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[Tópicos Unidos] Latam aposta em retomada, volta a contratar e encerra compartilhamento de voos com a Azul


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Apesar do ritmo lento da vacinação no país, a Latam aposta em uma retomada gradual da demanda: a empresa está contratando, tirando do chão aviões parados e decidiu encerrar o acordo de compartilhamento de voos firmado com a Azul em junho do ano passado.

Adotado para racionalizar a malha das duas companhias em meio à crise sanitária que provocou a pior crise da história da aviação, o code-share gerou na época especulações de que o acordo poderia abrir caminho para uma eventual fusão.

— [A especulação] não tinha fundamento na época. E agora fica claro que era uma solução para a pandemia. Na medida em que a gente vê uma perspectiva de que a pandemia vai terminar, vale voltar ao que era antes — disse Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil em entrevista à coluna Capital. 

As vendas por meio do code-share representam hoje 2% das vendas da Latam. — Na medida em que a gente aumenta a oferta, essa participação tende a ficar ainda menor. Não fazia mais sentido — diz ele. O acordo será efetivamente encerrado em 90 dias, a partir de 22 de agosto.

O plano da Latam prevê a recontratação de pelo menos 750 tripulantes até o fim do ano, sendo que a maior parte já deve acontecer nas próximas semanas. A empresa também deve colocar para voar mais 7 aviões Airbus A320, que estão hoje parados e que se somarão aos 100 aviões em operação.

A Latam que vai emergir do pós-pandemia será menos dependente do turista de negócios, com uma ênfase em destinos turísticos e uma precificação mais direcionada ao viajante de lazer. Congonhas, que durante anos foi o aeroporto mais rentável do país, deve ver mais mochila e menos passageiros engravatados.

— Vai ser mais turismo e menos corporativo. Estamos planejando mais voos para o Nordeste a partir de Congonhas, com bases novas e aumento de frequência para destinos que já operamos. A demanda da ponte aérea Rio-São Paulo deve reduzir, mas parte será compensada pelo turismo. Brasília não volta ao que era antes — diz Cadier. 

No aeroporto de Guarulhos, que no mercado doméstico sempre foi mais focado em destinos a lazer, a empresa já retomou todos os destinos pre-pandemia.

No mercado internacional, os poucos voos que foram retomados estão bem vazios na cabine, mas sendo custeados pelo porão, com a demanda de carga, conta Cardier, que também enxerga sinais de retomada no internacional. A partir de junho a empresa estreia o primeiro voo desde o início da pandemia com foco no passageiro: para Cancun, no México.

— Parte é demanda do turismo de vacina para os Estados Unidos, mas também tem gente que vai e volta. México é um dos poucos destinos internacionais onde o turista brasileiro é aceito — diz Cadier. A empresa hoje voa para a Cidade do México, mas não voava para Cancun desde 2016.

A nova malha é contudo menos rentável: o turista de negócios representava 30% da demanda, mas mais de 50% da rentabilidade da operação. Para equilibrar as contas, a saída é cortar custos, diz Cadier. A empresa está padronizando a frota, substituindo aviões por modelos mais eficientes e tentando negociar contratos de leasing. — São negociações duríssimas, mas estamos tentando trazer os valores para outro patamar — afirma.

Mais conservadora

Com uma operação mais dependente do mercado internacional, que foi o mais afetado na pandemia, a Latam foi a mais radical em termos de corte de oferta e até aqui vinha sendo mais conservadora na retomada de voos. 

A empresa foi a única a demitir tripulantes — 2,7 mil pessoas no total — e saiu de uma posição de liderança no mercado para a lanterna. Mas já em abril, que foi o pior mês de 2021, a empresa foi a segunda em oferta e ficou com 28,5% do mercado, contra 26% da Gol e 45,1% da Azul. 

— Estamos olhando pouco para participação e mais pra rentabilidade voo a voo. As últimas semanas foram positivas em venda e operação. A tendencia é que continue assim daqui para frente —  disse o CEO da Latam.

A Latam operou 190 em abril. Em maio já houve alguma recuperação, para 250. E a perspectiva é chegar em julho com 400 voos e ir ampliando gradualmente até atingir, em dezembro, 90% do nível pré pandemia, que era em torno de 750 voos.

Isso se não houver terceira onda. — A gente acredita que a chance de uma terceira onda é muito pequena — diz Cadier.

 

https://blogs.oglobo.globo.com/capital/post/latam-aposta-em-retomada-volta-contratar-e-encerra-compartilhamento-de-voos-com-azul.html

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Concordo. Como quase todos aqui sabem, eu bato muito no modelo de hub unico no Brasil e nessa briga de todas por operar os mesmos hubs. Alguns acham que é pra criticar SP... mas ninguém pensa q

Aproveitando o gancho, Lipe, acredito que isto se deve a todas elas quererem brigar pelos mesmo mercados. Todas querem CGH, Ponte-Aérea, internacional, hub em GRU, atender todo o país, voos regionais,

Como é o ditado? Camarão que dorme, a onda leva??? Tem que acordar mesmo... a Ita tá aí pra tirar mercado tb 

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13 minutes ago, Woody said:

A Latam operou 190 em abril. Em maio já houve alguma recuperação, para 250. E a perspectiva é chegar em julho com 400 voos e ir ampliando gradualmente até atingir, em dezembro, 90% do nível pré pandemia, que era em torno de 750 voos.

Isso se não houver terceira onda. — A gente acredita que a chance de uma terceira onda é muito pequena — diz Cadier.

 

https://blogs.oglobo.globo.com/capital/post/latam-aposta-em-retomada-volta-contratar-e-encerra-compartilhamento-de-voos-com-azul.html

G3 fez 4.551 / 30 = 152 voos/dia  com 144 pax/voo  em média

JJ        5.622             187                         121  

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18 minutes ago, Roadster said:

Como é o ditado? Camarão que dorme, a onda leva??? Tem que acordar mesmo... a Ita tá aí pra tirar mercado tb 

Ainda vai precisar ralar (ou gastar) muito pra isso.

A frota das BR3 +/-350 aviões (considerando 2 ATR=1 NB) vs 8I  12 = 3,4%

                                                                                                        30  = 8,6%

                                                                                                        50  = 14,3%  = 4,5% a.a (nos próximos 3 anos)

Vai depender do mercado doméstico voltar ao nível de 2019, e depois continuar a crescer a 3-5% a.a.

O +provável é que todas tenham que encolher os seus planos de frota, se a 8I vingar.

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Posted (edited)

Pra quem achava provável uma fusão, não foi dessa vez... (ainda bem).

Aparentemente o acordo parece ter sido muito melhor para a Azul do que foi para a Latam.  Imagino que a diferença de capilaridade das malhas influenciou bastante nesse desequilíbrio. Provavelmente muito mais passageiros Latam voaram de Azul para destinos regionais do que passageiros Azul voaram de Latam para destinos centrais.

Para exemplificar, a probabilidade de ter clientes Latam oriundos de CGH em um CNF-GVR da AD é bem maior do que de ter clientes Azul oriundos de GVR em um CNF-CGH da Latam.

Edited by diasfly
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Azul informa ao Mercado sobre o fim do acordo de codeshare com a LATAM e uma potencial consolidação da indústria 

 

São Paulo, 24 de maio de 2021 – A Azul, a maior companhia aérea do Brasil, informa ao mercado sobre o encerramento de seu codeshare com a LATAM e um possível movimento de consolidação do setor. A companhia acredita que um movimento de consolidação é uma tendência do setor no pós-pandemia e a Azul está em uma posição forte para conduzir um processo nesse sentido. A empresa contratou consultores e está estudando ativamente as oportunidades de consolidação da indústria. 

 

“O codeshare com a LATAM foi uma solução única em nossa resposta à pandemia. Também percebemos que a consolidação da indústria seria importante para a recuperação pós-pandemia e a Azul é parte fundamental em iniciativas desse tipo. No fim do primeiro trimestre desse ano, contratamos consultores financeiros e estamos estudando ativamente oportunidades de consolidação. Acreditamos que o encerramento do codeshare pela LATAM seja uma reação ao processo de consolidação”. diz John Rodgerson, CEO da Azul. “A Azul está emergindo desta crise em uma posição de liderança em termos de liquidez, recuperação de malha e vantagens competitivas. Nossos planos não mudaram e estou confiante de que estamos na melhor posição para buscar alternativas estratégicas neste momento”, afirma Rodgerson. 

 

A Azul manterá o mercado atualizado sobre quaisquer novidades.  

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Retomada do Crescimento no Brasil

A LATAM Airlines Brasil se prepara para acompanhar a retomada da economia, mesmo ainda em um patamar abaixo do nível pré-pandemia, mas que apresenta sinais de recuperação. A procura por viagens aéreas dentro do Brasil vem aumentando gradualmente com a expectativa da celeridade no processo de vacinação no País.

Diante deste cenário que traz um pouco mais de otimismo, estamos fazendo alguns movimentos importantes. O primeiro é a recuperação da malha no mercado doméstico com projeção de operar em torno de 90% até dezembro de 2021. Hoje estamos operando 49% do que operávamos no mesmo mês em 2019. Essa projeção é superior à de abril deste ano, quando a nossa companhia operou 38%.

Nesta sequência, prevemos a contratação de 750 pilotos e comissários até o final do ano. Além disso, estão chegando ao Brasil sete Airbus A320 para fortalecer a malha doméstica. Paralelamente, o grupo acaba de anunciar um plano agressivo de crescimento da frota de cargueiros na região como um todo, passando de 11 a 21 aeronaves 767 dedicadas à carga.

Já estamos operando todos os destinos que operávamos na pré-pandemia a partir do aeroporto internacional de Guarulhos e estamos voltando com algumas rotas a partir de Congonhas.
Temos programado também novos destinos que lançaremos em breve. Em maio, iremos operar 250 voos diários e para julho programamos operar em torno de 400 voos diários. Já no mercado internacional, seguimos confiantes na abertura das fronteiras com o processo avançado de imunização tanto nos EUA quanto na Europa.

Fim do codeshare com a Azul
Outro movimento também impulsionado pela tendência de melhora do mercado é a decisão de encerrarmos o codeshare no Brasil com a Azul Linhas Aéreas, anunciada hoje e que se efetivará dentro de 90 dias, em 22 de agosto de 2021. Frente a este cenário, o acordo passa a ter menos relevância, uma vez que as malhas aéreas se recompõem e alcançam níveis próximos do período pré-pandemia, possibilitando assim que as empresas tenham melhores condições para voltarem a vender seus próprios voos.

Este acordo de codeshare foi uma alternativa identificada pelas duas empresas para enfrentar a queda de vendas e redução de malha aérea durante o auge da pandemia. Com a perspectiva de melhoria, não há mais sentido. Além disso, tanto a expansão quanto o volume de passageiros que se beneficiam deste acordo ficaram aquém das expectativas iniciais da LATAM durante o ano de 2021.
A dissolução deste acordo está alinhada entre ambas as empresas e não trará qualquer impacto aos passageiros. 

Atenciosamente,
Jerome Cadier
CEO LATAM Airlines Brasil

https://www.latamtrade.com/pt_br/comunicados/IMPORTANTE_-_Retomada_do_Crescimento_no_Brasil

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Se vão focar em turismo e ainda abrir bases novas, deve vir aí: JJD, CLV, PHB...

FEN não comporta o peso do A319, correto?

 

BSB deve ficar continuar como está agora: um banco de conexão sul-norte de dia, e um banco só de conexões norte-sul de noite.

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Azul não queria fim da parceria com a Latam e tentou comprar operação brasileira da concorrente

Azul afirmou que o encerramento do acordo de ‘codeshare’ é 'uma reação (da Latam) ao processo de consolidação' do mercado; já a Latam anunciou o fim da parceria alegando que não cumpriu com as expectativas

Luciana Dyniewicz - O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2021 | 22h22

A parceria de compartilhamento de voos entre a Latam e a Azul chegou ao fim em meio a uma nova crise entre as duas companhias aéreas. No ano passado, quando o setor atravessava o período mais difícil da pandemia, elas firmaram um acordo para compartilhar voos, em uma tentativa de ambas alavancarem receitas. Nesta segunda-feira, 24, a Latam anunciou o fim da parceria alegando que ela não cumpriu com as expectativas. Já a Azul afirmou  que o encerramento do acordo de ‘codeshare’ é uma “uma reação (da Latam) ao processo de consolidação” (do mercado).

Segundo apurou o Estadão, a Azul não queria o fim da parceria e vinha tentando ampliá-la. A companhia havia iniciado conversas para tentar comprar a operação da concorrente no Brasil, de acordo com fontes do mercado. Em nota, a Azul afirmou que “acredita que um movimento de consolidação é uma tendência do setor no pós-pandemia” e que “está em uma posição forte para conduzir um processo nesse sentido”. A empresa informou ainda ter contratado consultores para avaliar as “oportunidades de consolidação da indústria”.

No ano passado, quando as duas empresas se uniram - e com a Latam em recuperação judicial -, já circulava no mercado a informação de que a Azul queria ficar com uma parte de sua concorrente. Agora, porém, o clima entre elas se deteriorou.

Com a pandemia, a Azul, que era a terceira maior aérea do País, avançou no mercado e se tornou a maior empresa doméstica, com 37,5% de participação no acumulado do ano. A Latam perdeu a segunda colocação e agora ocupa a terceira, com 27%. A Gol detém 29,9%.

Uma eventual compra da Latam Brasil pela Azul poderia enfrentar resistência no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), pois a empresa resultante concentraria 60% do mercado.

Essa não é a primeira vez que as duas empresas entram em crise. Em 2019, elas travaram uma disputa na Justiça, que envolveu também a Gol, para ficar com os horários de pouso e decolagem (slots) da Avianca Brasil no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Durante o processo de recuperação judicial da Avianca, os presidentes das companhias chegaram a trocar farpas publicamente.

Edited by PR-AIU
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Ao apostar no Nordeste acertam. Vamos ver o que vão colocar pra lá, e vamos ver se vão rever mercados como Floripa, Foz e Rio de Janeiro. 

Creio que a retirada da Latam do Rio ha alguns anos vai cobrar um preço alto em breve. Sem business, o upper leisure vai dominar a cena!

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Azul atualiza o mercado sobre o acordo de codeshare com a Latam Airlines Brasil

São Paulo, 24 de maio de 2021 – Azul S.A., “Azul”, (B3: AZUL4, NYSE: AZUL), a maior companhia aérea do Brasil em número de voos e cidades atendidas, atualiza o mercado sobre o encerramento de seu acordo de codeshare com a Latam Airlines Brasil e um possível movimento de consolidação do setor. A companhia acredita que um movimento de consolidação é uma tendência do setor no pós-pandemia e a Azul está em uma posição forte para liderar um processo nesse sentido. A empresa contratou consultores e está estudando ativamente as oportunidades de consolidação da indústria. “O codeshare com a Latam foi uma solução estratégica em nossa resposta à pandemia. Também percebemos que a consolidação da indústria seria importante para a recuperação pós-pandemia e a Azul parte fundamental em iniciativas desse tipo. No final do primeiro trimestre desse ano, contratamos consultores financeiros e estamos estudando ativamente oportunidades de consolidação. Acreditamos que o encerramento do codeshare pela Latam seja uma reação a esse processo”, diz John Rodgerson, CEO da Azul. “A Azul está emergindo desta crise em uma posição de liderança em termos de liquidez, recuperação de malha e vantagens competitivas. Nossos planos não mudaram e estou confiante de que estamos na melhor posição para buscar alternativas estratégicas neste momento”, afirma Rodgerson. A Azul manterá o mercado atualizado sobre quaisquer novidades.

https://api.mziq.com/mzfilemanager/v2/d/ed78542a-4e01-429a-8926-03d69ccfa307/b2c847e0-9f59-520c-6b97-984b830ac1ed?origin=1

 

Se eles não vão comprar/fundir com a JJ, quem seria :uhm:, só tem 2Z ou G3 e ela conseguiu levantar capital de giro recentemente.

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3 hours ago, PR-AIU said:

Azul não queria fim da parceria com a Latam e tentou comprar operação brasileira da concorrente

Azul afirmou que o encerramento do acordo de ‘codeshare’ é 'uma reação (da Latam) ao processo de consolidação' do mercado; já a Latam anunciou o fim da parceria alegando que não cumpriu com as expectativas

Luciana Dyniewicz - O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2021 | 22h22

A parceria de compartilhamento de voos entre a Latam e a Azul chegou ao fim em meio a uma nova crise entre as duas companhias aéreas. No ano passado, quando o setor atravessava o período mais difícil da pandemia, elas firmaram um acordo para compartilhar voos, em uma tentativa de ambas alavancarem receitas. Nesta segunda-feira, 24, a Latam anunciou o fim da parceria alegando que ela não cumpriu com as expectativas. Já a Azul afirmou  que o encerramento do acordo de ‘codeshare’ é uma “uma reação (da Latam) ao processo de consolidação” (do mercado).

Segundo apurou o Estadão, a Azul não queria o fim da parceria e vinha tentando ampliá-la. A companhia havia iniciado conversas para tentar comprar a operação da concorrente no Brasil, de acordo com fontes do mercado. Em nota, a Azul afirmou que “acredita que um movimento de consolidação é uma tendência do setor no pós-pandemia” e que “está em uma posição forte para conduzir um processo nesse sentido”. A empresa informou ainda ter contratado consultores para avaliar as “oportunidades de consolidação da indústria”.

No ano passado, quando as duas empresas se uniram - e com a Latam em recuperação judicial -, já circulava no mercado a informação de que a Azul queria ficar com uma parte de sua concorrente. Agora, porém, o clima entre elas se deteriorou.

Com a pandemia, a Azul, que era a terceira maior aérea do País, avançou no mercado e se tornou a maior empresa doméstica, com 37,5% de participação no acumulado do ano. A Latam perdeu a segunda colocação e agora ocupa a terceira, com 27%. A Gol detém 29,9%.

Uma eventual compra da Latam Brasil pela Azul poderia enfrentar resistência no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), pois a empresa resultante concentraria 60% do mercado.

Essa não é a primeira vez que as duas empresas entram em crise. Em 2019, elas travaram uma disputa na Justiça, que envolveu também a Gol, para ficar com os horários de pouso e decolagem (slots) da Avianca Brasil no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Durante o processo de recuperação judicial da Avianca, os presidentes das companhias chegaram a trocar farpas publicamente.

Pelo que se soube nos bastidores, a coisa foi assim: Logo após terem assinado o código compartilhado e aquele auê todo da inclusão da LA/BR no Capítulo 11, que precisava do aval dos credores da citada, o povo da empresa de cor azul -que não são nada bestas- cresceram os olhos e foram procurar os credores da empresa de cor índigo/anil, já que o futuro da coisa toda estava nas mãos deles, para que pressionassem os chilenos a vender a operação brasileira. Os credores ficaram tentados com a coisa, porém, que não gostou nada do, digamos, "golpe baixo", foram os irmãos chilenos. E pelo visto, o povo da empresa de cor azul devem ter aprontado mais uma, porque a m***a talhou de vez (finalização do acordo foi unilateral e nem comunicado de lá pra cá).   

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1 hour ago, Delmo said:

E o que é “consolidação da indústria”?

Entendo que sejam menos players no mercado

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6 hours ago, TheJoker said:

Se eles não vão comprar/fundir com a JJ, quem seria :uhm:, só tem 2Z ou G3 e ela conseguiu levantar capital de giro recentemente.

Porque seria uma empresa de voos regulares de passageiros?

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O Neeleman não dá um ponto sem nó, parece que os chilenos não sabiam disso e descobriram só agora.

De qualquer forma, acho muito improvável que um movimento de compra envolvendo duas majors brasileiras realmente surja e vá para frente, só com um lobby muito grande no CADE, que imagino que a Azul não tem (pelo menos por enquanto). E tenho certeza que a Azul sabe disso, mas é de pleno interesse da Azul usar a situação para se mostrar ao mercado como a mais forte no cenário pós pandemia. E não tem outra maneira melhor de demonstrar força do que ameaçar comprar uma concorrente.

Não estou duvidando da capacidade financeira da Azul de comprar a Latam, pra isso basta uma injeção de capital por parte do próprio Neeleman, esse cidadão tem uma fortuna em dólares suficiente para comprar a Latam Brasil umas 40 vezes pelo menos. Mas vejo uma possibilidade jurídica muito remota de isso ir pra frente. É mais marketing do que qualquer outra coisa.

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  • A345_Leadership changed the title to Azul informa ao Mercado sobre o fim do acordo de codeshare com a LATAM e uma potencial consolidação da indústria
9 hours ago, PR-AIU said:

Azul não queria fim da parceria com a Latam e tentou comprar operação brasileira da concorrente

Azul afirmou que o encerramento do acordo de ‘codeshare’ é 'uma reação (da Latam) ao processo de consolidação' do mercado; já a Latam anunciou o fim da parceria alegando que não cumpriu com as expectativas

Luciana Dyniewicz - O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2021 | 22h22

A parceria de compartilhamento de voos entre a Latam e a Azul chegou ao fim em meio a uma nova crise entre as duas companhias aéreas. No ano passado, quando o setor atravessava o período mais difícil da pandemia, elas firmaram um acordo para compartilhar voos, em uma tentativa de ambas alavancarem receitas. Nesta segunda-feira, 24, a Latam anunciou o fim da parceria alegando que ela não cumpriu com as expectativas. Já a Azul afirmou  que o encerramento do acordo de ‘codeshare’ é uma “uma reação (da Latam) ao processo de consolidação” (do mercado).

Segundo apurou o Estadão, a Azul não queria o fim da parceria e vinha tentando ampliá-la. A companhia havia iniciado conversas para tentar comprar a operação da concorrente no Brasil, de acordo com fontes do mercado. Em nota, a Azul afirmou que “acredita que um movimento de consolidação é uma tendência do setor no pós-pandemia” e que “está em uma posição forte para conduzir um processo nesse sentido”. A empresa informou ainda ter contratado consultores para avaliar as “oportunidades de consolidação da indústria”.

No ano passado, quando as duas empresas se uniram - e com a Latam em recuperação judicial -, já circulava no mercado a informação de que a Azul queria ficar com uma parte de sua concorrente. Agora, porém, o clima entre elas se deteriorou.

Com a pandemia, a Azul, que era a terceira maior aérea do País, avançou no mercado e se tornou a maior empresa doméstica, com 37,5% de participação no acumulado do ano. A Latam perdeu a segunda colocação e agora ocupa a terceira, com 27%. A Gol detém 29,9%.

Uma eventual compra da Latam Brasil pela Azul poderia enfrentar resistência no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), pois a empresa resultante concentraria 60% do mercado.

Essa não é a primeira vez que as duas empresas entram em crise. Em 2019, elas travaram uma disputa na Justiça, que envolveu também a Gol, para ficar com os horários de pouso e decolagem (slots) da Avianca Brasil no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Durante o processo de recuperação judicial da Avianca, os presidentes das companhias chegaram a trocar farpas publicamente.

Todos os voos Latam em aeronaves Azul eram absurdamente altos. Valores impraticáveis.
Não daria certo nunca. Lembro que quando Varig fez isso com Tam, as tarifas era diferenciadas por centavos

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1 hour ago, diasfly said:

O Neeleman não dá um ponto sem nó, parece que os chilenos não sabiam disso e descobriram só agora.

De qualquer forma, acho muito improvável que um movimento de compra envolvendo duas majors brasileiras realmente surja e vá para frente, só com um lobby muito grande no CADE, que imagino que a Azul não tem (pelo menos por enquanto). E tenho certeza que a Azul sabe disso, mas é de pleno interesse da Azul usar a situação para se mostrar ao mercado como a mais forte no cenário pós pandemia. E não tem outra maneira melhor de demonstrar força do que ameaçar comprar uma concorrente.

Não estou duvidando da capacidade financeira da Azul de comprar a Latam, pra isso basta uma injeção de capital por parte do próprio Neeleman, esse cidadão tem uma fortuna em dólares suficiente para comprar a Latam Brasil umas 40 vezes pelo menos. Mas vejo uma possibilidade jurídica muito remota de isso ir pra frente. É mais marketing do que qualquer outra coisa.

Também acredito que o movimento da Azul seja mais uma provocação à LATAM (basta ver o tom e termos que ela usa no comunicado) do que uma hipótese concreta; não por falta de capacidade e dinheiro, porque isso pode até ser o de menos se considerarmos atores externos que poderiam muito bem injetar capital, como bem citado. Mas quero acreditar que o CADE jamais autorizaria essa "consolidação" pela alta concentração do mercado nas mãos da Azul (que pode até ter influência lá em cima, mas não para tanto). 

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4 minutes ago, A345_Leadership said:

Tudo bem que o Brasil representa oportunidades, mas eu olharia o mercado externo também. 

Onde?

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1 hour ago, F-BVFA said:

Porque seria uma empresa de voos regulares de passageiros?

Bem lembrado, se ela comprou a 2F, pode ser qualquer cargueira também.

Mas voltando a JJ, de repente foi melhor largar de mão do que cair junto no precipício...

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