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Mister.Eslátes

[Editado] Auditores da Gol manifestam preocupação sobre continuidade da empresa após epidemia

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 A Gol informou nesta terça-feira que provavelmente vai receber um alerta de seus auditores independentes sobre a continuidade da companhia após a epidemia de coronavírus. Alertas como esse são usados por auditores independentes quando, na visão deles, há risco substancial de que uma empresa deixe de existir dentro de um ano. RELACIONADAS Azul e LATAM fecham acordo para conexões domésticas e pontos de fidelidade BNDES aprova empréstimo.

 

 

A Gol afirmou que não poderá encaminhar no prazo o relatório conhecido como 20-F para a autoridade do mercado norte-americano (SEC) dentro, enquanto tenta resolver as dúvidas dos auditores....

 

Veja mais em https://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2020/06/16/auditores-da-gol-manifestam-preocupacao-sobre-continuidade-da-empresa-apos-epidemia.htm?cmpid=copiaecola

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Todas podem desaparecer, que titulo sensacionalista :anta: 

Todo auditor independente de CIA aérea vai dizer a mesma coisa nesse período atual. Inclusive na própria matéria fala que isso já aconteceu com LATAM e AVIANCA.

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Como diz o velho sábio... Onde há fumaça... Há fogo.

 

Lembro que, nos primórdios do encerramento das operações da hoje finada Avianca Brasil, alguns alegavam tratar-se de sensacionalismo...

 

Enfim...  aguardemos.

Edited by Mister.Eslátes

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4 minutes ago, Mister.Eslátes said:

Como diz o velho sábio... Onde há fumaça... Há fogo.

 

Lembro que, nos primórdios do encerramento das operações da hoje finada Avianca Brasil, alguns alegavam tratar-se de sensacionalismo...

 

Enfim...  aguardemos.

A fumaça está saindo de todos os hangares do mundo, neste momento. Como disseram os colegas, aparentemente se trata apenas de um comunicado padrão, provavelmente para fins jurídicos e de cumprimento de regras do mercado de capitais.

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O burburinho está tão grande, após a anúncio da parceria LATAM Brasil-Azul e agora essa notícia da GOL, que já surgiram memes nas redes sociais. Um deles é o LaGoAzul.

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Eu sinceramente acho que a GOL tem a maior capacidade de sair dessa crise melhor que as outras, é fato que a LATAM encolherá pelo menos uns 30% de tamanho, nisso a GOL é a maior beneficiada pela similaridade de rotas que poderão ser absorvidas por ela. Esse acordo Azul e Latam não abrange todas as rotas, é evidente que isso é uma situação de que todas estão se segurando como podem. Não podemos esquecer que todo dia sai noticia ruim vindo do setor, um dia é pedido de  recuperação da LATAM, no outro é a AZUL sendo cobrada pelas aeronaves que já não tem pago, no outro é essa avaliação da GOL que é mais do que comum no setor que tá sofrendo a maior crise de sua história. Com tudo isso reforço, acho ainda que a que tem lhe dado melhor com a crise ainda é laranja pelo seu caixa, pelos acordo que tem selado, e principalmente isso é uma opinião minha claro, por ter o CEO mais competente dentre as 3.

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57 minutes ago, Mister.Eslátes said:

Lembro que, nos primórdios do encerramento das operações da hoje finada Avianca Brasil, alguns alegavam tratar-se de sensacionalismo...

Verdade, porém é um momento completamente diferente. A Avianca Brasil caiu por ingerência, uma crise de gestão que só ela passou, Latam, Gol, Azul, Passaredo, MAP continuaram aí firmes e fortes. 

Agora é uma crise generalizada, por um fator externo e que tá pegando todas as empresas do mundo! As únicas que não estão sofrendo com o COVID são as que não nasceram ainda ou as que já faliram, todo o resto está sob risco.

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Mater caution apitando nas 3 e o governo preocupado em como tumultuar mais o ambiente e tocando um suposto pacote de socorro em ritmo paquidérmico

Isso que não entra na minha cabeça, e olha que minhas expectativas já eram nulas.

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28 minutes ago, A350XWB said:

Mater caution apitando nas 3 e o governo preocupado em como tumultuar mais o ambiente e tocando um suposto pacote de socorro em ritmo paquidérmico

Isso que não entra na minha cabeça, e olha que minhas expectativas já eram nulas.

O Governo Federal não vai ajudar. Esta é a postura do Ministro da Economia, que ficou muito claro a mais de 30 dias...

 

E eu, como contribuinte, concordo com ele.

 

Ema ,ema, ema, cada um com seus problemas. 

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5 minutes ago, B737-8EH said:

O Governo Federal não vai ajudar. Esta é a postura do Ministro da Economia, que ficou muito claro a mais de 30 dias...

 

E eu, como contribuinte, concordo com ele.

 

Ema ,ema, ema, cada um com seus problemas. 

Então vai ser uma jabuticaba única. Conto liberal nenhum resistiu a essa pandemia, mas claro que na arte de fazer errado o Brasil quer ser vanguarda, né.

Não estamos em ISA+15.

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27 minutes ago, B737-8EH said:

O Governo Federal não vai ajudar. Esta é a postura do Ministro da Economia, que ficou muito claro a mais de 30 dias...

 

E eu, como contribuinte, concordo com ele.

 

Ema ,ema, ema, cada um com seus problemas. 

O mundo inteiro errou, só o PG está certo.

Aliás, o mesmo dinheiro de contribuinte que salva os setores produtivos (como as aéreas) também complementa a folha de pagamento nas empresas - inclusive na Gol. A insolvência do setor aéreo em um país como o Brasil traz consequências maiores do que podemos imaginar e, por ser um setor estratégico para o desenvolvimento nacional, é crucial que se tenham diretrizes e investimentos para que se enfrente o magenta em que estamos inseridos. 

Não se deve ter farra com dinheiro público, muito pelo contrário. Mas há de se ter em mente que a conjuntura da pandemia é completamente distinta de todas as outras crises já vividas na história. No nosso setor não existem precedentes. 

Mais vale um Estado que, embora necessite ser bastante diminuto, consiga dar fôlego para que a manutenção de empregos e empresas seja viável do que um governo que deixe a bucha na mão do próprio setor privado e, lá na frente, colha resultados nefastos com desemprego em taxas exponenciais, queda brutal na arrecadação e ainda mais deterioração nas relações e vínculos trabalhistas. 

Eu pago impostos para que eles, de alguma forma, retornem para mim. Se não retornaram decentemente até agora, que ao menos retornem fomentando os setores econômicos no período de crise. 

Edited by B737-8HX
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22 minutes ago, B737-8EH said:

O Governo Federal não vai ajudar. Esta é a postura do Ministro da Economia, que ficou muito claro a mais de 30 dias...

 

E eu, como contribuinte, concordo com ele.

 

Ema ,ema, ema, cada um com seus problemas. 

Na verdade o governo não daria nada ,apenas emprestaria, diferente do governo americano que deu uma parcela.

 Deixar sucumbir gigantes pagadores de impostos, setor ,como o aéreo, que por si só é importante para uma economia, é ,no mínimo, absurdo.

 O setor aéreo gera milhões em impostos direta e indiretamente, emprestar 2 bi, é uma migalha diante de tudo que é gasto desnecessariamente 

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6 minutes ago, B737-8HX said:

O mundo inteiro errou, só o PG está certo.

Aliás, o mesmo dinheiro de contribuinte que salva os setores produtivos (como as aéreas) também complementa a folha de pagamento nas empresas - inclusive na Gol. A insolvência do setor aéreo em um país como o Brasil traz consequências maiores do que podemos imaginar e, por ser um setor estratégico para o desenvolvimento nacional, é crucial que se tenham diretrizes e investimentos para que se enfrente o magenta em que estamos inseridos. 

Não se deve ter farra com dinheiro público, muito pelo contrário. Mas há de se ter em mente que a conjuntura da pandemia é completamente distinta de todas as outras crises já vividas na história. No nosso setor não existem precedentes. 

Mais vale um Estado que, embora necessite ser bastante diminuto, consiga dar fôlego para que a manutenção de empregos e empresas seja viável do que um governo que deixe a bucha na mão do próprio setor privado e, lá na frente, colha resultados nefastos com desemprego em taxas exponenciais, queda brutal na arrecadação e ainda mais deterioração nas relações e vínculos trabalhistas. 

Eu pago impostos para que eles, de alguma forma, retornem para mim. Se não retornaram decentemente até agora, que ao menos retornem fomentando os setores econômicos no período de crise. 

Precisamente.

Fosse um caso de incompetência e chinelagem administrativa como a O6 eu também endossaria a lavagem de mãos, mas numa crise mundial que parou a economia e afetou especialmente o setor aéreo, o ente público olhar pra 3 empresas sem receita e quase em insolvência e ligar o phoda-se, não é militar por "estado enxuto" ou eficiência de gestão, é burrice estratégica e irresponsabilidade social.

Como disse, não é uma crise normal.

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Se o governo não quer dar, que ao menos tire as patas. Em cima de uma folha de pagamento temos: 3% SAT, 2.5% Salario Educação, 3,3% do Sistema S... logo aí 8,8%, entra 7,93% de INSS, daí no caso dos aeronautas temos os 20% de compensação orgânica + 30% de periculosidade, e parte dos aeroviários os 30% de periculosidade. Vamos supor uma folha de 5 milhões, ela vira 9 milhões em um piscar de olhos. Em conta de pobre, tirando os 8.8% de 9 milhões temos quase 900 mil, numa Passaredo isso já paga uns 3, 4 aviões pelo leasing.

Isso estamos falando só da folha, aí vem o absurdo de ICMS no combustível, vem os 5% da receita pro ISS, vem o IR sobre o leasing (esse é piada), vem taxas de navegação, estadia, pouso, bla bla bla. E sem duvida o pior, uma atividade indexada pelo dolar, qualquer espirro do dolar para cima 5, 10 centavos já bagunça bastante. Enquanto isso, adotando papo de esquerdista: Os bancos lucram como nunca! Já adotando o papo de direitista, a Globo não paga suas dívidas. Banco gera bastante emprego, mas quem emprega mais? Emissora de TV ou a LATAM?

1 emprego direto de uma empresa aérea gera 8 empregos indiretos. É uma atividade essencial e que gera divisas, mas assim como Santos=Dumont não é respeitado no Brasil, o transporte aéreo comercial, também não.

Mas com colocaram, o mundo inteiro está socorrendo, exceto o que? Países subsenvolvidos como Argentina, Brasil, Bolivia... ou os Africanos. E como dito acima, o BR nem ia dar, era emprestar.

Edited by PT-KTR
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5 minutes ago, PT-KTR said:

Se o governo não quer dar, que ao menos tire as patas. Em cima de uma folha de pagamento temos: 3% SAT, 2.5% Salario Educação, 3,3% do Sistema S... logo aí 8,8%, entra 7,93% de INSS, daí no caso dos aeronautas temos os 20% de compensação orgânica + 30% de periculosidade, e parte dos aeroviários os 30% de periculosidade. Vamos supor uma folha de 5 milhões, ela vira 9 milhões em um piscar de olhos. Em conta de pobre, tirando os 8.8% de 9 milhões temos quase 900 mil, numa Passaredo isso já paga uns 3, 4 aviões pelo leasing.

Isso estamos falando só da folha, aí vem o absurdo de ICMS no combustível, vem os 5% da receita pro ISS, vem o IR sobre o leasing (esse é piada), vem taxas de navegação, estadia, pouso, bla bla bla. E sem duvida o pior, uma atividade indexada pelo dolar, qualquer espirro do dolar para cima 5, 10 centavos já bagunça bastante. Enquanto isso, adotando papo de esquerdista: Os bancos lucram como nunca! Já adotando o papo de direitista, a Globo não paga suas dívidas. Banco gera bastante emprego, mas quem emprega mais? Emissora de TV ou a LATAM?

1 emprego direto de uma empresa aérea gera 8 empregos indiretos. É uma atividade essencial e que gera divisas, mas assim como Santos=Dumont não é respeitado no Brasil, o transporte aéreo comercial, também não.

Mas com colocaram, o mundo inteiro está socorrendo, exceto o que? Países subsenvolvidos como Argentina, Brasil, Bolivia... ou os Africanos. E como dito acima, o BR nem ia dar, era emprestar.

Muito bem observado, me pergunto, se uma emissora de TV deve meio bilhão em impostos e não tem suas linhas de crédito cortadas ou outras punições e um setor que está em colapso por conta de uma pandemia, não pode ter o direito de ter um empréstimo em condições favoráveis?

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Aqui no Brasil o Estado funciona assim: atrapalha quando não precisa, e omisso quando precisa.

 

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1 hour ago, B737-8HX said:

O mundo inteiro errou, só o PG está certo.

Aliás, o mesmo dinheiro de contribuinte que salva os setores produtivos (como as aéreas) também complementa a folha de pagamento nas empresas - inclusive na Gol. A insolvência do setor aéreo em um país como o Brasil traz consequências maiores do que podemos imaginar e, por ser um setor estratégico para o desenvolvimento nacional, é crucial que se tenham diretrizes e investimentos para que se enfrente o magenta em que estamos inseridos. 

Não se deve ter farra com dinheiro público, muito pelo contrário. Mas há de se ter em mente que a conjuntura da pandemia é completamente distinta de todas as outras crises já vividas na história. No nosso setor não existem precedentes. 

Mais vale um Estado que, embora necessite ser bastante diminuto, consiga dar fôlego para que a manutenção de empregos e empresas seja viável do que um governo que deixe a bucha na mão do próprio setor privado e, lá na frente, colha resultados nefastos com desemprego em taxas exponenciais, queda brutal na arrecadação e ainda mais deterioração nas relações e vínculos trabalhistas. 

Eu pago impostos para que eles, de alguma forma, retornem para mim. Se não retornaram decentemente até agora, que ao menos retornem fomentando os setores econômicos no período de crise. 

 

1 hour ago, Luckert said:

Na verdade o governo não daria nada ,apenas emprestaria, diferente do governo americano que deu uma parcela.

 Deixar sucumbir gigantes pagadores de impostos, setor ,como o aéreo, que por si só é importante para uma economia, é ,no mínimo, absurdo.

 O setor aéreo gera milhões em impostos direta e indiretamente, emprestar 2 bi, é uma migalha diante de tudo que é gasto desnecessariamente 

 

1 hour ago, A350XWB said:

Precisamente.

Fosse um caso de incompetência e chinelagem administrativa como a O6 eu também endossaria a lavagem de mãos, mas numa crise mundial que parou a economia e afetou especialmente o setor aéreo, o ente público olhar pra 3 empresas sem receita e quase em insolvência e ligar o phoda-se, não é militar por "estado enxuto" ou eficiência de gestão, é burrice estratégica e irresponsabilidade social.

Como disse, não é uma crise normal.

Respeito a opiniao de todos, mas concordaremos em discordar. 
 

O mercado nao vai deixar de existir. Tampouco a necessidade de transporte. Se Azul, GOL e LATAM, como gigantes pagadores de impostos, não tiverem competência para sobreviver, amanhã outro CNPJ gigante pagador de impostos tomará o lugar...

Esta é a forma que o PG vê a situação e de novo, tendo a concordar com ele. 
 

Empréstimo do BNDES pode aparecer? Talvez, mas convenhamos: GOL fatura 16 Bi/ano, Azul 12... Da última vez que se falou de valores, eram 2 bi p cada uma.... 

 

Ajuda? Talvez, mas não é a solução dos problemas. E também nao vai passar disso. 

Edited by B737-8EH
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4 minutes ago, B737-8EH said:

 

 

Respeito a opiniao de todos, mas concordaremos em discordar. 
 

O mercado nao vai deixar de existir. Tampouco a necessidade de transporte. Se Azul, GOL e LATAM, como gigantes pagadores de impostos, não tiverem competência para sobreviver, amanhã outro CNPJ gigante pagador de impostos tomará o lugar...

Esta é a forma que o PG vê a situação e de novo, tendo a concordar com ele. 
 

Empréstimo do BNDES pode aparecer? Talvez, mas convenhamos: GOL fatura 16 Bi/ano, Azul 12... Da última vez que se falou de valores, eram 2 bi p cada uma.... 

 

Ajuda? Talvez, mas não é a solução dos problemas. E também nao vai passar disso. 

8EH, 

Suas ponderações não são incorretas, pelo contrário. Nem tampouco as ponderações do PG podem ser totalmente ignoradas. No entanto, com base no que você nos elencou em quote, vamos analisar alguns pontos: 

1) Vejo que há uma diferença bastante grande, além de não se ter qualquer relação que possa ser estabelecida, entre uma empresa não possuir competência para sobreviver (como foi o caso da Avianca Brasil) e não conseguir sobreviver por fatores alheios à capacidade administrativa de cada uma delas. O fenômeno da diminuição, consolidação, fusões/aquisições e até mesmo de cessões completas de operações está sendo experimentado a nível global. A nível de Brasil, dos nossos três grandes players no mercado doméstico era sabido no final de 2019 que havia um - conforme números divulgados aos seus investidores - mais forte (Azul), um intermediário (GOL) e um com números mais assustadores (LATAM), mas esse último ainda assim com plena capacidade de operar em sua plenitude. Era esperado pelas empresas e por todos nós já nesse ano um processo continuo de crescimento de oferta e demanda bastante robusto. Isso pôde ser comprovado na nossa última alta temporada, a melhor dos últimos anos. A Covid-19 veio inesperada, sorrateiramente e dando pauladas atrás de pauladas em todas as empresas: não há quem esteja imune. 

2) O fato da crise abranger todo o planeta faz com que parte do pensamento que contempla o acompanhamento da demanda por parte da oferta um pouco turvo. Devemos considerar que as empresas estão descapitalizadas, com capacidade de investimento reduzida ou até mesmo cortada e com interesse de passos além de suas fronteiras ainda mais reduzidos. Volto a utilizar o exemplo da Avianca: seu sumiço do mapa no ano passado pouco foi sentido, tendo em vista que a oferta e a demanda pontualmente reprimida foram rapidamente absorvidas especialmente pela Latam, que aproveitou uma parcela importante das aeronaves, tripulantes e funcionários advindos da falecida Oceanair. Azul e Gol também seguiram o mesmo ritmo e, por hora, o mercado rapidamente experimentou um leve processo de consolidação. Isso foi possível pois havia uma combinação de fatores (oferta/demanda/dinheiro) que permitiu a manobra e a adaptação. Nesse momento não temos nenhum destes três fatores. 

3) Se hipoteticamente considerarmos que tenhamos em 2021 uma demanda reprimida e incapaz de ser suprida por dois players, considerando a insolvência de um dos três, essa demanda continuará reprimida. Por quais motivos? Pelos mesmos motivos que citei no item "1", logo acima. Por mais que se tenha um desejo e uma necessidade de readequações no mercado, haverá falta de dinheiro e (aí sim) de capacidade administrativa para essa lacuna. Se houver quem esteja disposto a investir dinheiro em um país que hoje não oferece segurança jurídica e está dia após dia mergulhado em instabilidades políticas, sociais e econômicas, é certo que não conseguirá atingir tão cedo a magnitude e galgar o espaço deixado em branco em médio prazo. Se a Gol sumisse do mapa hoje, um novo operador ou até mesmo o crescimento de um operador já existente que ocupe o lugar demoraria ao menos uma década - já considerando tudo o que é reprimido e estagnado pela Covid. 

Qualquer dinheiro ajuda. Não só o dinheiro, mas também a soltura definitiva das amarras do Estado para que o mercados seja mais livre, menos carregado de burocracias e sobretudo de cargas tributárias que apenas emperram o setor - que, no Brasil, poderia ser MUITO maior se não fosse um Estado que atrapalha e não muda a mentalidade nem em meio à crise. 

Abraços! 

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O importante é a ponderação. Como contribuinte, todos nós não queremos ver o nosso dinheiro - mesmo que seja pouco, jogado a fundo perdido ou privilegiando uma parte, enquanto você tem altas taxas de juros na aquisição de imóveis, impostos estratosféricos desde carro até perfume e um sistema de seguridade social desvirtuado. 

Mas convenhamos que vivemos, como o 8HX ponderou bem, tempos excepcionais. A Lufthansa teve que pedir arrego à Berlim, Zurique e Viena. A Lufthansa...

O discurso do Guedes é fora do contexto brasileiro, aqui não temos poupança para que o setor privado seja o financiador do privado. Somos tão kafkanianos que o Banco do Brasil que poderia ser o socorrista, ironicamente está preso nos conceitos (ainda bem) de gestão privada.

R$ 2 bi pode não parecer muito diante de faturamentos na casa de dois dígitos, mas o quanto de caixa estas empresas têm? Azul tem R$ 1,3 bi, Gol uns R$ 3 bi, LATAM não sei. A UA está queimando R$ 150 milhões por dia. É necessário este colchão financeiro, e um bom gestor não usará a toa, vai evitar o máximo possível, mas precisa tranquilizar o mercado.

Quando houve o 11 de Setembro, as apólices de seguro foram para a estratosfera. Todos os governos assumiram a obrigação caso acontecesse alguma coisa, felizmente isto não ocorreu, mas passou a mensagem que apoiava as empresas.

Tem a questão big to fail, claro que todos os negócios - seja um ambulantes ou um conglomerado - têm importância, mas qual o efeito do primeiro em relação ao segundo na economia? Mínimo, ao contrário que o KTR apontou na aviação. Há um linha de pensamento que diz que se o governo americano fizesse o resgate do Lehman Brothers, a crise de 2008 não seria tão aguda para os EUA e a necessidade de fazer aportes na AIG, Citibank, Goldman e JP Morgan. O governo japonês viu isso quando a JAL entrou em concordata: sua quebra levaria a ANA crescer? Sim. Empregos recuperados? Talvez. Fundo de pensão teria verba? Não. Então Tokyo viu a necessidade de fazer um aporte bilionário, mas com condições: a empresa deveria enxugar seus custos, reduzir o aporte no fundo de pensão e ter uma pensamento mais da rentabilidade do que escala. Resultado: em 5 anos o governo japonês (vulgo contribuinte) recuperou o investimento e a JAL se tornou umas das empresas com maior taxa de rentabilidade do mundo, a maior da Ásia.

Até mesmo EUA, berço do neoliberalismo, sabe da importância de quando o Estado deve intervir.

Deixar quebrar porque alguém assumirá o lugar não funciona bem assim.

A história das BR3 é diferente da Alitalia, Aerolíneas, South African, Thai, Malaysia, Air India.

 

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O termo “Going Concern”

Esse termo ficou propositalmente em inglês por que deve ser lido no jargão contábil.

Usando o conceito da Investopedia, “Going Concern” é usado para dizer que a “empresa possui os recursos necessários para continuar operando indefinidamente. Este termo também se refere à capacidade da empresa de ganhar dinheiro suficiente para permanecer à tona ou evitar a falência”

Quando a frase do relatório da GOL é lida ao pé da letra por alguém que não é contador, pode levar à interpretação de que existe uma preocupação com a continuidade da empresa. Mas não é o caso.

Note que, quando há possibilidade de a empresa falir, o termo contábil que se usa é “not a going concern”.

Em resumo

O jornalista traduziu ao pé da letra e desprezou o termo contábil, não há expectativa de que um auditor fale que a empresa tem risco de não continuar, pelo menos no relatório de 2019, que é o objeto da análise.

Obviamente que existe uma preocupação com o caixa da GOL nesses tempos sombrios que estamos vivendo, mas o relatório dos auditores é referente a 2019, quando esse assunto nem estava na mesa.

Fonte: https://www.aeroin.net/conheca-a-integra-da-nota-que-a-gol-linhas-aereas-mandou-ao-regulador-americano/

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Em nenhum momento, podemos comprará o atual cenário com a falência da OceanAir ou Avianca Brasil.

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O que dá pra deduzir é que a GLAI está "meio enrolada" com os auditores sobre os balanços de 2019 e 1T20.

Pediu desculpas à SEC por não ter apresentado o 20F no prazo  https://www.sec.gov/Archives/edgar/data/1291733/000129281420002257/gol20200615_12b25.htm

A previsão de divulgação do 1T20 auditado é 26/06.

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Até 2018 era a E&Y, em 2019 passou pra KPMG.

https://ri.voegol.com.br/download_arquivos.asp?id_arquivo=ED047FD5-84A7-491F-9E1D-F7F84ED9E8B4

No relatório da KPMG ela ressalta que os principais assuntos levantados pra discussão com a diretoria/conselho da GLAI, foram Contabilização das Receitas de Milhas/Breakage e a Continuidade das Operações. Analisou as projeções de caixa e finalmente concordou com a cia sobre a falta de incerteza sobre a continuidade das operações.

Com base nas evidências obtidas por meio dos procedimentos acima resumidos, consideramos aceitável o julgamento da Companhia de que não existe incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional, no contexto das demonstrações financeiras tomadas em conjunto, referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2019.

 

Dedução minha, o problema é que no trimestre seguinte estoura a pandemia, os resultados negativos do 1º trim. alteram essas projeções, a KPMG quer alterar o parecer de 2019.

 

 

Edited by TheJoker

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Juro como to procurando um sinônimo para "falta de incerteza".

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