Jump to content

Incidente grave - PR-GTN x FAB 2345 - abril/2018


RafaelBoaventura

Recommended Posts

Relatório Final - IG-065/CENIPA/2018

Histórico do voo:

A aeronave PR-GTN decolou do Aeródromo internacional Presidente Juscelino Kubitschek (SBBR), Brasília, DF, com destino ao Aeródromo Marechal Cunha Machado (SBSL), São- luís, MA, por volta das OOh3Omin (UTC), a fim de realizar um voo de transporte regular de passageiros, com seis tripulantes e 154 passageiros a bordo. Aeronave FAB 2345 havia decolado do Aeródromo de Santa Cruz (SBSC), Rio de Janeiro, RJ, com destino a SBBR, a fim de realizar transporte de pessoal, com três tripulantes e cinco passageiros a bordo. Durante a corrida de decolagem do Boeing 737, em SBBR, foi identificada, ainda na pista, a aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) que acabara de pousar. A aeronave civil decolou passando sobre a aeronave militar. As aeronaves não tiveram danos. Os ocupantes de ambas as aeronaves saíram ilesos.

 

 

Link to comment
Share on other sites

Mais uma vez os controladores da torre de Brasília se colocam em evidência...

Além disso, é um relatório didático sobre como impera no país a cultura do desleixo, ainda que na aviação comercial  isso seja bastante atenuado. Eu desconhecia, por exemplo, que há áreas de sombra no aeroporto JK, onde não é possível visualizar a partir da torre o que se passa com os tráfegos. E que as torres de iluminação do píer norte ofuscam os controladores à noite. Ou seja, grotescas falhas de projeto.

Link to comment
Share on other sites

Tivemos um caso também na Gol, no Galeão, bastante semelhante. Não me recordo a data exata e nem a aeronave envolvida, se não me engano a ocorrência se deu em na noite de Natal ou do Ano Novo de 2014/2015 com o PR-GUJ, decolando para Punta Cana. 

Na ocasião um E120 da FAB estava sendo rebocado e, durante o procedimento, houve o cruzamento da pista 15/33. Não houve comunicação bilateral entre o FAB e a TWR, de modo que o Gol fora autorizado a decolar. O tráfego somente foi avistado após a V1, e por enorme sorte (o voo estava bastante vazio) foi possível livrar e sair do chão antes de um possível impacto. 

Caso os colegas estivessem com algumas poucas toneladas a mais a bordo, não teria sido possível a decolagem e o acidente teria acontecido, possivelmente sem chance de sobrevivência para ninguém. 

Link to comment
Share on other sites

Pelo que li o solo autorizou livrar por outra saída o que fez prolongar o tempo na pista do FAB.
Minha dúvida é se o solo pode fazer isto sem coordenar com a torre.

Link to comment
Share on other sites

Agora eu entendo o motivo da separação entre aeronaves ser tão conservadora em BSB: incompetência dos controladores.

Dá raiva a ineficiência para decolar ou pousar lá!

Link to comment
Share on other sites

1 hour ago, Bonotto said:

Pelo que li o solo autorizou livrar por outra saída o que fez prolongar o tempo na pista do FAB.
Minha dúvida é se o solo pode fazer isto sem coordenar com a torre.

A lambança toda veio disso. 

Ele falou na frequência da torre que ia sair numa twy, mudou pro solo e avisou que ia sair na próxima.

Daí é aquela dinâmica padrão dois incidentes, uma sucessão infeliz de coincidências: Vista da TWR obstruída, refletor na cara, slope da pista impedindo de ver aeronave pequena, e quase parece todo mundo no jornal nacional. 

E Bonotto, salvo enganos de ICA 100-12 empoeirada, Não! O solo não pode. Você livra a pista e ingressa na TWY sempre com a TWR, após isso, chama o solo, por isso tantos lugares usam o “livre na golf e chame solo após”

Link to comment
Share on other sites

1 minute ago, SimpleMan said:

Agora eu entendo o motivo da separação entre aeronaves ser tão conservadora em BSB: incompetência dos controladores.

Dá raiva a ineficiência para decolar ou pousar lá!

Sem contar ser um aeródromo que permite operações simultâneas e não ocorrer por pintura similar a esse caso acima, né.

Link to comment
Share on other sites

Terminei de ler o relatório e meu Deus. Incompetência demais da torre.

Eles sabem dos pontos cegos, a ofuscação e afins. Sendo assim deveriam prestar o triplo de atenção e manter a comunicação constante e clara. E pensar que esses caras coordenam o tráfego que passa diariamente em cima da minha cabeça.

Link to comment
Share on other sites

25 minutes ago, A350XWB said:

E Bonotto, salvo enganos de ICA 100-12 empoeirada, Não! O solo não pode. Você livra a pista e ingressa na TWY sempre com a TWR, após isso, chama o solo, por isso tantos lugares usam o “livre na golf e chame solo após”

Exato. Já vi acontecer de a TWR autorizar uma decolagem e a outra aeronave mandar na fonia "Eu ainda não livrei a pista!"

Link to comment
Share on other sites

Recentemente a Inframérica (operadora do SBBR) trocou todas as lampadas de iluminação do pário para lampadas de led e ainda colocou defletores nas que ofuscavam a torre de controle. Ficou muito legal o trabalho deles. Vi umas fotografias com o antes e o depois e o trabalho ficou bom.

As outras recomendações deverão ser acompanhadas pela ANAC de perto.

Link to comment
Share on other sites

13 hours ago, Schonarth said:

Terminei de ler o relatório e meu Deus. Incompetência demais da torre.

Eles sabem dos pontos cegos, a ofuscação e afins. Sendo assim deveriam prestar o triplo de atenção e manter a comunicação constante e clara. E pensar que esses caras coordenam o tráfego que passa diariamente em cima da minha cabeça.

No caso do acidente gol x legacy um controlador falou para o outro na passagem de serviço: "tá vendo esse legacy aqui? Gasta um pouquinho do teu inglês e manda ele descer pro 370". O camarada esqueceu e quando lembrou, já era tarde... área de sombra não permitiu o legacy copiar o centro Brasília... Esse é, ou pelo menos era, o padrão por lá...

Link to comment
Share on other sites

Archived

This topic is now archived and is closed to further replies.

×
×
  • Create New...

Important Information

Saiba os termos, regras e políticas de privacidade