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TAP Regista Prejuízo De 395 Milhões De Euros No Primeiro Trimestre De 2020


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Release TP   https://www.tapairportugal.com/pt/-/media/Institucional/PDFs/Investidores/Comunicados/TAP-SA-1Q20-Trading-Update_PT_29jun20.pdf?la=pt-PT&hash=978FF249160A3E79AA53E17D65076B371339E3D5

 

30/06/2020

A TAP registou prejuízos de 395 milhões de euros no primeiro trimestre devido à pandemia, indicou a companhia num comunicado enviado nesta segunda-feira, dia 29 de junho, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), em Lisboa.

De acordo com a transportadora aérea, o resultado líquido negativo do trimestre de 395 milhões foi “impactado por eventos relacionados com a pandemia de covid-19, nomeadamente pelo reconhecimento de overhedge de jet fuel de 150,3 milhões de euros, tendo o resultado líquido sido igualmente impactado por diferenças de câmbio líquidas negativas de 100,5 milhões de euros”. Excluindo estes dois efeitos, adianta a TAP, “o resultado líquido do primeiro trimestre de 2020 teria sido negativo em 169,9 milhões de euros”. No período homólogo de 2019, a TAP registou prejuízos de 106,6 milhões.

No total do trimestre, a TAP transportou 2,96 milhões de passageiros (dos quais 2,37 milhões em janeiro e fevereiro), o que representa uma quebra de 12,6% face ao trimestre homólogo do ano passado. O comunicado revela ainda que a TAP registou um decréscimo de 54,7% no número de passageiros transportados em março face ao mês homólogo de 2019.

“A quebra de atividade verificada em março de 2020 em resultado da pandemia Covid-19 impactou negativamente a performance da TAP no 1º trimestre, compensando a boa performance observada nos primeiros 2 meses do ano. O mês de março foi já significativamente afetado pelas medidas de contenção adotadas pelas autoridades nacionais e internacionais que se refletiram numa acentuada quebra na procura e levaram a TAP a diminuir a sua capacidade operacional, traduzindo-se numa deterioração progressiva da atividade ao longo do mês”, indica a companhia.

 

Plano de frota está atualmente em revisão – Saem seis aviões no corrente ano

 

A TAP também revela que – tendo em consideração o impacto da pandemia – o Conselho de Administração “iniciou um processo de análise da capacidade instalada, o qual poderá vir a resultar numa restruturação da frota”. Assim, prevê-se para o período remanescente de 2020 (após 31 de março) “uma redução líquida da frota, incluindo a saída já confirmada de seis aviões (1 A321, 1 A320, 3 A319 e 1 E190) que terminam contrato em 2020”. Além destas “estão a ser estudadas saídas adicionais de aeronaves”, por forma a alinhar com o plano de frota atualmente em revisão.

Na primeiro trimestre do ano, a companhia aérea registou uma “diminuição dos rendimentos operacionais totais em 5%” face ao trimestre homólogo de 2019 e “das receitas de passagens em 3,7%” relativamente ao mesmo período do ano anterior. No mês de março, a diminuição verificada face ao mesmo mês de 2019 é de 106,3 milhões de euros (-47,7%) nos rendimentos operacionais totais e de 90,3 milhões (-46,9%) nas receitas de passagens, adianta.

A TAP registou igualmente uma quebra do EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 26 milhões de euros no primeiro trimestre face ao período homólogo. Em março, a quebra do EBITDA foi de 80,4 milhões de euros relativamente ao igual mês do ano passado.

“[A] quebra de atividade verificada em março de 2020 em resultado da pandemia covid-19 impactou negativamente a performance da TAP no primeiro trimestre, compensando a boa performance observada nos primeiros dois meses do ano”, sustenta a transportadora.

A companhia acrescenta que “o mês de março foi já significativamente afetado pelas medidas de contenção adotadas pelas autoridades nacionais e internacionais que se refletiram numa acentuada quebra na procura e levaram a TAP a diminuir a sua capacidade operacional, traduzindo-se numa deterioração progressiva da atividade ao longo do mês”.

A TAP realça também a realização em fevereiro de uma amortização “no montante de 158,6 milhões de euros referente a um financiamento com um sindicato de bancos portugueses, com extensão da maturidade do montante remanescente desse financiamento”.

“A maturidade média da dívida financeira da TAP (excluindo ‘leasings’ operacionais) aumentou de 4,5 anos no final de 2019 para cinco anos no final do primeiro trimestre de 2020, continuando o reforço significativo da extensão da maturidade média da dívida efetuado durante o ano de 2019, tendo em conta que no final de 2018 era de 2,5 anos”, sublinha.

A Comissão Europeia aprovou em 10 de junho um “auxílio de emergência português” à companhia aérea TAP, um apoio estatal de 1.200 milhões de euros para responder às “necessidades imediatas de liquidez” com condições predeterminadas para o seu reembolso.

A semana passada, a TAP anunciou o prolongamento do lay-off até final de julho, ao qual tinha recorrido em 02 de abril, justificando a decisão com o facto de a sua operação continuar reduzida, anunciou hoje ao mercado a companhia aérea.

 

  • Texto publicado pelo jornal digital ‘Observador

https://newsavia.com/tap-regista-prejuizo-de-395-milhoes-de-euros-no-primeiro-trimestre-de-2020/

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Governo prepara plano para nacionalizar a TAP

https://sicnoticias.pt/economia/2020-06-30-Governo-prepara-plano-para-nacionalizar-a-TAP

"O Governo está a preparar um plano para nacionalizar a TAP. O Estado ameaça assim tomar conta da companhia áerea depois dos privados recusarem as condições do empréstimo de 1.200 milhões de euros."

DN não aceitou as condições. Ou nacionaliza ou fecha, entendi mais ou menos assim...

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David Neeleman Aceita E Agradece Apoio Do Estado Português À TAP

29/06/2020
 
 
 

O acionista da TAP David Neeleman garantiu nesta segunda-feira, dia 29 de junho, o “empenho dos privados” no futuro da companhia, agradecendo “muito” o empréstimo de emergência do Estado português e afirmando aceitar a entrada imediata deste na Comissão Executiva da empresa.

“Apesar de não ter sido essa a nossa proposta, agradecemos muito o apoio do Estado português através de um empréstimo de emergência à TAP e aceitamos obviamente as medidas de controlo da utilização desse empréstimo”, afirma Neeleman numa declaração escrita enviada à agência de notícias portuguesa ‘Lusa’.

Após “meses de silêncio”, o empresário justifica esta tomada de posição com a necessidade de “rejeitar as declarações sobre o empenho dos privados no futuro da TAP”, garantindo que estes estão “disponíveis para aceitar a participação do Estado na Comissão Executiva imediatamente e mesmo antes de uma eventual capitalização do empréstimo”.

“Estamos também disponíveis para capitalizar os nossos créditos na companhia no momento da aprovação do plano de reestruturação que será negociado com a Comissão Europeia”, acrescenta.

Na nota enviada à ‘Lusa’, Neeleman diz ter “optado pelo silêncio nos últimos meses por estar concentrado em ajudar a Comissão Executiva da TAP a trabalhar para encontrar soluções nesta fase muito complexa relativamente ao futuro da TAP”.

“No entanto, e porque há limites, não posso deixar de rejeitar as declarações sobre o empenho dos privados no futuro da TAP”, sustenta.

“O nosso empenho – garante – é o mesmo de 2015, quando ganhámos a privatização e salvámos a TAP de uma situação de insolvência, e após cinco anos de trabalho muito duro transformámos a TAP numa companhia renovada, de maior dimensão e preparada para o futuro. Continuamos a acreditar na TAP apesar desta enorme crise que afetou toda a economia e em particular o setor da aviação”.

Segundo David Neeleman – que com Humberto Pedrosa, através da Atlantic Gateway, detém 45% da TAP – “desde o início da crise a equipa executiva tem trabalhado noite e dia em conjunto com os fornecedores, tendo negociado e obtido apoios importantes na ordem de centenas de milhões de euros”.

“O nosso foco não é apenas garantir que a TAP sobreviva, mas que recupere a rota de crescimento que vinha percorrendo e que prospere para que possamos cuidar dos nossos trabalhadores e clientes”, defende.

Neeleman recorda que a TAP precisa “da ajuda do Estado Português” tal “como todas as outras companhias aéreas na Europa” e afirma que “todo o investimento feito pelo Estado” na empresa “tem um retorno garantido, multiplicado por muitas vezes”.

Isto para além de “um significativo impacto na economia portuguesa, quer pela estabilidade económica” dos trabalhadores da companhia e da respetiva “cadeia de valor de fornecedores e parceiros portugueses”, como pelos “milhões de visitantes” que anualmente transporta para Portugal.

“A TAP é muito importante para o País e estou certo que o Governo português saberá respeitar os compromissos assumidos com quem acreditou e transformou a companhia”, afirma.

Fonte: newsavia.com

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Nessa reportagem da SIC, de hoje, diz que ele não quis converter um empréstimo em ações, e por isso não aceitou umas condições lá...

Será que a SIC é o aeroin português? rs 

Edited by MRN
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Se nacionalizar e tirar a turma do DN da empresa, a relação da TP e AD pode mudar. Não digo acabar, mas perder a importância, ao ponto da Azul não investir tanto em Portugal quanto antes.

No pior dos casos, a AD pode até montar, em 2030, um hub em REC para os passageiros que conectavam em Lisboa.

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  • 2 months later...

https://www.publico.pt/2020/09/29/economia/noticia/tap-adia-novas-compras-quer-vender-avioes-1933303

 

Por Luís Villalobos 

29 de Setembro de 2020

A TAP está a reestruturar a dimensão da sua frota de aviões e já tem em curso “a possível venda de seis a oito aeronaves (seis A319 e dois A320). Além disso, está também a estudar “a devolução antecipada de aeronaves em regime de locação operacional e a potencial venda de aeronaves em regime de locação financeira”.

“A evolução futura da frota será naturalmente um dos temas estruturantes do plano de reestruturação que se encontra em elaboração” e que tem de ser entregue em Bruxelas até ao dia 10 de Dezembro, diz o grupo no relatório referente às contas do primeiro semestre divulgado esta segunda-feira à noite na CMVM.

Perante a necessidade de reduzir a estrutura da transportadora aérea devido aos efeitos que a pandemia de covid-19 está a provocar nas viagens, e de apresentar um plano de reestruturação em Bruxelas por causa das ajudas de Estado que podem chegar aos 1200 milhões de euros, o grupo diz que já negociou com a Airbus e outras entidades o adiamento da entrega de novas aeronaves.

Esse acordo, diz o relatório, foi concluído e envolve a “renegociação de datas de entrega previstas para o período entre 2020 e 2022”, com “impacto ao nível do diferimento dos compromissos com o pagamento de pre-delivery payments à Airbus, bem como a obtenção de outras vantagens comerciais ao nível da protecção do preço das aeronaves”.

De acordo com a TAP, ficou acordado o diferimento das datas de entrega de 13 aeronaves A320neo de 2012-2022 para 2025-2027, bem como de dois A330neo de 2022 para 2024, que podem ser trocados “por outros modelos, a avaliar em função da retoma de mercado e necessidades da TAP na altura”. Estas alterações nos prazos de entregas permitem ao grupo adiar um esforço financeiro ao reduzir o investimento previsto para 2020-22 em cerca de mil milhões de dólares (854 milhões de euros, ao câmbio actual).

Segundo a apresentação de resultados divulgada esta terça-feira, e que contém informação complementar, vão chegar oito aviões A320 neo até 2022 em vez dos 21 previstos. Seguem-se mais quatro em 2023 e em 2024, a que somam agora mais seis em 2025, cinco em 2026 e seis em 2017.

Conforme está descrito no relatório semestral agora divulgado, a TAP contratou com a Airbus a aquisição de 53 aviões (dos quais 39 A320neo e 14 A330neo) “a receber entre 2018 e 2025”. Em Junho, a frota da TAP, que ainda está em processo de renovação, era composta por 108 aviões, dos quais 102 estavam operacionais (no final do ano passado, a frota era composta por 105 aviões, contra os 75 que existiam no ano da privatização, em 2015).

Olhando para o segundo semestre, a TAP afirma que vão entrar em operação quatro novas aeronaves, (dois A321neo LR, um A320neo e outro A321neo).

124 milhões em “rendas vencidas não-pagas”

Ainda no que diz respeito à frota, as contas do primeiro semestre foram fechadas com 124 milhões de euros em “rendas vencidas não-pagas” a fornecedores de aviões em regime de leasing. De acordo com o relatório, a TAP “negociou com alguns dos seus fornecedores de serviços correntes planos de pagamentos até Dezembro de 2020 e o alargamento do prazo de pagamento, o que motivou o aumento das contas a pagar face a Dezembro de 2019”.

No caso concreto dos contratos de leasing de aeronaves, o grupo diz que tem “vindo a desenvolver negociações com os lessors no sentido de reduzir o valor mensal das rendas dos equipamentos” e a “obter o consentimento para o não-pagamento de rendas e o alargamento dos prazos contratuais”, “mantendo presente nessas negociações”, explica, “a eventual futura necessidade de redução de frota decorrente do plano de reestruturação”.

As negociações com estes fornecedores, diz a TAP, “estão a avançar a bom ritmo, sendo que, no final de Agosto, cerca de 60% da frota em regime de locação operacional já tinha a renegociação concluída ou com a discussão finalizada e em fase de formalização da respectiva documentação, não tendo ainda sido reconhecido no balanço de 30 de Junho de 2020 qualquer impacto”.

606 milhões de prejuízos e futuro turbulento

Em termos de resultados financeiros, o grupo TAP registou um prejuízo de de 606 milhões de euros. A esmagadora maioria dos resultados negativos vieram da TAP SA, com a transportadora aérea a sofrer um prejuízo de 582 milhões de euros, cerca de cinco vezes acima do valor registado em idêntico período de 2019 (e que já foi um resultado negativo).

Os outros 24 milhões de euros de prejuízos do grupo vieram das restantes actividades, como o catering, tratamento de bagagens (handling) ou a manutenção. Estes números são o resultado da paragem parcial de Março e quase total nos três meses seguintes, com a procura a cair a pique devido ao surto de covid-19.

A actividade de transporte de carga e correio ajudou a conter as perdas, com uma descida de 19% para 53,2 milhões de euros, menos expressiva do que a de passagens aéreas (-57,2% para 545,4 milhões). Houve, inclusivamente, a conversão de dois A330neo em aviões de carga, através da remoção das cadeiras da classe económica.

Os efeitos da pandemia, diz a TAP, “deverão continuar a ser significativos nos próximos trimestres”, o que pode ser agravado em caso de novos surtos significativos do vírus e da imposição de novas restrições à mobilidade (até que uma vacina ou um tratamento eficaz esteja disponível) ou simplesmente pela incapacidade das economias recuperarem significativa e rapidamente das condições económicas adversas causadas pela pandemia até ao momento, nomeadamente em termos de emprego, rendimento disponível e níveis de confiança do consumidor”.

Esta terça-feira, a IATA, associação mundial das companhias aéreas, afirmou que a recuperação que se estava a sentir no sector parou em meados de Agosto, com o anúncio de novas restrições à circulação em vários mercados relevantes. Ao falar de um Agosto “desastroso”, inserido no “pior Verão de sempre” para a indústria, a IATA reviu as suas estimativas para o total do ano, prevendo agora uma queda de 66% mais profunda do que os anteriores 63%.

Ajudas do Estado

Só em Julho, a TAP já recebeu 474 milhões de euros do Estado (39,5% do máximo previsto), tendo sido depois transferidos mais 25 milhões no final de Agosto. De acordo com o calendário estabelecido, haverá mais quatro tranches a entregar pelo Estado no final de Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro.

A TAP recorreu logo desde Abril ao layoff simplificado, tendo depois, em Agosto, passado para o apoio à retoma de actividade, com redução do horário de trabalho (entre os 70% e os 20%) em vez da suspensão total. A empresa vai renovar esse apoio para o mês de Outubro, e já sinalizou que poderá fazer até ao final do ano. Além deste apoio, o grupo recorreu também aos regimes temporários ligados ao cumprimento de obrigações fiscais e contribuições sociais, à suspensão de prazos judiciais, administrativos e tributários, e à protecção dos créditos das empresas (as moratórias), criados no âmbito do combate aos efeitos da pandemia.

Em curso está ainda o reforço do Estado no capital do grupo, passando de 50% para 72,5%, através da compra da posição de David Neeleman, faltando ainda a “luz verde” da Autoridade da Concorrência.

 

 

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