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Sem voos, Associação Internacional de Transporte Aéreo alerta para a “venezuelização” da Argentina


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“Nos preocupa que a Argentina vire outra Venezuela”, diz IATA

Por
 Carlos Martins
-
 4 de setembro de 2020
 
 
 
 

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A340-200-Aerolineas-Argentinas-Curimedia Foto – Curimedia

 

 

A Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA), está preocupada com a situação da Argentina, e emitiu um comentário em que receia que ela possa se transformar numa Venezuela.

Faltam poucos dias para que se completem seis meses de paralização total dos voos no país, tantos domésticos como internacionais. As únicas exceções foram as operações de carga e alguns poucos voos de repatriação. Segundo Peter Cerda, Vice-Presidente para as Américas da IATA, a Argentina “é o maior mercado da região onde a aviação segue suspensa”. O executivo critica a não-previsão da volta dos voos, conforme reporta o periódico La Nación.

Inicialmente, os voos voltariam em setembro, mas o prazo foi empurrado para outubro e na última previsão, não-confirmada, a volta será em novembro, ou na pior situação, só voltam quando a vacina contra o coronavírus sair.

“A indústria não pode aceitar mais postergações de datas de reabertura. Necessita que fique claro, o quanto antes, quando poderão voltar os voos, especialmente porque está se seguindo com rigor todos os protocolos de biossegurança”, pontua o executivo.

Nestes últimos meses, a companhia Norwegian foi vendida para a concorrente JetSmart para não fechar as portas (antes da pandemia), e a LATAM Argentina encerrou de maneira permanente as operações.

“Do ponto de vista da indústria, nos preocupa que o país se converta em outra Venezuela, que anos atrás era um dos mercados-chave da aviação no continente e agora tem uma conectividade internacional muito limitada”, afirma Peter.

Sob o comando de Nicolás Maduro, a Venezuela conta com limitadas opções de voos diretos até para diversos países “vizinhos”, como o Brasil e a própria Argentina. Além da falta de demanda, as companhias aéreas estrangeiras não conseguiram repatriar o dinheiro das vendas no país e o deixaram.

Peter também destaca que a Argentina já estava em crise antes da quarentena: “O país já estava passando por uma crise econômica antes da Covid-19. Várias companhias aéreas internacionais já tomaram a decisão de não voltar, mesmo depois que terminem as restrições, isto mostra a falta de confiança no mercado”, conclui o executivo.

Por fim, Peter lembra que o governo argentino não ofereceu ainda um pacote de ajuda ao setor, ao contrário dos países vizinhos. A situação se agrava ainda mais pela lei que proíbe demissões sem justa causa, em qualquer empresa da Argentina, mesmo sem caixa ou voos.

 

https://www.aeroin.net/nos-preocupa-argentina-vire-outra-venezuela-diz-iata/

 

Triste e melancólico fim do nosso país irmão...

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Gente do céu,como deu treta nos comentários do Aeroin por conta dessa palavra ''Venezuelização da Argentina'', esquerdistas e bolsonarista quebraram o pau nos comentários sobrou xingamento até pro Aeroin kkkkk

A conversa era sobre o IATA na decada de 70 ditas os preços e regras tarifárias para  cias do mundo todo,aí o Aro** falou que a IATA não pitava nada nesse assunto que quem regulava preços nessa época era o governo e na época era mesmo, enfim pensem na confusão!!!

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Vamos por parte.

A IATA representa as empresas aéreas. Empresas aéreas têm que voar para ter dinheiro e pagar a IATA, como o serviço Clearing House.

De fato o órgão citou a Venezuela, mas lá tem um motivo mais forte ainda, a restrição de dólares para as companhias aéreas, um montante que chega fácil nos U$$ 3-5 bilhões.

Na Argentina os voos serão cancelados não por causa do lockdown, mas pela queda do mercado global devido à COVID-19. EK ia cancelar com lockdown argentino ou não.

Se a Argentina está fazendo certo? Não sei dizer. Igual a Venezuela? Comparação descabível. Fosse assim Colômbia, Peru, Equador, Polônia e Panamá "venezuelariam" também.

 

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A IATA misturou uma coisa com outra. A Venezuela perdeu conectividade por uma razão e a Argentina está perdendo por outra. A forma tendenciosa como foi colocado da impressão de ser algo puramente político, fosse assim, tem um pais aí cujo o presidente adora dar rompantes autoritários e que parece continuar em campanha eleitoral que está muito mais avançado no processo de venezuelização.

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  • 3 weeks later...

IATA condena taxa de 35% sobre passagens aéreas internacionais da Argentina

 
 
24 DE SETEMBRO DE 2020

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A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) instou o governo argentino a reconsiderar com urgência o imposto adicional de 35% que incide sobre as passagens aéreas internacionais vendidas no país com efeito imediato.

Avião Airbus A330-200 Aerolíneas Argentinas
Airbus A330-200 da Aerolíneas Argentinas – Imagem: Venkat Mangudi / CC BY
 

“Esta decisão não poderia ter vindo em pior hora”, disse Maria José Taveira, Gerente de Área Argentina, Paraguai e Uruguai da IATA.

Devido à pandemia de COVID-19, a aviação na Argentina ficou paralisada por seis meses e agora que os serviços provavelmente serão retomados a partir de outubro. Taveira alerta que a imposição de mais impostos governamentais será contraproducente para reavivar a demanda e irá prejudicar as companhias aéreas na contribuição para a recuperação socioeconômica do país e de sua gente.

Segundo a IATA, a Argentina já impõe impostos substanciais sobre as passagens aéreas internacionais vendidas no país:

Table-20092401.jpg?w=696&ssl=1
 

A suspensão da aviação por mais de seis meses no país já levou ao fechamento de uma companhia aérea nacional e de três internacionais que anunciaram que não voltarão ao mercado depois que os voos forem retomados.

Isso terá um impacto significativo na conectividade aérea do país e a imposição do novo imposto diminuirá ainda mais a atratividade para companhias aéreas e turistas. A IATA prevê que a demanda no mercado argentino em 2020 cairá pelo menos 67% em relação a 2019.

Com isso, as receitas geradas pelo mercado às companhias aéreas cairão US$ 3,26 bilhões, colocando em risco 19.820 empregos diretos e diminuindo a contribuição da aviação ao PIB do país em US$ 1,63 bilhão.

A IATA declara que se opõe veementemente a qualquer forma de imposto ou taxa em que a receita resultante não seja reinvestida na indústria da aviação e tenha como objetivo meramente aumentar as receitas do governo geral.

Segundo a Associação, a imposição do novo imposto contradiz diretamente as políticas tributárias aceitas publicadas pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), agência especializada das Nações Unidas.

 

A este respeito, a Argentina, como nação signatária da Convenção sobre Aviação Civil Internacional (Convenção de Chicago) e Estado Contratante da ICAO, é obrigada a cumprir o seguinte:

  • Artigo 15 da Convenção de Chicago: “Nenhuma taxa, quota ou outro encargo será cobrado por qualquer Estado signatário em relação exclusivamente ao direito de trânsito, entrada ou saída de seu território de uma aeronave de um Estado signatário, pessoas ou bens”.
  • Políticas de Tributação no Domínio do Transporte Aéreo Internacional contidas no Documento 86321 da ICAO: “cada Estado signatário deve reduzir ao máximo possível e fazer planos para eliminar (…) todas as formas de tributação sobre a venda ou uso de transporte aéreo internacional, incluindo os impostos sobre as receitas brutas dos operadores e os impostos cobrados diretamente sobre os passageiros ou expedidores”.

A IATA enviou oficialmente uma carta ao Governo argentino, apresentando as críticas e argumentos acima descritos. Você pode ler a carta na íntegra clicando aqui.

Informações oficiais da IATA

https://www.aeroin.net/iata-condena-taxa-35-passagens-aereas-argentina/

Edited by diasfly
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  • 2 weeks later...

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