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Azul amarra acordo com credores e pode se unir à Latam para sair da crise


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Cynthia Decloedt
19 de julho de 2020 | 14h56

Ao contrário de Latam e Gol, que conseguiram levantar alguns bilhões de dólares por meio de empréstimos e outros tipos de acordo para enfrentar as dificuldades trazidas pela pandemia de covid-19, a Azul se aproxima de uma solução de mercado para sua própria crise. A companhia ainda aguarda o prometido socorro do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A hipótese de recorrer à recuperação judicial, conforme vinha sendo fortemente aventando, perdeu força após a Latam Brasil recorrer à Justiça norte-americana, à medida que as conversas com bancos credores começaram a evoluir. Também o acordo de “code share” firmado com a Latam recentemente seria o embrião de uma eventual fusão das duas companhias aéreas, caso as premissas assumidas de recuperação no setor de aviação não se concretizarem.

Depois que a Latam colocou sua subsidária brasileira em recuperação judicial nos Estados Unidos, ao lado das operações norte-americana e chilena, os holofotes se voltaram para a Azul, que estaria desamparada financeiramente e não teria outra saída a não ser recorrer à proteção contra credores da justiça.

No entanto, recentemente, surgiram sinais de que a Azul está perto de um acordo com os bancos brasileiros para a rolagem desses compromissos, envolvendo uma carência de 18 meses e outros 18 meses para o pagamento, segundo fontes. Nessas negociações, estariam sendo desenhadas também as condições para a participação das instituições financeiras no
programa de suporte do BNDES. Paralelamente, a Azul mantém discussões com os lessores, arrendadores de aeronaves, que seguem em progresso.

Outro fator que teria contribuído para afastar a Azul de uma solução via Justiça seriam temores de que a companhia aérea recorresse à corte norte-americana, obrigando os credores brasileiros a seguir ordens da Justiça dos EUA, ainda que não haja acordo para o reconhecimento da lei daquele país pelo Brasil.

Para especialistas do setor ouvidos pelo Broadcast, a falta de suporte do governo tem empurrado as companhias para soluções de “mercado”, o que, na verdade seria o desejado. “A hesitação e a demora na liberação de recursos do BNDES sinalizam que o governo não quer trazer para si o protagonismo desse processo de socorro das companhias aéreas”, afirmou uma fonte que acompanha a movimentação do setor aéreo.

Além de o volume de recursos para cada companhia aérea ser relativamente baixo, em torno de R$ 1,2 bilhão, o BNDES contribuiria somente com 60%, sendo que o restante viria de bancos e do mercado de capitais, onde a captação para o setor aéreo seria mais difícil. O custo da linha, em 14% ao ano, também é visto como punitivo para as companhias. “As condições propostas são para não haver um grande incentivo na tomada desses recursos”, acrescenta a fonte.

Diante desse raciocínio, uma eventual fusão da Azul com a Latam também faria sentido. Para um outro especialista, não haveria no governo, de orientação liberal, pudor em aceitar a existência de apenas duas companhias aéreas no mercado brasileiro, lembrando que a Latam pode ser vista como estrangeira.

“O governo já abriu a porta no ano passado para a entrada de companhias estrangeiras e a Latam é uma companhia majoritariamente estrangeira”, afirmou. Segundo ele, o code share entre Azul e Latam é um embrião de um eventual acordo futuro, que poderia ser bem visto pelo governo.

Lessores

Assim como a maior parte das companhias aéreas, as propostas com os lessores giram em torno da repactuação de contratos de aeronaves. A base das negociações com todos são premissas envolvendo a retomada de 50% dos voos até o final do ano, o que possibilitaria à companhia ter caixa para operar até março do ano que vem, de acordo com fontes. A companhia tinha 900 voos em dezembro, número que foi para cerca de 250 com a pandemia. A ideia é que voltem para 450 em dezembro. Outras movimentações feitas pela Azul para solucionar seus problemas sem o amparo do governo envolvem ajustes nos custos, por onde passam as demissões que tem feito.

O balanço do primeiro trimestre da Azul mostra que a companhia possuía R$ 4,8 bilhões em empréstimos e dívida contraída com emissão de debêntures. Em passivos relacionados a arrendamento, a soma estava em cerca de R$ 15,8 bilhões até 31 de março. A Azul irá divulgar seu balanço do segundo trimestre no dia 13 de agosto. Procurada, a companhia não comentou.

Esta matéria foi publicada no dia 17 no Broadcast às 14h07

https://economia.estadao.com.br/blogs/coluna-do-broad/azul-amarra-acordo-com-credores-e-pode-se-unir-a-latam-para-sair-da-crise/

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Se não houvesse pandemia, eu até entenderia uma fusão entre empresas brasileiras.  

Mas se meia operação não mantem uma frota de +150 aviões, e muito menos pagar/rolar uma dívida, pelo menos com a "rentabilidade" histórica das cias.brasileiras.

Fusão pra ter,

            uma operação                                                    +300 aviões                                                  duas  dívidas, fica no mesmo....

Edited by TheJoker
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Título completamente tendencioso... A tal união é baseada na opinião de um "especialista"... Quem é da aviação sabe bem o nível de grande parte destes especialistas.

 

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O resultado todo mundo sabe que vai vir uma tragédia, já estão amaciando a carne.

Não tem muito o que fazer. Acho que só bancos vão ter lucros no 2° tri.

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Realmente o senário é muito pior que qualquer outro e não sabemos se a Azul acerta em manter a frota no chão e voar quando e se a demanda voltar ou se Gol e Latam estão drásticas demais por devolverem 30% das aeronaves por não acreditar na recuperação plena que a Azul vislumbra

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On 20/07/2020 at 16:06, Luckert said:

Realmente o senário é muito pior que qualquer outro e não sabemos se a Azul acerta em manter a frota no chão e voar quando e se a demanda voltar 

O pequeno detalhe é que manter aeronave no chão não é nada barato. Talvez emitir passagem à preço próximo do custo e emissão em milhas numa pontuação interessante nesse momento de retorno da economia compense mais que deixar a frota na terra. 

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4 hours ago, deiv said:

O pequeno detalhe é que manter aeronave no chão não é nada barato. Talvez emitir passagem à preço próximo do custo e emissão em milhas numa pontuação interessante nesse momento de retorno da economia compense mais que deixar a frota na terra. 

Tem a questão do leasing. Alguns contratos são “suspensos” se a aeronave não voar por uma quantidade X de tempo.

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On 7/20/2020 at 4:06 PM, Luckert said:

Realmente o senário é muito pior que qualquer outro e não sabemos se a Azul acerta em manter a frota no chão e voar quando e se a demanda voltar ou se Gol e Latam estão drásticas demais por devolverem 30% das aeronaves por não acreditar na recuperação plena que a Azul vislumbra

Realmente, o senário é péssimo.

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6 minutes ago, PB26 said:

Realmente, o senário é péssimo.

Obrigado pela correção, as duas palavras estão corretas na escrita, mas me referi a cenário,que traduz o que pretendo dizer 

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Duvido que a matriz queira vender a brasileira... mesmo pq ela vai sem nada... não tem aeronaves proprias, não tem plano de fidelidade, nada... só o nome mesmo que nem poderia ser usado, ou seja, vale 0 reais. (ironia)

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6 hours ago, thgsr08 said:

Duvido que a matriz queira vender a brasileira... mesmo pq ela vai sem nada... não tem aeronaves proprias, não tem plano de fidelidade, nada... só o nome mesmo que nem poderia ser usado, ou seja, vale 0 reais. (ironia)

Ela ainda tem slots em Congonhas ?

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6 hours ago, thgsr08 said:

Duvido que a matriz queira vender a brasileira... mesmo pq ela vai sem nada... não tem aeronaves proprias, não tem plano de fidelidade, nada... só o nome mesmo que nem poderia ser usado, ou seja, vale 0 reais. (ironia)

Será q a marca TAM não poderia ser utilizada?

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5 hours ago, Bonotto said:

Ela ainda tem slots em Congonhas ?

Ela tem direito de uso, mas não é dela.

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25 minutes ago, thgsr08 said:

Ela tem direito de uso, mas não é dela.

Comprando a empresa ela leva os slots. Só não pode fazer como a ONE que queria vender descaradamente. 

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13 minutes ago, A345_Leadership said:

Comprando a empresa ela leva os slots. Só não pode fazer como a ONE que queria vender descaradamente. 

Sim, tem que levar o bom e o ruim. No montante total, vale a pena?

Eu ainda acho que essa história num primeiro momento é especulação pura...

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13 hours ago, thgsr08 said:

Duvido que a matriz queira vender a brasileira... mesmo pq ela vai sem nada... não tem aeronaves proprias, não tem plano de fidelidade, nada... só o nome mesmo que nem poderia ser usado, ou seja, vale 0 reais. (ironia)

Eu diria que se alguém se propor a levar por R$ 0,01 , leva ! 

Verdade seja dita, o Covid é severo ao extremo - requer das corporações que não tenham receita constante sustentável (bancos, provedores de banda larga e serviços de telecom, supermercados, atacadistas, fabricantes de alimentos, industrias ligadas a materiais médicos ..) que se reinventem para brigar por sua sobrevivência

Fabricante de carro foi fazer respirador.... empresas texteis focaram em fazer máscaras... 

Os restaurantes que não faziam delivery tiveram que se adaptar 
Fabricante de alimentos com linha de produtos de baixa penetração focaram em produzir o que vende

O que as cias aéreas fizeram ? Muito pouco. 

 

 

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1 hour ago, LipeGIG said:

Eu diria que se alguém se propor a levar por R$ 0,01 , leva ! 

Verdade seja dita, o Covid é severo ao extremo - requer das corporações que não tenham receita constante sustentável (bancos, provedores de banda larga e serviços de telecom, supermercados, atacadistas, fabricantes de alimentos, industrias ligadas a materiais médicos ..) que se reinventem para brigar por sua sobrevivência

Fabricante de carro foi fazer respirador.... empresas texteis focaram em fazer máscaras... 

Os restaurantes que não faziam delivery tiveram que se adaptar 
Fabricante de alimentos com linha de produtos de baixa penetração focaram em produzir o que vende

O que as cias aéreas fizeram ? Muito pouco. 

 

 

E as companhias aéreas tinham muito mais o que fazer além de levar carga com suas aeronaves? Difícil. Aeronave só leva 2 coisas, pessoas e carga. 

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8 hours ago, thgsr08 said:

Ela tem direito de uso, mas não é dela.

Direito de exploração.
O que vale muito, só lembrar de artimanhas, brigas, jogo sujo que já foram feitos para ficar com slots.

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On 23/07/2020 at 03:15, deiv said:

O pequeno detalhe é que manter aeronave no chão não é nada barato. Talvez emitir passagem à preço próximo do custo e emissão em milhas numa pontuação interessante nesse momento de retorno da economia compense mais que deixar a frota na terra. 

Já está acontecendo. Muitos trechos a preços impensáveis (em dinheiro ou pontos) em se tratando da Azul. Tenho pesquisado para novembro e mesmo dezembro, e tem sido assim. 

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Essas aeronaves que são leasing da LA e sub-locadas a JJ e que seriam interessantes a Azul, como os 350 e Familia 320, seriam renegociadas com a LA ou direto com os bancos/proprietários?

Tenho que estudar melhor esse trêm de leasing, pq tem hora que embanana a cabeça...

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 eu não tinha acreditado nesse papo de azul comprar a TAM, mas parece que o negócio é sério. Ouvi de gente “grande” que tá caminhando pra fechar. 

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Vejo a LAN/DELTA querendo largar um ativo podre e a Azul pagando pra ver....

O período é de muita incerteza.  

O que tenho como convicção é que aeroviários e aeronautas vão sofrer.

Palpite de entusiasta mesmo, porém acho factível 

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Nunca digo nunca mas não vejo esse movimento acontecendo. A filial brasileira estava indo bem, dando lucro, ou estou muito enganado? Quando o país se recuperar estando do tamanho certo pra demanda acredito que é possível o lucro retornar. 

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5 hours ago, thgsr08 said:

Essas aeronaves que são leasing da LA e sub-locadas a JJ e que seriam interessantes a Azul, como os 350 e Familia 320, seriam renegociadas com a LA ou direto com os bancos/proprietários?

Tenho que estudar melhor esse trêm de leasing, pq tem hora que embanana a cabeça...

O A350 não é interessante para a Azul, é caro e tem alta capacidade. O A339 é mais barato de manter, apesar de não ser um A350...

Quanto a pergunta, é caso a caso, não dá para nivelar.

1 hour ago, Antonio (CENI) said:

Vejo a LAN/DELTA querendo largar um ativo podre e a Azul pagando pra ver....

O período é de muita incerteza.  

O que tenho como convicção é que aeroviários e aeronautas vão sofrer.

Palpite de entusiasta mesmo, porém acho factível 

Não acho tanto, vejo que a LAN quer sair por cima e tem o famoso ego na aviação: os Cuetos podem unir, mas querem mandar. Neeleman também, e aí?

Infelizmente sobra para a linha de frente o sofrimento.

26 minutes ago, CabinCrew said:

Nunca digo nunca mas não vejo esse movimento acontecendo. A filial brasileira estava indo bem, dando lucro, ou estou muito enganado? Quando o país se recuperar estando do tamanho certo pra demanda acredito que é possível o lucro retornar. 

É difícil saber o que passa, mas a estratégia da LATAM foi transferir as dívidas da LATAM Brasil para a holding no Chile, pois aqui temos as jaboticabas brasileiras.

Uma analogia bem pobre eu imagino que os país e outros irmãos assumiram as dívidas básicas do filho endividado. No final ele não tem dívidas porque sua família assumiu, mas se ele sair de casa terá que se endividar para se manter.

Então não é possível dizer que a filial brasileira vai tão bem, mas pode dizer que querem aproveitar a pandemia para fazer o que eles querem.

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11 hours ago, A345_Leadership said:

O A350 não é interessante para a Azul, é caro e tem alta capacidade. O A339 é mais barato de manter, apesar de não ser um A350...

Quanto a pergunta, é caso a caso, não dá para nivelar.

Quis dizer ser interessante pela comunalidade de familia de aeronave mesmo e, provavelmente, ela gostaria de manter as rotas internacionais da JJ e ainda o baixo custo de ter uma frota "padronizada". Mas é conjectura mesmo e desejo de não ver a aviação brasileira ser enxugada ainda mais...

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