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Emirates pode converter novamente os pedidos do 777X por 787


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Triple seven versus Dreamliner

Emirates pode converter novamente os pedidos do 777X por 787

Empresa árabe analisa desenvolvimento do avião e o futuro do mercado de transporte aéreo

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Pedido original da Emirates previa 150 unidades da família 777X

O CEO da Emirates, Sheik Ahmed bin Saeed Al Maktoum, disse nesta segunda-feira (17) que pode converter alguns dos 126 pedidos do Boeing 777-9 em 787 Dreamliner. Além de não ser a primeira vez que a Emirates cogita reduzir ainda mais o pedido do novo 777, recentemente houve uma conversão similar, em favor do 787, o menor avião de fuselagem larga da Boeing.

O pedido original para o 777X previa 150 aeronaves, mas foi reduzido posteriormente para 126, com a adição de trinta unidades do 787 Dreamliner.

Recentemente, a Emirates demonstrou frustração com o novo modelo, especialmente pelo atraso do desenvolvimento que dura três anos e foi afetado pelas incertezas da economia desde o ano passado. A companhia árabe ainda exigiu da Boeing maior transparência sobre a produção e certificação.

Em entrevista à agência Reuters, o Sheik Al Maktoum disse que sempre existe a possibilidade de reconsiderar pedidos e que está avaliando suas necessidades enquanto a companhia negocia com a Boeing sobre a revisão de sua frota, impactada diretamente pelos efeitos da pandemia do coronavírus.

Nos próximos dias a companhia aérea irá divulgar os resultados anuais para o ano financeiro encerrado em 31 de março, o que pode revelar detalhes sobre a negociação.

Fonte:  Marcel Cardoso – Aero Magazine 17 mai 2021

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Contrato em jogo

Emirates pode desistir do 777X caso a Boeing não cumpra acordo

Advertência foi a declaração pública mais dura feita pela empresa aérea árabe

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Problemas causados pela crise sanitária atrasou ainda mais o desenvolvimento do 777X

Em mais uma advertência aos atrasos da Boeing em certificar o novo 777-9, a Emirates Airline, maior cliente do modelo, ameaçou a cancelar a totalidade dos pedidos. A empresa que já reduziu parte do pedido original e anunciou a compra do rival da Airbus, o A350-1000, está preocupada com a falta de informações sobre o programa de desenvolvimento.

Em entrevista à agência Reuters, nesta segunda-feira (24), o CEO da Emirates, Tim Clark, disse que a companhia pode desistir das entregas do 777X, caso a fabricante não cumpra compromissos de desempenho previstos em contrato.

Clark afirmou não ter recebido até agora nenhum detalhe sobre o desempenho dos motores da aeronave, apesar de os voos de teste já estarem em andamento. O executivo se mostrou preocupado com o histórico recente de promessas exageradas envolvendo os lançamentos do 737 MAX e do 787 Dreamliner.

"Não aceitaremos um avião a menos que ele esteja executando 100% do contrato. A menos que esteja fazendo o que eles [Boeing] disseram que [o 777-9] faria e contratamos, não levaremos aquele avião”, alertou Clark.

A Emirates tem 126 encomendas ativas do Boeing 777-9 e outras trinta do 787 Dreamliner, em um pedido avaliado em mais de US$ 50 bilhões (R$ 267,3 bilhões). Atualmente a empresa árabe é a maior cliente de aeronaves de fuselagem larga do fabricante norte-americano no mundo, com 145 aeronaves em serviço, composta integralmente pelo 777-300ER.

O programa 777X, que deverá dar origem aos 777-9 e ao 777-8, acumula uma série de atrasos e problemas. Um dos maiores incidentes foi a explosão da fuselagem em um teste estático, que ocorreu em uma área que não havia sequer previsão que fosse sofrer problemas estruturais. Uma revisão emergencial no projeto atrasou o primeiro voo, que somou aos problemas com o motor GE9X, desenvolvido pela GE Aviation, que retardou ainda mais o início da campanha de ensaios em voo.

Por fim, as incertezas no transporte aéreo desde abril de 2020 tem levado a Boeing a ter cautela no andamento do projeto, evitando ter o avião certificado e pronto para entregas antes da retomada da demanda.

Fonte: Marcel Cardoso – Aero Magazine 24 mai 2021

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Parece que a EK quer pular fora do programa 777X e usar uma cláusula como desculpa.

Até onde sei é a primeira vez que vejo uma declaração deste tipo, parece mais da Qatar/AAB do que Emirates.

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As melhores previsões da BOE já indicam que o modelo -9 terá alcance menor que o 77W/A380, será mais pesado que os atuais modelos de ultima geração, não conseguirá oferecer os 18' de pitch oferecidos nos A350/A380 e ainda vém apresentando uma série de problemas... graças a Deus antes de ser lançado. 

Eu gostei razoavelmente das minhas experiencias voando 777, principalmente pq pude aproveitar várias cabines (Y/W/C na BA e Y na KL, Y/C na AA)... mas eu ainda acho os Airbuses mais confortáveis pra long-haul, principalmente os A330.

Não sei, mas o projeto já foi lançado a tanto tempo e tem se arrastado... poucos pedidos certos, muitos cancelamentos, trocas... mas não tem parecido que será nem de perto o sucesso que a atual geração de 777s foi. Talvez por não impressionar e nem renovar em nada, há não ser pelas as asas dobráveis. Longe de mim falar mal, acho uma aeronave fantástica... mas não tenho visto as demais cias pensando igual...

 

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Por muito menos, a Emirates desistiu dos A350. O 777X não é uma fonte de problemas, mas está deixando a desejar em diversos aspectos, o que o torna pouco competitivo em relação às aeronaves da geração atual cujos projetos foram feitos do zero, sobretudo o A350-1000. Some a isso os sucessivos atrasos que o projeto vem sofrendo, é muito provável que a Emirates reduza os pedidos. Não digo nem uma conversão de todo o pedido em 787, falo em cancelamento mesmo. A EK precisa de um substituto para o 77W e hoje a única aeronave capaz de cumprir esse papel, além do próprio 777X, é o A350-1000. O 787 - e o A350-900 - são pequenos para a Emirates, os 80 pedidos de aeronaves desse porte (280-310 assentos) são suficientes para atender à demanda da empresa e o 787-10 sofre com o baixo alcance e performance prejudicada no calor dos EAU. 

Eu, particularmente, creio que a Emirates irá converter uma pequena parcela de seus 777X em 787, manter outra pequena parcela para suprir a demanda por aeronaves na faixa dos 400 assentos na frota, mas irá efetuar o cancelamento de alguns pedidos e migrar para o A350-1000 visando atender a demanda por aeronaves na faixa dos 350 assentos com alcance ultra longo. O A350-900 já irá integrar a frota, portanto a incorporação do modelo maior não trará muitos custos extras. Acredito que será uma frota com algo em torno de 50 787, 50 777X, 50 A359 e 50 A35K, em face dos previstos 30 787, 126 777X e 50 A359.

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