Jump to content

Inframérica decide devolver concessão de aeroporto no RN


Recommended Posts

Inframérica decide devolver concessão de aeroporto no RN

Aeroporto-Internacional-Alu%C3%ADzio-Alv

 

O grupo argentino Inframérica vai devolver ao governo federal o aeroporto de Natal, que foi leiloado à iniciativa privada em 2011, como primeira concessão do setor no país. A decisão será comunicada formalmente nesta quinta-feira (5), por meio de ofício, à Agência Nacional de Aviação (Anac).

A operadora entrará com pedido de indenização, nos termos da Lei 13.448 de 2017, que trata da devolução amigável de concessões e de sua posterior relicitação. Ela calcula ter investido cerca de R$ 700 milhões, sem levar em conta atualização monetária, em obras de infraestrutura.

O aeroporto fica no município de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, e tem menos de 10 anos. Sua pista foi construída inteiramente com recursos públicos. Coube à Inframérica erguer o terminal de passageiros (com 42 mil metros quadrados de área operacional e seis pontes de embarque), fazer o pátio de aeronaves e acessos à pista.

Três fatores motivaram o grupo a tomar essa decisão: 1) os estudos de viabilidade do aeroporto à época do leilão previam um movimento de 4,3 milhões de passageiros em 2019, mas na realidade a demanda verificada foi de 2,3 milhões; 2) por questões regulatórias, as tarifas de embarque ficaram defasadas e hoje são 35% inferiores às dos aeroportos da segunda e da terceira rodadas de concessões, que foram licitados em 2012 e em 2013; e 3) a torre de controle em Natal é a única operada por uma concessionária, mas tem tarifas de navegação aérea que equivalem a um quarto do valor praticado pelas torres da Infraero ou do Decea, vinculado à Aeronáutica.

De acordo com o presidente da Inframérica, Jorge Arruda, autoridades federais e do Rio Grande do Norte já foram avisadas informalmente. Pelos termos da Lei 13.448, o pedido de devolução é encaminhado inicialmente à Anac. Depois, passa pelo Ministério da Infraestrutura e a pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

“Nos últimos dois anos, foi criado um arcabouço regulatório que permite a devolução amigável. Vamos seguir estritamente a regulamentação vigente”, disse Arruda. Ele preferiu não estimar prazos para todo o procedimento, mas lembrou que a operação do aeroporto continuará com a Inframérica até uma futura passagem de bastão para outra concessionária. “Nesse meio tempo, temos um compromisso de manter os empregados, a qualidade operacional e os esforços de atratividade de novas rotas para Natal, além de compromisso com os lojistas e prestadores de serviços.”

Com a crise econômica dos últimos anos prejudicando as operações e a impossibilidade de reequilíbrio econômico do contrato, segundo Arruda, a devolução amigável tornou-se a melhor alternativa. Ele esclareceu que a concessionária está “100% adimplente” com suas obrigações regulatórias e financeiras. A outorga em Natal é de R$ 15 milhões por ano e a parcela de 2020 já foi quitada em janeiro.

O executivo desvincula esse processo das operações em Brasília e descarta completamente a possibilidade de entregar também sua principal concessão no país. “Continuamos investindo no aeroporto de Brasília e, como holding aeroportuária, estamos atentos às oportunidades no Brasil.”

Tanto é assim que suas equipes já estão mobilizadas para estudar os três lotes de aeroportos a serem leiloados neste ano. Ele menciona que o Bloco Sul, com Curitiba à frente, pode ter sinergia com as operações do grupo na Argentina e no Uruguai. O Bloco Norte tem Manaus como carro-chefe, um aeroporto com bastante movimentação de cargas, experiência que a Inframérica adquiriu em Natal.

O grupo está capitalizado. Em 2017, a Corporación América – empresa-mãe da Inframérica – levantou US$ 500 milhões em sua oferta inicial de ações na Bolsa de Nova York. Ela opera 52 aeroportos em sete países, somando 84 milhões de passageiros por ano.

Em Natal, a Inframérica é dona de 100% do aeroporto. No caso de Brasília, ela detém 51% – a Infraero manteve participação de 49% na sociedade. Ambas as unidades foram privatizadas no governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Procurada, a Anac disse que “a adesão à relicitação é um ato voluntário da concessionária e consiste na devolução amigável do ativo, com a consequente realização de novo leilão e assinatura de contrato de concessão com outra empresa”. A agência avalia que esse instrumento “traz segurança jurídica para os contratos, além de permitir a continuidade da prestação de serviços aos usuários”.

O procedimento é detalhado pelo decreto presidencial 9.957, de 2019, e pela resolução 533 da Anac, que define a metodologia de cálculo dos valores para indenização dos investimentos de bens reversíveis não amortizados.

Para o Ministério da Infraestrutura, a sinalização de que a Inframérica pretende usar o mecanismo da devolução amigável é vista como um movimento natural de mercado e até oportuno do ponto de vista estratégico. “Oportuno porque o contrato atual é anterior a uma série de inovações de modelagem que estamos aplicando com muito sucesso no setor”, informou a assessoria da pasta.

“Trata-se também de passo significativo na consolidação do mecanismo e passa aos investidores uma boa imagem de respeito aos contratos, com correção de eventuais erros do processo, sem nenhuma intervenção antimercado”, completou. “Por último, o aeroporto de Natal é considerado um ativo extremamente interessante, por sua proximidade com a América do Norte e com a Europa, uma região turística de enorme potencial e com investimentos estrangeiros consolidados.”

Fonte: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2020/03/05/inframerica-decide-devolver-concessao-de-aeroporto-no-rn.ghtml

Link to post
Share on other sites

  • Replies 76
  • Created
  • Last Reply

Top Posters In This Topic

Top Posters In This Topic

Popular Posts

Típico caso de fazer um aeroporto onde não precisava...

Já expliquei de maneira pormenorizada que há 30 anos o movimento de aeronaves militares na BANT era, no mínimo, o triplo do atual e mesmo assim operava-se tranquilamente o movimento aéreo no aeroporto

E o caso mais grave de projeção nacional, um casal de policiais de SC que foram assassinados por bandidos em um restaurante em Ponta Negra. Mas, o que esperar de um estado governado por essa senhora q

Já era mais ou menos previsível... Pouco movimento, no meio do nada... E quando a engevix saiu do negócio, ficou pior pra inframérica. Trabalhei lá e ninguém gosta daquele aeroporto, vários colegas foram assaltados, tanto no acesso norte quanto no acesso sul 

  • Like 3
Link to post
Share on other sites

o pecado original desse aeroporto é que ele foi pensado pra ser um hub de carga, problema é que o país só importa via aérea e esta carga vai pra perto dos mercados consumidores, exportação via aérea que justifique um aeroporto com as características de SGA é algo difícil de imaginar para um futuro próximo.

Link to post
Share on other sites
35 minutes ago, A345_Leadership said:

Típico caso de fazer um aeroporto onde não precisava...

Péssimo planejamento. Ruim pro turismo, ruim pro operador, ruim pro poder público. Que beleza. 

  • Like 2
Link to post
Share on other sites

Será só mais um... Com os funcionários na rua...

Mas acho que não muda pra SBNT

Os funcionários da Infrazero quando o aeroporto inaugurou, eles foram prestar serviço na Polícia Federal, na imigração, é só voltar...

Edited by MRN
Fix word
  • Like 1
Link to post
Share on other sites
54 minutes ago, MRN said:

Será que com a devolução as operações não voltam pra Parnamirim?

Seria o maís racional e o melhor para todos, mas como nada é feito de modo racional quando se envolve política, duvido que volte. Tenho pena dos usuários, funcionários e a da população que tem que ir para aquele lugar distante e perigoso.

  • Like 1
Link to post
Share on other sites
52 minutes ago, MRN said:

Será que com a devolução as operações não voltam pra Parnamirim?

Prezado MRN

O tráfego aéreo em Parnamirim é intenso. Lá operam todas as modalidades de aeronaves da FAB; A-29, Bandeirantes, helicópteros Esquilo, etc, usados na instrução, pois é lá que os aviadores recém egressos da AFA vão se aperfeiçoar nos tipos de aeronaves por eles escolhidos. Creio que a aviação civil,  caso voltasse a Parnamirim,  iria complicar as atividades da FAB.

 

 

 

  • Thanks 2
Link to post
Share on other sites
9 minutes ago, jambock said:

Prezado MRN

O tráfego aéreo em Parnamirim é intenso. Lá operam todas as modalidades de aeronaves da FAB; A-29, Bandeirantes, helicópteros Esquilo, etc, usados na instrução, pois é lá que os aviadores recém egressos da AFA vão se aperfeiçoar nos tipos de aeronaves por eles escolhidos. Creio que a aviação civil,  caso voltasse a Parnamirim,  iria complicar as atividades da FAB.

Pois é, eu já cogitei isso aqui, mas tem alguns que acham que, pelo fato de ter 2 pistas, poderia operar conjunto a aviação militar e as outras. Analisando o momento hoje, quantos movimentos tem em São Gonçalo? Esses movimentos iriam congestionar muito Parnamirim? São quantas aeronaves por dia em SGA?

Link to post
Share on other sites
1 hour ago, jambock said:

Prezado MRN

O tráfego aéreo em Parnamirim é intenso. Lá operam todas as modalidades de aeronaves da FAB; A-29, Bandeirantes, helicópteros Esquilo, etc, usados na instrução, pois é lá que os aviadores recém egressos da AFA vão se aperfeiçoar nos tipos de aeronaves por eles escolhidos. Creio que a aviação civil,  caso voltasse a Parnamirim,  iria complicar as atividades da FAB.

 

 

 

Podia inverter, manda a FAB pra longe e traz a comercial/civil para o antigo SBNT. Mas acho que o terminal já deve ter se depreciado bastante.

  • Like 2
Link to post
Share on other sites

Para princípio de tudo, não era nem pra ter construído esse aeroporto longe, bastava ter ampliado o Augusto Severo, pois ali tem área de sobra. 

Aeroporto de Parnamirim com boa localização pra cidade de Natal e claro, por sem bem perto!

  • Like 1
Link to post
Share on other sites
7 minutes ago, Pedro de Souza said:

Para princípio de tudo, não era nem pra ter construído esse aeroporto longe, bastava ter ampliado o Augusto Severo, pois ali tem área de sobra. 

Aeroporto de Parnamirim com boa localização pra cidade de Natal e claro, por sem bem perto!

O Augusto Severo era modernizado, Terminal bom, localização boa e foram criar um novo,do nada e deixaram sem serventia aquele lindo terminal ( que atendia perfeitamente a modesta demanda de Natal)

  • Like 3
Link to post
Share on other sites

Já expliquei de maneira pormenorizada que há 30 anos o movimento de aeronaves militares na BANT era, no mínimo, o triplo do atual e mesmo assim operava-se tranquilamente o movimento aéreo no aeroporto e entorno.

Há 20 anos, o movimento militar era, no mínimo, o dobro do atual e o civil era de 4 a 5x maior que nos dias de hoje, mesmo assim operava-se tranquilamente o movimento aéreo no aeroporto e entorno.
A saída do Augusto Severo foi por interesses particulares, adoçado com doses cavalares de corrupção.

Os Alves e puxadinhos, ganharam muito dinheiro com as desapropriações e com as obras, sem falar no governo federal do 9 dedos e da dentuça do cão.

Perdoem a falta de trato, mas qualquer coisa fora disso é desconhecimento.

  • Like 6
  • Thanks 2
  • Haha 1
Link to post
Share on other sites
13 minutes ago, BlackAce said:

Já expliquei de maneira pormenorizada que há 30 anos o movimento de aeronaves militares na BANT era, no mínimo, o triplo do atual e mesmo assim operava-se tranquilamente o movimento aéreo no aeroporto e entorno.

Há 20 anos, o movimento militar era, no mínimo, o dobro do atual e o civil era de 4 a 5x maior que nos dias de hoje, mesmo assim operava-se tranquilamente o movimento aéreo no aeroporto e entorno.
A saída do Augusto Severo foi por interesses particulares, adoçado com doses cavalares de corrupção.

Os Alves e puxadinhos, ganharam muito dinheiro com as desapropriações e com as obras, sem falar no governo federal do 9 dedos e da dentuça do cão.

Perdoem a falta de trato, mas qualquer coisa fora disso é desconhecimento.

Concordo em partes com você, meu amigo. A parte que ha 30 anos atrás era 3x maior do que hoje, não consigo perceber bem... Há 30 anos só tinha xavante em Natal, hoje tem A-29, C-95 e UH-50, será que a quantidade de xavante (operacionais) era maior do que a quantidade de aeronaves de hoje?

Com relação a corrupção, ao clã dos Alves, aos 9 dedos larápio e a dentuça, concordo plenamente!

Link to post
Share on other sites
27 minutes ago, BlackAce said:

Já expliquei de maneira pormenorizada que há 30 anos o movimento de aeronaves militares na BANT era, no mínimo, o triplo do atual e mesmo assim operava-se tranquilamente o movimento aéreo no aeroporto e entorno.

Há 20 anos, o movimento militar era, no mínimo, o dobro do atual e o civil era de 4 a 5x maior que nos dias de hoje, mesmo assim operava-se tranquilamente o movimento aéreo no aeroporto e entorno.
A saída do Augusto Severo foi por interesses particulares, adoçado com doses cavalares de corrupção.

Os Alves e puxadinhos, ganharam muito dinheiro com as desapropriações e com as obras, sem falar no governo federal do 9 dedos e da dentuça do cão.

Perdoem a falta de trato, mas qualquer coisa fora disso é desconhecimento.

Nunca ninguem gostou da saida do SBNT. So os Alves. Ah, e tbm os "fabianos".

Link to post
Share on other sites

BSB capital investido  até dez18  R$1.235 milhões (CA 630 Infraero 605)     NAT     CA 769    

        prejuízos acum.                           1.169                        596                573                          676

        faturamento líquido                       345.6                                                                             50.8    

       Endividamento Bancário             1.080                                                                               80

CA investiu em NAT + que BSB, o prejuízo é maior, e o faturamento 1/7 de BSB.

       

Link to post
Share on other sites
46 minutes ago, MRN said:

Concordo em partes com você, meu amigo. A parte que ha 30 anos atrás era 3x maior do que hoje, não consigo perceber bem... Há 30 anos só tinha xavante em Natal, hoje tem A-29, C-95 e UH-50, será que a quantidade de xavante (operacionais) era maior do que a quantidade de aeronaves de hoje?

Com relação a corrupção, ao clã dos Alves, aos 9 dedos larápio e a dentuça, concordo plenamente!

Prezado, num outro tópico eu disse que eram 3 esquadrões em 1990, 1° e 2° do 5ºGav e o CAN.
 

Só de Xavante o CATRE tinha mais de 50 aeronaves; de AT-27 eram mais de 30 e quase 20 bandecos, fora uns regentes e T-25.

Eu sei porque eu servi no CATRE em 1990 e o movimento de aviões era fantástico.

Quando tava calmo, tinha, no mínimo, 20 aeronaves no ar, quando começavam os treinos de tática aérea e ataque ao solo, aí a coisa batia por volta de 50 aeronaves voando ao mesmo tempo.

Link to post
Share on other sites
34 minutes ago, BlackAce said:

Prezado, num outro tópico eu disse que eram 3 esquadrões em 1990, 1° e 2° do 5ºGav e o CAN.
 

Só de Xavante o CATRE tinha mais de 50 aeronaves; de AT-27 eram mais de 30 e quase 20 bandecos, fora uns regentes e T-25.

Eu sei porque eu servi no CATRE em 1990 e o movimento de aviões era fantástico.

Quando tava calmo, tinha, no mínimo, 20 aeronaves no ar, quando começavam os treinos de tática aérea e ataque ao solo, aí a coisa batia por volta de 50 aeronaves voando ao mesmo tempo.

Também servi na FAB, de 1992 até 2014, e não lembro de bandeirante em Natal, a não ser os administrativos. A instrução não era em Fortaleza? Podia ter mais de 50 xavantes, mas disponíveis aposto nuns 30, como na Academia em 2001/2002, eram 30 T-27, mas quando tinha 10, 12 voando, era festa... Hoje a situação é outra, o que tem, tá voando, instrução diurna e noturna, a mesma tática aérea e o mesmo ataque ao solo, em Maxaranguape, inclusive de aeronaves da MB

Se voltar, o pessoal de BCT da conta de deixar o espaço arrumado, mas acho que não vão deixar o aeroporto de São Gonçalo largado, a infrazero vai administrar, ou pelo menos, tentar...

A saída de Parnamirim foi ruim pra passageiro e pra funcionário, que tinham que "viajar" todo santo dia pra trabalhar. Espero que um dia volte

Link to post
Share on other sites
1 hour ago, TheJoker said:

CA investiu em NAT + que BSB, o prejuízo é maior, e o faturamento 1/7 de BSB.      

Tirei muita foto na pista de SGA, tipo umas 8 da noite, pra mostrar que não tinha um avião no pátio, porque eu falava e ninguém acreditava. Movimento fraco, tava na cara que a inframérica não ia aguentar

Link to post
Share on other sites

Como tudo no Brasil: Tinha tudo para ser o aeroporto modelo. Pista do tamanho certo, com terreno para expandir, próximo dos EUA e Europa...

Mas ai botaram longe da cidade que ia atender, sem acesso, com o país ladeira a baixo, e só piorando.

  • Sad 1
Link to post
Share on other sites
3 hours ago, MRN said:

Tirei muita foto na pista de SGA, tipo umas 8 da noite, pra mostrar que não tinha um avião no pátio, porque eu falava e ninguém acreditava. Movimento fraco, tava na cara que a inframérica não ia aguentar

Certa vez eu passei uma noite em SBSG. Eu e a esposa fomos pra SP na casa dos meus pais mas como ela pegou voo de madrugada e meu voo era 13:00 e o acesso ao aeroporto é complicado acabei "dormindo" lá. 

Voos até 3 da matina mas depois de meia noite você passa fome: o terminal já tem poucos estabelecimentos e de madrugada eles fecham. 

O terminal é amplo, tem tomadas a vontade e nesse dia estava chovendo muito em FOR e logo de manhã o PR-XMA alternou pra lá (até tirei foto, depois subo aqui). Achei engraçado que foi um deus-nos-acuda dos funcionários pra lá e pra cá isolando o gate que a galera ia descer. 

 

  • Like 1
Link to post
Share on other sites

Join the conversation

You can post now and register later. If you have an account, sign in now to post with your account.

Guest
Reply to this topic...

×   Pasted as rich text.   Paste as plain text instead

  Only 75 emoji are allowed.

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead

×   Your previous content has been restored.   Clear editor

×   You cannot paste images directly. Upload or insert images from URL.




×
×
  • Create New...

Important Information

Saiba os termos, regras e políticas de privacidade