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Cargueira Modern decola na crise, ocupando espaço deixado pelas companhias aéreas


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Por Mariana Barbosa

11/01/2021 

Empresa de logística integrada que conta com uma frota própria de aviões cargueiros, a Modern Logistics dobrou seu faturamento no ano da pandemia. Mas não foi a demanda recorde do e-commerce que puxou o crescimento.

A redução da malha aérea das empresas regulares de passageiro — que vendem espaço no porão para empresas de transporte e logística — gerou um desfalque na cadeia de suprimento de muitas indústrias e varejistas que dependiam do transporte aéreo.

É esse o espaço que a Modern vem ocupando. 

A empresa, que tem como clientes empresas como DrogaRaia, Motorola, Lenovo, Samsung e Harley-Davidson, cresceu principalmente levando partes e peças para a cadeia de suprimento de indústrias, abastecendo centros de distribuição e pontos de venda. No início da pandemia, transportou ainda equipamentos de proteção individual para os hospitais. 

Não que não tenha havido demanda do e-commerce. — Fazemos e-commerce, atendemos B2W, e é sempre uma fonte de receita. Mas esse não é o foco do negócio — diz Gerald Lee, CEO e fundador da Modern Logistics.

— Tivemos oportunidade de crescimento com o desmonte da logística aérea. Multinacionais que têm contratos globais com a Fedex, que subcontrata as empresas aéreas para operações dentro do país, vieram nos procurar. São clientes que a gente vinha tentando conquistar há muito tempo e que agora se abriram — completa.

Americano de origem chinesa, Gerald veio para o Brasil em 2009 para fundar a Azul com David Neeleman. Antes, foi vice-presidente de Neeleman na JetBlue, nos EUA.

Lee saiu da Azul em 2012 para fundar a Modern e já levantou US$ 100 milhões, tendo como principal investidor a gestora de private Equity DXA. A empresa demorou para decolar por conta da crise e também dos adiamentos do IPO da Azul. Gerald precisava do IPO para se capitalizar e poder investir no negócio. A empresa foi finalmente autorizada pela Anac a operar como companhia aérea cargueira em 2017 e, assim como a Azul, montou sua base operacional em Campinas. 

Hoje a Modern tem uma frota de 4 jatos Boeing 737-400F, dedicados à carga, com capacidade para 20 toneladas cada, 5 centros de distribuição e uma rede de 14 mil parceiros para realizar as primeiras e as últimas milhas por terra. Para 2021, está prevista a incorporação de dois turboélices ATR, o que vai permitir pousar em aeroportos menores.

A Modern opera voos diários para Manaus, com escala em Brasília, e voa para Recife duas ou três vezes por semana.

O sonho de Lee é integrar o país com voos regulares de carga para diferentes destinos, democratizando o acesso ao modal aéreo — hoje visto como um meio proibitivo, usado apenas para transportar produtos altamente perecíveis e de alto valor agregado.

Hoje a logística aérea depende fundamentalmente da barriga dos aviões para ter capilaridade. As maiores empresas cargueiras que atuam no Brasil, como a Latam Cargo (antiga Absa), voam regularmente apenas para Manaus, atendendo a demanda da Zona Franca. As menores, como Total e Sideral, são dependentes de contratos com os Correios. A única com um modelo parecido em termos de malha aérea é a Azul Cargo — menina dos olhos de Neeleman e que opera com 2 Boeing 737, 14 ATR e 1 Embraer, além dos porões da própria Azul.

Se conseguir demanda para fazer mais voos regulares conectando o Nordeste ao Sul do país, Lee acredita que pode fazer um camarão do Nordeste chegar em até 12 horas à mesa do consumidor no Sudeste, pela metade do preço — e sem precisar congelar.

— O camarão chega em São Paulo a quase R$ 200 o quilo por conta da ineficiência na logística. Diminuindo o tempo do transporte e os intermediários você pode reduzir o preço à metade, aumentando o consumo e remunerando melhor o produtor — diz Gerald.

— Precisamos desmistificar que carga aérea é proibitivamente cara. Não precisa ser. Ao longo do processo, você ajuda no desenvolvimento de cadeias mais justas e eficientes, retendo mais renda com produtores — completa o vice-presidente de Operações Aéreas, Adalberto Febeliano.

Mojo

Para estimular a demanda de empresas e setores que nem consideram o aéreo no seu planejamento logístico, a Modern está desenvolvendo um aplicativo que vai funcionar como um marketplace, conectando produtores de alimentos in natura de alto valor diretamente a restaurantes e o consumidor final. (Os pacotes do e-commerce ajudam a remunerar o voo, gerando receita no sentido contrário.)

No mês passado, Gerald foi convidado para apresentar o projeto, que está em fase de testes, para os técnicos do Ministério da Agricultura.

A ferramenta vai se chamar Mojo e vai começar conectando produtores do Nordeste ao centro consumidor de São Paulo. A depender do sucesso da ferramenta, o plano é ampliar gradualmente os destinos. Com o voo de três vezes semana existente hoje para Recife, a empresa já consegue atender também produtores de João Pessoa e Natal, com entregas em até 24 horas.  

Adalberto diz que a previsão é lançar o aplicativo em abril, a depender da pandemia. Se o Mojo decolar, o planejamento, diz ele, é terminar o ano com um voo diário para Recife. — Com uma demanda de 10 toneladas por dia eu já viabilizo o voo — diz.

 

https://blogs.oglobo.globo.com/capital/post/cargueira-modern-decola-na-crise-ocupando-espaco-deixado-pelas-companhias-aereas.html

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Segundo a ANAC

11M19  Carga 5.628 T                 RTK  10.815

11M20            7.842    +39%               17.504   +62%

 

Interessante que no final do ano ela parou dois 737s (YBA/C).

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Sucesso a Modern!

Começou anêmica, sem brilho nem destaque. Agora embalou, investimentos retornando e valor de mercado inflado. 

É o tipo da coisa: tem que ter capital para se manter, e surfar nas ondas que o negócio tem. 

Carga é só alegria;não reclama, não chora,  não pede reembolso nem hotel. Só não tolera atraso nem extravio. 

Acredito que eles vão crescer, deveriam chegar nos T.Aéreos, terceirizar para os 206/210, Caravan, uma alternativa contra Azul.

Gol não vejo infelizmente pensamento nem interesse em desenvolver a Gollog no 737-800BSF, Azul e Latam até podem pensar no A321P2F, seria um complemento perfeito ao 767F.

 

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  • 2 months later...

Nesta semana, o B734 da Modern Logistics substituiu o 727 da Total na RPN POA-GRU-POA. Alguém sabe se essa mudança é definitiva?

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5 hours ago, Djalma said:

Nesta semana, o B734 da Modern Logistics substituiu o 727 da Total na RPN POA-GRU-POA. Alguém sabe se essa mudança é definitiva?

H TTL5678 23FEB16MAR 0200000 00072Y POAPOA0055 M

H TTL5679 20FEB13MAR 0000060 00072Y 0405POAPOA M

 

Pelos slots de GRU é só até 10/04.

H WD9730 WD9731 17MAR27MAR 0234560 000734 POAPOA0100 0405POAPOA HH

H WD9730 WD9731 30MAR02APR 0234500 000734 POAPOA0100 0405POAPOA HH
H WD9730 WD9731 03APR09APR 0234560 000734 POAPOA0100 0405POAPOA HH
H WD9730 WD9621 10APR10APR 0000060 000734 POAPOA0100 0400VCPVCP HP

 

H TTL5678 TTL5679 13APR30OCT 0234560 00072Y POAPOA0055 0405POAPOA MM

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9 minutes ago, TheJoker said:

H TTL5678 23FEB16MAR 0200000 00072Y POAPOA0055 M

H TTL5679 20FEB13MAR 0000060 00072Y 0405POAPOA M

 

Pelos slots de GRU é só até 10/04.

H WD9730 WD9731 17MAR27MAR 0234560 000734 POAPOA0100 0405POAPOA HH

H WD9730 WD9731 30MAR02APR 0234500 000734 POAPOA0100 0405POAPOA HH
H WD9730 WD9731 03APR09APR 0234560 000734 POAPOA0100 0405POAPOA HH
H WD9730 WD9621 10APR10APR 0000060 000734 POAPOA0100 0400VCPVCP HP

 

H TTL5678 TTL5679 13APR30OCT 0234560 00072Y POAPOA0055 0405POAPOA MM

Ufa, Deus me livre perder o 727 em POA. Muito obrigado. 

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2 minutes ago, Djalma said:

Ufa, Deus me livre perder o 727 em POA. Muito obrigado. 

Mas ela está pra receber dois 734F.

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  • 1 month later...

Brazil's Modern Logistics to raise capital for new aircraft

 

Dominik Sipinski

27.04.2021

Modern Logistics (WD, Sao Paulo Guarulhos) is planning to launch a fresh round of capital raising later this year to finance its future fleet growth, Chief Executive and Founder Gerald Lee told ch-aviation in a phone interview.

 

"We are able to grow without necessarily growing the fleet, just by optimizing. But we are getting to the point when we will grow our fleet. Our idea is to bring some regional aircraft, Avions de Transport Régional, to create more capillary feed, and continue to grow with the B737 fleet," he said.

 

He underlined that Modern Logistics has a conservative approach to growth and still has untapped opportunities without adding more aircraft. The carrier grew by over 80% in terms of revenue in 2020 and is already up around 200% on top of that this year. Lee stressed the growth was not related to COVID-specific demand, even though the airline was engaged in some medical cargo operations. The core of the gains, however, have come from growing demand for integrated multi-modal logistic services including air transportation.

Lee added that Modern Logistics' fleet plan was closely related to its business model, which is built around long-term value-creating logistics chains rather than spot cargo transportation. As such, the Brazilian company has prioritized sustainability and long-term profitability over short-term ramp-up, even though there is ample demand in the market.

"I don't want to burn hours on aircraft and trade my investors' money for a 4% margin that is not creating any value. We turn down business all the time, we don't have a demand problem," Lee said.

In light of its business model, Modern Logistics has a flexible fleet plan which it will adapt to long-term market opportunities, rather than momentary spikes in demand. Lee said that some of the scenarios would double or more the airline's fleet in the near term, but he underlined that there were also other options. He did not provide any specific numbers.

"We will go out and get more aircraft - be prepared for growth - but in parallel, we will raise more capital. We will do a capital raise this year to fund the growth, to better serve existing customers and integrate new ones into our platform, and to expand our [online logistics marketplace] Mojo platform," Lee said.

The Brazilian carrier currently operates two B737-300(F)s (dry leased one each from Automatic Leasing and KV Aviation) and two B737-400(F)s (dry leased one each from AerSale and Vx Capital Partners), the ch-aviation fleets advanced module shows.

 

Lee underlined that Modern Logistics was trying to work with its various customers to create value-addition across the entire logistics chain. As such, it does not think of itself as a cargo carrier but rather as an integrated logistics firm, working with, among others, 14,000 verified road transportation companies. Lee stressed that such a business model is much more resilient to market volatility, and consequently, allows the airline to plan more reliably for the future.

"What we are really doing is building up network efficiency which the country was lacking... We are infrastructure. We are in a country where still only 15% of the roads are paved. So things take a tremendous amount of time to transport [by road], there is no efficient distribution. The institutional inefficiencies are a good part of why things are so expensive here," Lee said.

The economic crunch related to COVID provided an extra boost as companies need to reduce their costs.

"If things go well, these institutional inefficiencies are fine. People are used to high cost and may be not willing to invest in doing things differently, but eventually, efficiency wins. [For long-term profitability] we don't need high-value good, we need high-value solutions," Lee said.

Modern Logistics plans to expand its existing Mojo marketplace and open it to new customers and suppliers from outside the industry. Lee underlined that the company was prepared to work together not just with road and inland transport companies, but also with other airlines.

"We are not competitors. If Azul Linhas Aéreas Brasileiras Cargo wants to fly it cheaper, I will fly it with them. I want to create the most efficient solutions," Lee stressed.

 

Going forward, Modern Logistics will also look at international expansion. Lee said the same inefficiencies that plagued the Brazilian domestic market were even more pronounced in the international market. However, he stressed that this expansion would not necessarily imply Modern Logistics' own flights but rather improved integration with existing services operated by other airlines.

"There is so much international lift coming into Brazil, it's just poorly integrated. I probably don't need to acquire a widebody and fly to Europe or the United States, it would be inefficient because someone is probably already doing this," Lee explained.

 

http://modern.com.br/modernraisecapital/

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Não estão afim de voar com margens baixas, se AD faz isso repassam a carga pra ela, e vão alugar ATRs :uhm:

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A estratégia de terceirizar a demanda com a Azul é ótima para as duas empresas, pois a Modern continua atendendo seus clientes com agilidade/capilaridade e a AzulCargo atingindo mais clientes. 

Para trazer ATR, eles estão avistando novos acordos onde a oferta do 737 seja alta. O Gerald não dá ponto sem nó. Deve ter acordo encaminhado com algum importante player para dar esse passo para o regional.

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Vendo as estatísticas da ANAC, 1T21 +45% no RTK e o LF 68,7% (no 1T20  50%)

                                                            +6,4%     ATK

 

É a que tem maior aproveitamento de carga, a SID é a pior 39,4%, TTL  44,6%.

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  • 2 weeks later...
On 19/05/2021 at 11:04, TheJoker said:

Vendo as estatísticas da ANAC, 1T21 +45% no RTK e o LF 68,7% (no 1T20  50%)

                                                            +6,4%     ATK

 

É a que tem maior aproveitamento de carga, a SID é a pior 39,4%, TTL  44,6%.

Voce e os numeros rs... SID e TTL são quase 100% RPN. Modern caminha sozinha.

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19 minutes ago, PT-KTR said:

Voce e os numeros rs... SID e TTL são quase 100% RPN. Modern caminha sozinha.

Mas a observação foi nesse sentido mesmo, nada como ter uma teta pra mamar...

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MWM reservou muitos prefixos no RAB, só não tem os modelos.

PPYBO
PPYAJ
PPYBG
PPYAA
PPYAM
PPYBM
PPYAL
PPYAO
PPYBN
PPYAG
PPYAH
PPYAI
PPYAE
PPYAN
PPYAP
PPYBP
PPYAC
PPYAD
PPYBE
PPYBH
PPYBF
PPYBJ
PPYAB
PPYBI
PPYBL
PPYAF
PPYAK
PPYBK
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  • 2 months later...

11/08/2021

Com a missão de reduzir as distancias entre os mercados produtores e mercados consumidores, a Modern Logistics lança no próximo dia 21 mais um voo aos sábados interligando Campinas (VCP) e Manaus, funcionando como importante vetor de escoamento de produção da Zona Franca assim como fonte de insumos e demais produtos para o mercado manauara.

03/08/2021

A partir de setembro, a MODERN terá mais uma frequência de seus voos para Recife, principal hub dos estados do Nordeste.

Serão 3 dias na semana que Recife terá a Modern embarcando, desembarcando e distribuindo cargas por toda a região.

https://www.facebook.com/pg/modernlogistics/posts/?ref=page_internal

 

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  • 2 months later...

https://www.aeroin.net/tornam-se-conhecidos-os-primeiros-atr-72-500-da-brasileira-modern-logistics/

1) ATR 72-500 – EC-JQL (msn 726): é uma aeronave de 15 anos de idade, recebida inicialmente pela Binter Canarias e, anos depois, repassado à CanaryFly. Voou pela última vez em abril de 2021 e, desde então, está parado no aeroporto de Gran Canaria.

2) ATR 72-500 – EC-KGI (msn 752): com 14 anos de idade, trata-se de uma aeronave que também sempre voou para empresas das Ilhas Canárias, nas cores da Naysa Aerotaxis, Binter Canarias e CanaryFly. Seu último voo aconteceu em janeiro de 2021 e, desde então, está armazenado no aeroporto de Gran Canaria.

Ainda não foi divulgada uma data para a chegada das aeronaves ATR-72-500 ou sua quantidade.

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On 10/30/2021 at 11:12 AM, TheJoker said:

https://www.aeroin.net/tornam-se-conhecidos-os-primeiros-atr-72-500-da-brasileira-modern-logistics/

1) ATR 72-500 – EC-JQL (msn 726): é uma aeronave de 15 anos de idade, recebida inicialmente pela Binter Canarias e, anos depois, repassado à CanaryFly. Voou pela última vez em abril de 2021 e, desde então, está parado no aeroporto de Gran Canaria.

2) ATR 72-500 – EC-KGI (msn 752): com 14 anos de idade, trata-se de uma aeronave que também sempre voou para empresas das Ilhas Canárias, nas cores da Naysa Aerotaxis, Binter Canarias e CanaryFly. Seu último voo aconteceu em janeiro de 2021 e, desde então, está armazenado no aeroporto de Gran Canaria.

Ainda não foi divulgada uma data para a chegada das aeronaves ATR-72-500 ou sua quantidade.

Ferrugem deve ser um problema nesses aviões.

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20 hours ago, ricardomilhomem said:

Ferrugem deve ser um problema nesses aviões.

Existe programa de corrosão no plano de manutenção de todos aviões.

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