Jump to content

KLM & TU Delft present: Flying the model Flying-V


TheJoker

Recommended Posts

Link to comment
Share on other sites

  • A345_Leadership changed the title to KLM & TU Delft present: Flying the model Flying-V
8 hours ago, CaioPaulista said:

Um formato em Delta não teria mais superfície de arrasto? 

Não imagino que o formato em V deva ser por capricho estético, longe disso. 

 

 

Sim, teria maior arrasto mas uma capacidade de carga/pax maior.

E é claro que a menor preocupação dos engenheiros é com estética.

Link to comment
Share on other sites

Faz sentido, mas estava pensando aqui na questão de segurança dos pax...uma posível evacuação em uma aeronave com layout interno em Delta seria bem mais complicada de ser feita, talvez isso esteja na equação também.

 

Curioso para ver como será a experiência de viagem com esse avião, principalmente para quem ficar nas fileiras de dentro, sem janela.

Link to comment
Share on other sites

On 03/09/2020 at 14:33, CaioPaulista said:

Faz sentido, mas estava pensando aqui na questão de segurança dos pax...uma posível evacuação em uma aeronave com layout interno em Delta seria bem mais complicada de ser feita, talvez isso esteja na equação também.

 

Curioso para ver como será a experiência de viagem com esse avião, principalmente para quem ficar nas fileiras de dentro, sem janela.

Pode ficar curioso pois isso aí não vira avião de passageiros não.

Link to comment
Share on other sites

3 hours ago, Ozires said:

Pode ficar curioso pois isso aí não vira avião de passageiros não.

Talvez não no "modelo" apresentado, e acho que estão mais testando opções para o futuro.
Mas o que gostaria de saber é quais as vantagens reais que um projeto destes teria sobre os de charuto convencional, até porque nos moldes dos aeroportos de hoje, se for um avião de grande porte este formato muda muita coisa no chão.

Link to comment
Share on other sites

Não sei se é conformismo, mas para mim a aviação chegou a uma patamar de desenvolvimento que não terá grandes saltos. Será um motor mais eficiente, uso de materiais leves e a automatização mais crescente.

Não vejo uma evolução comercial a nível do Flying V, entra a famosa equalização financeira: o quanto custa? Projeto revolucionário não significa sucesso de vendas.

No fim vale aquela frase: o que faz o avião voar é o dinheiro.

Link to comment
Share on other sites

21 minutes ago, A345_Leadership said:

Não vejo uma evolução comercial a nível do Flying V, entra a famosa equalização financeira: o quanto custa? Projeto revolucionário não significa sucesso de vendas.

No fim vale aquela frase: o que faz o avião voar é o dinheiro.

Exatamente.

Pra mim esse tipo de prova de conceito serve mais para atrair a atenção do público e da imprensa do que para qualquer outra coisa. E hoje em dia é possivel fazer praticamente qualquer coisa voar como aeromodelo (quem já viu a cadeira gamer voadora do Peter Sripol sabe bem do que estou falando). Mas no fim das contas, o design atual dos jatos comerciais, em questão de formato, é o mais eficiente possível na relação carga útil x consumo. Se existisse algum formato melhor, já estaria sendo usado em larga escala, pois desde o primeiro voo, todos os projetos de avião possíveis já passaram por uma longa e difícil seleção natural onde praticamente tudo já foi testado no escopo da tecnologia disponível em nossa civilização.

Começaremos a ver grandes novidades práticas no desenho de aeronaves quando engenheiros aeroespaciais tiverem à disposição de seus projetos outros meios mais eficientes de gerar potência e/ou sustentação..

Link to comment
Share on other sites

14 minutes ago, diasfly said:

Exatamente.

Começaremos a ver grandes novidades práticas no desenho de aeronaves quando engenheiros aeroespaciais tiverem à disposição de seus projetos outros meios mais eficientes de gerar potência e/ou sustentação..

E isto vai acontecer com certeza, a pergunta é: quanto tempo levará ? dez anos ? 30 anos ? 

Link to comment
Share on other sites

5 minutes ago, Bonotto said:

E isto vai acontecer com certeza, a pergunta é: quanto tempo levará ? dez anos ? 30 anos ? 

Pois é, meu chute é que o próximo grande degrau na evolução nos designs vai vir com o momento em que as baterias elétricas passem a ser capazes de armazenar energia equivalente ao que os tanques de combustível atuais dentro de um limite de peso igualmente equivalente. Devem haver adequações relevantes nos projetos para acomodar os motores elétricos no lugar dos atuais turbofans.

E eu imagino que o alicerce do design ainda vá continuar sendo um charuto com asas, porém com perfil puxando mais para características de planadores, asas mais finas e longas e velocidades operacionais mais baixas.

O prazo para isso acontecer, vai saber... Pode ser daqui um ou dois anos se as "solid state batteries" realmente forem tudo isso que prometem, ou daqui muitas décadas se não estivermos com sorte.

Link to comment
Share on other sites

Faz sentido achar que no curto/médio-prazo as aeronaves não devam mudar tão radicalmente de formato. A máxima na aviação sempre será maximizar custos, e se esse modelo se provar rentável (se não me engano as dimensões da aeronave serão tão similares quanto à das atuais e o consumo com os motores de hoje já seria superior ao A350) não acho improvável ser gradualmente adotado pelas cias. 

Acho que com esse investimento holandês (via KLM) e a ponte com a Airbus isso seja pelo menos uma amostra do que poderemos encontrar daqui a 20, 30 anos sem necessariamente provocar um grande shift na matriz energética. Viagens de longo curso 100% elétricas parecem longe demais, acho que ainda veremos motores híbridos chegarem antes.

 

Link to comment
Share on other sites

11 minutes ago, CaioPaulista said:

Viagens de longo curso 100% elétricas parecem longe demais, acho que ainda veremos motores híbridos chegarem antes.

Nem tão longe, o próprio lítio que já usamos dentro de nossos celulares tem um potencial energético enorme:

Nenhuma descrição de foto disponível.

 

E atualmente (ao que parece) a única coisa separando as baterias de lítio do seu potencial completo, são umas coisinhas inconvenientes chamadas dendritos, que pra explicar fazendo um resumo do resumo, são cristais que se formam dentro das baterias de lítio e crescem a cada vez que a bateria sofre recarga, crescendo até um ponto onde causam um curto e matam a bateria.

As baterias atuais só são fracas porque se usadas acima de 600 WattHora/L, os dendritos se formam tão rápido que ela só duraria um par de ciclos. Fazendo um paralelo com a própria gasolina, é como se vc tivesse um tanque de 30 litros mas pudesse abastecer só 3 litros caso contrário o tanque se quebra e para de funcionar.

À partir do momento em que conseguirem domar os dendritos e usar todo o potencial do lítio, vai mudar brutalmente nossa vida. E tem alguns projetos bem avançados nesse âmbito, como o caso das solid state batteries (SSB). Pelos últimos artigos que li à respeito, a coisa está num nível que pode ser que a gente acorde um belo dia e veja a tesla anunciando um carro com autonomia de 5.000 km, e tenhamos celulares ligados por 2 semanas com uma carga alguns meses depois e, alguns anos depois, jatos comerciais elétricos cruzando oceanos.

Quando isso acontecer o design vai mudar com certeza, mas não acho que vai ser algo nem perto de um flying V (arrisco-me a queimar a língua :lol:). O problema disso tudo é que pode ser que no fim das contas, as SSB não sejam a resposta e a gente fique mais umas boas décadas esperando "o futuro chegar".

Link to comment
Share on other sites

 

Vídeo bem esclarecedor à respeito, com muitas informações, tanto em relação ao design que de fato é muito bem pensado, tirando alguns pontos que acho falhos, como a posição perigosa dos motores, entre outros detalhes menores.

Outra coisa que se esclarece é a linha do tempo desse projeto, que prevê a entrada em operação daqui cerca de 20 anos, já considerando a possibilidade de haver um salto na capacidade de voo 100% elétrica até lá.

Isso faz o projeto como um todo ser bem mais plausível pra mim.

Link to comment
Share on other sites

9 hours ago, A345_Leadership said:

No fim estas aeronaves-conceitos é para conhecer tecnologias que eventualmente poderão ser empregadas em aeronaves convencionais.

Ou quem lembra da abordagem da Boeing com o Sonic Cruiser?

THIS.

Inclusive eu lembro que o eu adolescente lá do final dos anos 90 pros anos 2000 jurava que ia ser piloto do sonic cruiser porque era uma tecnologia iminente e veja onde estamos. 

Um professor do PP me falava um negócio engraçado: Todo avião desde 1906 é demoiselle, pode reparar: Muda coisas aqui e ali mais é tudo igual, nariz, asa e empenagem lá atrás. 

É exatamente isso. De um projeto desse sai um motor novo lá na frente, uma nova lógica de comando, uma nova matriz energética como disseram acima, um ar-condicionado novo, um trem de pouso modernizado, mas a verdade é que um projeto que mude a forma de se voar no mundo custa muito caro, num meio que não se recupera o dinheiro gasto num projeto fracassado.

Se antes do apocalipse desse ano tava todo mundo se estapeando por A350, dreamliner e 737-8, os fabricantes vão  gastar bilhões pra fabricar um “V”, pra que? 

As vezes acho que eles deixam os projetistas brincando de avião conceito pra garimpar tecnologia nova e lucrar com a mídia em cima disso depois, mas o setor financeiro, meu amigo, tá 100% nem aí pra viabilizar. Pelo menos por enquanto.

Link to comment
Share on other sites

Archived

This topic is now archived and is closed to further replies.

×
×
  • Create New...

Important Information

Saiba os termos, regras e políticas de privacidade