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Família é retirada de voo por suspeita de doença contagiosa (que não era)


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Esse é daqueles casos que não dá pra defender nem atacar ninguém. Os comissários tem uma regra expressa de que passageiro com determinas condições de saúde  (que o comissário, de fato não tem como saber se é contagiosa) só pode voar com MEDIF ou laudo correspondente que a família não tinha e quando conseguiu, voou. Os comissários seguiram a regra da companhia e creio dificilmente agiram por mal ou nada a mais do que o medo de reporte e perder o emprego. 
 

A questão pra mim é como a empresa explica isso no processo da compra? Explica? Porque é muito fácil escrever uma regra e deixar pra linha de frente o ônus de interpelar o passageiro, pela reportagem, era uma família bem simples, como essa informação deveria chegar até eles? E porque check-in, despacho e todo mundo de fez de sonso? 
 

Enfim, muito triste e traumático ler o que a família passou, difícil não ter empatia. Hora de pagar o dano moral que vai vir e rever os procedimentos. Não foi o primeiro e não será o último o caso de problema com laudo fazer PAX desembarcar. 

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3 minutes ago, A350XWB said:

Esse é daqueles casos que não dá pra defender nem atacar ninguém. Os comissários tem uma regra expressa de que passageiro com determinas condições de saúde  (que o comissário, de fato não tem como saber se é contagiosa) só pode voar com MEDIF ou laudo correspondente que a família não tinha e quando conseguiu, voou. Os comissários seguiram a regra da companhia e creio dificilmente agiram por mal ou nada a mais do que o medo de reporte e perder o emprego. 
 

A questão pra mim é como a empresa explica isso no processo da compra? Explica? Porque é muito fácil escrever uma regra e deixar pra linha de frente o ônus de interpelar o passageiro, pela reportagem, era uma família bem simples, como essa informação deveria chegar até eles? E porque check-in, despacho e todo mundo de fez de sonso? 
 

Enfim, muito triste e traumático ler o que a família passou, difícil não ter empatia. Hora de pagar o dano moral que vai vir e rever os procedimentos. Não foi o primeiro e não será o último o caso de problema com laudo fazer PAX desembarcar. 

A tripulação agiu corretamente no caso, ainda que a doença da menor não seja de fato contagiosa. A empresa exige a apresentação antecipada do(s) atestado(s) de condição de saúde de passageiro portador de enfermidades e, na falta deste, não é permitido que se prossiga caso haja suspeita de risco a terceiros ou até mesmo à segurança do voo. 

Creio também que a tripulação não deve ter adotado em nenhum momento uma postura arrogante. 

No entanto, o contrato de transporte aéreo e as regras para embarque são bastante ocultas no momento da compra da passagem em todas as empresas aéreas. 99,9% dos passageiros infelizmente clica na caixinha do "li e concordo com o contrato..." sem ler nenhuma das cláusulas. Quando a compra é feita por outros meios, como telefone/agente de viagens/agências, o acesso fica ainda mais dificultoso. Não me surpreenderia saber que muitos sequer sabem que há a existência de um contrato. 

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6 minutes ago, B737-8HX said:



Creio também que a tripulação não deve ter adotado em nenhum momento uma postura arrogante. 
 

 

Também creio que não, acho inclusive que o relato da enfermeira falando que não era contagiosa e foi retrucada pelo cms que disse que “ela não era médica” parece grosseria a primeira vista, mas de fato, ela não é médica, não dá laudo, então a avaliação dela ali no avião infelizmente não adianta nada. 

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Houve uma falha em algum momento. Acho que o check-in falhou. Tudo isso poderia ter sido evitado se esse atestado tivesse sido verificado no momento do check in. Evitaria constrangimento, ação judicial e prejuízo para a família

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A família é daqui de Alagoas (girau do  ponciano) houve grande comoção. A tripulação agiu sim de maneira arrogante subestimando o conhecimento da enfermeira. A área da saúde não se resume somente à médicos e um enfermeiro é um profissional de nível superior que estuda de 4 a 5 anos matérias como anatomia, fisiologia, imunologia, parasitologia, microbiologia, epidemiologia, além da própria semiologia. Em muitos casos sabem lidar melhor com o paciente do que os próprios médicos. É uma tremenda ignorância achar que uma enfermeira não sabe distinguir uma doença contagiosa ou não. 

Em tempo, a empresa do acontecimento é uma empresa que muitos do CR dizem ter melhorado o atendimento. Imagine só se não tivesse melhorado hein?! 

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Just now, deiv said:

A família é daqui de Alagoas (girau do  ponciano) houve grande comoção. A tripulação agiu sim de maneira arrogante subestimando o conhecimento da enfermeira. A área da saúde não se resume somente à médicos e um enfermeiro é um profissional de nível superior que estuda de 4 a 5 anos matérias como anatomia, fisiologia, imunologia, parasitologia, microbiologia, epidemiologia, além da própria semiologia. Em muitos casos sabem lidar melhor com o paciente do que os próprios médicos. É uma tremenda ignorância achar que uma enfermeira não sabe distinguir uma doença contagiosa ou não. 

Em tempo, a empresa do acontecimento é uma empresa que muitos do CR dizem ter melhorado o atendimento. Imagine só se não tivesse melhorado hein?! 

Realmente eu concordo com todos, tu só posta contra a Gol. Se tiver algo da Gol tu vem rapidinho comentar pra detonar. CHATO P CARAMBA...

Enfermeira não prescreve, não da atestado e não tem nesse caso poder para comprovar se a doença é ou não contagiosa. A tripulação agiu de forma correta sim. Queria saber se fosse o caso de ter liberado sem a comprovação adequada por um MÉDICO e realmente causar contagio de doença nos demais passageiros, ainda mais que você esta em um ambiente confinado onde o contato direto é praticamente inevitável entre passageiros.

Caso houvesse isso, gostaria de saber qual seria a critica.  

Houve sim suporte pela empresa que ajudou no deslocamento dos passageiros para obter o atestado e depois foram embarcados com a documentação em dia no voo subsequente.

 

PARA DE SÓ CRITICAR.. SÓ QUER CHAMAR A ATENÇÃO.. IRRITANTE DEMAIS...

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A coisa foi conduzida da pior forma possível e culminou numa situação extrema: retirada dos passageiros após estarem embarcados.

Não há como dizer que a tripulação agiu corretamente.

Certamente o judiciário vai condenar a companhia. E com razão.

 

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5 minutes ago, 2setão said:

A coisa foi conduzida da pior forma possível e culminou numa situação extrema: retirada dos passageiros após estarem embarcados.

Não há como dizer que a tripulação agiu corretamente.

Certamente o judiciário vai condenar a companhia. E com razão.

 

O que a tripulação deveria ter feito?

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My nickelback:

Se as coisas realmente ocorreram como relatado (só existe uma versão da história, a nota a empresa aérea, como de costume nada esclarece),  no mínimo faltou Bom Senso para lidar com a situação.

É preciso salientar que não existe Lei, Norma ou mesmo disposição clara no "contrato de transporte aéreo", que proíba a viagem de passageiros com alguma enfermidade, tampouco que obrigue o enfermo a apresentar o MEDIF com antecedência para a empresa aérea ( o contrato da gol fala de forma vaga em "se aplicável", sem especificar as hipóteses em que é aplicável).

A negativa de embarque é feita com base nos poderes do comandante, previstos no art. 168 do CBA.

Cabe, portanto, a empresa justificar a negativa de embarque e não ao passageiro provar que pode realizar a viagem. A lógica é a inversa do que defende a empresa.

Evidentemente que uma suspeita fundada de uma doença contagiosa é motivo suficiente para a negativa de embarque, em que pese via de regra ser uma medida completamente inócua.

Todavia, sinais externos de uma doença de pele não deveriam ser suficientes para exigir de um passageiro um laudo médico dizendo que não se trata de doença. 

Trata-se de uma avaliação estética e sem qualquer fundamento, baseada mais em preconceito do que qualquer outra coisa. 

Todo dia tem um passageiro tossindo em um avião e apesar de doenças transmissíveis pelo ar serem muito mais contagiosas em ambiente como um avião, somente casos mais severos (sudorese intensa, catarro ou tosse intensa, por exemplo) tem problemas de permanecer a bordo.

No caso concreto, o tripulante alegou tratar-se de catapora (cujo período de contágio é anterior ao surgimento das erupções e dura até o rompimento das bolhas) e mesmo com a negativa da família, informando sobre o real diagnóstico, mostrando um laudo médico que atestava a doença e esclarecendo a situação, inclusive com a ajuda da profissional de saúde, no sentido de que não era contagiosa.

Ignorou-se tudo isso e sentenciou-se (apesar de ninguém da tripulação ser médico) que se tratava de "doença contagiosa" e que estavam seguindo "norma da ANVISA", para exigir, sem respaldo legal, atestado médico dizendo que a doença não era contagiosa.

Volto a repetir, é preciso haver uma suspeita fundada de doença contagiosa, que pode ser ilidida por outros meios disponíveis ao passageiro naquele momento, não sendo obrigatória a apresentação do MEDIF com antecedência, por falta de fundamento legal ou normativo para esta exigência.

Não dá para resolver a questão na base do "eu to falando que você esta doente e só mudo de ideia se um médico dizer o contrário" é uma forma burra e intransigente de resolver um problema criando outro maior ainda. 

Pra mim, houve claro abuso da prerrogativa de negativa de embarque prevista no CBA em detrimento ao bom e velho Bom Senso.

Se esta é uma exigência interna da empresa (Só liberar o embarque mediante a apresentação prévia de MEDIF) como disse o colega 737-8HX, só resta aos empregados cumprirem e a empresa deve arcar com as consequências, como o abalo na imagem e eventual passivo judicial.

Abraços

 

 

 

 

 

 

 

Edited by PT-WRT
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A tripulação agiu como tinha que agir (se eles não tivessem a informação de que não era contagiosa), mas companhia não é só tripulação, a companhia errou quando deixou embarcar sem esse tal de atestado, e a barreira era o check-in. A gol errou, ou em retirar do voo alguém que poderia ter viajado, ou em não fazer as verificações corretas no check-in. Se fez check-in online, o portão de embarque (a segunda barreira) deveria ter cobrado o tal atestado.

E isso poderia ter acontecido com qualquer uma, gol, tam, azul...

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1 hour ago, deiv said:

 

Em tempo, a empresa do acontecimento é uma empresa que muitos do CR dizem ter melhorado o atendimento. Imagine só se não tivesse melhorado hein?! 

Caro Deiv,

Temos notado que a maioria de suas postagens são depreciativas contra uma determinada empresa e em muitos casos sua atitude é de Flammer.

O Contato Radar / Ponte Aérea prevalece sempre pelo bom debate, do contraditório, do respeito mútuo entre seus usuários e outras entidades.

Portanto, se continuar com estas atitudes de provocação, de não adicionar nada ao debate, iremos tomar decisões mais severas do que uma chamada em público.

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2 hours ago, deiv said:

A família é daqui de Alagoas (girau do  ponciano) houve grande comoção. A tripulação agiu sim de maneira arrogante subestimando o conhecimento da enfermeira. A área da saúde não se resume somente à médicos e um enfermeiro é um profissional de nível superior que estuda de 4 a 5 anos matérias como anatomia, fisiologia, imunologia, parasitologia, microbiologia, epidemiologia, além da própria semiologia. Em muitos casos sabem lidar melhor com o paciente do que os próprios médicos. É uma tremenda ignorância achar que uma enfermeira não sabe distinguir uma doença contagiosa ou não. 

Em tempo, a empresa do acontecimento é uma empresa que muitos do CR dizem ter melhorado o atendimento. Imagine só se não tivesse melhorado hein?! 

Descobrimos! O deiv é enfermeiro, possivelmente aeronauta ou aeroviário frustrado pela Avianca. :suicide_anim:

Em tempo, enfermeiro pode ser tudo isso que você falou, mas continua não podendo atestar nada.

Numa parte da notícia diz que a família apresentou um "laudo" a bordo, porém no final fala que "correram" para o hospital para providenciar o laudo para embarcar no voo seguinte. Afinal, tinha ou não tinha atestado em mãos?

Se foi desembarcado é porque não tinha. 

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2 hours ago, IceAir said:

Numa parte da notícia diz que a família apresentou um "laudo" a bordo, porém no final fala que "correram" para o hospital para providenciar o laudo para embarcar no voo seguinte. Afinal, tinha ou não tinha atestado em mãos?

Se foi desembarcado é porque não tinha. 

Pelo que diz a reportagem eles apresentaram um laudo atestando qual era a doença da menina (até porquê estavam indo para são paulo para o tratamento especializado) mas a empresa aérea exigiu um laudo me´dico dizendo que a doença não era contagiosa!

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1 hour ago, IceAir said:

Descobrimos! O deiv é enfermeiro, possivelmente aeronauta ou aeroviário frustrado pela Avianca. :suicide_anim:

Em tempo, enfermeiro pode ser tudo isso que você falou, mas continua não podendo atestar nada.

Numa parte da notícia diz que a família apresentou um "laudo" a bordo, porém no final fala que "correram" para o hospital para providenciar o laudo para embarcar no voo seguinte. Afinal, tinha ou não tinha atestado em mãos?

Se foi desembarcado é porque não tinha. 

Se fosse aeronauta teria conhecimento de legislação, onde de fato a enfermeira por maior que seja o seu conhecimento não tem poder legal para emitir um embasamento perante as regras pertinentes a situação, em bom português, não é médico para atestar algo, mesmo que saiba tanto quanto um médico.

2 hours ago, 2setão said:

A coisa foi conduzida da pior forma possível e culminou numa situação extrema: retirada dos passageiros após estarem embarcados.

Não há como dizer que a tripulação agiu corretamente.

Certamente o judiciário vai condenar a companhia. E com razão.

6 hours ago, MRN said:

Houve uma falha em algum momento. Acho que o check-in falhou. Tudo isso poderia ter sido evitado se esse atestado tivesse sido verificado no momento do check in. Evitaria constrangimento, ação judicial e prejuízo para a família

Infelizmente rola muito em aeroporto de "transferir" o problema para outro setor, isso acontece todo dia, toda hora, inclusive está acontecendo agora em algum aeroporto, o "despacho" passa a bomba para o tripulante... tudo isso em nome de estatísticas ou código de atraso ou vadiagem mesmo... cansei de ouvir "o atraso é da manutenção, não é meu"... e isso acontece na hora de se fazer de cego em certas coisas no check-in, um fato bem comum são as grávidas que "explodem" na mão do comissário sem ter preenchido os papeis láaaaa no check-in.

3 hours ago, deiv said:

A família é daqui de Alagoas (girau do ponciano) houve grande comoção. A tripulação agiu sim de maneira arrogante subestimando o conhecimento da enfermeira. A área da saúde não se resume somente à médicos e um enfermeiro é um profissional de nível superior que estuda de 4 a 5 anos matérias como anatomia, fisiologia, imunologia, parasitologia, microbiologia, epidemiologia, além da própria semiologia. Em muitos casos sabem lidar melhor com o paciente do que os próprios médicos. É uma tremenda ignorância achar que uma enfermeira não sabe distinguir uma doença contagiosa ou não. 

Em tempo, a empresa do acontecimento é uma empresa que muitos do CR dizem ter melhorado o atendimento. Imagine só se não tivesse melhorado hein?! 

Poderia ter acontecido em qualquer uma empresa aérea, aconteceu muito nessa empresa aí que você idolatra, a caloteira (e isso é fato, não é achismo, deu calote mesmo).

Quanto a condição da enfermeira, bom, ela pode saber o quanto for, não é MÉDICA, só emite atestado ou lado M-É-D-I-C-O! E outro ponto, você estava a bordo para saber se a tripulação foi arrogante? Voce possui conhecimento, formação acadêmica em detecção de arrogância? Sua perseguição a G3 só reforça o desejo de muitos, expressado no post abaixo rs... 

2 hours ago, Beto Holder said:

Sério, alguem pode dar um ban nesse "cidadão" ai?? Ele não agrega NADA ao fórum, só traz confusão aos tópicos

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Enfermidades a bordo fica complicado dizer quem tá certo ou quem tá errado. Acredito que tripulação fez o papel dela pensando em outros passageiros, vale lembrar tbm que hoje tem uma de constrangimento visando indenização, o que gera desconfiança em muitas reportagens.

Não custava nada um atestado médico. Sempre que atendo pax com enfermidades, peço para pedir ao medico um atestado para evitar problemas.

Edited by SOUSA CPV
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Também acho que a tripulação utilizou-se de rigor excessivo.

Havia um atestado relatando o nome da doença. Bastaria entrar no Google e verificar que não era contagiosa. Ou seria necessária a presença do Dr. Drauzio para tranquilizar a tripulação? Houve evidente má vontade em apurar o caso.

Entretanto, acredito que até pela suposta postura humilde dos passageiros, resolveu-se tomar uma medida drástica. Se eu estivesse com meu filho neste avião, com um atestado que dizia o nome da doença, só sairia da aeronave arrastado pelo PF.

 

 

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2 minutes ago, ciliantes said:

Se eu estivesse com meu filho neste avião, com um atestado que dizia o nome da doença, só sairia da aeronave arrastado pelo PF.

De repente, quando o PF chegasse ao avião, com a experiência que ele tem, faria justamente isso, checaria que a doença não é contagiosa e não retiraria a família, aí caberia ao cmte decidir por não decolar e cancelar o voo.

Eu também só sairia com a PF

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Caros, 

Concordo com as ponderações da maioria dos senhores acima colocadas, porém a companhia preconiza alguns procedimentos para que um passageiro enfermo embarque. 

No caso da paciente em questão, apesar dela possuir um atestado médico em mãos que supostamente comprovava o tipo da doença e o fato dela não ser infectocontagiosa, era necessário:

1) Envio do formulário MEDIF - formulário de informação médica (padrão e adotado pela maioria das empresas) para a Gol com tempo hábil, em até 72h antes do voo;  

2) Envio do atestado médico para a Gol em tempo hábil, até 72h antes do voo; 

As condições do paciente, o formulário e o atestado MÉDICO são analisadas por uma equipe médica da própria empresa que poderá deferir ou não o embarque, ainda que o atestado do médico pessoal do passageiro diga que não há nenhum problema em realizar a viagem. 

Portanto, uma vez que a tripulação identificou a patologia visualmente e sem que os documentos acima tenham sido entregues à empresa dentro do prazo estipulado, a única prerrogativa restante é o desembarque do passageiro (por mais inconveniente que seja) para que os procedimentos sejam seguidos e, enfim, todos possam voar. 

Não é uma questão de bom senso, é uma questão de regras que DEVEM ser seguidas. Pela tripulação, comandante e comissários, a passageira poderia seguir viagem. Entretanto, por ser REGRA da empresa, "manda quem pode, obedece quem tem juízo". 

A falha começou durante o procedimento de check-in, continuou no embarque e estourou na mão da tripulação, infelizmente. Por mais desagradável que tenha sido para a família ser exposta a um desembarque compulsório, a atitude da tripulação é prevista e corroborada pela empresa. Isso não acontece somente na Gol, em qualquer empresa aérea isso pode ocorrer. 

No caso da impossibilidade de viajar, dentro ou fora do avião, a Gol garante ao passageiro e aos seus acompanhantes a remarcação sem custos ou o reembolso do valor integral da passagem sem ônus. É garantido ainda um desconto de 80% no valor da passagem para o acompanhante, que pode ser pleiteado após a apresentação dos documentos acima elencados. 

Em tempo: por melhor que seja a formação, o tempo e a abrangência, enfermeiro não é médico. A palavra da enfermeira, por maior que seja a razão, não tem nenhuma serventia para o caso. 

 

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Informações constantes do site da GOL:

O envio do formulário MEDIF para a GOL deve ser realizado a partir de 15 dias que antecedem o voo ou em até 72 horas antes do voo.

Esse formulário deve ser preenchido quando o cliente:

  • Sofrer alguma doença que a GOL acredita ser contagiosa;
  • Possa desenvolver qualquer comportamento ou condição física incomum, que possa gerar efeito adverso ao bem-estar e conforto de outros passageiros ou da tripulação;
  • Possa ser considerado um risco em potencial à segurança do voo ou à sua (exemplos: desvio de rota e pouso extra);
  • Precise de atenção médica ou equipamentos especiais para manter sua saúde durante o voo (oxigênio ou maca);
  • Possa ter sua condição médica agravada durante ou por causa do voo;
  • Necessite de acompanhamento médico ou de tratamento médico a bordo.

 

Com exceção da regra em vermelho, a qual comentarei adiante, a princípio, a passageira, portadora de doença de pele, não estava inserta nas condições estipuladas pela Companhia. Ou seja, não necessitaria enviar o MEDIF com a antecedência exigida.

Sobre a exigência de envio do MEDIF à Companhia no caso de "sofrer alguma doença que a GOL acredita ser contagiosa", é um tanto quanto controversa, em razão de sua manifesta subjetividade.

Quais os critérios que a GOL utiliza para definir a possibilidade de transmissão de enfermidade? Como o passageiro poderá saber se a enfermidade que possui pode provocar desconfiança na Companhia?

Viajar de óculos escuros poderá fazer que a Gol acredite que o passageiro está com conjuntivite?

A gripe é uma doença altamente contagiosa. Isto é fato notório.Vamos agora impedir os gripados de embarcar?

Insisto, o bom senso não prevaleceu. Os pais de menina tinham um documento médico em mãos. Com a existência de um atestado, assinado pelo médico, informando qual a patologia a moça sofria, simples consulta ao google comprovaria que a doença descrita  não implicaria em risco aos demais passageiros. A coisa poderia ter sido conduzida de outra forma.

Isto me lembra o caso da já idosa professora que, por estar com a camisa da escola que trabalhava,  foi barrada no cinema pelo fato de haver uma norma proibindo alunos uniformizados de assistirem as sessões.

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3 minutes ago, ciliantes said:

 

Sobre a exigência de envio do MEDIF à Companhia no caso de "sofrer alguma doença que a GOL acredita ser contagiosa", é um tanto quanto controversa, em razão de sua manifesta subjetividade.

 

Basta ter um laudo médico comprovando que a doença não é e eles não vão impedir de voar.

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34 minutes ago, ciliantes said:

Quais os critérios que a GOL utiliza para definir a possibilidade de transmissão de enfermidade? Como o passageiro poderá saber se a enfermidade que possui pode provocar desconfiança na Companhia?

Que tal ver a da Azul? Os itálicos em negrito são da minha parte. My house, my rules... é uma JUNTA MÉDICA que vai analisar... não exagere a citar óculos escuros...

Em alguns casos, se você ou o passageiro pra quem você está comprando passagem não estiver em perfeita saúde, é obrigatório preencher o Formulário MEDIF (Medical Information Form). Isso acontece quando o passageiro:

  • sofre de enfermidade ou incapacidade que cause efeitos à sua saúde e bem-estar ou até mesmo aos demais passageiros e tripulação;
  • passou por uma cirurgia recentemente;
  • tem uma condição de saúde considerada instável;
  • representa um risco à segurança ou à pontualidade do voo;
  • precisa da atenção ou do acompanhamento médico e/ou equipamentos especiais durante o voo.

O Formulário MEDIF é fornecido pela Azul para que os clientes garantam o preenchimento e a assinatura do médico pessoal do passageiro antes de reservar a passagem. O envio à AZUL deve ser feito em até 72 horas úteis antes do voo por e-mail ou fax. O documento médico e o MEDIF serão avaliados pelo serviço médico da Azul, especializado em medicina de aviação, com prazo para resposta de 48 (quarenta e oito) horas úteis. Vale lembrar que o transporte aéreo de clientes nas situações descritas acima está sujeito à autorização prévia do departamento médico da Azul, com base nas informações do formulário. No caso de as exigências da Azul não serem atendidas, o transporte do passageiro pode ser recusado.

O passageiro com deficiência ou mobilidade reduzida deve ser acompanhado de um responsável maior de 18 anos, sempre que em virtude de impedimento de natureza mental ou intelectual, não possa compreender as instruções de segurança de voo ou não possa atender às suas necessidades fisiológicas sem assistência. Nesses casos, a Azul exigirá a presença de um acompanhante de escolha do passageiro, com o desconto de 80% sobre a tarifa de reservas pagas em reais (não inclui reservas emitidas em pontos ou pontos + reais) do passageiro que necessita de assistência. A Azul oferecerá resposta por escrito, no prazo de 48 horas, às solicitações de acompanhante pelo passageiro. A AZUL não atende solicitação de transporte em maca e uso de oxigênio medicinal (cilindros portáteis de oxigênio líquido ou pressurizado) a bordo de suas aeronaves (ATR, Embraer - EJet e Airbus) em razão de inexistência de certificação das aeronaves para tanto, além de questões de segurança operacional. A empresa aguarda a definição de normas brasileiras sobre o uso de concentradores portáteis de oxigênio.

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A GOL gostaria de mais uma vez expressar que lamenta profundamente o fato da família que embarcava para Guarulhos, a partir de Aracaju, no último domingo, dia 26, ter precisado desembarcar da aeronave devido à ausência de atestado médico que comprovasse que o quadro clínico da criança não se tratava de doença infectocontagiosa. Entendemos o transtorno causado por uma viagem interrompida, ainda mais quando tal deslocamento se dá por motivos de tratamento de saúde de uma criança. Por isso, oferecemos toda a orientação e o suporte de pessoal e de recursos para que a família pudesse providenciar o documento requerido, no menor tempo possível, e embarcasse no próximo voo disponível, o que de fato aconteceu.

 Tomamos esse desconfortável episódio como uma chance de esclarecer nossos procedimentos e orientar a população para situações como essa. Nosso Manual Operacional – elaborado em conformidade com as recomendações da IATA (Associação Internacional de Transportes Aéreos) e chancelado pela Anac – prevê que, em caso de manifestação de doenças com lesões visíveis para leigos, um atestado médico precisa obrigatoriamente ser apresentado, para garantir que comprovadamente não se trata de doença infectocontagiosa.

Essa medida tem como base um preceito ético fundamental e básico que determina que, quando se lida com segurança e risco, o conforto, os interesses e os objetivos individuais ou mesmo de grupos menores jamais poderão se sobrepor à hipótese de colocar em risco o coletivo. Assim, o procedimento regulamentado e necessário quando se lida com as vidas de cerca de 3 milhões de pessoas a cada mês visa garantir a segurança de todos os passageiros, impedindo que eventualmente sejam expostos a doenças no espaço confinado de uma aeronave. O mesmo regimento orienta que a liberação para a viagem só poderá ser feita por meio de um atestado médico formal, não podendo ser substituído pela recomendação ou opinião, por mais abalizadas e capacitadas que possam ser, de outros passageiros presentes.

Reforçamos, ainda, que nossa equipe de aeroportos e tripulação são treinados ininterruptamente para oferecer a melhor experiência para todos. Evidentemente não somos insensíveis à fragilidade de uma família e de sua criança vivendo uma situação de doença. Nosso objetivo maior é que eles e todos aqueles que escolhem a GOL para suas viagens tenham uma experiência confortável, agradável e, muito especialmente, segura. Entretanto, uma operação que envolve dezenas de milhares de vidas sendo transportadas todos os dias precisa seguir procedimentos que, em certos casos, inevitavelmente, produzirão situações desagradáveis como a que envolveu a família mencionada, e que novamente lamentamos, sempre reafirmando nosso objetivo de servir com humildade, qualidade e segurança.

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