a filha que não segurou a empresa (e quem apagou o Mesquita foi um concorrente)

Mas, vamos lá! Petróleo? Aviação? Vai lá German Efromovich! Baita oportunidade

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Se sair um MAO-GEO 5x semanal de E-Jet está bom demais, se pudesse ser MAO-GEO-MIA melhor ainda.

E como somos isolacionistas, tirando PTY e POS que são hubs, GEO está mais conectado com MIA e JFK do que com a América do Sul.

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A demanda atual - formada sobretudo de garimpeiros, cozinheiras e toda sorte de trabalhadores (além de seus familiares) - creio que já sustentaria um ATR da Azul para Boa Vista ou Manaus.

Atualmente há quatro voos diários com o famoso Beechcraft 1900 entre Georgetown e Lethen, que fica na fronteira com o Brasil, e a imensa maioria desses passageiros atravessa para o lado brasileiro.

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