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Queremos comprar a Latam. O que eu diria aos deputados é: "olhem como a Azul mudou o país”


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“Queremos comprar a Latam. O que eu diria aos deputados é: olhem como a Azul mudou o país”, diz CEO

John Rodgerson em live do IM: "O que eu diria aos deputados que se importam com emprego no Brasil é que a venda da Latam para Azul é muito benéfica ao país"

 

Anderson Figo

18 ago 2021 10h18

 

 

SÃO PAULO — Com seu maior caixa da história e aproveitando a demanda represada por viagens por causa da pandemia de coronavírus, que impulsionou principalmente o turismo doméstico em 2021, a Azul (AZUL4) quer comprar a operação brasileira da Latam. Em live do InfoMoney, John Rodgerson, CEO da aérea, deu um recado aos deputados que estão analisando a possível operação: “olhem como a Azul mudou o país”.

 

 

“Não é rumor. Eu tenho sido muito vocal neste sentido [de compra da Latam]. Eu tenho muito interesse. É interesse de todo mundo, nossos clientes, pilotos, comissários, aeroportos. Ter uma empresa aérea forte aqui no Brasil está no interesse de todo mundo. Eu acho que isso deve acontecer. Aqui no Brasil tem muito voo de galinha. Se você trabalhou em uma empresa como Avianca, que começou e depois parou, imagina um piloto que ficou 10, 15 anos na empresa e, de repente, ela vai para recuperação judicial. Imagina o estresse daquela família”, disse o executivo.

 

“O Brasil precisa de empresas grandes, fortes, que paguem impostos, que comprem aeronaves, que abrem novos destinos, acho que isso é muito bom para o mercado. Você tem que o Brasil é um mercado aberto, qualquer um pode entrar. Por que você não pode ter empresas fazendo fusões aqui no Brasil? Eu acho que isso é saudável para o Brasil e para o setor”, completou.

 

A live faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, em que o InfoMoney entrevista CEOs e diretores de importantes companhias de capital aberto, no Brasil ou no exterior. Eles falam sobre o balanço do segundo trimestre de 2021 e sobre perspectivas. Para acompanhar todas as entrevistas da série, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

 

Rodgerson destacou o desenvolvimento do setor aéreo nacional, parte estimulado pelos investimentos da Azul nos últimos anos. “Os deputados devem olhar isso [a aquisição da Latam pela Azul] por esse contexto. Se você olha outros países do mundo, Air Canada tem 70% do mercado aéreo canadense, Avianca tem 70% do mercado da Colômbia, a LAN tinha 85% do mercado do Chile. Parem de pensar que isso não pode ser benéfico e vejam as oportunidades”, afirmou o CEO.

 

Sobre a Latam Brasil, o processo de recuperação judicial impede que a empresa receba propostas de aquisição durante o chamado período de exclusividade, que se encerra em cerca de um mês. “Um deputado acha uma coisa, outro acha outra. O que eu diria a todos os deputados que se importam com emprego aqui no Brasil é que isso [a aprovação da compra da Latam pela Azul] é muito benéfico ao país”, completou Rodgerson.

 

 

Alex Malfitani, cofundador e CFO da Azul, que também participou da live, destacou a retomada da empresa em 2021 e o desempenho positivo no segundo trimestre, apesar de ser sazonalmente um período mais fraco para a aviação. Ele citou que as tarifas atuais cobradas pela companhia já estão maiores do que estavam em 2019, antes da pandemia, e a demanda segue forte.

 

O CFO falou também sobre a Azul Cargo, braço logístico da companhia aérea. “Tem oportunidade para a gente ser mais eficiente ainda, fazendo parcerias ou aquisições no setor rodoviário para a gente completar essa malha e poder cobrir o Brasil de maneira mais eficiente. Mas vamos crescer de maneira asset light, não vamos comprar caminhão, moto. Vamos conectar nosso aéreo com parcerias”, disse.

 

O faturamento da Azul Cargo em 2019 foi de cerca de R$ 500 milhões e a empresa se comprometeu a entregar R$ 1 bilhão de faturamento com o braço logístico neste ano. “A pandemia ajudou com demanda, que aumentou muito no período por causa das vendas online, mas atrapalhou muito a operação porque 90% das entregas no pré-pandemia era usando o porão dos voos comerciais”, explicou.

 

Os executivos falaram ainda sobre o programa de fidelidade Tudo Azul, sobre como a reforma tributária pode afetar a companhia e sobre a recontratação de funcionários que tiveram que ser demitidos por causa da pandemia no ano passado. “11.716 tripulantes se dispuseram no ano passado a doar parte de sua remuneração para ajudar a companhia. Eu não esqueço nunca disso. Dos que tiveram que ser desligados por causa de fechamento de aeroportos, já recontratamos 800”, disse o CEO. Assista à live completa acima, ou clique aqui.

 

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Em resumo: pro mercado: péssimo passageiros: péssimo tripulantes: péssimo  campineiros/viracopers: péssimo  Só é bom pra acionista graúdo, executivo da empresa e torcida organizada de

O jogo da Azul é desonesto. E passou a ser mais podre ainda quando, de fato, colocaram com mais afinco e de maneira mais escancarada do que nunca as garrinhas de fora na tentativa de manipular o merca

Muito boa a entrevista do Gerônimo, argumentou com dados. Gostei deste trecho: Pouco tempo atrás, quando houve a tentativa de aquisição da Avianca [que teve falência decretada em junho de 2020],

Será que eles acham que vão ter o mesmo número de passageiros de 2019 com o mercado monopolizado por eles - e consequentemente, passagens ainda mais caras?

E será que eles estão acompanhando a real situação da Latam?

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Pessoal do aeroporto de Viracopos deve ficar doente com a possibilidade de compra da Latam Brasil pela Azul e a transferência de muitos voos para GRU.

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Qualquer um que compre a Latam é benéfico.

 

Os chilenos mataram a unidade brasileira e deixaram a carniça apodrecendo em céu aberto.

 

Ressuscitá-la após terem-na transformado no lixo atual só se separando da unidade chilena.

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7 minutes ago, naia said:

Pessoal do aeroporto de Viracopos deve ficar doente com a possibilidade de compra da Latam Brasil pela Azul e a transferência de muitos voos para GRU.

A própria Azul já operou Hub simultâneos em GRU e VCP antes da pandemia. Acredito que nada mudaria em uma eventual aquisição da Latam Brasil.

VCP é forte ligando cidades de médio porte: SJP, JTC, RAO, UBA, UDI, TJL, IZA, BYO, RVD, ROO, PPB, CAC, JOI...

GRU é mais voltado pra capitais.

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8 minutes ago, Delmo said:

A própria Azul já operou Hub simultâneos em GRU e VCP antes da pandemia. Acredito que nada mudaria em uma eventual aquisição da Latam Brasil.

VCP é forte ligando cidades de médio porte: SJP, JTC, RAO, UBA, UDI, TJL, IZA, BYO, RVD, ROO, PPB, CAC, JOI...

GRU é mais voltado pra capitais.

Lembrando que a mesma no período pré-pandêmico chegou a operar alguns regionais como RAO e JTC a partir de GRU também, ela consegue focar o O&D de São Paulo em GRU, focando as conexões em outras localidades via VCP.

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VCP pode ficar mais como hub doméstico enquanto os internacionais e O&D SP com GRU, salvo algumas ligações pontuais para EZE, Flórida e Lisboa.

41 minutes ago, A345_Leadership said:

Rodgerson destacou o desenvolvimento do setor aéreo nacional, parte estimulado pelos investimentos da Azul nos últimos anos. “Os deputados devem olhar isso [a aquisição da Latam pela Azul] por esse contexto. Se você olha outros países do mundo, Air Canada tem 70% do mercado aéreo canadense, Avianca tem 70% do mercado da Colômbia, a LAN tinha 85% do mercado do Chile. Parem de pensar que isso não pode ser benéfico e vejam as oportunidades”, afirmou o CEO.

A pérola. Fez campanha para a livre concorrência e contra a concentração, agorar defende a concentração. 

Duas empresas operando o mesmo mercado é inevitável que haja eliminação de duplicidade, e onde ocorre no primeiro momento? Quadro administrativo, não preciso de dois CFO, CIO, diretor regional, gerente de base, etc.

Enfim, a hipocrisia.

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4 minutes ago, Delmo said:

Os chilenos mataram a unidade brasileira e deixaram a carniça apodrecendo em céu aberto.

Ressuscitá-la após terem-na transformado no lixo atual só se separando da unidade chilena.

Depende do ponto de vista, os chilenos compraram uma carniça podre, e jogaram formol pra virar carne seca. 

RPKs dom  2011  JJ  32.608      2019  33.483     +875

                            G3 30.150               36.429      +1,766

                            WH  4.513

                            AD  6.930                22.619     +13.046

                            T4   2.643

                            O6  2.563                  3.554       +991

 

RPKs inter   2011   JJ   23.201             29.887      +6.686

                              G3   2.608               5.445       +2.837

                              O6      352                 658       +306

                              AD                          7.083       +7.083

 

Relembrando, a LTM limpou R$6 bi de prejuízos da JJ, aumentando capital.

 

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O tema passou de suposição para intenção. Percebe-se claramente no artigo que a Azul está trabalhando nos bastidores para não haver barreiras no CADE. E se está nesse nível, com certeza a proposta já está pronta para apresentação às partes interessadas. 

 

Só acho que, se houver fusão, a ITA vai se dar bem, pois a LATAZUL vai ter que ceder slots, ainda mais na ponte.

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23 minutes ago, A345_Leadership said:

 

A pérola. Fez campanha para a livre concorrência e contra a concentração, agorar defende a concentração. 

 

Um amigo acabou de falar sobre isso. Fizeram todo aquele marketing por causa de duopólio em CGH e agora querem um duopólio nacional.

Mas é aquele papo pra encher ego de acionistas e valorizar as ações, é meio complicado tentar comprar uma empresa que não quer ser vendida. 

Edited by Cassio.Fernandes
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5 minutes ago, dbzjorge said:

 

Só acho que, se houver fusão, a ITA vai se dar bem, pois a LATAZUL vai ter que ceder slots, ainda mais na ponte.

Se a ITA sobreviver pra isso né...

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Tadinha da AD, "querendo atingir orgasmo com o órgão sexual dos outros".

Caixa final em 31/12/2020  R$3.065 milhões

Captou empréstimos              3.009

subtotal                                   6.074

Caixa  final em 30/06/2021     4.339

queimou em 6 meses             1.735   ou  $322 milhões *

 

Tenho dúvidas se ela está querendo resolver o problema da JJ, ou a JJ é a solução dos seus problemas.

 

E a G3 tá nem aí.

Caixa final em 31/12/2020  R$663 milhões

Captou empréstimos              1.513

Aumento de capital                   423

Smiles (compra/dividendos)  -1.005

subtotal                                  1.594

Caixa  final em 30/06/2021       760

queimou em 6 meses                834  ou  $155 milhões *

 

*queimou = pagou empréstimos/juros, cobriu prejuízos operacionais, etc.

Edited by TheJoker
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1 hour ago, TheJoker said:

Depende do ponto de vista, os chilenos compraram uma carniça podre, e jogaram formol pra virar carne seca. 

RPKs dom  2011  JJ  32.608      2019  33.483     +875

                            G3 30.150               36.429      +1,766

                            WH  4.513

                            AD  6.930                22.619     +13.046

                            T4   2.643

                            O6  2.563                  3.554       +991

 

RPKs inter   2011   JJ   23.201             29.887      +6.686

                              G3   2.608               5.445       +2.837

                              O6      352                 658       +306

                              AD                          7.083       +7.083

 

Relembrando, a LTM limpou R$6 bi de prejuízos da JJ, aumentando capital.

 

Falo do ponto de vista de passageiro da categoria mais alta do programa.

Te digo: é um desprazer imenso ser cliente de categoria alta na Latam.

 

1 hour ago, Cassio.Fernandes said:

Um amigo acabou de falar sobre isso. Fizeram todo aquele marketing por causa de duopólio em CGH e agora querem um duopólio nacional.

Mas é aquele papo pra encher ego de acionistas e valorizar as ações, é meio complicado tentar comprar uma empresa que não quer ser vendida. 

Normal pra eles: os argumentos são instrumento pra se conseguir algo, não pra expor o ponto de vista deles.

Por isso se contradizem tanto. 

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Como são cansativos. Tenho a impressão que a Azul deve estar no limbo, por isso essa necessidade de sempre parecer forte e insaciável.

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Mas a Azul ainda continua nessa ladainha ?!?!? Ainda não superaram terem caído no canto da sereia(LA)...
Nunca diga nunca mas acho pouco provável que a Holding vá se desfazer da parte mais rentável e que inclusive esta financiando grande parte da operação do grupo todo ... e a AD não tem bala na agulha para comprar o grupo todo . Me parece mais um chilique aos moldes do estardalhaço feito em torno da "Azul na ponte" :lala:
Por outro lado a LA pode estar blefando dizendo que não esta a venda e que descarta fazer o negocio com a aD , mas o que ela ganharia com isso ?? Sobretudo agora com os últimos movimentos da Holdings , reforçando o compromisso do grupo com a filial brasileira ....

 

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Precisamos dar menos moral pros factoides do O’Leary com grife. 

Quem quer comprar negocia, quem quer confete faz live. 

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Vejo que uma suposta fusão entre as duas não é só VCP que poderia sair perdendo, mas assim também como CNF em detrimento de BSB.

Seriam quatro hubs muito próximos.

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Compra a Latam, demite 50% dos funcionários e cria o monopólio.
Ou vcs acreditam que em um aeroporto eles irão incorporar 100% dos funcionários Latam??

 

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Na minha opinião, a AZUL só adicionaria voos em GRU para atender os passageiros da capital do estado. Considerando a frota atual da "LATAM Brasil", os voos internacionais a partir de GRU ficariam a cargo dos 777-300 e possível  aquisição  de mais 05 A330-900, deixando a AZUL com uma frota de wife de 10 773 e 10 339, para o Internacional, mantendo os 08 A330-200 para voos domésticos, principalmente nas rotas VCP-MAO-VCP, GRU-MAO-GRU, VCP-REC-VCP e GRU-REC-GRU, escartando os B767-300. Outras linhas tronco seria atendidas com um aumento da frota de A321. Voos internacionais para América do Sul, Caribe e do Nordeste para a Europa, poderiam ser realizadas por alguns A321LR com classes C/Y.

Edited by RCWSKY
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17 minutes ago, Woody said:

Vejo que uma suposta fusão entre as duas não é só VCP que poderia sair perdendo, mas assim também como CNF em detrimento de BSB.

Seriam quatro hubs muito próximos.

CNF x BSB é a mesma coisa de VCP x GRU nessa hipotética fusão.

 

CNF e VCP têm mais força com regiões de médio porte.

GRU e BSB têm demanda robusta entre capitais.

Não há competição direta, mas marginal.

Óbvio que ajustes são necessários, tipo diminuir VCP-FOR em detrimento de GRU-FOR, ou trocar BSB-MAB em benefício de CNF-MAB.

 

Azul com 70% do mercado doméstico classificaria seus Hubs em primariamente regionais (VCP e CNF) e em Hubs primariamente grandes mercados (BSB e GRU).

Na teoria assim até que parece uma boa.

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Além do que já sitei no post acima, serão necessários mais ATR e CNA (AZUL Conecta) para reforçar novos Hubs como GRU e BSB. Mas tudo isso criaria uma rede de rotas que facilmente poderia atender de forma eficiente, até 200 destinos domésticos., coisa que jamais a LATAM e GOL fariam.

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Fusão não é novidade para a AZUL. Já  tivemos a fusão da AZUL e TRIP (na minha opinião, a maior regional que o Brasil já teve).

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Eles podem chamar o projeto de fusão do que quiserem: "Criação de uma empresa Brasileira forte" ou "Proteção do mercado contra as estrangeiras" ou ainda mesmo de "A criação da maior geradora de empregos e impostos ao governo" ... bla bla bla.... 

No final só vejo uma coisa: 70% de share quer dizer tarifa (ainda) mais cara, afinal é assim que o negócio funciona, se eu domino o mercado eu imponho meu preço!

Não sou contra a fusão, mais o CADE deveria limitar o alcance de forma que o share dessa nova empresa não fosse maior que 50%.

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