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Paes critica concessão do aeroporto Santos Dumont e diz que vai à Justiça


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Essa história sem fim SDU x GIG só corrobora o fato de que no Brasil nada se planeja com pensamento no longo prazo. 

O Paes não está errado não - ele sabe que o sucesso do SDU significa que o Rio vai se tornar de forma bem sucedida um projeto de alimentação de outros hubs, muitos voos para São Paulo e Brasilia e com alguns voos diretos para outros mercados. 

Mas ele mira o alvo errado. Eu ainda penso que mesmo com Ita tem espaço para uma cia aérea com algum foco internacional centrada no Rio de Janeiro. 

Muitos discordarão, com certeza. 

Mas mercado de aviação comercial depende de muito mais coisa que o O&D da cidade. Tudo depende do projeto - que avião e como serão configurados, para que mercados existirão voos, qual o diferencial do produto, qual a conectividade da malha.... 

 

O que eu critico nisso tudo ? Nunca vi ninguém propondo de fato a via alternativa ! Montar o projeto e fazer de tudo para torná-lo viável. 

 

Hoje o que o Paes e o Governador podem fazer ? Diferenciar ICMS e ISS. É alguma coisa, mas não é suficiente.  RioGaleão teria que se envolver !

Cansei de ver estado brigar por fábrica de R$ 1 bilhão abrindo mão de R$ 300 milhões em impostos - talvez um dia os governantes entendam o papel de grande importância de ter de fato uma cia aérea local: os empregos no escritório, tripulantes, compra de produtos e serviços, facilitação de turismo e negócios... 

 

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O Secretário mostra que ele percebe a função do Governo como um carimbador de papel para autorizar o que a companhia aérea quer. Não vê nenhum papel do Governo como organizador da infraestrutura loc

Pensando dessa maneira, nossa infra nunca irá evoluir. Criar um ambiente propício ao financiamento privado de projetos públicos ou de particulares pode mudar essa realidade. A propósito, o Aeropo

No caso do Rio a conta não é tão simples assim. Se o governo levar adiante essa proposta de concessão do SDU haverá o risco concreto do GIG ser devolvido e o governo federal não encontrar outro compra

2 hours ago, LipeGIG said:

Essa história sem fim SDU x GIG só corrobora o fato de que no Brasil nada se planeja com pensamento no longo prazo. 

O Paes não está errado não - ele sabe que o sucesso do SDU significa que o Rio vai se tornar de forma bem sucedida um projeto de alimentação de outros hubs, muitos voos para São Paulo e Brasilia e com alguns voos diretos para outros mercados. 

Mas ele mira o alvo errado. Eu ainda penso que mesmo com Ita tem espaço para uma cia aérea com algum foco internacional centrada no Rio de Janeiro. 

Muitos discordarão, com certeza. 

Mas mercado de aviação comercial depende de muito mais coisa que o O&D da cidade. Tudo depende do projeto - que avião e como serão configurados, para que mercados existirão voos, qual o diferencial do produto, qual a conectividade da malha.... 

 

O que eu critico nisso tudo ? Nunca vi ninguém propondo de fato a via alternativa ! Montar o projeto e fazer de tudo para torná-lo viável. 

 

Hoje o que o Paes e o Governador podem fazer ? Diferenciar ICMS e ISS. É alguma coisa, mas não é suficiente.  RioGaleão teria que se envolver !

Cansei de ver estado brigar por fábrica de R$ 1 bilhão abrindo mão de R$ 300 milhões em impostos - talvez um dia os governantes entendam o papel de grande importância de ter de fato uma cia aérea local: os empregos no escritório, tripulantes, compra de produtos e serviços, facilitação de turismo e negócios... 

 

Sucesso do GIG, certo? 

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11 hours ago, Seahawk said:

Sucesso do GIG, certo? 

Sucesso do SDU mesmo. O que ele quis dizer é que o SDU crescendo significa ter o Rio como um feeder para outros hubs próximos, já que o aeroporto é naturalmente restrito.

Ficariam somente alguns poucos voos diretos para demais mercados.

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Antes eu compara o passado de VCP e CGH com LIN e MXP, mas hoje o GIG e SDU estão semelhantes aos aeroportos italianos.

- O Rio não tem demanda para dois aeroportos (sei que posso levar críticas);

- SDU é um dos melhores do mundo em proximidade com o centro, mas estrutura saturada;

- GIG tem problema de acesso, mas tem excelente infraestrutura.

Como resolver isso? Vai de uma companhia escolher GIG como Hub, apoio do Estado no setor aéreo, políticas públicas que melhorem a imagem do RJ junto ao turismo e uma expansão continua da economia do estado. E algo, na canetada que restrinja as operações de SDU a Ponte-Aérea ou então a obrigatoriedade de cada adição de 1 voo no SDU, 1 para o GIG.

Sinceramente, eu acho difícil. Acho que o caminho mais rápido é o país voltar a crescer muito e surgir a Samba, LCC fundada pelo DN que vai usar a mesma fórmula de VCP em 2008.

Nosso planejamento aeroportuário é uma piada.

 

 

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1 hour ago, A345_Leadership said:

- SDU é um dos melhores do mundo em proximidade com o centro, mas estrutura saturada;

 

https://transparencia.infraero.gov.br/wp-content/uploads/2021/04/DECLARAÇÃO-DE-CAPACIDADE-W21-SBRJ.pdf

SDU tem capacidade pra 15 milhões/ano, por baixo.

23 para aviação regular e 6 para tráfico aéreo não regular + aviação geral

1.880 pax/hora embarque

1.766                desemb.

3.646 / 23 = 158 pax/voo em média = 91% no 32N ou 85% no 738

 

3646 x 16 horas x 6 dias (sab+dom=1) x 52 semanas = 18.2 milhões/ano x 80% = 14.6 milhões

 

Se estão achando ruim privatizar SDU porque vai tirar pax do GIG, a concessão de CGH (34 milhões) também vai atrapalhar o crescimento de GRU.

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Se a ITA de fato der certo, terá um bom HUB no GIG.. a partir de meados de 2022 serão quase 6 milhões de assentos por mês.

A GOL sempre teve uma operação sólida no Galeão, com a pandemia o aeroporto sofreu bastante, mas aos poucos vem retomando a operação.

A economia do Rio vem dando sinais de recuperação e que está saindo da pesada crise que passou.

Pode até ser otimismo, mas prevejo os próximos anos sendo ótimos para o Galeão.

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2 minutes ago, sdu_gig said:

Se a ITA de fato der certo, terá um bom HUB no GIG.. a partir de meados de 2022 serão quase 6 milhões de assentos por mês.

A GOL sempre teve uma operação sólida no Galeão, com a pandemia o aeroporto sofreu bastante, mas aos poucos vem retomando a operação.

A economia do Rio vem dando sinais de recuperação e que está saindo da pesada crise que passou.

Pode até ser otimismo, mas prevejo os próximos anos sendo ótimos para o Galeão.

G3 teve 6.8 milhões no ano de 2019 (dom+inter)

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SDU pode ter capacidade dos seus 15 milhões de pax/ano, mas não tem estrutura para muitas operações simultâneas e obviamente não tem conectividade internacional.

Ter um hub no Rio é muito importante para o turismo e a economia da cidade e região. Isto significa mais rotas diretas e mais atratividade para companhias estrangeiras voarem de seus hubs para o Rio.

Porém, é inviável para qualquer companhia (Gol, ITA ou LATAM) montar um hub no GIG com uma concorrente enchendo o SDU de capacidade, sem conectividade, capturando a demanda local - que paga um ticket médio maior que o do tráfego de conexão que usa o Galeão.

Assim fica impossível aumentar a capacidade no GIG para mercados menores/secundários e o hub no Rio não cresce.

Para resolver este problema, realmente, não vejo outra solução que não sejam regras como as que o @A345_Leadership comentou, ou incentivos para quem colocar capacidade no aeroporto menos atrativo.

Um dia, no futuro, com demanda suficiente para encher os 2 aeroportos, as regras não serão mais necessárias.

 

O que aconteceria com CNF se PLU voltasse a receber voos comerciais de jatos? O hub da Azul em CNF, tão importante para Belo Horizonte e região, certamente não se viabilizaria. O problema no Rio é muito semelhante e não precisa inventar a roda, basta adaptar a solução encontrada em BHZ.

Como por exemplo, restringir o SDU a rotas corporativas e regionais (por algum tempo pré-determinado) e deixar o GIG se desenvolver como um grande hub que liga todas as regiões do país entre si e a destinos internacionais.

O interesse do governo federal na privatização do SDU tem atrapalhado esse tipo de planejamento e, consequentemente, o transporte aéreo no Rio de Janeiro.

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11 hours ago, PT-ING said:

SDU pode ter capacidade dos seus 15 milhões de pax/ano, mas não tem estrutura para muitas operações simultâneas e obviamente não tem conectividade internacional.

Deixando claro que não estou a favor ou contra GIG, ou a privatização de SDU/CGH, só defendendo a estrutura do SDU.

 

SDU é subutilizado, ou se preferir, tem +estrutura do que CGH em relação ao movimento que recebe.

pontes                  CGH 12     vs      SDU    8      = 1.5

remotas                        17                       13       = 1.3

slots (comercial)      32-33                      23       = 1.4       

PAX milhões            22.7 (2019)             9.2 (2018)  = 2.5

https://transparencia.infraero.gov.br/wp-content/uploads/2021/04/DECLARAÇÃO-DE-CAPACIDADE-W21-SBSP.pdf

 

As infos da Infraero não são confiáveis.

https://www4.infraero.gov.br/aeroportos/aeroporto-de-sao-paulo-congonhas-deputado-freitas-nobre/sobre-o-aeroporto/caracteristicas/

https://www4.infraero.gov.br/aeroportos/aeroporto-do-rio-de-janeiro-santos-dumont/sobre-o-aeroporto/caracteristicas/

 

Terminal CGH 64.6K  SDU 19K oi?

pela área bruta locável, CGH 9.423m2 / 0.142 = 66.4k m2                 150 pontos comerciais

                                      SDU 8.207      / 0.116  = 70.8k m2  aí sim!    156

 

Pátio  CGH  77.3k m2    SDU  95.8k m2  ?

 

É só abrir os dois no FR24 nas escalas 50m e comparar.

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23 hours ago, TheJoker said:

Joker, quando disse estrutura, me referi a capacidade de aeronaves maiores. SDU vai ficar restrito nos A320, B737 e pista curta, inviabilizando diversos internacionais.

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  • 2 weeks later...

+lenha na fogueira :macumba:

 

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/07/modelo-de-concessao-do-santos-dumont-gera-divergencias-e-levanta-incertezas-sobre-galeao.shtml?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=twfolha

 

O secretário nacional de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura, Ronei Glanzmann, afirma que eventuais impactos no Galeão serão discutidos ao longo da consulta pública. Mas, segundo ele, o governo federal tem como premissa para o setor a liberdade de voos.
“A companhia põe o voo onde quer e, havendo disponibilidade operacional, os governos ficam impedidos de direcionar o tráfego. Tem uma lógica forte, de deixar o empreendedor encontrar a demanda. No caso do Rio, o Santos Dumont tem capacidade e vai continuar tendo. Com novas tecnologias, passa a ser cada vez mais viável operacionalmente”, comenta Glanzmann.

“Daqui para frente, o que a gente vai começar a perceber, com novos aviões, é que tem múltiplas oportunidades de negócio no Santos Dumont, com voos para Fortaleza, Recife, Punta del Este, Montevidéu [Uruguai]”, completa.

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O Secretário mostra que ele percebe a função do Governo como um carimbador de papel para autorizar o que a companhia aérea quer.
Não vê nenhum papel do Governo como organizador da infraestrutura local.  

O que ele não percebe é que SDU pode até passar a ter voos para Fortaleza, Recife ou Montevideo, mas será sempre menos voos do que a cidade do Rio de Janeiro tem como potencial. E talvez o custo destes voos no SDU sejam alguns voos a menos no GIG para os EUA ou Europa, que trariam mais turistas e muito mais benefícios para a cidade do que um voo por semana para Punta Del Este.

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Num momento nada favorável, estão tentando valorizar SDU e CGH pra garantir bons ágios nos leilões. Depois, cada um por si pra tentar ter retorno no investimento.

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O problema na minha visao e que tanto em BH quanto no Rio, os dois aeroportos sao muito proximos. Se Confins fosse na Zona Sul de BH ou mesmo na região industrial da RMBH como Contagem ou Betim, poderia atender publicos diferentes. Agora BH tem a questão da topografia, onde nao da pra fazer aeroporto nessas regioes. No Rio, os dois aeroportos sao muito proximos tb. Se o GIG fosse na Zona Oeste por ex poderia atender um outro tipo de público tb. Veja que em SP alem do trafego maior, os dois aeroportos ficam em regioes opostas da cidade…

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Se em dez18 tivessem fechado o SDU, em 2019 o GIG teria tido 22.6 PAX/milhões (GIG 13.5+SDU 9.1) ou pouco + da metade de GRU 43 PAX/milhões.

43 milhões não resolveu o problema da CAIG, muito - da CARJ. GIG só terá solução a longo(uíssimo) prazo, +10-20 anos, se a economia brasileira ajudar.

Muita gente aqui no CR acha que o problema se resolve com uma cia instalando um hub, mas na prática melhorar o GIG com conexão significar tirar os mesmos PAX de GRU/BSB/VCP/CGH/CNF. Descobrir um santo pra cobrir outro.

Edited by TheJoker
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4 hours ago, Guilherme.penna.carvalho said:

O Secretário mostra que ele percebe a função do Governo como um carimbador de papel para autorizar o que a companhia aérea quer.
Não vê nenhum papel do Governo como organizador da infraestrutura local.  

O que ele não percebe é que SDU pode até passar a ter voos para Fortaleza, Recife ou Montevideo, mas será sempre menos voos do que a cidade do Rio de Janeiro tem como potencial. E talvez o custo destes voos no SDU sejam alguns voos a menos no GIG para os EUA ou Europa, que trariam mais turistas e muito mais benefícios para a cidade do que um voo por semana para Punta Del Este.

Uma pessoa e um governo muito inteligentes. Valoriza um ativo que vale R$ 600 mm para receber R$ 1,2 bi, e daí deixa de receber R$ 10 bi. 

Brilhante! Prêmio Nobel de Economia!

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34 minutes ago, TheJoker said:

Se em dez18 tivessem fechado o SDU, em 2019 o GIG teria tido 22.6 PAX/milhões (GIG 13.5+SDU 9.1) ou pouco + da metade de GRU 43 PAX/milhões.

43 milhões não resolveu o problema da CAIG, muito - da CARJ. GIG só terá solução a longo(uíssimo) prazo, +10-20 anos, se a economia brasileira ajudar.

Muita gente aqui no CR acha que o problema se resolve com uma cia instalando um hub, mas na prática melhorar o GIG com conexão significar tirar os mesmos PAX de GRU/BSB/VCP/CGH/CNF. Descobrir um santo pra cobrir outro.

Não dá pra cravar isso, TJ

O fato é que se o GIG fosse o único aeroporto do Rio de certo o movimento seria maior - teria mais voos regionais e principalmente internacionais. 

Mas numa coisa concordo, passageiro adicional conectando em um hub são menos dois passando por outros hubs. 
 

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On 7/19/2021 at 11:35 PM, TheJoker said:

Se em dez18 tivessem fechado o SDU, em 2019 o GIG teria tido 22.6 PAX/milhões (GIG 13.5+SDU 9.1) ou pouco + da metade de GRU 43 PAX/milhões.

43 milhões não resolveu o problema da CAIG, muito - da CARJ. GIG só terá solução a longo(uíssimo) prazo, +10-20 anos, se a economia brasileira ajudar.

Muita gente aqui no CR acha que o problema se resolve com uma cia instalando um hub, mas na prática melhorar o GIG com conexão significar tirar os mesmos PAX de GRU/BSB/VCP/CGH/CNF. Descobrir um santo pra cobrir outro.

Não só com conexões, com escala e conectividade a demanda aumenta. Não tenho dúvida que não só o carioca voaria mais se fosse "mais fácil" como também o turismo aumentaria com mais voos diretos, e principalmente melhor acesso ao GIG. Oportunidade desperdiçada nas Olimpíadas...

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3 hours ago, Seahawk said:

Não só com conexões, com escala e conectividade a demanda aumenta. Não tenho dúvida que não só o carioca voaria mais se fosse "mais fácil" como também o turismo aumentaria com mais voos diretos, e principalmente melhor acesso ao GIG. Oportunidade desperdiçada nas Olimpíadas...

Não tem como, o número de PAX não cresce, e cada vez tem + conexões, o mesmo pax é contado 2, 3, 4 vezes.

https://www.gov.br/anac/pt-br/assuntos/dados-e-estatisticas/mercado-de-transporte-aereo/consulta-interativa

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On 19/07/2021 at 22:45, 332 said:

O problema na minha visao e que tanto em BH quanto no Rio, os dois aeroportos sao muito proximos. Se Confins fosse na Zona Sul de BH ou mesmo na região industrial da RMBH como Contagem ou Betim, poderia atender publicos diferentes. Agora BH tem a questão da topografia, onde nao da pra fazer aeroporto nessas regioes. No Rio, os dois aeroportos sao muito proximos tb. Se o GIG fosse na Zona Oeste por ex poderia atender um outro tipo de público tb. Veja que em SP alem do trafego maior, os dois aeroportos ficam em regioes opostas da cidade…

A questão não é próximidade entre eles, mas a viabilidade de manter dois aeroportos quando há espaço para um só.

PLU deveria ter sido desativado quando CNF foi inaugurado, SDU quando veio o novo GIG, CGH com a inauguração de GRU, etc. É economia para todos, evitava duplicidade de estruturas nestas cidades, resultando em maior sinergia financeira e operacional. Seria perfeito, pois teríamos um aeroporto no RJ com mais de 20 milhões de passageiros, BH com 12 e SP com 50, chutando números.

Mas aí vem a questão de como chegar no aeroporto: CNF é lá nos confins da RMBH, GIG tem a Linha Vermelha e sua fama, GRU todo o congestionamento do mundo. Agora, imagina se tivéssemos trens expressos (90km/h, velocidade padrão da CPTM) ligando GRU com a Paulista em 30 minutos? CNF com o centro no mesmo tempo? Serviços de barcas no GIG com ligação para a Barra, Praça Mauá, etc...

Mas demandam investimentos e os governantes deixam do jeito que está e jogam a bomba para os operadores e clientes. Aí vem com ideias de reduzir o ICMS, ISS, mexe aqui, mexe acolá, baixa portaria proibindo voos, até que chega alguém e tira os incentivos, revoga a portaria, flexibiliza, etc.

 

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Me pergunto se uma solução similar a Hong Kong, onde há um terminal de despacho de bagagens e checkin dentro da cidade, não seriam positivas nos casos de GRU/CGH, GIG/SDU e CNF/PLU, inclusive talvez utilizando a estrutura dos aeroportos centrais/menores.

Imaginem: o passageiro vai até CGH/SDU/PLU, faz checkin/despacho de bagagem e entra em um trem (ou outro meio de transporte) direto ao outro aeroporto, quem sabe até estéril (airside). Enquanto isso, as áreas air side dos terminais menores podem ser transformadas em comércio/escritórios e a pista/pátio podem ser transformados em empreendimentos residenciais, parques ou área comercial também, ou podem manter para operação de aviação geral. Não seria uma boa ideia?

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Meus novos two cents sobre o assunto:

1) Acho que o GIG em algum momento vai se beneficiar das limitações do SDU, que não serão apenas de terminal, pátio e pistas, mas também já o são de horário de funcionamento, meteorologia e procedimentos de aproximação e saída mais complexos.  

2) Mesmo que o governo esteja trabalhando ativamente para "valorizar" SDU e CGH nos vindouros leilões de concessão, a iniciativa privada não é boba - como não era na época do leilão do GIG. O risco do negócio é evidente e está centrado na instabilidade reinante no Brasil, principalmente de ordem política. Quem levar o SDU deve precificar muito bem o risco de ver o aeroporto sofrer alguma restrição aguda da noite para o dia.. Da mesma forma que a Rio Galeão deve ter precificado uma eventual expansão das operações no SDU, a seu tempo (aqui, cabe dizer em favor da concessionária que o cenário de demanda e de conjuntura econômica à época do leilão do GIG era absolutamente distinto do atual. A debacle iniciada em 2014/15 supera qualquer pesadelo). 

 

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7 hours ago, F-GSPN said:

Meus novos two cents sobre o assunto:

2) Mesmo que o governo esteja trabalhando ativamente para "valorizar" SDU e CGH nos vindouros leilões de concessão, a iniciativa privada não é boba - como não era na época do leilão do GIG. O risco do negócio é evidente e está centrado na instabilidade reinante no Brasil, principalmente de ordem política. Quem levar o SDU deve precificar muito bem o risco de ver o aeroporto sofrer alguma restrição aguda da noite para o dia.. Da mesma forma que a Rio Galeão deve ter precificado uma eventual expansão das operações no SDU, a seu tempo (aqui, cabe dizer em favor da concessionária que o cenário de demanda e de conjuntura econômica à época do leilão do GIG era absolutamente distinto do atual. A debacle iniciada em 2014/15 supera qualquer pesadelo). 

 

Cê tá brincando, né? a CARJ assumiu uma outorga maior que a de GRU, achando que o GIG teria +80 milhões/ano e 3 pistas ao final de 25 anos.

Edited by TheJoker
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2 hours ago, TheJoker said:

Cê tá brincando, né? a CARJ assumiu uma outorga maior que a de GRU, achando que o GIG teria +80 milhões/ano e 3 pistas ao final de 25 anos.

Brincadeiras a parte... mas a Odebrecht sempre teve um histórico de "inflacionar" os números. 

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