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[EN] França pode proibir voos domésticos LCLF de até 2 horas


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France To Ban Low-Cost Domestic Flights

MIAMI – All low-cost airlines operating in France are at risk of having their domestic flights banned by the government if a train journey of less than two and a half hours exists for the same route.

The government had previously said it would specifically prohibit Air France, the national flag carrier, from operating the routes. Now it has stated, according to a report by connexionfrance.com, that it will also carry out a decree to every low-cost airline from operating the routes too.

This means no low-cost airline will fill the apparent gap left by Air France, let alone poach its customers.

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Photo: Anna Zvereva

COMMENTS FROM THE FEDERAL MINISTRY OF TRANSPORT


Junior transport minister Jean-Baptiste Djebbari told RTL news source that it was not conceivable that the French government would allow operators of any kind, particularly low-cost operators, to get involved.

Thus, the Djebbari assured that the government would issue a decree which was compatible with European law for environmental reasons so that there is no risk of any competition.

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AN UNRESOLVED BAILOUT AGREEMENT


On June 19, AF was set to receive a €7bn aid package from the French government in the form of loans and commercial funding. The European Commission argued that other means of obtaining liquidity have been “explored and exhausted.”

However, according to aviator.aero, it seems that Air France-KLM shareholders, the French and Dutch governments, cannot agree on the bailout terms. The Dutch government wants to control how the US$4.4bn is used; in particular, it wants to see that it only goes to the Dutch part of the airline.

With the bailout, AF intended to reduce domestic services, but Finance Minister Bruno Le Maire had already said at the time that with more environmentally friendly high-speed trains, domestic flights were not justified.

CEO of Air France-KLM Benjamin Smith has already committed to reducing the airline’s French domestic routes by 40% by 2021.

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Photo: Clément Alloing

PLANES, TRAINS AND FRENCH TRAVEL


Besides TGV France, the country’s intercity high-speed rail service, which is operated by the SNCF, the state-owned national rail operator, few airlines operate flights along routes that are less than two and a half hours, Air France short-haul subsidiary, Hop! being one of them.

According to newspaper Le Figaro, if and when such TGV routes open, the equivalent air route usually ceases soon after, as people choose to take the train naturally.

The takeaways is that while the measures appear to be harsh, in practice they are unlikely to make a big difference in French air travel.

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Photo: Mark Harkin

LOW-COST COMPETITORS


With 37 domestic routes, easyJet (U2) is the country’s main low-cost competitor to Air France.

However, by train, U2’s routes from Paris-Toulouse and Paris-Nice take more than four hours and nearly six hours respectively. This means that they do not fall within the two and a half hour limit set by the government.

Ryanair (FR), another low-cost competitor to AF, has two domestic routes in France connecting Beauvais’ “Paris” airport to Béziers (Hérault, Occitanie) and Corsica’s Figari.

Finally, low-cost Spanish carrier Volotea (V7), which also operates flights from Beauvais, is expected to expand its domestic services within France, but most of those will not be affected by the government cap.

Volotea’s services include flights between Nantes and Corsica, as well as Strasbourg, Perpignan, Toulouse, Montpellier and Nice, most of which take longer than two and half hours by train.

It seems that the government cap on short-haul air travel is only drastic on the surface. Ultimately, the effectiveness of the ban will be measured by the number of passengers willing to travel either by air and land.

https://airwaysmag.com/airlines/france-to-ban-low-cost-domestic-flights/

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Até que ponto o environmental friendly é verdadeiro ou porque esconde outras intenções?

Quem detém as operações de trens na França, pelo que eu sei, é a estatal SNCF e a Thalys, que é uma subsidiária da primeira.

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Viagem de Trem de 2h. Mesmo se estiverem contado o TGV, isso é uma viagem bem curta

Paris-Bruxelas é 1h30 com o Thalys/TGV por exemplo (e não entraria já que não é doméstico)

A medida provavelmente vai fazer muito pouca diferença

 

 

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8 hours ago, A345_Leadership said:

Até que ponto o environmental friendly é verdadeiro ou porque esconde outras intenções?

Quem detém as operações de trens na França, pelo que eu sei, é a estatal SNCF e a Thalys, que é uma subsidiária da primeira.

A maioria esmagadora dos operadores ferroviários da UE são 100% ou majoritariamente estatais, e uma boa parte das "privadas" são apenas subsidiárias das estatais de outros países.

SNCF, Eurostar, Thalys, Thello, Lyria, SNCB, CFL, CFF, Deutsche Bahn, Renfe, Trenitalia, NS, ÖBB, CP, PKP... todas estatais.

Na França, a partir de dezembro de 2020, estará aberta a livre concorrência para as linhas internas em modalidade "open access". E por sinal, a primeira interessada nessa reforma é a própria AF, que quebra a cabeça há anos com a manutenção de uma estrutura dedicada (Hop) para manter uma malha doméstica largamente deficitária.

4 hours ago, raverbashing said:

Viagem de Trem de 2h. Mesmo se estiverem contado o TGV, isso é uma viagem bem curta

Paris-Bruxelas é 1h30 com o Thalys/TGV por exemplo (e não entraria já que não é doméstico)

A medida provavelmente vai fazer muito pouca diferença

A medida não se aplica a ligações internacionais, apenas a ligações domésticas no país, e a venda de trechos internos conectando em ORY/CDG continuaria autorizada (até porque ninguém iria fazer LYS-CDG de trem conectando pra JFK enquanto se pode fazer LYS-FRA-JFK ou LYS-MAD-JFK, por exemplo).

Uma lista provisória dos voos restritos incluiria Paris-Marseille (3h05), Paris-Rennes (1h25), Paris-Lyon (2h), Paris-Nantes (2h), Paris-Brest (3h25), Paris-Bordeaux (2h), Paris-Montpellier (3h09) Paris-Mulhouse (2h40), Paris-Agen (3h13), Paris-Clermont-Ferrand (3h17), Paris-Lorient (2h57)... há cidades em que o trajeto ferroviário para Paris é muito mais lento, e nesse caso a venda de trechos internos continuaria (caso de TLS, NCE e PGF, por exemplo).

Por outro lado, a França não é só Paris: há uma grande demanda para voos internos entre cidades secundárias, já que uma boa parte das ligações ferroviárias entre as mesmas deve obrigatoriamente se fazer pela capital. Quem quer sair de NCE e ir a BOD de trem tem que fazer uma conexão em Paris atravessando a cidade para mudar de estação, em um trajeto que consome alucinantes 9h — contra 1h20 por via aérea.

Sds

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Tem que ser muito inocente pra acreditar em toda essa balela de environment friendly, ecological footprint, crédito de carbono, etc. Os interesses por trás são muito maiores, o papo dos “verdes” é apenas uma via pra atingir os objetivos. 

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Tipo: vão colocar trens partindo de CDG e ORY para Nantes e Bordeaux , por exemplo ?  Se não for assim, você terá que desembarcar, se deslocar do aeroporto até a estação de trem e de lá pegar o trem. Tudo isso por sua conta

Como vocês estão dizendo: tem muito mais coisa por trás disso daí.

 

Em Barcelona a prefeita queria fazer o mesmo...

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21 hours ago, Jlito said:

Tipo: vão colocar trens partindo de CDG e ORY para Nantes e Bordeaux , por exemplo ?  Se não for assim, você terá que desembarcar, se deslocar do aeroporto até a estação de trem e de lá pegar o trem. Tudo isso por sua conta

Como vocês estão dizendo: tem muito mais coisa por trás disso daí.

Em Barcelona a prefeita queria fazer o mesmo...

Já é o caso, a AF (e outras companhias) vende trechos de trem com conexão rápida na estação CDG 2 TGV, que fica dentro do terminal, de/para 14 cidades — incluindo algumas para as quais possui voos diretos, como LYS, NTE e RNS.

Orly não tem estação de trem, nesse caso a AF vende o TGV Air a partir da estação Massy TGV, a 20 minutos de ORY e com o transfer de táxi pago pela companhia, para os clientes conectando com os voos de longo curso que partem do aeroporto (JFK, FDF, PDP, CAY, RUN). Fora do esquema TGV Air, a SNCF tem trens diretos para a estação CDG 2 TGV a partir de 20 cidades.

Em alguns casos, pode ser mais interessante conectar no aeroporto com o TGV do que pegar um voo direto: o trajeto entre Lyon Part-Dieu e o CDG é de 2h, enquanto um voo direto LYS-CDG leva 1h10 — a diferença é que a estação Part-Dieu fica no centro da cidade e um pax com bagagem pode chegar 5min antes da partida do seu trem, enquanto o aeroporto fica a 30km do centro (35-45min de distância com trânsito bom) e exige uma chegada com no mínimo 30min de antecedência da partida do voo.

Sds

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2 hours ago, Forgiven722 said:

Em alguns casos, pode ser mais interessante conectar no aeroporto com o TGV do que pegar um voo direto: o trajeto entre Lyon Part-Dieu e o CDG é de 2h, enquanto um voo direto LYS-CDG leva 1h10 — a diferença é que a estação Part-Dieu fica no centro da cidade e um pax com bagagem pode chegar 5min antes da partida do seu trem, enquanto o aeroporto fica a 30km do centro (35-45min de distância com trânsito bom) e exige uma chegada com no mínimo 30min de antecedência da partida do voo.

Sempre falam do aeroporto como um hub multimodal e acho que neste caso é um exemplo. Os aeroportos e o sistema ferroviários de média distância precisam "conversar" ainda mais.

É aquela coisa: você quer chegar de avião ou mais rápido no destino, independente do modal?

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Trem é um modal fantástico, além de não ter as 1001 restrições de segurança de aeroporto (n estou dizendo q n seja necessário).

A 2nd class já é bem confortável. Na Europa só pego avião se n houver uma boa opção de trilhos.

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On 23/06/2020 at 23:41, A345_Leadership said:

Até que ponto o environmental friendly é verdadeiro ou porque esconde outras intenções?

Quem detém as operações de trens na França, pelo que eu sei, é a estatal SNCF e a Thalys, que é uma subsidiária da primeira.

O governo francês doa 42 bilhões de reais à Air France para superar a crise.
Portanto, é de boa guerra de dar com uma mão para recuperar com a outra mão.

E gostemos ou não, o uso do trem para substituir o avião em viagens domésticas entra na mente dos viajantes.
É o novo modo de boa consciência ecológica.

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Pois é, me parece mais um jeito de fazer a AF cortar rotas (possivelmente deficitárias) ainda mais que o dinheiro do gov. tá sendo colocado

"Ah mas a companhia deveria fazer isso por ela mesmo" é, mas já viu como são as coisas, principalmente quando tem política no meio.

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On 26/06/2020 at 08:57, Forgiven722 said:

Já é o caso, a AF (e outras companhias) vende trechos de trem com conexão rápida na estação CDG 2 TGV, que fica dentro do terminal, de/para 14 cidades — incluindo algumas para as quais possui voos diretos, como LYS, NTE e RNS.

Orly não tem estação de trem, nesse caso a AF vende o TGV Air a partir da estação Massy TGV, a 20 minutos de ORY e com o transfer de táxi pago pela companhia, para os clientes conectando com os voos de longo curso que partem do aeroporto (JFK, FDF, PDP, CAY, RUN). Fora do esquema TGV Air, a SNCF tem trens diretos para a estação CDG 2 TGV a partir de 20 cidades.

Em alguns casos, pode ser mais interessante conectar no aeroporto com o TGV do que pegar um voo direto: o trajeto entre Lyon Part-Dieu e o CDG é de 2h, enquanto um voo direto LYS-CDG leva 1h10 — a diferença é que a estação Part-Dieu fica no centro da cidade e um pax com bagagem pode chegar 5min antes da partida do seu trem, enquanto o aeroporto fica a 30km do centro (35-45min de distância com trânsito bom) e exige uma chegada com no mínimo 30min de antecedência da partida do voo.

Sds

Assim já fica vantajoso até.

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On 27/06/2020 at 10:02, raverbashing said:

Pois é, me parece mais um jeito de fazer a AF cortar rotas (possivelmente deficitárias) ainda mais que o dinheiro do gov. tá sendo colocado

"Ah mas a companhia deveria fazer isso por ela mesmo" é, mas já viu como são as coisas, principalmente quando tem política no meio.

Então, eles já estavam nesse processo de resolver o abacaxi que é a malha doméstica há algum tempo, mas aparentemente o plano de socorro e as políticas ambientais do governo deram a desculpa perfeita para que isso fosse acelerado. Assim que o novo CEO Ben Smith tomou posse, a redução das linhas internas foi uma das primeiras decisões — em 2018, foram quase 190mi € de prejuízo apenas na atividade doméstica. É preciso saber que em rotas em que existe a concorrência direta com o TGV, a maioria esmagadora da preferência dos passageiros é do trem: pegando como exemplo o trecho PAR-BOD, em números de 2016 foram apenas 2 milhões de pax transportados pela AF... enquanto a SNCF levou 16 milhões. Estima-se que cada vez que uma nova cidade anteriormente ligada a Paris pela companhia recebe um serviço ferroviário TGV de 2h para a capital, ela perca até 90% de market share.

Grosso modo, o short e o medium-haul da AF pagam pra funcionar e são mantidos apenas por serem estratégicos em termos de suporte ao long-haul, que é onde está o dinheiro.

13 hours ago, Jlito said:

Assim já fica vantajoso até.

E esse é o caso para uma boa parte das ligações entre Paris e as cidades atendidas por via aérea! Isso tudo tirando o fato de que de TGV os preços são normalmente mais baixos mesmo a poucos dias da partida, não há controle de segurança (líquidos, scanner, etc) nem cobrança de franquia de bagagem (ilimitada), as estações são centrais e consistentemente atendidas pelas redes de transporte público, uma boa parte da frota possui rede Wi-Fi gratuita (e quando não possui, tem 3G/4G dependendo da zona viajada) e é largamente superior em termos de conforto em comparação com a Y de qualquer aeronave.

Sds

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