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TAP. Plano de reestruturação aponta para dispensa de dois mil trabalhadores


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27/11/2020

A TAP aperta o cinto e prepara-se para uma aterragem de emergência na crise da pandemia. O plano de reestruturação da companhia aérea aponta para a venda de 20 aviões, a dispensa de dois mil trabalhadores e ainda cortes salariais de 20% nos restantes funcionários da empresa. São mudanças profundas na transportadora para enfrentar a pior conjuntura de sempre para a aviação.

Para esta sexta-feira está prevista uma reunião entre a administração da companhia aérea e os sindicatos.

O plano de reestruturação terá de ser apresentado pelo Governo em Bruxelas, no prazo de duas semanas.

Só este ano a TAP deve registar mil milhões de euros em prejuízos.

A administração da empresa vai propor a redução de aviões para ficar com apenas 85 já no próximo ano. A informação é avançada pela edição desta sexta-feira do jornal Expresso.

A TAP pretende ainda avançar com cortes salariais a todos os funcionários, de terra, tripulantes e pilotos. Cortes na ordem dos 20 por cento para quem não for dispensado. 

A administração está convicta de que o corte no número de trabalhadores ultrapasse os mais de dois mil contratados a prazo. 

A TAP terá também pedido autorização do Governo para mexer nos acordos de empresa.

 

https://www.rtp.pt/noticias/economia/tap-plano-de-reestruturacao-aponta-para-dispensa-de-dois-mil-trabalhadores_a1278667

 

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https://expresso.pt/economia/2020-11-27-TAP-suspende-lay-off-duas-semanas-antes-de-apresentar-plano-de-reestruturacao-avanca-Jornal-Economico

 

A administração da TAP reúne-se esta sexta-feira com as associações sindicais para comunicar a suspensão do regime de lay-off, avança o "Jornal Económico". A medida afeta os cerca de nove mil trabalhadores da companhia aérea que estão incluídos no regime de apoio e a decisão surge duas semanas antes de terminar o prazo para o Governo apresentar um plano de reestruturação à Direção Europeia da Concorrência.

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Governo quer Parlamento a votar reestruturação da TAP. Se chumbar, companhia vai para liquidação

António Costa

6 Dezembro 2020

O Governo vai levar a votação no Parlamento o plano de reestruturação da TAP, que obriga a despedimentos e cortes salariais. E se não passar, admite a liquidação da companhia.

A decisão política está tomada: O Governo quer levar ao Parlamento a votação do plano de reestruturação da TAP, que obriga ao despedimento de cerca de dois mil trabalhadores e a cortes salariais médios de 25%. A informação foi antecipada por Marques Mendes no comentário semanal na SIC e confirmada pelo ECO junto de uma fonte governamental que acompanha o dossiê. “O PS não tem maioria absoluta, não pode implementar uma coisa que custa tantos milhares de milhões de euros sem respaldo do Parlamento“, e se a oposição chumbar o plano, a TAP vai para liquidação.

O plano de reestruturação da TAP já anunciado aos sindicatos tem metas agressivas: Redução da frota para 88 aviões, despedimento de cerca de dois mil trabalhadores (pilotos, comissários e pessoal de terra) e cortar os salários em cerca de 25%, o que já mereceu uma reação agressiva dos sindicatos. O Governo tem de apresentar a reestruturação até dia 10 de dezembro em Bruxelas, mas sabe o custo político associado a um plano que já consumiu 1.200 milhões de euros, para assegurar a manutenção da TAP durante este ano, e tem orçamentada já uma garantia pública de 500 milhões de euros para o próximo ano. E por isso quer comprometer toda a oposição no destino da companhia. “Querem uma companhia aérea têm de assumir que isso custa dinheiro, não querem, liquida-se“, diz a mesma fonte governamental.

A estratégia do Governo é óbvia. Perante a mais do que provável reação sindical e política ao plano de reestruturação, e da sua difícil viabilidade, vai obrigar os partidos da oposição, e particularmente o PSD, a comprometerem-se com a solução para a TAP. “O primeiro erro foi não ter plano de reestruturação. Meteram dinheiro sem ter plano de reestruturação, às cegas, digamos assim. Agora vamos ver o plano de reestruturação, se é exequível e quanto dinheiro pode mais precisar“, afirmou Rui Rio no Parlamento no dia 27 de novembro, no âmbito da discussão do Orçamento para 2021. “Agora, vão ser todos chamados a dizer o que querem para a TAP e vão começar a pensar melhor antes de falar”, disse a fonte governamental ao ECO.

Ainda não há data para levar o dossiê TAP ao Parlamento, mas será sempre depois de negociado e aprovado pela Comissão Europeia e pela direção geral da Concorrência. “A entrega em Bruxelas é só o início de um processo de interação e negociação com a DGCOMP”, diz a fonte governamental ao ECO. Assim, para o Governo, quando o Parlamento for chamado a votar o plano, saberá que tem em cima da mesa uma reestruturação aprovada por Bruxelas, “viável e definitivo”, e não um plano eventual, que ainda poderia ser alterado por imposição comunitária.

Mesmo que haja um chumbo do plano de reestruturação no Parlamento, o Governo não vai retirar consequências políticas, isto é, não admitirá uma crise política. A consequência será mesmo a liquidação da companhia, que controla em 72,5% (o capital remanescente está nas mãos de Humberto Pedrosa e dos trabalhadores), e o Governo sabe que o Estado é um credor preferencial, o que permitirá recuperar, mesmo que parcialmente, a injeção de fundos públicos.

O Governo tem uma justificação para levar o plano de reestruturação da TAP ao Parlamento agora e não em julho, quando decidiu injetar fundos na companhia: Só agora, na posse de toda a informação, e com um plano de reestruturação elaborado, com os respetivos custos, é que faz sentido levá-lo a votação. Antes seria apenas uma tática política e ideológica, diz a fonte do Governo.

O Governo de António Costa, recorde-se, decidiu reverter o negócio de venda da TAP a David Neeleman e a Humberto Pedrosa e acabou por passar a ser o maior acionista, com 50% do capital. Passou a indicar o chairman da empresa e seis administradores não executivos. A gestão operacional ficou entregue aos privados, a compra de aviões acelerou e em 2019 começaram os contactos para a venda de uma parte do capital a outra companhia. Mas mesmo antes da pandemia, a TAP somou dois anos consecutivos de prejuízos. Só em 2019 foram mais de 100 milhões de euros.

Decreto-lei de 1977 para fazer reestruturação

Antes da entrega do plano em Bruxelas e da posterior aprovação no Parlamento, o Governo quer ter um acordo com os sindicatos (são mais de dez), mas as reações que já são públicas tornam a sua viabilidade limitada. E a TAP já tem uma estratégia jurídica, que exige o apoio do Governo, para suspender os mecanismos de regulação laboral. Segundo revelou o Observador, e o ECO confirmou, o conselho de administração da TAP, liderado por Miguel Frasquilho, admite recorrer a um decreto-lei de 1977 que define as condições das empresas em situação económica e financeira difícil, incluindo empresas públicas ou maioritariamente controladas pelo Estado.

“Podem ser declaradas em situação económica difícil empresas públicas ou privadas cuja exploração se apresente fortemente deficitária, prevendo-se que a sua recuperação seja problemática ou demorada”, refere-se no artigo 1º do referido decreto-lei. E se o Governo aceitar a proposta da empresa, neste caso a TAP, o artigo 5º do diploma admite “a redução das condições de trabalho vigentes na empresa aos mínimos fixados nos instrumentos de regulamentação coletiva”, “a não aplicação, total ou parcial, das cláusulas dos instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho e o estabelecimento do respetivo regime sucedâneo” e “a suspensão de contratos individuais de trabalho”.

 

https://eco.sapo.pt/2020/12/06/governo-quer-parlamento-a-votar-reestruturacao-da-tap/

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Como contribuinte, não vejo a hora de liquidar a TAP. Infelizmente, não me parece haver outra solução.

O fórum "Aviação.PT" está animado.

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4 hours ago, A345_Leadership said:

Quero ver se terão culhões para liquidar a TAP caso o plano não seja aprovado.

Tenho a impressão que esse vazamento de informação é mais objeto de pressão do que qualquer outra coisa.

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Aprovaram essa madrugada o plano de restruturação da TAP. Pelo que li, vão precisar de um total de 3 bi de euros, mas vão diminuir a força de trabalho (pessoal de voo e solo), e reduzir em 25% a remuneração.

Como esperado, não tiveram estomago para liquidar a empresa, e no final das contas, a carga vai cair sobre o contribuinte português.

Nossa "herança" do pai Estado esta mais que justificajustificada.

Edited by Bruno Holtz
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49 minutes ago, Bruno Holtz said:

Aprovaram essa madrugada o plano de restruturação da TAP. Pelo que li, vão precisar de um total de 3 bi de euros, mas vão diminuir a força de trabalho (pessoal de voo e solo), e reduzir em 25% a remuneração.

Como esperado, não tiveram estomago para liquidar a empresa, e no final das contas, a carga vai cair sobre o contribuinte português.

Nossa "herança" do pai Estado esta mais que justificajustificada.

Aprovado pelo Conselho de Ministros, agora esperar pela gritaria dos partidos e sindicatos.

https://eco.sapo.pt/2020/12/09/plano-de-reestruturacao-da-tap-esta-aprovado/

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https://24.sapo.pt/economia/artigos/governo-apresenta-plano-de-reestruturacao-para-a-tap-acompanhe-aqui

Durante a conferência de imprensa, o ministro salientou por várias vezes que a TAP tem características que a tornam "menos competitiva" em relação aos concorrentes. A começar pela sua estrutura:

"Mais 19% de pilotos por aeronave do que praticamente todos os nossos concorrentes";

"Mais 28% de tripulantes por aeronave do que a maior parte dos nossos concorrentes";

"Os nossos pilotos ganham mais do que alguns dos nossos concorrentes, por exemplo, os da Ibéria".

No entanto, esclareceu: "A responsabilidade da situação da TAP não é dos seus trabalhadores, mas, obviamente, que os custos laborais que a empresa enfrenta são um peso na TAP. Tornam difícil a sua recuperação e a sua capacidade de competição com os concorrentes no resto da Europa".

O plano

O Governo quer reduzir a dimensão da empresa, a começar pela frota: 108 aviões para 88. Para além da redução para um número de aeronaves optimize as operações, será também alterado o tipo. Alguns dos aviões maiores, os A330, serão substituídos pelos A321 Long Range, "mais eficientes a nível energético". O ministro diz ainda que as características destes aviões permitirão à TAP ganhar uma vantagem competitiva face aos concorrentes;

"O negócio que é verdadeiramente lucrativo para a TAP é o do Hub". Governo quer trazer passageiros do Brasil, Estados Unidos, África Ocidental "e depois distribuí-los para a Europa";

O Governo prevê despedir "o limite máximo de saídas são 2.000 trabalhadores", mas prometeu "trabalhar com os sindicatos para conseguir reduzir este número de saídas". "Identificámos um número de trabalhadores que não são estritamente necessários para a operação. Estamos a falar de pessoas, com famílias, que são as primeiras atingidas (...) mas o que estamos a fazer é fundamental para que a companhia continue a existir e volte a recuperar algum do emprego que não consegue, infelizmente, neste de momento";

Para além da redução do número de efetivos da companhia, o plano passa também por um corte salarial progressivo "até 25%", aplicado aos trabalhadores que ganham mais de 900 euros mensais, e "que permite poupar entre 600 a 1.000 postos de trabalho".

"Até 900 euros não se aplicam cortes e, a partir daí, é aplicada uma taxa de 25% à parte acima dos 900 euros. Isto é, um trabalhador que ganhe 1.000 euros tem um corte de 25% sobre 100 euros, a que corresponde uma redução de 2,5%. Depois progressivamente à medida que o nível salarial vai aumentando, o corte salarial vai-se aproximando dos 25%";

Em causa estará o despedimento de 500 pilotos, 750 tripulantes de cabine e 750 trabalhadores de terra;

"Estas medidas vão permitir uma poupança até 2025 de 1.4 mil milhões de euros. Se não fizéssemos este ajustamento, teríamos de acrescentar pelo menos 1.4 mil milhões de euros", diz Pedro Nuno Santos.

Suspensão dos acordos de empresa.

O Governo estima que a TAP tenha condições para começar a devolver os apoios do Estado em 2025, mas até lá poderá ter de receber um valor superior a 3,7 mil milhões de euros, segundo o ministro das Infraestruturas.

Pedro Nuno Santos referiu que até 2024 a companhia poderá precisar de um valor entre 3,4 mil milhões de euros e de mais de 3,7 mil milhões de euros, estimando ainda que, nesse ano, poderá já gerar resultados operacionais positivos.

“O pior que podia acontecer era chegarmos a 2025 e voltarmos a ter problemas na TAP”, salientou, referindo que este plano tem como objetivo fazer uma reestruturação tendo já em vista a operação a médio prazo.

 

Mas nunca deu lucro :uhm: toda vez a desculpa é que houve queda de yield, etc.

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No papel tudo bonito, mas os funcionários (via sindicato) aceitarão de boa? Sem greves?

Se há redução de aeronaves significa que haverá redução de destinos, o que é mais importante por serem custos fixos. Não adianta cortar um GRU-LIS, pois faz que o custo fixo/voo de GRU fique mais alto.

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https://eco.sapo.pt/2020/12/08/tap-precisa-de-tres-mil-milhoes-ate-2024/

 

Esse plano é uma maravilha. 1,2 bi de euros já foi, vão "precisar" de mais uns 3 ou 4 bi do contribuinte e o lucro "só vem" em 2025. Fora demissões, corte de salários e benefícios, devolução de aeronaves...

--------

No fim das contas - sendo estatal, que é - todo mundo tem uma 'ideia mágica' pra salvar, mas meter o dinheiro que é bom.. até fazer LCC com a Portugália já inventaram.

Na boa, esse rame-rame só constata o óbvio: era melhor caminhar decentemente pro fim. Da Transportes Aéreos Portugueses, tem excesso de "Portugueses" e pouco de "Transportes". Já larguei de mão.

P.S. 1: esse texto é bom, pra ver o tamanho da bagunça política que a situação da TAP vai criando:

https://newsavia.com/tap-pode-ser-liquidada-se-o-parlamento-votar-contra-o-plano-de-reestruturacao/

 

On 09/12/2020 at 07:38, Bruno Holtz said:

Aprovaram essa madrugada o plano de restruturação da TAP. Pelo que li, vão precisar de um total de 3 bi de euros, mas vão diminuir a força de trabalho (pessoal de voo e solo), e reduzir em 25% a remuneração.

Como esperado, não tiveram estomago para liquidar a empresa, e no final das contas, a carga vai cair sobre o contribuinte português.

Nossa "herança" do pai Estado esta mais que justifica.

P.S. 2: Nada de novo. Houve quem defendesse uma solução tal e qual do lado sul do Atlântico, lá nos idos de 2003, 2004... 

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  • 2 weeks later...

COMUNICADO INFORMAÇÃO SOBRE A DECLARAÇÃO DE SITUAÇÃO ECONÓMICA DIFÍCIL DA TAP

LISBOA – 22 de dezembro de 2020. Nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 17.º, n.º 1, do Regulamento (UE) n.º 596/2014, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de abril de 2014, e no artigo 248.ºA, n.º 1, do Código dos Valores Mobiliários, a Transportes Aéreos Portugueses, S.A. (“TAP”), informa o mercado e o público em geral de que: Conforme comunicado pela TAP ao mercado e ao público em geral, no dia 11 de dezembro de 2020, a TAP tomou conhecimento de que o Estado Português submeteu à Comissão Europeia, no dia 10 de dezembro de 2020, um projeto de plano de reestruturação do Grupo TAP (“Plano de Reestruturação”), com vista à sua discussão e aprovação, tendo igualmente informado o mercado e o público em geral sobre os principais objetivos e medidas previstas no Plano de Reestruturação, na mesma data. Na sequência dos acima mencionados comunicados realizados no dia 11 de dezembro de 2020 e no âmbito dos trabalhos relacionados com o processo de preparação do Plano de Reestruturação, a TAP informa que foi hoje aprovada, em reunião de Conselho de Ministros, uma Resolução do Conselho de Ministros que declara a TAP (bem como a Portugália – Companhia Portuguesa de Transportes Aéreos, S.A. e a Cateringpor – Catering de Portugal, S.A., ambas entidades pertencentes ao Grupo TAP) em situação económica difícil. Às empresas acima mencionadas, em particular à TAP, são assim atribuídos os efeitos previstos na legislação aplicável, nomeadamente a alteração de condições de trabalho e a não aplicação ou a suspensão, total ou parcial, das cláusulas dos acordos de empresa ou dos instrumentos de regulamentação coletiva aplicáveis, com estabelecimento do respetivo regime sucedâneo.

https://www.tapairportugal.com/pt/-/media/Institucional/PDFs/Investidores/Comunicados/Comunicado-CMVM_SED_PT.pdf?la=pt-PT&hash=27E298E7C3F49A04BF68070FB0B1B84BA7C6433C

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  • 2 weeks later...

Tive informação essa semana que a base POA vai fechar e os funcionários (2) virão para GRU. Esperar pra ver se é verdade...

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  • 1 month later...

Um diretor da RDC Aviation postou as rotas mais lucrativas da TAP em 2019, não é surpresa ver o Brasil como um dos mais lucrativos:

Como não uso LinkedIn, talvez lá tenha gráficos mais explicativos: https://www.linkedin.com/posts/activity ... 96064-rW3R

1. GRU
2. GIG
3. REC
4. FOR

5. EWR
6. FNC
7. CNF
8. JFK
9. BOS
10. SSA
11. NAT
12. BSB

Lembro já ter visto que Luanda alguns anos atrás um dos mercados mais lucrativos da TAP.

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