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MRN

Pai acusa latam de abuso sexual a filho

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Historia obscura essa... menino perder cnx pq aquele envelope foi colocado na mochila? E simplesmente o funci que recebeu o menino nao questionou aonde estava a documentacao?? O menino é mudo, tem alguma deficiencia?? Pq ele saberia dizer se perguntassem a ele aonde estava tal envelope plastico que tava pendurado no pescoço dele. Ta muito estranho isso ai

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Eu não tenho filho de 6 anos, mas se tivesse, não confiaria em mandar sozinho pro exterior...

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São várias falhas no processo da empresa mas agora essa acusação de abuso vir 2 anos depois, sem corpo de delito ou perícia qualquer?

 Como vão saber se é ou não procedente? Muito estranho tudo isso, se alguém souber como isso acontece nesses casos, poderiam nos informar?

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2 hours ago, MRN said:

Eu não tenho filho de 6 anos, mas se tivesse, não confiaria em mandar sozinho pro exterior...

Ja mandei pela TAP (no meu caso enteado) e foi super tranquilo. Nunca tive um problema sequer

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1 hour ago, Luckert said:

São várias falhas no processo da empresa mas agora essa acusação de abuso vir 2 anos depois, sem corpo de delito ou perícia qualquer?

 Como vão saber se é ou não procedente? Muito estranho tudo isso, se alguém souber como isso acontece nesses casos, poderiam nos informar?

Ta estranho demais!! E ainda vou duvidar do motivo desse menino ter perdido a cnx.... Cara, todo funci quando recebe a chd na porta da acft confere sua documentação, até pra saber pra quem entregar ou pra onde vai. Impossivel que tantos funcionários tenham falhado ao mesmo tempo, e ainda o proprio menino não ter/ saber dizer aonde está algo que estava no pescoço dele!! E quanto ao tempo, sem corpo de delito, sem chance. Nao tem materialidade

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5 hours ago, Beto Holder said:

Ta estranho demais!! E ainda vou duvidar do motivo desse menino ter perdido a cnx.... Cara, todo funci quando recebe a chd na porta da acft confere sua documentação, até pra saber pra quem entregar ou pra onde vai. Impossivel que tantos funcionários tenham falhado ao mesmo tempo, e ainda o proprio menino não ter/ saber dizer aonde está algo que estava no pescoço dele!! E quanto ao tempo, sem corpo de delito, sem chance. Nao tem materialidade

O Exame de corpo de delito não é indispensável, podendo a prova de materialidade ser feita por outros meios (principalmente prova testemunhal).

Em crimes sexuais a palavra de vítima é de extrema relevância, sendo que de forma nenhuma pode-se descartar a materialidade pelo decurso do tempo, ainda mais considerando-se a vítima menor e o criem a apenas 2 anos.

De resto o relato da reportagem é extremamente vago e genérico para se tirar qualquer conclusão, não acho nem que é estranho, acho mais que é bastante incompleto.

Abraços

 

 

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47 minutes ago, PT-WRT said:

O Exame de corpo de delito não é indispensável, podendo a prova de materialidade ser feita por outros meios (principalmente prova testemunhal).

Em crimes sexuais a palavra de vítima é de extrema relevância, sendo que de forma nenhuma pode-se descartar a materialidade pelo decurso do tempo, ainda mais considerando-se a vítima menor e o criem a apenas 2 anos.

De resto o relato da reportagem é extremamente vago e genérico para se tirar qualquer conclusão, não acho nem que é estranho, acho mais que é bastante incompleto.

Abraços

 

 

PT-WRT,

sobre prova testemunhal, sugiro a leitura do livro abaixo:

https://www.amazon.com.br/Witness-Defense-Accused-Eyewitness-English-ebook/dp/B00XHMGAJ8/ref=asc_df_B00XHMGAJ8/?tag=googleshopp00-20&linkCode=df0&hvadid=379708092693&hvpos=&hvnetw=g&hvrand=13009238919731496142&hvpone=&hvptwo=&hvqmt=&hvdev=c&hvdvcmdl=&hvlocint=&hvlocphy=1001541&hvtargid=pla-810887831699&psc=1

É muito bom, li em menos de uma semana.

Tem um caso específico sobre abuso sexual. Familiares paranoicos questionam tanto as crianças, insistem tanto para que elas falem se foram abusadas de alguma forma, que elas acabam inventando historias mirabolantes e totalmente sem sentido. Por isso é sempre bom ter um pé atrás quando a única prova é a testemunhal.

Outro livro sobre memória, um pouco mais abrangente, é esse:

https://www.amazon.com.br/Memory-Illusion-Remembering-Forgetting-Science-ebook/dp/B019CGXQA8/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=ÅMÅŽÕÑ&keywords=the+memory+illusion&qid=1582321119&s=digital-text&sr=1-1

Abraços

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Este é um tema delicadíssimo e muito complexo. Pelo que já li, crianças que realmente sofrem esses abusos tem extrema dificuldade de relatar o que ocorre logo em seguida ao ato justamento pela natureza do abuso. É preciso muito cuidado para não fazer julgamento precipitado para "nenhum dos lados". Eu não teria coragem de deixar um filho dessa idade viajar sozinho, mas não posso condenar uma família que permite.

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1 hour ago, Fernandinho said:

PT-WRT,

sobre prova testemunhal, sugiro a leitura do livro abaixo:

https://www.amazon.com.br/Witness-Defense-Accused-Eyewitness-English-ebook/dp/B00XHMGAJ8/ref=asc_df_B00XHMGAJ8/?tag=googleshopp00-20&linkCode=df0&hvadid=379708092693&hvpos=&hvnetw=g&hvrand=13009238919731496142&hvpone=&hvptwo=&hvqmt=&hvdev=c&hvdvcmdl=&hvlocint=&hvlocphy=1001541&hvtargid=pla-810887831699&psc=1

É muito bom, li em menos de uma semana.

Tem um caso específico sobre abuso sexual. Familiares paranoicos questionam tanto as crianças, insistem tanto para que elas falem se foram abusadas de alguma forma, que elas acabam inventando historias mirabolantes e totalmente sem sentido. Por isso é sempre bom ter um pé atrás quando a única prova é a testemunhal.

Outro livro sobre memória, um pouco mais abrangente, é esse:

https://www.amazon.com.br/Memory-Illusion-Remembering-Forgetting-Science-ebook/dp/B019CGXQA8/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=ÅMÅŽÕÑ&keywords=the+memory+illusion&qid=1582321119&s=digital-text&sr=1-1

Abraços

Fernandinho,

O que passei acima foi a jurisprudência dominante (praticamente pacífica) em nossos tribunais sobre a desnecessidade de prova pericial que pode ser suprida por prova testemunhal (que não se confunde com o depoimento pessoal da vítima) e a relevância da palavra da vítima em casos de violência sexual (principalmente contra menores), em contraposição a opinião do nosso colega que disse que não haveria materialidade pelo fato de não haver exame de corpo de delito após 2 anos. 

A preponderância do depoimento pessoal da vítima em crimes sexuais, decorre da circunstância de que normalmente este é o único elemento de prova possível, pois se trata de uma modalidade criminosa em que na maioria dos casos somente estão presentes as vitima e o autor.

Este entendimento não é uma opinião minha, mais sim do judiciário brasileiro julgando casos desta espécie.

Você pode concordar ou não com esta tese, mas não há como negar o standart de julgamento que hoje é praticado.

Ou seja, não se pode ter "um pé atrás"  quando a única prova é testemunhal (ou o depoimento pessoal da vítima) pois ela pode sim, ser suficiente para a condenação e na maioria dos casos será.

Isso não significa que a palavra da vítima (ou das testemunhas) é absoluta, pois ela pode ser corroborada ou desacreditada por outros meios de prova e ainda sujeita ao crivo dos julgadores.

A prova testemunhal possui tanta validade quanto as outras, ganhando maior ou menor relevância a depender do caso concreto e do próprio convencimento motivado do juiz.

A criação de memórias induzidas em crianças é uma questão muito séria (principalmente em casos de alienação parental), mas deve ser tratada caso a caso por profissionais especializados e não apontada como uma tendência comportamental a desabonar a sua utilização para condenação ou absolvição na esfera penal.

Abraços

 

 

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1 hour ago, PT-WRT said:

 

Ou seja, não se pode ter "um pé atrás"  quando a única prova é testemunhal (ou o depoimento pessoal da vítima) pois ela pode sim, ser suficiente para a condenação e na maioria dos casos será.

Ou seja, se foi a máxima: inocente até prova em contrário.

Você é acusado e terá que provar que é inocente.

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1 hour ago, PT-WRT said:

Fernandinho,

O que passei acima foi a jurisprudência dominante (praticamente pacífica) em nossos tribunais sobre a desnecessidade de prova pericial que pode ser suprida por prova testemunhal (que não se confunde com o depoimento pessoal da vítima) e a relevância da palavra da vítima em casos de violência sexual (principalmente contra menores), em contraposição a opinião do nosso colega que disse que não haveria materialidade pelo fato de não haver exame de corpo de delito após 2 anos. 

A preponderância do depoimento pessoal da vítima em crimes sexuais, decorre da circunstância de que normalmente este é o único elemento de prova possível, pois se trata de uma modalidade criminosa em que na maioria dos casos somente estão presentes as vitima e o autor.

Este entendimento não é uma opinião minha, mais sim do judiciário brasileiro julgando casos desta espécie.

Você pode concordar ou não com esta tese, mas não há como negar o standart de julgamento que hoje é praticado.

Ou seja, não se pode ter "um pé atrás"  quando a única prova é testemunhal (ou o depoimento pessoal da vítima) pois ela pode sim, ser suficiente para a condenação e na maioria dos casos será.

Isso não significa que a palavra da vítima (ou das testemunhas) é absoluta, pois ela pode ser corroborada ou desacreditada por outros meios de prova e ainda sujeita ao crivo dos julgadores.

A prova testemunhal possui tanta validade quanto as outras, ganhando maior ou menor relevância a depender do caso concreto e do próprio convencimento motivado do juiz.

A criação de memórias induzidas em crianças é uma questão muito séria (principalmente em casos de alienação parental), mas deve ser tratada caso a caso por profissionais especializados e não apontada como uma tendência comportamental a desabonar a sua utilização para condenação ou absolvição na esfera penal.

Abraços

 

 

PT-WRT,

 

sou analfabeto de pai e mãe em penal e processo penal. Detestava na faculdade e devo ter passado pescando de algum colega. Por isso não me atrevo a debater o assunto no aspecto legal/doutrinário/jurisprudencial. Sei o tamanho das minhas pernas e a hora de por o rabo entre elas.

Apenas quis ressaltar que existem discussões muito interessantes sobre umas questões psicológicas/neurológicas envolvendo memória e, particularmente, a prova testemunhal (nos EUA, pelo que entendi, a vítima também é considerada eyewitness).

Nos crimes sexuais percebi que a insistência sobre a suposta vítima é maior ainda, porque em regra ela nega. Acontece que a negativa pode decorrer do fato de não ter acontecido nada, mas insistem, insistem, insistem, criam cenários, empurram coisas na cabeça da pessoa e depois de algum tempo ela “lembra” do crime.

Tenho particular interesse nisso porque de vez em quando eu leio/ouço cada absurdo no trabalho, que só respirando fundo e tomando meio litro de água virando o copo para não sair do sério.

E nem preciso falar das pessoas que mentem descaradamente para atingir outros objetivos, como pode ter sido o caso do nosso “menino Ney”.

No final do livro da Elyzabeth Loftus ela fala exatamente na linha do que o Bonotto escreveu: quando a pessoa é investigada, processada, senta no banco dos réus, inverte-se totalmente a presunção de inocência. Ela é culpada até que se prove o contrário.

Se tiver tempo e interesse, leia os livros. São excelentes mesmo.

Abraço!

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Não dá para pré-julgar nenhum dos lados.

Tema delicadíssimo, mesmo.

Importante registrar que as crianças não sabem distinguir o que é toque normal, carinho ou abuso sexual.

Daí ser imprescindível a educação sexual nas escolas - que não foca em "ensinar sexo às crianças" e sim em ensinar a elas a diferença entre contato social e contato sexual. Algo como, te segurou pelo braço, OK; te segurou pelos órgãos sexuais, ERRADO.

E a consciência de que determinado contato foi sexual só é possível depois que a pessoa/criança passa a entender a diferença entre os contatos sociais e sexuais, razão pela qual a maior parte das denúncias só acontecem anos depois.

E mesmo quando a consciência do abuso sexual vem, há ainda os traumas psicológicos que ficaram.

As políticas de "ajudar as crianças a entenderem a diferença dos contatos físicos e sociais que fazem com elas"* passaram a ajudar a identificar de maneira menos defasada essas ocorrências e, com isso, até a obter provas materiais.

  • * Caramba, que exercício retórico para explicar a ação sem levantar as resistências ignorantes às indispensáveis "políticas de educação sexual na infância"... Ah, e isso NÃO é coisa interna às famílias porque quase 80% dos casos de abuso sexual se dá dentro da família, de primos, tios, padrastos e pais contra as crianças (estudem a origem da lenda do "boto engravidar as mulheres"). Mas isso não é coisa de regiões afastadas, a maioria dos casos estando nas grandes cidades (claro, é onde está a maioria da população) e classe de alto poder aquisitivo...

Ou seja, escrevo tudo isso para responder que não é estranho que os relatos de abuso aconteçam anos após os fatos. Pelo contrário, a maioria só acontece depois.

Mas tem, também, as questões que outro colega postou de criação de memórias inexistentes.

Assim, em um caso como este, não se deve descartar a acusação nem condenar antecipadamente.

16 hours ago, Silva said:

Este é um tema delicadíssimo e muito complexo. Pelo que já li, crianças que realmente sofrem esses abusos tem extrema dificuldade de relatar o que ocorre logo em seguida ao ato justamento pela natureza do abuso. É preciso muito cuidado para não fazer julgamento precipitado para "nenhum dos lados". Eu não teria coragem de deixar um filho dessa idade viajar sozinho, mas não posso condenar uma família que permite.

 

 

16 hours ago, Fernandinho said:

PT-WRT,

sobre prova testemunhal, sugiro a leitura do livro abaixo:

https://www.amazon.com.br/Witness-Defense-Accused-Eyewitness-English-ebook/dp/B00XHMGAJ8/ref=asc_df_B00XHMGAJ8/?tag=googleshopp00-20&linkCode=df0&hvadid=379708092693&hvpos=&hvnetw=g&hvrand=13009238919731496142&hvpone=&hvptwo=&hvqmt=&hvdev=c&hvdvcmdl=&hvlocint=&hvlocphy=1001541&hvtargid=pla-810887831699&psc=1

É muito bom, li em menos de uma semana.

Tem um caso específico sobre abuso sexual. Familiares paranoicos questionam tanto as crianças, insistem tanto para que elas falem se foram abusadas de alguma forma, que elas acabam inventando historias mirabolantes e totalmente sem sentido. Por isso é sempre bom ter um pé atrás quando a única prova é a testemunhal.

Outro livro sobre memória, um pouco mais abrangente, é esse:

https://www.amazon.com.br/Memory-Illusion-Remembering-Forgetting-Science-ebook/dp/B019CGXQA8/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=ÅMÅŽÕÑ&keywords=the+memory+illusion&qid=1582321119&s=digital-text&sr=1-1

Abraços

 

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Muito complicado isso, se alguém descobrir o que será decidido na justiça, por favor compartilhem 

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17 hours ago, Bonotto said:

Ou seja, se foi a máxima: inocente até prova em contrário.

Você é acusado e terá que provar que é inocente.

 Não e tão maquineista e simplório.

Existe uma diferenca muito grande entre valorar a prova e violar o principio da ampla defesa, por isso o parágrafo seguinte ao que você citou dizia o seguinte:

'Isso não significa que a palavra da vítima (ou das testemunhas) é absoluta, pois ela pode ser corroborada ou desacreditada por outros meios de prova e ainda sujeita ao crivo dos julgadores."

O Reu não precisa provar a sua inocência, agora isso tampouco significa que não se pode provar o crime e a autoria com a palavra da vítima, desde que obviamente ela esteja em harmonia com o resto do conjunto probatório.

E um erro muito comum das pessoas achar que na "palavra de um contra o outro" o réu deve ser absolvido,  o que não e verdade, pois o juiz deve acolher a versão.que considera mais plausível.

Em crimes sexuais a palavra da vítima ganha maior relevância por motivos óbvios.

17 hours ago, Fernandinho said:

PT-WRT,

 

sou analfabeto de pai e mãe em penal e processo penal. Detestava na faculdade e devo ter passado pescando de algum colega. Por isso não me atrevo a debater o assunto no aspecto legal/doutrinário/jurisprudencial. Sei o tamanho das minhas pernas e a hora de por o rabo entre elas.

Apenas quis ressaltar que existem discussões muito interessantes sobre umas questões psicológicas/neurológicas envolvendo memória e, particularmente, a prova testemunhal (nos EUA, pelo que entendi, a vítima também é considerada eyewitness).

Nos crimes sexuais percebi que a insistência sobre a suposta vítima é maior ainda, porque em regra ela nega. Acontece que a negativa pode decorrer do fato de não ter acontecido nada, mas insistem, insistem, insistem, criam cenários, empurram coisas na cabeça da pessoa e depois de algum tempo ela “lembra” do crime.

Tenho particular interesse nisso porque de vez em quando eu leio/ouço cada absurdo no trabalho, que só respirando fundo e tomando meio litro de água virando o copo para não sair do sério.

E nem preciso falar das pessoas que mentem descaradamente para atingir outros objetivos, como pode ter sido o caso do nosso “menino Ney”.

No final do livro da Elyzabeth Loftus ela fala exatamente na linha do que o Bonotto escreveu: quando a pessoa é investigada, processada, senta no banco dos réus, inverte-se totalmente a presunção de inocência. Ela é culpada até que se prove o contrário.

Se tiver tempo e interesse, leia os livros. São excelentes mesmo.

Abraço!

Então Fernandinho, acho que são coisas diferentes, apesar de estarem relacionadas.

Existem obviamente erros judiciais, alguns absurdos (sim conheço casos de pessoas presas por estupro.sem nenhuma prova), principalmente em um sistema como o nosso, em que a prova via de regra a mal produzida e pouco técnica.

A deficiência na formação da prova e talvez o maior problema de um processo judicial.

Aí entra o tema que voce citou que está muito em voga nos EUA por conta da série "olhos que condenam" que conta a história dos "cinco do central park".

Nestes casos a indução de falsas memórias não está na concepção do crime, pois este de fato ocorreu (não são supostas vítimas) e sim na indução do reconhecimento de pessoas erradas (aqui sim, supostos autores) por conta da deficiência da atividade de investigação.

A fragilidade do reconhecimento e discutida desde a Grécia 

De fato existem estudos (e infelizmente uma porrada de casos reais) que demonstram que uma vítima fragilizada, em um cenário de  percepção reduzida (rapidez da ação, pouca luminosidade, uso de mascaras, etc), propiciam que os investigadores introjerarem na vitima (que está sofrendo um processo de vimimizacao secundária) memórias falsas de um suspeito, principalmente se relacionadas a algum fenótipo específico (negros, asiáticos, altos, baixos). Com o reconhecimento as autoridades passam a forçar por uma confissão, em um processo de lógica invertida, encontram o suspeito e depois produzem provas contra ele e não localizam o suspeito através das provas.

São feitos reconhecimentos fotográficos ou presenciais sem respeito as regras do art. 226 do CPP (STJ e STF entendem como recomendação) muitas vezes com claro sugestionamento (4 brancos e um negro e a descricao do acusado e de negro por exemplo)ou álbum de fotos de suspeitos quando presos na delegacia com aquela placa.

O reconhecimento informal da audiência e a mesma coisa....o cara chega algemado, na condição de acusado...a vítima tem certeza que e ele.

Uma vez convenci o juiz a trocar um Reu (algo completamente fora dos padrões) e a vítima reconheceu o réu errado.

Nestes casos se o acusado não tiver uma defesa boa, certamente acabará condenado.

E não estamos aqui a discutir a inversão do ônus da prova para acusação, a desqualificar da prova testemunhal ou o erro no modelo de julgamento, mas sim a ineficiência do sistema persecutório em.produzir.provas reais, motivo pelo.qual produzem falsas provas (incluindo aí as.falsa memórias do acusado).

Por incrível que pareça estes "fakes reus" são produzidos.muito mais em crimes patrimoniais como roubo ou furto, que são comuns ao cotidiano e que praticamente toda a.proca e feita no flagrante e sob controle das polícias (militar que prende o réu e civil.que homologa).

Nós crimes sexuais, como.raramente.ha flagrante, a comunicação costuma ser tardia e a palavra da vítima ganha relevo, se tem um cuidado muito maior, sendo mais raro a utilização desta "técnica".

Aliais a realidade e que e muito difícil uma vítima deste tipo de crime que não tenha sido estuprada com violência por estranhos, consiga passar pelo crivo da delegacia sem orientação de um advogado.

Uma pessoa adulta que invente sozinha uma história não consegue sustenta-la, vide o caso do "menino" Ney.

Em crianças já e mais complicado, principalmente na briga entre os pais, um deles pode fazer uma acusação falsa e implantar memórias falsas nas crianças (neste caso sim, de um crime não cometido) em.processo conhecido como alienação parental.

Mas especialistas de psicologia forense conseguem identificar o teor "adulto" das descrições.

Enfim...mais uma vez, o problema não está na inversão da presunção da inocencia, que ainda, eu disse ainda, não e um modelo de julgamento vigente em nosso país, até pq para o cara sentar no banco dos reus uma serie de pessoas já foi convencida de que existem indícios de que ele cometeu o crime, (delgado, promotor, juiz que recebeu a denuncia) o que naturalmente o coloca numa posição de desvantagem em um momento que o que vale e o in dúbio pro sociedade (a presunção de inocência e regra de julgamento e não de processo).

A grande e questão está na qualidade da prova produzida as vezes  inválidas ou deliberadamente forjadas para condenar alguem, ou no movimento inercial do judiciário em achar normal os processos tocados sem provas técnicas importantes, de tanto que se utiliza o modelo reconhecimento/confissão, as vezes deixando de se pedir perícia ou Dna, por exemplo.

Como poucos podem pagar por bons defensores e a defensoria e esforçada, mais ainda pequena e sem recursos para encarar uma cruzada em prol da prova técnica, erros da fase de apuração acabam sendo convalidados e perpetuados, destruindo a vida de inocentes e não entregando a justiça as vítimas.

Abracos

 

 

 

 

 

 

 

 

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Eu tenho um filho de 6 anos e tbm não deixo ele ir nem no parquinho sozinho, quem dirá fazer um voo desacompanhado. Aproveitando.. Eu estava lendo esse caso no Facebook em um grupo da própria Latam, e lá eles informam que a companhia não aceita passageiros menores de 12 anos de idade em voos com conexão. 

Algum forista que trabalhe na companhia sabe se procede a informação? Pois de fato pode ser uma fake news ou algum pai "esperto" tentando ganhar algum dinheiro sem fazer muito esforço. 

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Mas será que o UOL publicaria uma fale news? Eles não checam antes de publicar? 

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1 hour ago, 737-800 said:

Eu tenho um filho de 6 anos e tbm não deixo ele ir nem no parquinho sozinho, quem dirá fazer um voo desacompanhado. Aproveitando.. Eu estava lendo esse caso no Facebook em um grupo da própria Latam, e lá eles informam que a companhia não aceita passageiros menores de 12 anos de idade em voos com conexão. 

Algum forista que trabalhe na companhia sabe se procede a informação? Pois de fato pode ser uma fake news ou algum pai "esperto" tentando ganhar algum dinheiro sem fazer muito esforço. 

Levava, mas sei que não leva mais 

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1 hour ago, 737-800 said:

Eu tenho um filho de 6 anos e tbm não deixo ele ir nem no parquinho sozinho, quem dirá fazer um voo desacompanhado. Aproveitando.. Eu estava lendo esse caso no Facebook em um grupo da própria Latam, e lá eles informam que a companhia não aceita passageiros menores de 12 anos de idade em voos com conexão. 

Algum forista que trabalhe na companhia sabe se procede a informação? Pois de fato pode ser uma fake news ou algum pai "esperto" tentando ganhar algum dinheiro sem fazer muito esforço. 

A regra atual só permite a utilização para maiores de 8 anos e entre 8 e 12 anos somente voos diretos.

Mas estás regras mudaram em 2019 e podem ter mudado antes, como a própria Latam reconhece que houve o transporte e a perda da conexão, provavelmente na época permitia 

Abraco

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12 hours ago, PT-WRT said:

A regra atual só permite a utilização para maiores de 8 anos e entre 8 e 12 anos somente voos diretos.

Mas estás regras mudaram em 2019 e podem ter mudado antes, como a própria Latam reconhece que houve o transporte e a perda da conexão, provavelmente na época permitia 

Abraco

Eu acabei de ler um artigo antigo e antes da mudança da lei em 2019, era possível mesmo crianças viajarem sozinhas em voos com conexão, pois os pais eram obrigados a assinar um termo para hospedagem da criança em um hotel em caso de algum problema. 

Apesar de ainda não terem provas concretas sobre o caso, fico imaginando o terror da criança ali sozinha sendo abusada por um doente, e a raiva dos pais em ouvir o filho/a contando o que aconteceu. É bem complicado!

Edited by 737-800
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Sou comissário e posso te garantir que o menor não teria nem saído do avião se não tivessem encontrado a documentação ... existem diversos procedimentos a ser cumpridos na entrega do menor e um deles é a assinatura da documentação por ambos os funcionarios(Chefe e despachante) e o registro do crachá do funcionario junto a tal documentação por meio de foto que vai para o app de rastreio do menor junto com o track da pulseira do mesmo  .... Sem isso nenhum Chefe de cabine em sã consciencia deixaria o menor desembarcar e muito menos um despachante o receberia !! 
Bem complicado .... torço para que não passe de mais uma familia querendo tirar dinheiro da LATAM ! Do contrário estaríamos diante de uma perca intencional/planejada do voo por parte do funcionario que o recebeu com o intuito de assediar o menor.

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Pai acusa funcionário da LATAM de abuso sexual contra o filho e pede $7.5 milhões na Justiça

Criança é filha de americano com brasileira e teria sido abusada ao passar a noite em São Paulo aguardando voo para Orlando; criança estava sob os cuidados da companhia aérea, que nega acusação

Por
 ACHEIUSA
-
  21 de fevereiro de 2020
537
800px-LATAM_Chile_Boeing_787-9_Dreamline

Pai pede $7.5 milhões à LATAM (Foto Wikimedia Commons) 

 
 
 
 
 

Um pai americano protocolou esta semana em Orlando (FL) um processo judicial contra a LATAM Linhas Aéreas. No processo, o pai acusa um funcionário da empresa aérea de ter abusado sexualmente de seu filho de seis anos em São Paulo, que estava viajando desacompanhado em 2018. A mãe da criança é brasileira.

De acordo com informações do processo judicial, o pai está pedindo $7.5 milhões na Justiça. Segundo o jornal New York Times, o menino estava viajando com o serviço de acompanhamento para  menor, oferecido pela companhia, de Belo Horizonte para Orlando, Flórida, com escala no aeroporto de Guarulhos (SP).

No processo, segundo o jornal, consta que a mãe do menino o deixou sob a responsabilidade de funcionários da LATAM no aeroporto de Belo Horizonte. Ele estava com os passaportes e todos os documentos necessários para a viagem dentro de uma pasta plástica pendurada em um cordão no pescoço. Em algum momento não especificado, um funcionário da companhia aérea tirou a pasta do pescoço do menino e a colocou dentro da mochila, de acordo com as informações do jornal.

Quando o garoto chegou a São Paulo, teria ficado sob responsabilidade de outro funcionário que, segundo o processo, não foi informado onde os documentos estavam e demorou para encontrá-los. Por causa da ausência de identificação, a Polícia Federal impediu o embarque do menino no voo com destino a Orlando e o funcionário só conseguiu encontrar os documentos quando o avião já havia decolado,

A LATAM decidiu então, segundo o processo, hospedar o menino em um hotel próximo ao aeroporto enquanto quatro funcionários se dividiram em turnos para supervisioná-lo durante as 15 horas seguintes, até o embarque da criança em direção ao destino final. Foi então que um dos funcionários da companhia aérea, de acordo com os acusadores, teria abusado sexualmente da criança.

O pai acusa a LATAM de não oferecer treinamento adequado para seus colaboradores, não minimizar riscos para os passageiros e falhar na supervisão de seus funcionários. “A LATAM, e o setor de aviação em geral, tinham conhecimento real do risco de menores desacompanhados durante escalas longas e de que a negligência no cuidado de menores desacompanhados pode resultar em agressões às crianças”, lê-se no processo.

LATAM nega acusações 

Em nota enviada à revista Crescer, a LATAM afirma ainda não ter conhecimento sobre o processo e reitera o compromisso com a qualificação de seus funcionários.  “A LATAM Airlines Brasil afirma que não foi notificada de nenhum processo judicial.  No entanto, está atenta a qualquer alegação dessa natureza e, desde já, se coloca à disposição para colaborar. Com relação à reclamação de 2018, informa que apurações criteriosas foram realizadas a época e não foram constatados quaisquer dos fatos, além da perda de conexão e atraso na entrega da bagagem do menor”, escreveu a empresa. “A companhia conta com equipe altamente qualificada e treinada, e tem protocolos internacionalmente aplicados a seus processos de serviço. Adicionalmente, a empresa tem valores e princípios constantes de seu Código de Conduta e um robusto Programa de Compliance. A LATAM Airlines Brasil informa que repudia veementemente qualquer tipo de violência e adota medidas para assegurar o bem-estar e a integridade dos passageiros. Esse é um valor imprescindível para a companhia, reforçado diariamente em todas as suas operações”. (Com informações do New York Times e Revista Crescer)

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18 hours ago, Luckert said:

...o pai está pedindo $7.5 milhões na Justiça...

Ele pede somente dinheiro mesmo? 

Porque eu estaria preocupado somente em severas punições ao suposto funcionário. Caso fosse verdade, lógico.

 

 

 

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8 hours ago, Airbus-FA said:

Ele pede somente dinheiro mesmo? 

Porque eu estaria preocupado somente em severas punições ao suposto funcionário. Caso fosse verdade, lógico.

 

Na justiça americana (ação é em Orlando/Fl) ele só pode pedir dinheiro pela indenização por danos morais, pois não há jurisdição criminal da justiça americana para apurar o suposto abuso cometido no Brasil (teria ocorrido no hotel).

Eventual processo criminal depende das autoridades brasileiras.

On 23/02/2020 at 16:13, Boeing_Rules said:

Sou comissário e posso te garantir que o menor não teria nem saído do avião se não tivessem encontrado a documentação ... existem diversos procedimentos a ser cumpridos na entrega do menor e um deles é a assinatura da documentação por ambos os funcionarios(Chefe e despachante) e o registro do crachá do funcionario junto a tal documentação por meio de foto que vai para o app de rastreio do menor junto com o track da pulseira do mesmo  .... Sem isso nenhum Chefe de cabine em sã consciencia deixaria o menor desembarcar e muito menos um despachante o receberia !! 
Bem complicado .... torço para que não passe de mais uma familia querendo tirar dinheiro da LATAM ! Do contrário estaríamos diante de uma perca intencional/planejada do voo por parte do funcionario que o recebeu com o intuito de assediar o menor.

Pois é....o que você disse faz todo sentido.....mas o pior é que a empresa não nega a perda de conexão por problemas na documentação quando a criança já estava sobre sua responsabilidade.

A reportagem por óbvio não é rica de detalhes o suficiente para entendermos a situação, as que é bem estranho, isso é!

On 23/02/2020 at 06:28, 737-800 said:

Eu acabei de ler um artigo antigo e antes da mudança da lei em 2019, era possível mesmo crianças viajarem sozinhas em voos com conexão, pois os pais eram obrigados a assinar um termo para hospedagem da criança em um hotel em caso de algum problema. 

Apesar de ainda não terem provas concretas sobre o caso, fico imaginando o terror da criança ali sozinha sendo abusada por um doente, e a raiva dos pais em ouvir o filho/a contando o que aconteceu. É bem complicado!

Como você disse, é muito cedo e prematuro para se chegar a qualquer conclusão e  nem sempre o abuso é uma cena de terror, por vezes ele ganha forma de algo lúdico para a criança.....

Agora para os pais é sempre aterrorizante ouvir.....

Abraços

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14 hours ago, Airbus-FA said:

Ele pede somente dinheiro mesmo? 

Porque eu estaria preocupado somente em severas punições ao suposto funcionário. Caso fosse verdade, lógico.

 

 

 

Mas esse valor é absurdamente alto,em dinheiro tb é estranho , mas enfim, estaremos observado 

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