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Panair do Brasil disponibiliza a marca para licenciamentos

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A Panair do Brasil está no ar. Mais de 50 anos após ter a falência decretada de forma arbitrária pela ditadura militar, a Panair está reativando a sua marca para parcerias de licenciamento e acaba de colocar no ar um portal de conteúdo e e-commerce. 

O objetivo é manter vivo o legado da companhia para as novas gerações, diz Rodolfo da Rocha Miranda, presidente da Panair do Brasil, e herdeiro de um dos sócios da companhia, Celso da Rocha Miranda.

A seleção dos parceiros deverá atender a critérios muito bem definidos: 

— Em respeito ao legado e à nossa família de funcionários que até hoje se reúne, temos que manter o padrão Panair e trabalhar a marca em projetos alinhados às causas que abraçamos, ligadas a valores éticos universais e defesa dos direitos humanos —, diz Rocha Miranda.

A Panair teve suas licenças de voo suspensas, sem aviso prévio ou chance de defesa em uma época em que um de seus sócios, Mario Wallace Simonsen, que também presidia a TV Excelsior, adotava na emissora uma postura crítica em relação ao governo. 

A empresa conseguiu se reabilitar como pessoa jurídica em 1995, após longa batalha nos tribunais. Com o reconhecimento de que a empresa foi vítima de arbitrariedade no relatório final da Comissão Nacional da Verdade em 2014, a empresa tenta reverter uma série de ações de indenizações que já estavam prescritas. 

Recentemente, a Panair do Brasil tornou-se membro do Pacto Global da ONU de sustentabilidade corporativa, formado por empresas e organizações sem fins lucrativos que discutem boas práticas e desenvolvem projetos alinhados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Dentre os próximos projetos da nova fase da Panair está tirar o papel uma minissérie baseada no livro “Pouso Forçado”, do jornalista Daniel Leb Sasaki. O logotipo, uniformes e, possivelmente, até aviões da Panair recriados em computador, devem fazer parte do cenário. 

O site nasce com uma oferta de livros sobre a história da companhia, mas em breve deverá ter também maquetes de aviões, pôsteres e bolsas de viagem. 

A proposta de reativação de marca da Panair envolve também perfis nas redes sociais, mas é bem mais modesta que a da PanAm, a icônica companhia aérea americana que faliu nos anos 90. 

A marca americana foi reativada por uma empresa chamada Air Hollywood e transformada em uma espécie de Disney para geeks e nostálgicos de aviação. Na PanAir Experience, fãs são transportados para a distante era do glamour dos anos 70, com champagne e serviço de bordo completo, em uma aeronave estacionada. A Experience pode ser vivida em Los Angeles, Atlanta e na Coreia do Sul.

https://blogs.oglobo.globo.com/capital/post/volta-da-panair-do-brasil.html

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Algumas considerações

- Pena que o Daniel Leb Sasaki é tão neutro que não se pode nem falar verdades sobre a VARIG em qualquer perfil dele.

- Já pensou se pegassem um DC8 e recriassem cockpit e "primeira classe" para um PANAIR EXPERIENCIE, tal como tem da PAN AM nos USA?

- O maior delírio de revanche e justiça seria o COMAR devolver o hangar e ali virar um museu de primeira linha sobre aviação comercial no Brasil no SDU, o topo do delírio seria o PP-SMA parar lá dentro em full colors VP69, mas ai eu acordo e vejo que estou no BR.

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14 minutes ago, PT-KTR said:

Algumas considerações

- Pena que o Daniel Leb Sasaki é tão neutro que não se pode nem falar verdades sobre a VARIG em qualquer perfil dele.

- Já pensou se pegassem um DC8 e recriassem cockpit e "primeira classe" para um PANAIR EXPERIENCIE, tal como tem da PAN AM nos USA?

- O maior delírio de revanche e justiça seria o COMAR devolver o hangar e ali virar um museu de primeira linha sobre aviação comercial no Brasil no SDU, o topo do delírio seria o PP-SMA parar lá dentro em full colors VP69, mas ai eu acordo e vejo que estou no BR.

Pode ser que ele não queira assumir uma posição. Não sei, nem conheço ele.

Quanto aos edifícios, eu lembro que rolava uma ação na justiça que a Panair reinvindicava os aeroportos desde Salvador até Belém. Pessoalmente, eu acho impossível.

A Sede deveria voltar ou então o Estado pagar pelo seu uso.

Mas, a Inês já está morta.

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Meus prezados

Panair do Brasil está de volta

Por  Carlos Roman

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Foto Denir Lima de Camargo (in memoriam)

Após 50 anos de sua falência, decretada pelo regime militar em 1965, a Panair do Brasil está de volta. No entanto, infelizmente não devemos ver os aviões com as faixas auriverdes novamente voando pelos céus brasileiros e do mundo, ao invés disso, veremos uma nova página sendo escrita por aqueles que desejam manter viva a memória da lendária empresa aérea brasileira, fechada repentinamente por uma ordem do governo.

A notícia foi dada pelo O Globo nesse sábado, 5 de setembro, que comenta que a marca Panair do Brasil está sendo reativada por Rodolfo da Rocha Miranda, herdeiro do ex-sócio da companhia, Celso da Rocha Miranda. O registro somente foi possível após um grande embate judicial, que reconheceu que a empresa não foi à falência de fato, em 1965.

O objetivo do projeto é manter o legado da empresa vivo na memória dos brasileiros, indo além dos eventos que já existem onde os ex-panerianos se encontram para recordar o legado da empresa. Para viabilizar a ideia, Rocha Miranda recrutou uma equipe de voluntários para ajudar a manter o novo site no ar (panair.com.br), assim como as páginas nas redes sociais, como facebook.

“Com o objetivo de honrar o legado de cada uma e de todas as pessoas que fizeram da Panair o orgulho do Brasil e para garantir que as novas gerações sempre conheçam a história de luta dos panerianos, iniciamos nossa presença institucional na internet. Recebemos vocês a bordo com muita alegria”, diz a mensagem institucional do novo site.

Minissérie de TV nos planos

A página ainda é simples, e conta com uma breve história da empresa numa timeline, bem como uma boutique, onde podem ser encontrados livros e filmes relacionados com a história da companhia.

Ao O Globo, Rocha Miranda citou que a intenção é transformar a página num hub de informações da empresa, bem como aprimorar a coleção disponível na boutique, incluindo maquetes e outros artigos oficialmente licenciados com a marca da Panair do Brasil.

Além disso, existe a intenção de produzir uma minissérie para TV tendo por inspiração o livro “Pouso Forçado”, de autoria de Daniel Leb Sasaki. Essa é uma leitura obrigatória para quem gosta de aviação ou quem deseja entender em detalhes o que levou ao fim da Panair do Brasil. Na produção da obra, Sasaki teve acesso a materiais e documentos da época do regime militar através da Lei de Acesso à Informação, que mostram os bastidores de uma “falência” forçada.

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Acervo disponível

Além dessa novidade, desde maio o Museu Histórico Nacional disponibiliza online 271 itens da coleção Panair do Brasil.

Resultado de doações feitas por ex-funcionários da empresa e familiares, parte da coleção foi exibida ao público ano passado na exposição “Nas asas da Panair”, que traçou um panorama histórico de uma das empresas pioneiras da aviação comercial no Brasil, tendo funcionado entre 1929 e 1965.

Todos os itens online encontram-se com foto e descrição completa na coleção digital. Tem de tudo o que você possa imaginar e que relembra as operações de uma das mais pujantes empresas brasileiras, fechada após decreto

Também está disponível na biblioteca digital do MHN o catálogo da exposição “Nas asas da Panair”, que reúne imagens da coleção, conta parte da história e traz uma cronologia da empresa.

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Sobre a Panair

Há 90 anos, em outubro de 1929, surgia no Brasil uma subsidiária da americana Nyrba (Nova Iorque – Rio – Buenos Aires) que, no ano seguinte, incorporada pela Pan American, passou a se chamar Panair. Era a Panair que, nos anos 1930, atendia a Amazônia, promovendo a integração da região com o resto do país. Com seus hidroaviões, levava carga e remédios e transportava doentes.

Em 1961, com a entrada dos empresários Celso da Rocha Miranda (1917-1986) e Mario Wallace Simonsen (1909-1965), a Panair teve seu longo processo de nacionalização concluído. A Panair do Brasil se tornou uma das maiores companhias aéreas do mundo e a excelência de atendimento nos voos e em terra rendeu-lhe a expressão “padrão Panair” para designar qualquer coisa que fosse de alta qualidade fora do âmbito da aviação.

Em 10 de fevereiro de 1965, a Panair do Brasil teve suspensas todas as suas concessões de voo, por um despacho do presidente da República Marechal Castello Branco.

Fonte: AEROIN 5 set 2020

 

 

 

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Meus prezados

De volta: Panair do Brasil fala um pouco mais sobre seu futuro

Por  Carlos Roman

Como publicamos no sábado (5), uma das marcas mais emblemáticas da história empresarial do país, a Panair do Brasil, está prestes a voltar. Mas não mais no setor aéreo, no qual chegou a operar a maior malha de rotas domésticas do mundo e uma rede internacional que alcançava quatro continentes.

Após nossa publicação, o time da Panair emitiu um comunicado de imprensa, em que fala um pouco mais sobre seus planos.

O que diz a nota

Na nota, a companhia ressalta ter sido “fechada arbitrariamente em 1965, conseguiu reabilitar-se como pessoa jurídica trinta anos mais tarde, após longa batalha nos tribunais. Desde então, vem administrando suas propriedades remanescentes e acompanhando os processos propostos contra a União pela violação de direitos que sofreu. Agora, planeja associar seu nome a entidades e parceiros que atuem na defesa de direitos civis e humanos”.

“Vivemos um período crucial da história da nossa jovem democracia. Queremos contribuir com os debates, seja no âmbito acadêmico, como já temos feito, por meio da participação em congressos e outros eventos, ou de mão dadas com a sociedade civil e organizações nacionais e internacionais que atuem nesses campos”, diz Rodolfo da Rocha Miranda, presidente da Panair e filho de Celso da Rocha Miranda, então dono da Ajax, maior corretora de seguros da América do Sul, e da Companhia Internacional de Seguros, o qual, nos anos 1960, dividia o controle acionário da aérea com Mario Wallace Simonsen, exportador de café e proprietário da TV Excelsior, entre outras empresas. No ano passado, a Panair patrocinou uma exposição no Museu Histórico Nacional.

A empresa cita que “o movimento é aderente à história da própria companhia. Relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV) entregue à Presidência da República em 2014 confirmou que o estrangulamento econômico sofrido pelos sócios na época dos militares. De fato, a empresa atestou no Judiciário que dispunha de todas as condições técnicas, jurídicas e financeiras para operar, quando teve suas concessões de voo suspensas, sem aviso prévio ou oportunidade de defesa. A falência, decretada em tempo recorde e sem que houvesse qualquer título em protesto, causou o desemprego de cinco mil pessoas.

“Na época, a Panair era a maior aérea em todo o Hemisfério Sul, dona de boa parte da infraestrutura de telecomunicações aeronáuticas do continente sul-americano, de terrenos de aeroportos brasileiros e também da Celma, a mais importante oficina de revisão de motores de avião fora dos Estados Unidos e da Europa (desapropriada e estatizada por decreto em 1966, foi reprivatizada em 1991 e hoje pertence a um grupo estrangeiro). Para impedir o retorno às operações, mesmo após o pagamento de todos os compromissos, a União ainda baixou três decretos-leis especiais contra a companhia, mantendo-a no chão para sempre”, diz a companhia.

“Foram atos de perseguição continuados, com o objetivo de destruir o poder econômico daqueles empresários, que não estavam alinhados aos valores da ordem política que se instalou. Mantemos nossa causa até hoje, pois ainda não recebemos uma reparação moral, mesmo tendo os crimes perpetrados pelo Estado sido reconhecidos em documentos, por representantes da União, antes e depois da redemocratização. Também contamos e recontamos a história porque não queremos que algo como aquilo aconteça novamente, com ninguém. A insegurança jurídica que caracteriza governos que flertam com o autoritarismo pode atingir a todos, provocando danos humanos e materiais incalculáveis”, destaca Rocha Miranda.

Nova fase

Para fincar a bandeira nesta nova fase, a companhia lançou seu primeiro site oficial em www.panair.com.br. Feito pela RobotStudios, é integrado a perfis em redes sociais – Instagram, LinkedIn, Facebook, Twitter e YouTube). Os canais serão alimentados com conteúdos ligados não apenas à trajetória na aviação e no Judiciário, mas também às novas parcerias, como a que selou recentemente com a Organização das Nações Unidas – este ano, a Panair do Brasil tornou-se membro do Pacto Global da ONU, a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo, formada por empresas e organizações sem fins lucrativos que discutem boas práticas e desenvolvem projetos alinhados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Outra frente de atuação será o relançamento da marca em produtos licenciados, com o objetivo de ampliar o conhecimento da história, especialmente junto às gerações mais jovens.

“Estamos conversando com parceiros potenciais, dentro de critérios bem definidos. Queremos trabalhá-la em projetos alinhados às causas que abraçamos, ligadas a valores éticos universais”, explica o empresário. Um deles já ganhou sinal verde: o livro “Pouso forçado”, do jornalista Daniel Leb Sasaki, editado pelo Grupo Editorial Record e que conta os bastidores da destruição da empresa pela ditadura, está em fase de pré-projeto para tornar-se uma série de TV. O logotipo, uniformes e, possivelmente, até aviões da Panair recriados em computador estamparão cenas. Produtos que reforcem o reconhecimento da marca e de seu legado de pioneirismo, modernidade e luta por justiça também estão no radar, como maquetes de aeronaves, pôsteres e bolsas de viagem.

Para acompanhar a plataforma digital da Panair do Brasil, basta acessar suas redes:

Site: panair.com.br
Instagram: instagram.com/panairdobrasiloficial
LinkedIn: linkedin.com/company/panairdobrasiloficial
Facebook: facebook.com/panairdobrasiloficial
Twitter: twitter.com/panairoficial

Fonte: AEROIN 8 set 2020

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