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Sanções e alinhamento aos EUA dificultam possível venda de 150 aeronaves da Embraer ao Irã

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Sanções e alinhamento aos EUA dificultam possível venda de 150 aeronaves da Embraer ao Irã

Setores do governo brasileiro sinalizam que não haverá esforço para conclusão do negócio

Por Fabio Murakawa — De Brasília

https://valor.globo.com/brasil/noticia/2020/07/21/sancoes-e-alinhamento-aos-eua-dificultam-vendas-da-embraer-ao-ira.ghtml

 

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Com ou sem alinhamento, o acordo ia naufragar mesmo, pois parte das aeronaves são feitas com componentes americanos. O problema é a parte da agropecuária.

Sanções e alinhamento aos EUA dificultam vendas da Embraer ao Irã

Setores do governo brasileiro sinalizam que não haverá esforço para conclusão do negócio

Por Fabio Murakawa — De Brasília
21/07/2020 05h01 · Atualizado


O alinhamento do governo Jair Bolsonaro com os Estados Unidos e as sanções americanas vêm travando a possibilidade de vendas de dezenas de jatos comerciais
da Embraer para o Irã.

Fontes ouvidas pelo Valor relatam que a embaixada iraniana procurou recentemente o Palácio do Planalto e o Ministério das Relações Exteriores (MRE)
para conversas nas quais, entre outras coisas, demonstrou a disposição de adquirir 150 aeronaves para aéreas locais.

Aos brasileiros, o recém-nomeado embaixador do Irã, Hossein Gharib, disse estar “com o cartão no bolso”, ou seja, pronto para comprar 150 aviões da empresa
brasileira.

Os representantes do governo brasileiro ouviram a oferta do novo embaixador do Irã, e se disseram dispostos a conversar “para estreitar os laços” entre os dois países.

Internamente, porém, o comentário em Brasília é que dificilmente o Brasil se engajará para que um negócio desse porte com o Irã saia do papel.

As sanções americanas já afetaram uma encomenda fechada entre Embraer e Irã em 2016 para o arrendamento de 50 aeronaves comerciais. Segundo fontes ouvidas pelo Valor, essas encomendas jamais saíram do papel por conta do acirramento das sanções durante a gestão Donald Trump na Casa Branca.

A empresa foi privatizada nos anos 1990, e a participação governamental em seu quadro acionário se limita a uma fatia de 5,4% da BNDESpar. O governo possui uma “golden share”, que lhe confere o poder de veto sobre negócios importantes.

Segundo o estatuto da empresa, porém, esse veto não é válido para vendas como a das aeronaves para o Irã, mas para operações como venda da empresa e
transferência da sede, por exemplo. 

Embora vejam como “muito difícil” uma venda de aviões para os iranianos no momento, auxiliares do presidente Jair Bolsonaro acreditam que uma aproximação
na área comercial passa pela reativação da Comissão Mista de Cooperação Econômica e Técnica entre os dois países. Criado em 1975, o colegiado não se reúne
desde 2016.

As relações entre os dois países atingiram o ápice em 2010, ainda durante a gestão Luiz Inácio Lula da Silva. Naquele ano, Lula intermediou junto com a Turquia um
acordo nuclear com o Irã, que foi tratado com indiferença pelo então presidente americano Barack Obama e, por isso, acabou naufragando.

Desde então, as relações passaram por um gradual esfriamento ao longo dos governos de Dilma Rousseff (2011-2016) e Michel Temer (2016-2018). Mas chegaram
a um quase congelamento durante a presidência de Jair Bolsonaro.

Embora não tenha feito nenhuma declaração hostil a Teerã, Bolsonaro promoveu desde o início de seu governo uma forte aproximação com dois arqui-inimigos dos
iranianos: Israel e Estados Unidos.

“Nós não dissemos ao Irã que queremos nos afastar, mas diplomacia tem uma linguagem de sinais”, diz uma fonte do governo brasileiro. “Quando o presidente
[Bolsonaro] vai quatro vezes para os Estados Unidos e cogita mudar a embaixada em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém, isso já envia um sinal aos iranianos.”

Consultada, a Embraer informou em nota "que não há nenhuma discussão com organizações iranianas, seguindo as diretivas de sanções e embargos a
determinados países”

 

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Em conta de padaria os EUA compram muito mais Embraer desde sempre do que o Irã e suas maluquices bélicas, logo, dane-se 150 vendas...

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150 aeronaves é muita coisa, mas não entendo o teor da notícia. Alinhado ou não aos EUA a Embraer nunca venderá para o Irã enquanto houver sanções. Sempre foi assim, é a mesma coisa que ela assinar um MoU com a Coréia do Norte...

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2 hours ago, A345_Leadership said:

150 aeronaves é muita coisa, mas não entendo o teor da notícia. Alinhado ou não aos EUA a Embraer nunca venderá para o Irã enquanto houver sanções. Sempre foi assim, é a mesma coisa que ela assinar um MoU com a Coréia do Norte...

Sem E-Jet, sem A220 e sem CRJ afinal todos possuem componentes americanos e quem quer correr o risco de "sobrar" sanção pra si né?

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