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[ATUALIZADO] Boeing desiste de comprar a Embraer


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Europa suspende análise sobre acordo entre Embraer e Boeing

Membros do colegiado pediram mais informações sobre a união das duas empresas

Por Xandu Alves/O VALE 

A Comissão Europeia suspendeu pela segunda vez a análise do acordo de joint venture entre a Embraer e a Boeing.

Como ocorreu em novembro do ano passado, membros do colegiado pediram mais informações sobre a união das duas empresas. O novo pedido foi feito no final de janeiro.

Com isso, o prazo estimado para a conclusão do processo de avaliação do acordo, antes previsto para o final de abril deste ano, deverá ser prolongado.

“Uma vez que as informações ausentes são fornecidas pelas partes, o relógio é reiniciado e o prazo final para a decisão da comissão é ajustado de acordo”, informou a Comissão Europeia, em nota.

A posição é semelhante à adotada em novembro, quando houve a primeira paralisação.

Na ocasião, a Comissão Europeia alertou que a saída da Embraer como o terceiro maior concorrente global levaria a preços mais altos e menos opções no mercado.

O negócio entre as duas fabricantes de aviões já foi aprovado por instituições regulatórias nos Estados Unidos, China e Japão.

No final de janeiro, a transação comercial foi aprovada, sem restrições, pela Superintendência Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), no Brasil.

Companhia

Segundo a Embraer, a decisão deve ser finalizada até a metade de fevereiro, a menos que uma revisão seja solicitada pelos comissários do Cade.

“A parceria agora recebeu autorização incondicional de todos os órgãos reguladores, com exceção da Comissão Europeia, que continua a avaliar a joint venture”, informou a fabricante de São José.

Boeing e Embraer formarão a joint venture Boeing Brasil Commercial, que absorverá toda a aviação comercial da Embraer, com 80% do controle nas mãos dos norte-americanos, que pagarão US$ 4,2 bilhões. A Embraer ficará com os 20% restantes.

‘Continuamos a cooperar com a Comissão e aguardamos solução positiva’, diz empresa

A Embraer informou que mantém a atuação junto à Comissão Europeia – que analisa o acordo com a Boeing –, além de outros órgãos reguladores, de forma a prestar todas as informações necessárias, para que o negócio seja devidamente aprovado.

Procurada, a empresa afirmou, por meio de nota, que aguarda um desfecho positivo. “Boeing e Embraer têm atuado junto à Comissão Europeia e outras autoridades regulatórias globais desde o final de 2018, sendo que já recebemos autorização para concluir a transação de quase todas as jurisdições, incluindo Brasil, Estados Unidos, China e Japão. Continuamos a cooperar com a Comissão Europeia em sua avaliação sobre a transação e aguardamos uma solução positiva”.

FONTE: O Vale via blog Poder Aéreo 4 fev 2020

 

 

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Prezado MRN Volto a afirmar: a China não é confiável. A própria EMBRAER que o diga! Um provável sócio seria o Japão, que ainda está com dificuldade para lançar o seu jato de passageiros. A expert

é mais um futuro integrante da lista de "comunistas" KKKKKKK

Mais de 50 anos de história própria com sucesso, mas agora porque os Yankees deram pra trás a empresa vai "definhar" e falir. Isso é plena ignorância da situação de mercado e financeira da empresa. Ce

o   Meus prezados

o   MPF apresenta recurso para Cade reavaliar acordo entre Embraer e Boeing

Um dos pontos questionados é o impacto da operação para a aviação regional, isto é, segmento inferior a 100 assentos. Ações da Boeing caem.

Por Reuters

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Combinação de fotos com as marcas da Boeing e da Embraer. As marcas anunciaram nesta quinta (5/7) a criação de uma associação avaliada em US$ 4,75 bilhões — Foto: Denis Balibouse/Reuters; Roosevelt Cassio/Reuters

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou um recurso para que o Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) analise novamente a operação de venda do controle da divisão de aviação comercial da Embraer para a norte-americana Boeing, que havia sido aprovada sem restrições no último dia 27 por decisão do superintendente-geral da autarquia, Alexandre Cordeiro Macedo.

No recurso apresentado na tarde de quarta-feira, o MPF disse ter identificado "algumas omissões" na decisão tomada pela Secretaria-Geral ao avaliar o mercado que seria afetado com a operação. Um dos pontos questionados é sobre o impacto da operação para a aviação regional, isto é, segmento inferior a 100 assentos.

O recurso foi apresentado pela subprocuradora-geral da República Samantha Dobrowolski, representante de ofício do MPF junto ao Cade, e obtido pela Reuters. A partir de agora, o recurso vai ser distribuído para um relator, que vai emitir um despacho dizendo se recebe ele ou não. Esse despacho vai ser levado para apreciação do Tribunal do Cade. Se o colegiado decidir pela análise da operação, o relator vai reanalisar o caso, produzir o voto e levá-lo a julgamento.

Por volta das 10h30, as ações da Embraer caíam 2%, enquanto o Ibovespa cedia 1,5%.

O documento do MPF disse que a avaliação anterior havia delimitado como mais preocupante para o caso as mudanças que envolvem a aviação comercial de 100 a 200 assentos e um recorte específico, de 100 a 150 assentos.

Destacou ainda que, em muitas passagens, "tratou de aeronaves situadas além dos 150 ou 200 assentos, visando, principalmente, a indicar a considerável fatia de mercado detida pela Boeing no segmento mais amplo da aviação de grande porte"."Encontra-se, portanto, como lacuna ao desenvolvimento do argumento, a consideração do sentido oposto, isto é, o de segmento inferior a 100 assentos, concernente à chamada aviação de tipo regional", disse a manifestação.

"Por mais que as aeronaves identificadas como potenciais competidoras, entre Boeing e Embraer, estejam situadas na fatia entre 100 e 150 assentos, a providência descrita é importante para a completude da análise de poder de portfólio, já que a Embraer fabrica atualmente diversos tipos de aeronaves utilizadas para aviação regional, e detém, aliás, significativo nível de sucesso neste mercado", completou.

O parecer da área técnica usado pelo superintendente-geral do Cade para chancelar anteriormente a transação dizia que não havia indícios de que a "operação comercial foi estruturada com o intuito de inviabilizar uma eventual concorrência futura da Embraer nos mercados de aeronaves comerciais com capacidade maior que 150 assentos ou que a operação possa ter esse efeito". Dizia ainda que o acordo das empresas de aviação poderia gerar ainda mais competição para o setor.

Embraer espera obter 'solução positiva"

Em nota, a Embraer informou que têm atuado com a Boeing junto ao Cade e outras autoridades regulatórias e destacou que já recebeu "aprovação incondicional" para finalizar a transação "em quase todas as jurisdições, inclusive Estados Unidos, China e Japão".

"Continuamos a cooperar com o CADE e a Comissão Européia à medida que finalizam a avaliação de nossa transação e esperamos obter uma solução positiva", acrescentou.

Entenda a fusão

O negócio foi anunciado em 2018 e tem sido contestado por acionistas minoritários da companhia brasileira. A operação é uma joint venture em que a Boeing terá 80% da principal geradora de caixa da Embraer e a companhia brasileira ficará com o restante. O preço do negócio é de 4,2 bilhões de dólares e inclui uma parceria na comercialização do cargueiro KC-390, desenvolvido pela Embraer.

O governo de Jair Bolsonaro já havia dado aval para o negócio no início do ano passado. A operação ainda precisa de aprovação da União Europeia, que no início do mês prorrogou prazo para uma decisão para 30 de abril.--:--/--:--

Impactos

Para o MPF, o Cade deve avaliar os impactos concorrenciais das operações em todos os potenciais mercados envolvidos e que a análise feita até o momento corre o risco de subdimensionar os efeitos da ampliação do portfólio da Boeing ao não levar em conta o segmento apontado.

"A desconsideração não condiz com a apuração de uma operação de grande relevância para a autoridade antistruste, que envolve duas das três maiores fabricantes de aeronaves comerciais do mundo, conforme dados dos últimos anos, sendo que a Embraer é a primeira no segmento regional, além disto, situada em um mercado peculiar e complexo, característico por elevadas barreiras à entrada, e atualmente marcado por uma configuração de duopólio existente em âmbito mundial", destacou.

O pedido da subprocuradora-geral não tem efeito suspensivo. Isso significa dizer que os envolvidos podem dar seguimento à operação, mas ela só não pode ser consumada até a decisão final do Cade.

Fonte: Reuters via G1 13 fev 2020

 

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Boeing planeja para maio início de operação de nova empresa em fusão com Embraer

Criação de nova empresa que englobará o braço de aviação comercial da Embraer ainda depende de aprovação da União Europeia. No Brasil, o CADE aprovou compra de parte da Embraer pela Boeing em janeiro.

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, executivo da Boeing que lidera o processo de parceria A Boeing planeja para maio o início das operações da nova empresa de aviação a ser formada em fusão com a Embraer. A negociação entre as fabricantes, que prevê a criação de uma joint venture que englobará o braço de aviação comercial da Embraer, ainda depende da aprovação da União Europeia.

A informação foi dada em entrevista de Marc Allen, executivo da Boeing que lidera o processo de fusão, à Rede Vanguarda, afiliada da Globo. A nova empresa de aviação irá se chamar Boeing Brasil Commercial.

“Nós estamos planejando com a aprovação para primeira semana de maio. Claro que precisamos esperar o sinal verde da União Europeia. Assim que tivermos o sinal verde, nós vamos começar”, disse.
Na entrevista, Marc Allen também classificou como 'notícia fantástica' a decisão do CADE pelo arquivamento do recurso do Ministério Público Federal (MPF), que pedia que o órgão reavaliasse a operação entre as empresas.

Segundo o executivo, o acordo já tem a aprovação de vários outros países no mundo e a Boeing está engajada para que todas as aprovações saiam dentro do cronograma planejado pela empresa.
Marc Allen disse que a empresa não pretende demitir, mas expandir o mercado de aviação, com projeção de geração de empregos.

“Essa parceria é sobre criar empregos no Brasil, nos Estados Unidos e no mundo. É fundamental para a inovação criar produtos com valor agregado. [Essa parceria] é sobre criar dentro da Boeing novas capacidades e maneiras de expandir os horizontes. A gente vai crescer. Essa parceria é a nossa promessa. Vamos pegar as melhores capacidades aeroespaciais, do time em São José e Seatle, por exemplo, e formarmos um grande time”.

Marc ainda falou que a inclusão de São José dos Campos no ‘grande time’ não trata apenas dos empregados diretos, mas de toda a cadeia produtiva que serve a Embraer.
O executivo não citou números ou projetos, mas afirmou que o primeiro passo concreto para a expansão é usar a unidade em Taubaté para fornecer trens de pouso para a Boeing. De acordo com Allen, a fabricante americana hoje depende de fornecedores para a peça, mas o projeto é ampliar a unidade para que, com a fusão, isso passe a fazer parte da Boeing.

“Taubaté tem uma capacidade que a Boeing não tem de fornecer trens de pouso. Nós dependemos totalmente de fornecedores de trens de pouso, então pense na diferença. Você tem uma capacidade única de desenvolver componentes para aviões e isso é muito animador. Nós projetamos aviões de maneira muito diferente. E estamos aprendendo uns com os outros", concluiu.

Fonte: André Luís Rosa e Poliana Casemiro para G1 Vale do Paraíba e Região via Defesanet 23 fev 2020

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Essa entrevista só reforça o que eu já pensava sobre o interesse da Boeing na compra de parte da Embraer. Ao contrário do que aconteceu com Airbus/CSeries, o maior interesse da norte americana não é a família de jatos comerciais da Embraer. A Airbus fez uma jogada genial comprando o programa CSeries. Agora ela esta desenvolvendo uma versao espichada, o A220-500, para até 170 Pax, quase um A320, de modo que o A220 pegue o mercado de 120 - 170 pax. Provalmente o proximo narrowbody da europeia, será uma família de avioes entre 180-260 pax. Uma espécia de A319/320/321 só que aumentada em alguns pax. Hoje o centro da família é o A320, provável que nessa nova família o avião do centro seja um do mesmo tamanho do A321, vindo surgir um "A322". Assim, cabe aos A220, serem os novos A319 e A320.

A Boeing, ao contrário, não ve os E2 como principal alvo da compra. Ela quer capacidade fabril e engenharia qualificada para a sua cadeia produtiva. Não a toa compraram a ELEB (que deve passar a produzir os trens de pouso dos 7X7, se expandindo em Taubaté) e tambem as plantas de material composto da Embraer em Évora, Portugal. Essa história de parceria estratégica é papo para ingles ver.

Tambem discordo profundamente que sem a Boeing a Embraer iria a falencia, e que os E2 nao teriam competitividade frente ao A220. Primeiro que a faixa de mercado do E2 (76-130 pax) não é a mesma do A220 (120 - 160pax). Apesar das vendas abaixo do esperado, o que se ve é o E2 aos poucos ganhando mercado como substituto do E1 (KLM, Azul, Helvetic, Astana) e tambem com novos operadores (Binter, Wideroe, Air Peace (Nigeria)). Sem contar nas scope clauses americanas, mercado que a Embraer domina desde que lancou o 175 com a nova ponta de asa. Esse é um mercado que a Boeing nunca teve interesse. Se a americana tivesse lancado um aviao para as scope clauses, provavelmente a Embraer nem teria o tamanho que tem hoje, pois toda a scope clause seria dominada pela Boeing obviamente. Por que a Boeing teria interesse agora em avioes de até 76pax? Por fim, foi estrategia da Embraer nos últimos anos diversificar nas tres aviacoes (comercial, executiva e militar) como forma de mitigar risco.

Assim, fica claro para mim que a maior motivacao da venda de parte da Embraer para a Boeing foi uma escolha dos principais acionistas em colocar dinheiro no bolso. Parte consideravel do que a Boeing vai pagar, vai se transformar em dividendo extraordinário. Me desculpem os neo-liberais, mas o fato da Embraer ser uma empresa privada não pode ser usado como justificativa para que sua diretoria faca o que ela bem entenda.

A Embraer só chegou aonde chegou com muito dinheiro público (dinheiro meu, seu, nosso). Foi uma estrategia de estado que considero exemplar. Se investiu na pesquisa e no ensino atraves da criacao do CTA; e alguns anos mais tarde, o governo incentivou a industria. O que esta acontecendo com essa venda é usar um projeto de estado para o beneficio de uma empresa estrangeira. Os EUA podem (ainda bem!) ser uma nacao amiga, mas sao estrangeiros. Vender nossa capacidade produtiva e de desenvolvimento nao era o proposito do projeto idealizado pelo grupo liderado pelo Marechal Casemiro Montenegro e turbinado pelo Engenheiro Ozires. E acho totalmente correto empresas como a Embraer terem uma golden share, dando ao governo o poder de veto em algumas decisoes.

Por fim, o que mais me entristece em toda essa historia, é que a venda de parte da Embraer para a Boeing é legítima. Podem falar o que quiserem, mas tudo ocorreu seguindo os protocolos. O presidente democraticamente eleito, sempre defendeu a venda, e coerentemente o governo nao usou o poder de veto que tinha. Apesar de eu pensar que se trata de uma burrice sem tamanho, de uma falta de visao absurda e até de um risco contra a soberania nacional, sou minoria. A maioria deve achar vantajosa a venda.

 

Entao so me resta a compreensao...ainda bem que é carnaval!!!

 

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MPF defende legitimidade para atuar em processo que analisou legalidade de operação entre Boeing e Embraer

Para representante do Ministério Público Federal, decisão do Cade, que negou recurso ministerial, tem obscuridade e contradição processo que analisou legalidade de operação entre Boeing e braer

O Ministério Público Federal (MPF) recorreu ao Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que negou recurso contra decisão favorável ao ato de concentração envolvendo as empresas Boeing e Embraer.

O objetivo é alterar a operação econômica realizada pela autarquia e que, conforme entendimento do MPF, tem como consequência a ampliação indevida do poder de portfólio da Boeing, atingindo empresas de aviação de menor porte (inferior a 100 lugares). Os embargos de declaração foram apresentados na última sexta-feira (6) pela representante do MPF no Cade, a subprocuradora-geral da República Samantha Dobrowolski.
Operação entre Boeing e Embraer foi aprovada pela Superintendência-Geral do Cade em 27 de janeiro deste ano, quando a autarquia concluiu que as empresas não concorrem nos mesmos mercados e que, por isso, a aquisição não gera riscos. Essa interpretação foi rebatida pela representante do MPF em recurso apresentado em 12 de fevereiro. Na oportunidade, foi destacado o fato de terem sido considerados efeitos externos ao mercado crítico da operação, apenas no sentido superior a 150 assentos.

No entanto, uma semana depois, em 19 de fevereiro, o tribunal decidiu não conhecer do recurso, prevalecendo o voto do relator, o conselheiro Luiz Hoffmann, no sentido de que o MPF não possui legitimidade para atuar em atos de concentração.
 
No recurso, Samantha Dobrowolski aponta a existência de contradição e obscuridade nos fundamentos da decisão tomada – por maioria – pelo Tribunal do Cade. Lembra, por exemplo, que o relator citou tanto o regramento constitucional (CF/1988) quanto infralegal (LC 75/1993), que inclui a defesa da ordem econômica entre as atribuições do órgão ministerial, mas que, em seguida, passou a defender a aplicação, no caso concreto, da Lei 12.529/2011. O ato normativo prevê que “a função de realizar a execução judicial dos julgados do Cade cabe à Procuradoria e não ao MPF”.
 
A subprocuradora-geral destacou que o entendimento adotado pelo Cade no julgamento é diametralmente oposto ao que tem sido adotado e que está configurado no sistema da concorrência, no que tange à atuação do Ministério Público Federal.

Para ela “é absolutamente imprescindível que este órgão colegiado elimine a contradição acima exposta, e adote, como modelo de interpretação da atuação do Ministério Público Federal perante esta autarquia, o jurídico-constitucional, que embasa a legitimidade recursal do Parquet na defesa da concorrência, à luz da CF e da LC 75/1993”.
 
Em outro trecho do recurso, a representante do MPF defende que seja declarada a nulidade da decisão. Para isso, menciona diplomas legais aplicados à matéria e que, conforme enfatiza, foram desconsiderados no julgamento do caso. Segundo a autora do recurso, houve uma “ interpretação excessivamente calcada na Lei 12.529/2011, sem que a ela fosse dada inserção contextual no sistema coerente de normas de que faz parte”, o que acabou revelando contradição e obscuridade, além de materializar-se erro teratológico que deve ser corrigido pela autarquia. No documento, são mencionadas decisões judiciais no sentido de quem a Administração Pública deve anular atos ilegais, no exercício do poder-dever e da chamada autotutela.
 
Pedido – Ao requerer o recebimento do recurso, a subprocuradora-geral solicita que o Cade reconheça a legitimidade do MPF para interposição de recurso em Processo  Administrativo no Controle de Ato de Concentração Econômica e, de forma alternativa,  que seja declarada nula a decisão proferida pelo Plenário do tribunal. Como consequência, os embargos de declaração ganhariam efeitos infringentes no sentido de se reconhecer a legitimidade da atuação ministerial.

Fonte: MPF via blog Poder Aéreo 9 mar 2020

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Boeing/Embraer: Cade mantém aprovação da operação

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) rejeitou novo recurso do Ministério Público Federal (MPF), que pedia que o tribunal do órgão reavaliasse a aprovação da compra de parte da Embraer pela Boeing. Com isso, o aval do conselho para a operação está mantido.

A compra da Embraer foi anunciada pela Boeing em julho de 2018 e é avaliada em US$ 4,2 bilhões. O negócio foi aprovado por autoridades antitruste dos Estados Unidos e da China, mas ainda depende do aval da União Europeia para ser concretizada.

 Boeing disse na terça-feira que estava buscando pelo menos US$ 60 bilhões para ajudar a indústria aeroespacial, enquanto luta contra a demanda em declínio devido ao coronavírus. O presidente Donald Trump disse no mesmo dia que apoiaria a Boeing, que também é uma das principais empresas de defesa dos EUA.

A Boeing já enfrenta problemas financeiros significativos devido aos dois acidentes fatais do seu avião 737 Max, que está aterrado no mundo há um ano.

Mas como as companhias aéreas enfrentam um declínio acentuado na demanda por parte dos viajantes, elas, por sua vez, cortam custos, inclusive adiando pedidos de novas aeronaves. As companhias aéreas dos EUA também estão buscando ajuda do governo para superar a desaceleração induzida pela pandemia, no valor de mais de US$ 50 bilhões.

Fonte: Estadão/CNBC via blog Poder Aéreo 19 mar 2020

 
 
 
 
 
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Pandemia faz Boeing reavaliar compra da linha comercial da Embraer

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A pandemia do coronavírus colocou em xeque o maior negócio da área aeroespacial da história do Brasil, a compra da divisão de aviação comercial da Embraer pela Boeing.

A fabricante norte-americana está reavaliando o acordo no qual gastaria US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 21 bilhões nesta sexta, 20) à luz do pedido de salvamento de US$ 60 bilhões (R$ 300 bilhões) que fez ao governo Donald Trump.

Segundo pessoas envolvidas com a negociação, a vontade americana é manter a compra e não há decisão final tomada, e o lado brasileiro não foi informado de qualquer mudança de planos. Mas a lógica na mesa é clara.

A Boeing já vinha enfrentando a maior crise de sua história com a paralisação da linha de produção de seu principal avião, o 737 MAX, devido a problemas técnicos que causaram dois acidentes, em 2019 e 2020, deixando 346 mortos.

Apesar de vários anúncios de retomada da vendas, a empresa progressivamente foi frustrada por autoridades aeronáuticas e no começo deste ano parou a fabricação. Espera retomar o produto este ano, mas analistas têm dúvidas sobre isso.

A crise do coronavírus caiu como meteoro sobre a situação. De janeiro para cá, o mercado aeroespacial tomou um tombo devido à expectativa de redução de demanda.

A IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo) estima que 2020 terá uma queda de até 30% na média no número de passageiros, que em 2019 foram cerca de 4,5 bilhões.

No Brasil, as maiores empresas do setor, Latam e Gol, já anunciaram cortes de 60% a 70% de seus voos neste primeiro momento de restrição devido à pandemia. Reduções de jornada já começaram.

As ações da Boeing despencaram 62% desde janeiro, movimento semelhante aos da sua rival europeia Airbus (54%) e da Embraer (50%).

Nenhuma empresa divulgou números, mas há relatos de estocagem de modelos bons de venda, como o Airbus-321 ou o Boeing-787. A Embraer confirmou que iria adiar algumas entregas, sem detalhes também.

Menos passageiros, menos aviões. A associação das empresas aéreas americanas pediu US$ 54 bilhões (R$ 270 bilhões) ao governo, e a Boeing, maior fabricante do setor civil no país, negocia o seu pacote.

Analistas creem que ao fim a empresa irá se contentar com valores menores. Um ponto central na discussão é se a compra da Embraer seria contraditória num momento de aperto ou justamente o contrário.

A ideia para a segunda hipótese é anticíclica. Além de ter uma linha de jatos regionais que a Boeing não possui, a Embraer sempre atraiu os americanos pelo notório dinamismo de sua área de engenharia.

O fiasco do MAX, visto por muitos especialistas técnicos como um modelo velho esticado tecnologicamente além de suas possibilidades, e os atrasos na entrega do novo 777X, que ficou para 2021, explicitam a necessidade de uma renovação no setor.

Nesse sentido, a incorporação da Embraer seria um negócio defensável para injetar ânimo na Boeing --que trocou sua direção na virada do ano devido à crise do MAX.

A pressão pública nos EUA, centrada no Congresso, será inevitável contra a compra. Argumentos nacionalistas, como a preservação de empregos americanos, serão levados em conta.

As empresas não comentam a situação ou, como a Boeing disse em nota, "discussões entre as partes ou especulações do mercado". "Estamos trabalhando no processo de aprovações regulatórias e em condições ainda pendentes para a conclusão do negócio", diz a empresa.

O acordo Boeing-Embraer é um enredo que se desenrola desde o fim de 2017. No começo de 2019, o modelo que agradou a todos foi acertado: a área comercial brasileira terá 80% de controle americano (os US$ 4,2 bilhões), enquanto a divisão de defesa e jatos comerciais* seguirá com Embraer nacional.

Os acionistas da Embraer ganhariam com o negócio US$ 1,6 bilhão (R$ 8 bilhões) em dividendos.

A nova fabricante passou a ser chamada de Boeing Brasil - Commercial, e durante todo o ano passado foi feito um intrincado trabalho para separar as empresas, que está praticamente finalizado.

Além do foco na linha hoje chamada de E2, que ainda deve ser renomeada se o negócio sair, já há planos para o desenvolvimento de um novo modelo turboélice para rotas curtas.

Também foi criada uma joint-venture para explorar a venda do cargueiro C-390 Millennium, que busca avançar no mercado hoje dominado pelo antigo C-130 Hércules.

Oito órgãos reguladores de concorrência mundiais já aprovaram a transação, que só não saiu em janeiro como previsto porque a União Europeia está dificultando as coisas.

No mercado, fica no ar a suspeita de favorecimento tácito à Airbus, um consórcio do continente, que em 2018 comprou a linha de aviação civil da canadense Bombardier, a maior concorrente da Embraer no mercado regional.

Seja como for, o adiamento neste momento até ajuda a Boeing a ganhar tempo enquanto negocia seu pacote de auxílio com a administração Trump. A previsão inicial era de que os europeus dessem seu veredicto em maio, mas a crise do coronavírus embaralhou tudo.

Fonte: Folhapress via Gaucha ZH 20 mar 2020

* Não seria jatos executivos?

 

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5 hours ago, Renatosilva said:

Vai Boeing, pula fora rápido. 

A maior beneficiada nesse caso será a Embraer 

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Pior que a Boeing seria a salvação da Embraer nesse momento, certamente se cancelar,saírá  fragilizada 

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4 hours ago, Luckert said:

Pior que a Boeing seria a salvação da Embraer nesse momento, certamente se cancelar,saírá  fragilizada 

Muito fragilizada... 

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Acordo com Boeing deve ser definido depois de junho, diz Embraer

A Embraer acredita que o acordo com a Boeing deverá ser definido depois de junho deste ano. Isso porque a Comissão Europeia parou a análise do processo, como afirmou o vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores da empresa, Antônio Garcia.
Atualmente, apenas a Comissão Europeia não aprovou a parceria entre Embraer e Boeing. A palavra final da comissão estava prevista para acontecer em março deste ano. Em novembro do ano passado, a Comissão Europeia chegou a informar que uma revisão mais aprofundada em relação aos detalhes da fusão precisava ser realizada.

Um total de oito jurisdições – Estados Unidos, China, Japão, África do Sul, Quênia, Colômbia, Montenegro e Brasil - já endossaram a aliança.
Em nota, a Embraer disse que aguarda uma decisão positiva. “A Boeing e a Embraer estão envolvidas com a Comissão Europeia (CE) desde o final de 2018 e continuamos a cooperar com a CE na avaliação de nossas transações e esperamos uma solução positiva. Recebemos autorização incondicional para fechar nossa transação de todas as jurisdições necessárias, com exceção da Comissão Europeia”, diz o comunicado.

Fonte: Vinicius Novaes – site PANROTAS 27 mar 2020

 

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Cenário dificulta venda de Embraer para Boeing

“A prioridade da Boeing deixou de ser o acordo e passou a ser a própria sobrevivência”, disse uma fonte do mercado

O cenário para as fabricantes de aviões é tão delicado que, segundo fontes do setor, pode atrapalhar a conclusão da venda da Embraer para a Boeing. “A prioridade da Boeing deixou de ser o acordo e passou a ser a própria sobrevivência”, disse uma fonte do mercado. A americana já indicou que a indústria aeroespacial precisará de US$ 60 bilhões do governo americano para sobreviver a crise.

Entre os entraves apontados por analistas está a capacidade de a empresa pagar os US$ 4,2 bilhões pelos quais o acordo foi fechado. Além da redução da demanda por jatos prevista para os próximos anos, os dois acidentes com os aviões 737 MAX, que mataram 346 pessoas e levaram o modelo a parar de operar, já haviam prejudicado a situação de caixa da companhia.

Outro problema é o valor do contrato, que foi fechado entre as duas empresas em julho de 2018. Um dia antes do negócio ser anunciado, a empresa valia R$ 19,8 bilhões no mercado. Hoje, esse número é de R$ 7,3 bilhões, um recuo de 63%.

Analistas apontam que uma possibilidade agora é que a Boeing retarde a conclusão do negócio. Mas, caso o acordo não seja fechado, a brasileira pode precisar de ajuda do governo para atravessar o período. Também seria possível buscar um acordo de venda com a China, que quer crescer no setor com a estatal Comac.

Desde o ano passado, o acordo entre as empresas vinha sofrendo dificuldade para conseguir aval das autoridades reguladoras da União Europeia, o que atrasou a conclusão do negócio. A previsão inicial era que a americana assumisse os 80% da divisão de jatos comerciais da brasileira no fim do ano passado.

Procurada, a Boeing afirmou não comentar “discussões entre as partes ou especulações do mercado”. “Estamos trabalhando no processo de aprovações regulatórias e em condições ainda pendentes para a conclusão do negócio.” A Embraer, por sua vez, informou que continua “tomando todas as medidas necessárias para a conclusão do acordo”.

Fonte: InfoMoney/Agência Estado via blog Poder Aéreo 19 abr 2020

 

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Se a Boeing cair fora, ruim para a Embraer, pois o mercado de aeronaves comerciais demorará para recuperar e não temos um Washington para compras militares.

Porém perder um ativo estratégico como a EMB não deve ser considerado pelo governo, mesmo que faça um intervenção temporária.

E se houver o rompimento do contrato, a EMB pode exigir da Boeing compensação financeira, e das grandes.

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Não me lembro de ter lido nada a respeito da análise pela Comissão Européia da absorção pela Airbus do projeto C-Series da Bombardier. Alguém poderia detalhar a diferença do caso Airbus-Bombardier para que a Comissão Européia leve tanto tempo para examinar a aliança Boeing-Embraer?

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Pressões políticas e Covid-19 fazem Boeing desistir da compra da Embraer

Fontes ouvidas por VEJA afirmam que a diretoria da Embraer estava ciente de que a Boeing daria para trás e que o acordo foi por água abaixo

Por Machado da Costa, Victor Irajá - 24 abr 2020, 18h33 

A americana Boeing desistiu do acordo bilionário pela compra da brasileira Embraer. A crise causada pelo novo coronavírus (Covid-19) e a dificuldade de operação de voos foram a pá de cal para que a empresa dos Estados Unidos desistisse da negociação de 4,2 bilhões de dólares pela compra da companhia brasileira. A negociação envolvia a fusão entre as duas empresas, que teria 80% da nova companhia comandada pela Boeing. Aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, o acordo tinha até esta sexta-feira, 24, para ser ratificado. Segundo fontes ouvidas por VEJA, a diretoria da Embraer estava ciente de que a Boeing daria para trás e que o acordo foi por água abaixo. A pressão do presidente americano, Donald Trump, em meio ao auxílio destinado pelo governo dos Estados Unidos para manter a empresa viva com as dificuldades amargadas pelo setor aéreo graças à pandemia inviabilizaram o acordo.

Em entrevista a VEJA, Richard Aboulafia, vice-presidente de análise do Teal Group, consultoria de aviação norte-americana, afirmou que a não consolidação do acordo não causa impactos relevantes à situação da Embraer. “A Embraer era uma fonte importante para os engenheiros para viabilizar a montagem de um novo Boeing de tamanho médio, mas não parece que esse projeto sairá do papel tão cedo. O único problema mais sério para eles é que eles não terão uma aeronave para concorrer com a Airbus, que tem o modelo A220, mas isso não é uma prioridade para a companhia”, afirma ele. Segundo ele, a Boeing terá de pagar entre 75 milhões de dólares e 100 milhões de dólares pela quebra do acordo. As negociações também dependiam do aval da União Europeia já que, em setembro, o bloco anunciou que abriria investigação sobre a compra da divisão comercial da Embraer. 

Com 25 bilhões de dólares em caixa e um gigantesco passivo para resolver — decorrente da queda de duas aeronaves do novíssimo 737 MAX e do cancelamento de pedidos de centenas de unidades do modelo —, a empresa americana teme não sobreviver até o fim do ano, conforme declaração recente de seu recém-empossado presidente, Dave Calhoun. A Boeing pediu um auxílio de 60 bilhões de dólares ao governo americano para transpassar o duro momento. De acordo com um comunicado emitido nesta semana, a Embraer informa que, caso o acordo não fosse consolidado, não havia garantias de que a data para a consolidação do negócio fosse postergada. Segundo a companhia, as conversas para a prorrogação do prazo com a Boeing estão mantidas.

A operação previa duas transações. Uma delas consiste na aquisição pela Boeing de 80% do capital do negócio de aviação comercial da Embraer, que engloba a produção de aeronaves regionais e comerciais de grande porte, de operação comercial. A segunda tratava-se da criação de uma joint venture entre a Boeing e a Embraer voltada para a produção da aeronave de transporte militar KC-390, com participações de 49% e 51%, respectivamente, para a operação de defesa.

Na ocasião, a Embraer informou que a transação avalia 100% das operações de aeronaves comerciais da empresa em US$ 5,26 bilhões e contempla um valor de US$ 4,2 bilhões pela participação de 80% da Boeing na joint venture. Os negócios de defesa e jatos executivos e as operações de serviços da empresa associados a esses produtos permanecerão como uma empresa independente e de capital aberto. Os investimentos mais pesados da divisão comercial, que tem forte concorrência com a Airbus, ficariam a cargo da Boeing. Procurada por VEJA, a Embraer não quis comentar.

https://veja.abril.com.br/economia/pressoes-politicas-e-covid-19-fazem-boeing-desistir-da-compra-da-embraer/

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Que bomba!!

Agora a Embraer vai ter que buscar uma forma de concorrer com a Airbus e o A220, o que não acho impossível. E a Boeing fica sem modelo nessa categoria.

Não vejo essa notícia como algo ruim, mas vai exigir uma adaptação maior por parte da fabricante brasileira.

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Problema é que a Embraer não tem um governo como o Tio Sam para abrir carteira e garantir a sobrevivência, seja por empréstimos ou encomendando aeronaves.

Não entra nem a questão de concorrer com a Airbus, mas de garantir sua sobrevivência.

Pensando com meus botões aqui... será que a Boeing não quer uma forma de baixar o valor da EMB? Sem muitas perspectivas diante da pandemia, a EMB pode entrar em crise e a Boeing pagar 50% por algo que ela pagaria 100%?

Se a Embraer quiser mesmo um parceiro, pode tentar com a Lockheed... quem sabe a brasileira não seja a catapulta para o retorno da aviação comercial?

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Agora oficialmente confirmado pela Boeing:

Boeing Terminates Agreement to Establish Joint Ventures with Embraer

CHICAGO, April 25, 2020 /PRNewswire/ -- Boeing (NYSE: BA) announced today that it has terminated its Master Transaction Agreement (MTA) with Embraer, under which the two companies sought to establish a new level of strategic partnership. The parties had planned to create a joint venture comprising Embraer's commercial aviation business and a second joint venture to develop new markets for the C-390 Millennium medium airlift and air mobility aircraft.

Under the MTA, April 24, 2020, was the initial termination date, subject to extension by either party if certain conditions were met. Boeing exercised its rights to terminate after Embraer did not satisfy the necessary conditions.

"Boeing has worked diligently over more than two years to finalize its transaction with Embraer. Over the past several months, we had productive but ultimately unsuccessful negotiations about unsatisfied MTA conditions. We all aimed to resolve those by the initial termination date, but it didn't happen," said Marc Allen, president of Embraer Partnership & Group Operations. "It is deeply disappointing. But we have reached a point where continued negotiation within the framework of the MTA is not going to resolve the outstanding issues." 

The planned partnership between Boeing and Embraer had received unconditional approval from all necessary regulatory authorities, with the exception of the European Commission. 

Boeing and Embraer will maintain their existing Master Teaming Agreement, originally signed in 2012 and expanded in 2016, to jointly market and support the C-390 Millennium military aircraft.

 

https://boeing.mediaroom.com/2020-04-25-Boeing-Terminates-Agreement-to-Establish-Joint-Ventures-with-Embraer

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Melhor assim mesmo

Achar que a EMB ia influenciar o núcleo da BOEING era otimismo demais (e não, já estive presente em "fusões" assim, sempre alguém manda no final.

Aproveita e tenta vender E2 pra quem tá com os Max parados

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