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Airbus A380 poderá ganhar sobrevida como cargueiro?


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Airbus A380 poderá ganhar sobrevida como cargueiro?

Airbus poderá lançar programa de conversão para atender a alta demanda do mercado de carga aérea

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A Air France aposentou seus A380 em 2020, mesmo a idade média da frota sendo inferior aos dez anos

Com a pandemia iniciada no final de 2019, houve um impacto sem precedentes o transporte aéreo global. Algumas aeronaves passaram ser consideradas onerosas para operação no novo cenário, especialmente no transporte de passageiros que sofreu drástica redução na demanda.

Uma das principais vítimas do novo cenário é o Airbus A380, que já vinha recebendo algumas críticas relacionadas ao seu custo de operação e já tinha a data de aposentadoria em algumas empresas aéreas, mesmo contanto com poucos anos de operação.

Porém, com a alta por demanda de carga em todo o mundo, gerada pela pandemia do coronavírus, muitas companhias aéreas passaram a converter emergencialmente suas aeronaves para acomodação de carga no piso principal, incluindo sobre os assentos dos passageiros.

Com a grande oferta de A380 seminovos, muitos com apenas dez anos de uso, a Airbus pode estar estudando de forma discreta um projeto para adaptar o superjumbo para operações de carga.

Caso o projeto de se tornar cargueiro saia do papel, o modelo será diferente dos cargueiros pesados, como o Boeing 747F ou Antonov An-124, existem boas perspectivas para seu uso em operações de carga expressa, especialmente útil para atender ao constante crescimento do comércio eletrônico.

Mesmo com boas perspectivas, a Airbus ainda deverá realizar uma profunda pesquisa de mercado, especialmente entre os operadores do A380 e empresas cargueiras, para avaliar se existe uma demanda que justifique o programa de conversão.

De acordo com o portal FreightWaves, a Airbus está disposta a transformar o A380 em configuração Combi, onde o andar inferior seria exclusivamente de cargas armazenadas em paletes e contêineres, enquanto o andar superior manteria os assentos para passageiros, podendo ser configurado para o transporte de cargas menores, em especial, produtos de comércio eletrônico.

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Interior do A380 oferece grande espaço linear, mas sofre com restrição de cubagem e peso máximo

Em contrapartida, analistas apontam que o projeto pode se tornar inviável neste formato, visto que o A380 tem um peso vazio elevado para operação cargueira, assim como sofre algumas limitações físicas de projeto. Um dos entraves é a acomodação de paletes com três metros de altura, pois o teto do convés principal da aeronave é relativamente mais baixo, prejudicando o tipo de carga que pode ser transportada a bordo.

Por outro lado, existe potencial para uso de carga paletizada de menor volume, comum entre encomendas expressas e comércio eletrônico. Uma das vantagens deste tipo de carga é também sua massa relativamente leve, com especial destaque para eletrônicos como laptops e telefones celulares.

“O projeto do passageiro e a localização do convés superior não são ideais para uso de carga e a ficaria relativamente comprometida no contexto de carga útil, com volume significativo, mas com potenciais restrições de peso”, disse Chris Seymour, chefe de análise de mercado da Ascend em entrevista para a FreightWaves.

Uma das apostas da Airbus é aproveitar o bom momento do transporte cargueiro, que tem substituído parte da frota, composta principalmente por aeronaves produzidas nos anos 1970 e 1980, por modelos mais novos. Recentemente a família A321 recebeu uma conversão cargueira, que ampliou inclusive o espaço útil do piso principal, exigindo o reposicionamento da porta dianteira.

Outros modelos, como o 737-800, muitos com menos de vinte anos de uso no transporte de passageiros, estão sendo também convertidos para uso cargueiro. Recentemente a tendência era a transformação de famílias como o 737 Classic, especialmente o 737-400, em aviões de transporte de cargas, mas a grande oferta atual de aviões com poucos anos de uso deverá inserir novos competidores neste segmento.

A Airbus espera que haja espaço para ao menos parte dos A380 que estão sendo retirados de serviço ganharem uma segunda chance, agora como aviões Combi ou puramente cargueiros.

* Colaboração: Edmundo Ubiratan

Fonte: Gabriel Benevides – Aero Magazine 6 abr 2021
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Senão me engano, o processo não é tão fácil. Mas é uma pena um avião destes chegar a este ponto.

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A conversão tem que ser a mais simples e barata possível, mesmo que com limitações

 

Tem que ser algo só um pouco mais arrumado do que a TAM fez ao colocar carga nos assentos e voar. Mas nada de reforço de piso, porta extra em todos os andares, etc

 

Como o artigo diz tem muita carga pouco densa que paga bem pra "ir de avião".

 

 

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14 hours ago, raverbashing said:

A conversão tem que ser a mais simples e barata possível, mesmo que com limitações

 

Tem que ser algo só um pouco mais arrumado do que a TAM fez ao colocar carga nos assentos e voar. Mas nada de reforço de piso, porta extra em todos os andares, etc

 

Como o artigo diz tem muita carga pouco densa que paga bem pra "ir de avião".

 

 

Em algum canto obscuro do FCR teve um post sobre os valores envolvidos para o 380 ser convertido com reforço de pisos, elevadores, portas extras, etc.
se não me engano foi um estudo feito pela própria Airbus e que os custos ficavam fora de possibilidades,

Talvez uma solução para cargas leves seria interessante.

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Tema interessante.

Considerando que a Airbus será capaz de abrir espaço a bordo com a finalidade de viabilizar margem para melhor aproveitamento de payload, não é difícil imaginar que no fim o disponível desta aeronave será absurdamente alto, mas com o agravante que não poderá acomodar carga volumosa. Se por outro lado será apenas uma transformação parcial, removendo assentos, fazendo um reforço estrutural aqui ou ali, teremos um outro fator, que é o peso básico da aeronave, que será relativamente alto, comprometendo de certa forma o payload máximo. Como evidentemente não se trata de um avião de baixo custo operacional, fico curioso para saber qual seria o breakeven nestes 2 cenários, incluindo a versão Combi.

A atividade de carga aérea é extremamente volátil e sensível às variações da economia global, e se não fosse pela pandemia, já era certo que haveria uma fila sem fim de 747 estocado no deserto, sendo que a grande maioria nunca mais voltaria ao voo. Portanto, espero que o fabricante tenha uma solução bem equilibrada para compensar a utilização do A380, além do custo de sua conversão.

Porém, uso para carga expressa? Sendo isso um processo vantajoso, fico imaginando no fluxo de encomendas para tirar proveito de um avião que não poderá ser colocado em voo parcialmente carregado ou ficar parado no pátio.

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Não vai acontecer!
noticia só para avisar o mercado que a airbus  não abandonou por completo o modelo ainda 

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