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Coronavirus: TAP Air Portugal suspende contrato de 90% dos funcionários

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TAP Air Portugal suspende contrato de 90% dos funcionários

A companhia aérea TAP Air Portugal colocou 9.000 funcionários, cerca de 90% da empresa, em regime de lay-off (suspensão temporária de trabalho).

A informação é da CNN. De acordo com um porta-voz da empresa, os 9000 funcionários terão seus contratos suspensos por 30 dias a partir da próxima quinta-feira.

Os funcionários ainda continuarão a receber dois terços dos salários com ajuda do governo português. A medida pode ser prorrogada após os 30 dias. Os 10% restantes dos funcionários, cerca de 1.000 pessoas, seguirão trabalhando, mas com 20% de redução na carga horária e no salário.

A operação da TAP também sofrerá grande redução. Antes do surto de coronavírus, a companhia tinha mais de 3 mil voos por semana. Porém, a partir de amanhã, serão no máximo cinco voos por semana, dois para a Ilha da Madeira e três para os Açores.

A empresa também ajudará o governo português no repatriamento de cidadãos portugueses do exterior, além de auxiliará no transporte de cargas e esforços humanitário.

Fonte: UOL via blog Poder Aéreo 1 abr 2020

 

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Comissão De Trabalhadores Defende Nacionalização Total Da TAP

02/04/2020
 
 

A Comissão de Trabalhadores (CT) da TAP reforçou nesta quarta-feira, dia 1 de abril, o apelo para que a transportadora “se torne 100% pública”, depois de a empresa ter anunciado o lay-off (que permite a redução temporária do período normal de trabalho ou a suspensão de contrato de trabalho) da maioria dos trabalhadores.

Num documento, a que a agência noticiosa ‘Lusa’ teve acesso, a CT entende que “estas medidas são gravosas para os trabalhadores sob vários aspetos” e, por isso, não pode “concordar com as mesmas”, questionando se “são necessárias”, uma vez que “o caminho pode ser outro assim haja vontade”.

A TAP vai avançar com um processo de lay-off para 90% dos trabalhadores e com a redução do período normal de trabalho em 20% para os restantes colaboradores, para fazer face aos efeitos da pandemia de covid-19.

O grupo determinou “a suspensão temporária da prestação do trabalho para cerca de 90% dos colaboradores” e “uma redução do período normal de trabalho, em 20%, para os restantes 10% dos colaboradores”, que inviabiliza quase toda a operação da transportadora aérea, lê-se numa missiva a que a ‘Lusa’ teve acesso.

“As condições remuneratórias definidas contemplam o pagamento de dois terços das remunerações fixas mensais para os colaboradores em suspensão temporária da prestação do trabalho e o pagamento de 80% da remuneração fixa mensal para os colaboradores em redução de horário de trabalho, porque estes continuam a trabalhar para assegurar a retoma”, indicou a TAP, sendo que estas medidas entram em vigor na quinta-feira por um período de 30 dias, que pode vir a ser alargado.

A CT reconheceu nesta quarta-feira que a “situação criada pela covid-19, tornando praticamente impossível a atividade no setor da aviação, veio obrigar a administração da TAP a tomar medidas para garantir a sua sustentabilidade e continuidade, medidas essas legalmente permitidas de acordo com legislação especialmente criada para o efeito, acordadas com o Governo e, já divulgadas aos trabalhadores” na terça-feira.

Neste contexto, e discordando das medidas, a CT exige que “o Governo assuma as suas responsabilidades para com a companhia de bandeira, garante da continuidade territorial e da soberania e economia nacionais, nacionalizando-a e garantindo todos os postos de trabalho, assim como todas as remunerações”.

A TAP é detida em 50% pelo Estado, através da Parpública, em 45% pelo consórcio privado Atlantic Gateway e em 5% pelos trabalhadores.

Fonte: www.newsavia.com

 

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Ficar em casa recebendo 2/3 do salário é melhor do que LNR. Aqui também o governo pretende complementar o salário de quem teve redução 

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Português a falar em nacionalização da TAP novamente, só corrobora a tese que Gregos, Italianos, Franceses, Espanhóis e Portugueses saíram todos da mesma fornada. O pacote de ajuda será bem-vindo, mas estatiza-la como já se fala por muitos oportunistas, é sempre o pior cenário. Vida longa a TAP!

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13 minutes ago, naia said:

Português a falar em nacionalização da TAP novamente, só corrobora a tese que Gregos, Italianos, Franceses, Espanhóis e Portugueses saíram todos da mesma fornada. O pacote de ajuda será bem-vindo, mas estatiza-la como já se fala por muitos oportunistas, é sempre o pior cenário. Vida longa a TAP!

Trabalhei na TAP na época da privatização. Em junho/julho de 2015 não tinha mais dinheiro pra salário... Se voltar a ser do estado, quebra, ainda mais depois dessa pandemia

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Posted (edited)

Falar da saúde financeira da empresa ninguém quer, né?


Se não está entrando dinheiro e as contas continuam, é a população que tem que arcar com a mamata dos "merecedores" empregados da TAP?
 

Socialismo é uma piada negra: por trás de todo folgado (empregado socialista/comuna vitimizado), tem um apertado (empresário sufocado demonizado). Portugal virou o novo antro socialista na Europa.

 

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Edited by Delmo
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É fato que as empresas aéreas precisarão de socorro estatal, seja empréstimos, isenções ou até a estatização. São poucas empresas que poderão passar pela crise sem depender do apoio do Estado, mas que vai ter que desfazer de ativos, vide a CX fazendo salelease back de 6 77W. 

O que tem que discutir qual será o nível da estatização. Se for ao nível da GM e Ford, com gestão apolítica e com pretensão de privatizar a empresa, eu não vejo problema.

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3 hours ago, Delmo said:

Falar da saúde financeira da empresa ninguém quer, né?


Se não está entrando dinheiro e as contas continuam, é a população que tem que arcar com a mamata dos "merecedores" empregados da TAP?
 

Socialismo é uma piada negra: por trás de todo folgado (empregado socialista/comuna vitimizado), tem um apertado (empresário sufocado demonizado). Portugal virou o novo antro socialista na Europa.

 

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Delmo, as ações tomadas pelo governo local não abrangem somente os funcionários da TAP. Basicamente toda a população lá entra na conta. Assim como os demais países da UE estão fazendo. As notícias de Portugal chegam mais rápido que a de outros países. Por exemplo você sabe quanto cada Alemão ainda paga pela Unificação da parte oriental ? Sim, existe uma “taxa” de longo prazo....

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1 hour ago, renatorfc said:

Delmo, as ações tomadas pelo governo local não abrangem somente os funcionários da TAP. Basicamente toda a população lá entra na conta. Assim como os demais países da UE estão fazendo. As notícias de Portugal chegam mais rápido que a de outros países. Por exemplo você sabe quanto cada Alemão ainda paga pela Unificação da parte oriental ? Sim, existe uma “taxa” de longo prazo....

Essa taxa ainda existe?  Eu pagava na década de 90 mas era pouco, 2% do meu salário, chamava imposto de ajuda social 

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25 minutes ago, Luckert said:

Essa taxa ainda existe?  Eu pagava na década de 90 mas era pouco, 2% do meu salário, chamava imposto de ajuda social 

Até 2021 para quase todos. Depois disso os mais ricos pagam por mais um período. Nota, não quero politizar o discurso, apenas colocando que os governos terão que intervir em quase todos os setores. Vamos voltar em 2008 qdo tiveram de resgatar a economia - a diferença é aquela época foi uma crise causada por humanos e iniciou no sistema bancário. Hoje é um vírus disseminando rapidamente. 

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Ministro Das Finanças Admite Nacionalização Da TAP Air Portugal

13/04/2020
 

O ministro das Finanças de Portugal, Mário Centeno, admitiu nesta segunda-feira, dia 13 de abril, a nacionalização da transportadora aérea TAP como uma possibilidade de viabilizar a companhia, recusando descartar opções de recuperação da economia na sequência da pandemia de covid-19.

“[…] Já ouvi colegas meus, insuspeitos, de lhes passar pela cabeça tomar decisões, até como ministros das Finanças, que não nos passaria pela cabeça tomar há mês e meio. Portanto, não seria correto nem verdadeiro que eu dissesse […] que qualquer opção fosse tabu”, afirmou Mário Centeno, em entrevista à TVI, quando questionado se admite no plano de recuperação da economia intervenções diretas ou indiretas, como a nacionalização de empresas.

“Sobre a TAP, por exemplo, tem desafios únicos. Há muitas formas de intervir, mas essa também é uma delas”, declarou Mário Centeno, quando confrontado com uma eventual nacionalização da transportadora em que o Estado é o maior acionista com 50% do capital.

Referindo que o Governo terá de “reagir a algo para o qual não existe um guião”, o ministro das Finanças recusou “tirar qualquer possibilidade para dar resposta” aos impactos do novo coronavírus na economia, por desconhecer que “desafios se vão colocar amanhã”.

Na mesma entrevista, Centeno afirmou que as estimativas do Governo apontam para uma queda de 6,5% do PIB anual por cada 30 dias úteis em que a economia esteja paralisada devido à covid-19.

“As estimativas que existem e apresentaremos brevemente números nesse sentido estão enquadradas em factos que vão desde 6,5% do PIB anual por cada 30 dias úteis em que a economia esteja, como ela está hoje em Portugal”, referiu o governante português.

Fonte: www.newsavia.com

 

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António Costa Reconhece Que Os Acionistas Da TAP Querem Alienar As Suas Posições

14/04/2020
 
 
 

O primeiro-ministro de Portugal, António Costa disse nesta terça-feira, dia 14 de abril, que sabe que alguns acionistas [não os identificou] da TAP já quiseram alienar as suas posições na companhia.

“Aliás, sabemos que já havia vontade de alguns acionistas no sentido de poderem alienar as suas posições, e a TAP é uma empresa absolutamente estratégica para o país”, argumentou o chefe do Governo português numa entrevista à Rádio Observador, quando interrogado sobre se a TAP poderá ser nacionalizada.

“Relativamente à TAP, onde o Estado já é acionista, todos sabemos que o setor da aviação civil sofreu de forma devastadora esta situação de crise”, disse António Costa para quem “não há nenhuma razão para excluir nenhum instrumento de ação pública que se revele necessário”.

Fonte: www.newsavia.com

 

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Agora a Lufthansa desiste de vez

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On 03/04/2020 at 14:22, A345_Leadership said:

É fato que as empresas aéreas precisarão de socorro estatal, seja empréstimos, isenções ou até a estatização. São poucas empresas que poderão passar pela crise sem depender do apoio do Estado, mas que vai ter que desfazer de ativos, vide a CX fazendo salelease back de 6 77W. 

O que tem que discutir qual será o nível da estatização. Se for ao nível da GM e Ford, com gestão apolítica e com pretensão de privatizar a empresa, eu não vejo problema.

Ford foi a única da Big Three que não recebeu ajuda, quem recebeu foi a Chrysler. Mas são bons exemplos de que as intervenções deram certo: a GM segue viva e a Fiat comprou a Chrysler, assumindo a bronca

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Neeleman Diz Que A TAP Apenas Pretende O Aval Do Estado Português Para Se Financiar

18/04/2020
 
 

O empresário norte-americano David Neeleman diz estar “totalmente disponível” para colaborar com o Governo Português numa solução para a TAP, mas afirma que a companhia tem propostas competitivas para se financiar e que o que precisa é de “uma garantia estatal”.

Em declarações à agência de notícias portuguesa ‘Lusa’, David Neeleman, que também tem nacionalidade brasileira, e que com o empresário Humberto Pedrosa, detém o consórcio ‘Atlantic Gateway’ – dono de 45% do capital da TAP SGPS –, começou por considerar que Portugal está “a reagir muito bem” à pandemia decovid-19, “graças às medidas sanitárias e económicas definidas e implementadas em tempo pelo Governo e seguidas por toda a população e empresas”.

“Vi com satisfação que o Governo português não só se preocupou com o tema da saúde, como desde cedo lançou incentivos à economia portuguesa onde a garantia estatal foi uma das principais medidas de apoio às PME [pequenas e médias empresas], bem como o lay-off simplificado (suspensão do contrato ou redução do horário de trabalho) a que a TAP aderiu”, afirma o empresário na entrevista divulgada pela ‘Lusa’ neste sábado, dia 18 de abril, e publicada em vários meios da imprensa portuguesa.

No setor da aviação o impacto da covid-19 “é brutal e a TAP não foge à regra”, pois tem 95% dos aviões em terra e 90% dos colaboradores em casa, lembra, reforçando que, “mesmo as maiores e mais robustas empresas de aviação, estão com enormes desafios”.

 

TAP terminou o ano de 2019 com 435 milhões de euros em caixa

Não fora esta conjuntura, a TAP – que “conseguiu construir uma posição de tesouraria forte em 2019, a melhor da sua história, tendo terminado o ano com 435 milhões de euros em caixa” – iria conseguir “encarar o ano de 2020 com tranquilidade”, refere.

No entanto, no contexto das restrições, entretanto impostas pela pandemia, David Neeleman diz que “imediatamente” a TAP contactou “investidores europeus e de outras geografias no sentido de obter suporte financeiro adicional” para encarar os efeitos negativos desta crise e que, “de modo geral, os investidores mantêm o interesse em financiar a TAP, tendo apresentado propostas de financiamento bastante interessantes e competitivas, com garantia do Estado”.

“Entre os diversos mecanismos disponíveis de apoio de Estado, a emissão de uma dívida garantida é o que vem sendo adotado com mais frequência pelos nossos concorrentes por ter uma série de vantagens, entre elas o tempo de execução que nesse momento é crucial para a TAP”, assegura o empresário.

“Importa lembrar que, desde a privatização, o Estado não teve de colocar um euro na TAP e que agora, apesar das enormes dificuldades, o que precisamos é de uma garantia estatal para um financiamento e não um empréstimo direto do Estado”, sublinha.

Esta semana, tanto o ministro das Finanças, Mário Centeno, como o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, admitiram a nacionalização da TAP como uma das possibilidades de viabilizar a companhia.

“Como já disse o meu sócio Humberto Pedrosa, o pedido de ajuda solicitado ao Estado, que nos permitirá assegurar os postos de trabalho e a sustentabilidade da TAP, está em linha com o valor reembolsado pela TAP, nos últimos 15 meses, à banca de dívida garantida pelo Estado, que no momento da privatização era de 466 milhões de euros, pelo que o Estado não estaria a aumentar significativamente o seu risco em relação à TAP, mais do que há alguns meses”, acrescenta.

Neeleman adianta que, na aprovação e reforço das medidas e quadros de apoio excecionais para ajudarem as companhias aéreas a garantirem a sua sustentabilidade, União Europeia e governos a nível mundial “sinalizaram também, desde cedo, aos mercados financeiros que uma das principais formas de apoio à recuperação da economia seria a prestação de garantias estatais a novos financiamentos obtidos pelas empresas”.

É nesta conjuntura que David Neeleman diz estarem “totalmente disponíveis para continuar a colaborar e a conversar com o Governo português de espírito aberto e construtivo”.

Na quinta-feira, dia 16 de abril, o presidente do Conselho de Administração da TAP, Miguel Frasquilho, afirmou Assembleia da República, em Lisboa, que a transportadora “já endereçou um pedido de auxílio ao Estado português”, tendo expectativa de que uma resposta possa ser conhecida “muito em breve”.

“Mais do que nunca, todos temos de colaborar para que a TAP volte a voar assim que o espaço aéreo abrir”, refere David Neeleman.

“2019 foi um ano em que se consolidou o ‘turnaround’ [recuperação de valor] e, apesar do primeiro semestre desafiante, houve uma clara inversão dos resultados operacionais e financeiros no segundo semestre. Tendência que se manteve até fevereiro deste ano, que apresentou uma ‘performance’ operacional melhor que o período homólogo de 2019: o número de passageiros aumentou em 14% e as receitas aumentaram 17%”, afirma o empresário, que também controla a companhia aérea AZUL – Linhas Aéreas Brasileiras (LINK notícia relacionada).

David Neeleman diz a este propósito que o investimento nos últimos anos na renovação da frota, tornando-a uma das “mais jovens e eficientes do mundo”, permite à transportadora “estar preparada” para o futuro e concorrência quando o mercado reabrir.

“Os desafios de curto prazo são profundos. Os resultados alcançados na transformação da TAP, fruto do trabalho que temos vindo a desenvolver em conjunto com o acionista Estado e com a dedicação dos nossos 10.000 trabalhadores, dão-nos confiança de que com união conseguiremos garantir que a nossa TAP continue o seu projeto de crescimento em rota segura”, conclui.

O Grupo TAP registou prejuízos de 105,6 milhões de euros em 2019, uma melhoria de 12,4 milhões de euros face às perdas de 118 milhões registadas em 2018.

Para além dos 45% dos privados da Atlantic Gateway, a TAP é detida em 50% pelo Estado, através da Parpública, e em 5% pelos trabalhadores.

Fonte: www.newsavia.com

 

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Governo Português Não Deixará A TAP Cair, Garante O Ministro Da Economia

21/04/2020
 
 

O ministro português da Economia reiterou nesta terça-feira, dia 21 de abril, que o Estado “seguramente não permitirá que a TAP se extinga” e assegurará que tenha a capacidade de continuar a sua atividade e o seu serviço ao Estado, dada a sua importância estratégica.

“O Governo já disse várias vezes que a TAP é uma empresa estratégica e que é importante que tenha a capacidade de continuar a sua atividade, o seu serviço ao Estado português”, sublinhou o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, garantindo que o Governo “seguramente não permitirá que a TAP se extinga”.

O governante falava na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, na Assembleia da República, em Lisboa, sobre as consequências económicas da pandemia de covid-19 e das medidas de combate à sua propagação, e respondia a uma questão do deputado do CDS-PP João Gonçalves Pereira, que manifestou a oposição do partido a uma possível nacionalização da transportadora aérea.

Apesar de não acompanhar o dossiê da TAP, que está sob a tutela do Ministério das Infraestruturas e Habitação, Siza Vieira esclareceu que as empresas podem solicitar apoio no quadro dos auxílios de Estado da União Europeia, no contexto da pandemia de covid-19.

Caso seja decidido um apoio à transportadora aérea, é necessário um pedido de autorização do Governo à Comissão Europeia e a demonstração da sua necessidade.

Assim, não é possível, no caso da TAP ou de outra empresa que recorra a este tipo de apoio, requerer apenas uma garantia estatal para se financiar.

Quanto ao mecanismo de lay-off simplificado, o ministro da Economia admitiu recear que o nível de desemprego fosse “muito mais significativo”, se o Governo não tivesse desenvolvido aquela medida.

“Se em maio conseguirmos retomar [a economia], conseguiremos ter preservado muito mais emprego do que de outra forma teria sido possível [sem lay-off simplificado], considerou.

O governante com a pasta da Economia adiantou que, agora, o que se impõe é desenhar a transição e perceber como é que o mecanismo de lay-off pode funcionar no quadro da retoma económica.

“Vamos ter que, seguramente, quando sairmos deste momento de túnel […] verificar qual é a circunstância da nossa economia, não só que apoios serão justificados nessa altura, mas até que reestruturações empresariais serão necessárias”, acrescentou.

Fonte: www.newsavia.com

 

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TAP-A330-900neo-CS-TUR-Aero_LIS-abr20.jp

TAP Solicita Garantias Do Estado Para Duas Operações De Financiamento

22/04/2020
 

A TAP pediu garantias ao Estado para duas possíveis operações de financiamento, que estão a ser negociadas com os bancos chineses Haitong e ICBC Spain (sucursal em Espanha do ‘Industrial and Commercial Bank of China’), para um total de 350 milhões de euros, segundo uma carta enviada ao regulador aéreo nacional no dia 20 de março.

Na missiva, a que a agência de notícias ‘Lusa’ teve acesso, endereçada à Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) e assinada pela Comissão Executiva da transportadora, a TAP faz vários pedidos, tendo em conta a situação resultante da pandemia de covid-19.

“A TAP solicitou no passado dia 19 de março à Parpública [que detém participações empresariais do Estado] a prestação de garantia no âmbito de duas possíveis operações de financiamento, conforme propostas recebidas respetivamente do Haitong Bank e do ICBC Spain – Industrial and Commercial Bank of China”, de acordo com o texto da carta.

Em causa está uma proposta do Haitong para a realização de “uma emissão de obrigações da TAP, com subscrição particular (‘private placement’) no montante de até 200 milhões de euros, com possível tomada firme do Haitong de até 50% do valor da emissão (com o máximo de 100 milhões de euros), com maturidade entre 7 e 10 anos, com juro correspondente a OT/PGB [Obrigações do Tesouro], acrescido de 40-70 bps [pontos base] e garantia a prestar pela República Portuguesa”, de acordo com o documento.

Já no caso do ICBC, a TAP pediu ao Estado para analisar a realização de uma emissão de obrigações, a “subscrever e/ou sindicar pelo ICBC, no montante de até 150 milhões de euros, com maturidade de 3 anos, juro de 425 bps acrescido de Euribor a três meses e garantia a prestar pela República Portuguesa”.

A TAP considera, nessa carta, que as propostas “apresentam condições financeiras extremamente competitivas, em particular no atual contexto, e requerem a prestação de uma garantia pelo Estado português”, o que a companhia aérea acredita ser “razoável e adequado”.

A TAP sublinhou ainda a “importância dos referidos financiamentos” para ser possível “minimizar os danos provocados pelo surto de covid-19 e assegurar a sustentabilidade da sua posição financeira”.

O grupo estimava, no dia 20 de março, que precisava de 350 milhões de euros até junho para fazer face às necessidades geradas pela crise, que reduziu a atividade a poucos voos essenciais.

Em declarações à Lusa, no dia 18 de abril, David Neeleman, que com o empresário Humberto Pedrosa, detém o consórcio Atlantic Gateway, dono de 45% do capital da TAP, disse que, no contexto das restrições, entretanto impostas pela pandemia, “imediatamente” a companhia aérea contactou “investidores europeus e de outras geografias no sentido de obter suporte financeiro adicional” para encarar os efeitos negativos desta crise e que, “de modo geral, os investidores mantêm o interesse em financiar a TAP, tendo apresentado propostas de financiamento bastante interessantes e competitivas, com garantia do Estado”.

“Entre os diversos mecanismos disponíveis de apoio de Estado, a emissão de uma dívida garantida é o que vem sendo adotado com mais frequência pelos nossos concorrentes por ter uma série de vantagens, entre elas o tempo de execução que nesse momento é crucial para a TAP”, assegurou o empresário, nessa altura.

A companhia aérea deu ainda conta na mesma carta de vários pedidos feitos na altura, de isenção e diferimento do pagamento de impostos e da Segurança Social, bem como das taxas aeroportuárias e outras devidas pela sua atividade.

O grupo apelou ainda ao uso das bases aéreas do Montijo, Sintra e Monte Real para o “parqueamento” de aeronaves, adiamento da entrega das licenças de CO2 (dióxido de carbono) e várias outras medidas operacionais, como o reembolso através de ‘vouchers’ e a flexibilização de várias obrigações no reencaminhamento e acompanhamento de passageiros.

Fonte: www.newsavia.com

 

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On 03/04/2020 at 14:22, A345_Leadership said:

É fato que as empresas aéreas precisarão de socorro estatal, seja empréstimos, isenções ou até a estatização. São poucas empresas que poderão passar pela crise sem depender do apoio do Estado, mas que vai ter que desfazer de ativos, vide a CX fazendo salelease back de 6 77W. 

O que tem que discutir qual será o nível da estatização. Se for ao nível da GM e Ford, com gestão apolítica e com pretensão de privatizar a empresa, eu não vejo problema.

Então você defende a privatização dos lucros e a socialização dos riscos? Assim é fácil, né? 

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1 hour ago, tuxaua said:

Então você defende a privatização dos lucros e a socialização dos riscos? Assim é fácil, né? 

Se for o DN que tá pedindo, fica esperto que o bicho é liso...

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On 17/04/2020 at 15:47, x-varigvinny said:

Ford foi a única da Big Three que não recebeu ajuda, quem recebeu foi a Chrysler. Mas são bons exemplos de que as intervenções deram certo: a GM segue viva e a Fiat comprou a Chrysler, assumindo a bronca

Correto, confundi com a Chrysler, mas a Ford penhorou tudo que tinha, mas conseguiu sair mais forte financeiramente.

4 hours ago, tuxaua said:

Então você defende a privatização dos lucros e a socialização dos riscos? Assim é fácil, né? 

Quem me conhece aqui no fórum sabe que eu penso exatamente ao contrário. Entretanto, em uma crise sem precedentes na história moderna mundial, onde uma empresa bem gerenciada como a Delta perdeu U$$ 100 milhões por dia em março, consumindo uma parte significativa do caixa, mostra o quão severo a aviação sofre. E acho que este momento é que o Estado tem que afirmar como instituição de um bem maior em um tempo adverso. É diferente de uma Alitalia que vive quebrando a cada 5 anos ou das manobras da CFK para proteger a Aerolíneas.

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22/05/2020

O Conselho de Administração da TAP decidiu voltar a prolongar o período de lay-off dos trabalhadores até final de junho, justificando com as restrições à mobilidade e a operação reduzida prevista para esse mês.

“Tendo em consideração a evolução das restrições à mobilidade das pessoas definida, a cada momento pelas autoridades governamentais dos países onde a TAP opera, e os ténues sinais da procura, a operação planeada para junho permanece muito reduzida. Deste modo, verifica-se que as condições que determinaram o recurso ao programa de lay-off simplificado […] não se alteraram significativamente, pelo que informamos da prorrogação do período de lay-off por um período suplementar de 30 dias”, lê-se na informação enviada pela companhia aérea aos trabalhadores, a que a ‘Lusa’ teve acesso.

A empresa acrescenta que todos os funcionários serão informados individualmente sobre a “modalidade que lhes será aplicada” na prorrogação do lay-off e que “tudo fará para proteger os empregos, a saúde e a segurança da família TAP”, assim como “a recuperação, a sustentabilidade e o futuro da companhia”.

A TAP recorreu, em 2 de abril, ao programa de lay-off simplificado, disponibilizado pelo Governo como uma das medidas de apoio às empresas que sofrem os efeitos da pandemia de covid-19, tendo-o posteriormente prolongado até 31 de maio. Assim, a prorrogação anunciada nesta sexta-feira, dia 22 de maio, é a segunda.

 

https://newsavia.com/trabalhadores-da-tap-continuarao-em-lay-off-simplificado-ate-final-de-junho/

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Portugal asks TAP shareholders to consider to match Government investment in national carrier
May 25, 2020

Portugal‘s Government reportedly enquired from TAP Air Portugal‘s private shareholders about their availability to match a possible investment made by the State in TAP (Zap Aeiou, 20-May-2020). The Government of Portugal sees an equal investment private/public as a “more tranquil way of negotiating”. As previously reported by CAPA, several Government officials have repeatedly manifested some sort of discomfort with TAP being managed by the private sector.

https://blueswandaily.com/portugal-asks-tap-shareholders-to-consider-to-match-government-investment-in-national-carrier/

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Meus prezados

Supremo Administrativo aceita providência cautelar e impede Estado de injetar dinheiro na TAP

 O Supremo Tribunal Administrativo aceitou esta terça-feira uma providência cautelar da Associação Comercial do Porto que impede o Estado de injetar dinheiro na TAP de imediato.

Fonte: Antonio Guimarães para tvi24  23 jun 2020

 

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