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Uma viagem pela aviação sulamericana nas lentes de Michel Ancieux


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Que lindeza esse 767-200 da LAN Chile.

Bem que a LATAM podia honrar cada uma das empresas que se fundiram até chegar na empresa atual.

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3 hours ago, Kal_Center said:

Um dos melhores tópicos dos ultimos anos! Poste maisssss :DDDDD

É uma pena que esteja acabando :( , hoje vou fazer o upload de SCL nos anos 90.

Mas o último será especial! Aviação latino-americana raiz. :) 

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Santiago, 1991-2001

 

Com o fim da ditadura militar, o Chile vivia a década de 1990 de euforia, com retorno da democracia e crescimento econômico, a frente de seus pares latinos, que viviam turbulências econômicas ou políticas.

Neste contexto, a LanChile era uma das empresas aéreas que mais cresciam no mundo. Privatizada no final da década de 1980, ela teve inicialmente a SAS como sócia em 40%, mas depois o consórcio escandinávio vendeu a participação devido não ter mais voos na América do Sul (encerrado em 1991 com o GRU-CPH). Assim, a gestão da empresa ficou com Sebastián Piñera e a Família Cueto, que já era proprietária da cargueira Fast Air Carrier. 

Após arrumar a casa, a LanChile padronizou a frota em B737-200 e B767-300ER, com DC-8 cargueiros, incorporou a Fast Air e a sua antiga concorrente Ladeco, na qual a Iberia tinha 37% de participação. Assim a LanChile passou a dominar o mercado chileno e depois buscou expandir para o exterior, abrindo unidades no Peru, Equador, Argentina, EUA, México e República Dominicana. Restavam poucas empresas para competir com a LanChile, nem sempre bem sucedidas em ter um espaço ao sol no mercado chileno.

 

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Uma característica comum do mercado chileno: todas as operadoras tinham o B737-200.

 

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No caso da Ladeco, ela chegou a operar alguns B737-300.

 

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Aerovias DAP operava um B727-100 entre Punta Arenas e Santiago. A empresa operava também entre Punta Arenas e Mount Pleasant, nas Ilhas Falklands, ops... Malvinas. A empresa deixou de operar aeronaves de grande porte devido ao dumping praticado pela LanChile, National e Ladeco.

 

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TAM Mercosur, mas sem as bandeiras atrás da janela do cockpit que caracterizavam a subsidiária paraguaia.

 

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National Airlines foi fundada em 1992 e ganhou mercado, chegando até fazer voos internacionais para o Peru e Argentina. A pintura era derivada da Britannia Airways. No auge chegou a operar 2 B727-200 e 6 B737-200. Encerrou as operações em 1998.

 

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LanChile e seu Chancha…

 

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Convenhamos, o padrão da pintura da Vasp ficou muito bem na LAB. Pena que sua gestão foi muito controversa.

 

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Mas que não ficava tão bem na Ecuatoriana e no A310-300 brasileiro, mas que não voava no Brasil… :lol:

 

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Avant Airlines foi mais uma operadora do B737-200 no Chile… Fundada em 1997, a empresa teve um rápido crescimento, incorporando os B737-200 da National Airlines.

 

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A SAETA foi uma das primeiras operadoras do A320-200 na América do Sul. A Sociedad Anónima Ecuatoriana de Transportes Aéreos chegou a ter a Servicios Aéreos Nacional (SAN) e a Líneas Aéreas Paraguayas S.A (LAPSA) em seu auge.

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Boeing 727-200 da National Airlines.

 

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AeroSúr começava seus voos mais altos, com os Boeing 727-100 e -200.

 

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Boeing 747-400 da KLM Asia, a “unidade” que voava para Taiwan. Nota-se o selo da parceria com a Northwest Airlines, a primeira JV do Atlântico Norte.

 

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O branco encardido do B747-400 da Air France :lol:

 

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O B737-200 da Pluna com a pintura após a Varig virar sócia na empresa.

 

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Agora com as bandeiras na quais a TAM Mercosúr voava.

 

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O novo livery da LanChile.

 

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O interessante da Avant era a variação da pintura da barriga ao estabilizador.

 

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Pintura bem patriótica da LACSA no A320-200. A partir de 1998 adotaria o mesmo livery do Grupo TACA.

 

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Este B767-300ER é bem familiar para os brasileiros, foi o primeiro modelo da Transbrasil, batizado de PT-TAD e comandado por Omar Fontana desde Seattle.

 

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LanChile e VARIG, na época a empresa brasileira era cerca de 3 vezes maior que sua par chilena. Como as coisas mudaram…

 

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Em meados da década de 1990, a Continental começou uma expansão agressiva na América do Sul. O DC 10-30 possivelmente ligava non-stop Houston com Santiago.

 

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Em 2000, a LanChile recebeu seus dois primeiros A340-300, CC-CQA e CQB, e conseguiu um sonho acalentado há anos: ligar Santiago com a Europa sem escalas no Brasil. O A343 substituiu o B767-300ER que fazia SCL-GRU-MAD-FRA e quando chegou a segunda unidade, passou a voar non-stop, colocando em pé de igualdade com a Iberia.

 

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A Avant apresentou sua nova pintura, porém durou pouco. A empresa encerrava as operações em 2001.

 

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B737-200 ETOPS? Seria interessante saber para qual lugar precisava ETOPS, Isla de Páscoa? Falklands? Antártida?

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Miami 1973-1990

 

Miami é a capital da América Latina, a linha que separa a América desenvolvida e fria, da América pobre e quente. Miami sempre foi o ponto de férias dos americanos dos estados do norte e a primeira cidade yankee para os latinos que iriam conhecer ou trabalhar na terra do Tio Sam.

 

O resultado é uma variedade de tráfego e diversidade que poucos aeroportos no mundo conseguiram e conseguem. Um B747-200 pousando com o DC 6 taxiando, a soberba da PanAm ao lado do colorido da colorida Ecuatoriana.

 

Nesta última parte eu irei focar apenas as companhias latino-americanas no período entre 1973 e 2000, cobrindo o auge das companhias aéreas latinas e sua bancarrota. A quantidade de imagens é absurda de Miami, sugiro visitar o site do Michel Ancieux: www.aviationrainbows.com.

 

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Boeing 720 da Avianca, neste período a empresa já tinha abandonado o padrão branco e cheatline e adotado o vermelho na parte superior, que seria aperfeiçoado anos mais tarde.

 

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Miami sempre foi o paraíso das aeronaves a pistão, como este DC 6A da Carga Aérea Dominicana.

Década de 1980

 

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Belize Airways foi a única flagcarrier que Belize teve. Esta foto possivelmente é de 1980, um pouco antes de encerrar suas operações.

 

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Logo após a falência, os 5 B720 foram encostados no aeroporto.

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O nome é da América Central, mas o prefixo americano. Nem o Wikipedia tem!

 

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A TAMPA em seus primórdios.

 

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A Interamericana Cargo Venezuela operou com 4 DC 8 entre 1981 e 1997.

 

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Transpanama com uma das primeiras versões do DC 8.

 

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Lanica foi uma empresa satélite da PanAm, teve por um breve momento a PanAm e Howard Hughes (TWA) como sócias, virou de propriedade dos Somozas e faliu. A empresa encerrou as operações em 1981. Os Convair 880 já estavam há um tempo parados em Miami.

 

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A Andes Ecuador operou com DC 6, DC 8 e o último exemplar em condições de vôo do CL-44 Yukon.

 

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Hispaniola Airways foi uma empresa dominicana que chegou a operar com B720, DC 8 e até Caravelles.

 

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C-46 em atividade na década de 1980? Só em Miami…

 

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A Dominicana de Aviación foi a maior empresa aérea da República Dominicana, chegando até operar com o Boeing 747 para Europa.

 

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Mais um cargueiro latino: Transportes Aéreos S.A, DC 6.

 

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Aerovias de El Salvador fundiu com a TACA International Airlines.

 

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AECA Carga foi uma cargueira equatoriana que operou até final da década de 1990, chegou a operar com os B707, além do CL-44 acima.

 

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Voltemos com as empresas aéreas do mainstream, LanChile com o B707 e seu narigão preto.

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One-Eleven 500 da Cayman Airways, substituído pelos B737-200.

 

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INAIR Panama operou serviços cargueiros com os DC 8, como este ex-SAS.

 

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Aerotal chegou a operar voos de passageiros entre Miami e Colômbia, mas uma série de crises e procedimentos minaram a empresa e faliu em 1984.

 

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Os muchachos, possivelmente o México tinha restrições de voos internacionais feito por empresas que não fossem a Aeroméxico e Mexicana. Dificilmente acha fotos de outras mexicanas nos EUA naqueles anos.

 

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O Tristar foi o primeiro widebody da Aeroperu, chegando a empregar no Brasil. Mas era muito avião para pouco mercado e a empresa se voltou para os velhos DC 8.

 

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O Tristar também foi o primeiro widebody da Faucett.

 

Década de 1990

 

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Muito estranha a pintura do DC 10-30 não ter o logotipo da AM no charuto…

 

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A ACES Colombia chegou a ser a segunda maior empresa aérea do país e uma das primeiras operadoras do A320 na América Latina. Mas a crise colombiana e o excesso de competição fizeram a empresa se unir com a arquirrival Avianca para formar a Allianza Summa.

 

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A Aeronica foi a sucessora da Lanica. A empresa sofreu com os embargos americanos e parou de voar em 1992.

 

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Lanica, Aeronica, Nica… o país para adorar Nica. A empresa foi fundada pela TACA em 1992 a partir do encerramento das operações da Aeronica. Com dois B737-200, a empresa virou TACA.

 

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Aero Costa Rica operou entre 1992 e 1997 com Boeing 727-100/-200 e B737-200.

 

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A TACA foi uma das primeiras operadoras do B767-200 na América Latina. A arara (?) seria reestilizada e usada na nova identidades do Grupo TACA.

 

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O lindo Boeing 727-200 da Avianca, com um similar da PanAm ao fundo e um B737 da Air France, que fazia serviços feeder para as ilhas francófonas do Caribe. Os B727 da AVA ligavam as cidades secundárias colombianas com Miami…

 

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… enquanto os B767-200ER faziam a rota-tronco Bogotá-Miami.

 

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A COPA era uma mera operadora com um punhado de Boeing 737-200…

 

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A década de 1990 marcou a desregulamentação da aviação latino-americana, com isso surgiam novos operadores em Miami, concorrendo com estatais o recém-privatizadas. A SAETA é um exemplo das entrantes...

 

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… que chegou a operar com B727-200...

 

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… e o A310-300, concorrendo com a Ecuatoriana.

 

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AeroSúr com a pintura que a caracterizaria antes da fase dos animais.

 

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E fechando a série, o PP-AIV, ex-Air Vias e que fazia voos em parceria com a TABA, o abraço dos afogados.

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  • 2 weeks later...
On 05/11/2020 at 01:21, A345_Leadership said:

 

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A TACA foi uma das primeiras operadoras do B767-200 na América Latina. A arara (?) seria reestilizada e usada na nova identidades do Grupo TACA.

 

 

A ave é o quetzal, a "serpente de asas", símbolo mitológico asteca e maia.

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