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Queda PT-ONJ King Air em Caratinga MG


PT-KTR
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Acho estranho uma aeronave estar a menos de 50m do solo em uma região serrana, se preparando para pousar em um vale, sendo que a cabeceira da pista está a 4km de distância.

Suponho que estava nesta altura, pois em média, as torres de alta tensão possuem 40m de altura.

Não sou piloto, mas sou curioso demais, a casa dos meus pais fica na rota de pouso do PFB, cerca de 4km da cabeceira e as aeronaves passam muito mais alto.

Prefiro acreditar que tenha ocorrido uma falha na aeronave, até a investigação terminar.

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28 minutes ago, PFB-CGH said:

Acho estranho uma aeronave estar a menos de 50m do solo em uma região serrana, se preparando para pousar em um vale, sendo que a cabeceira da pista está a 4km de distância.

Suponho que estava nesta altura, pois em média, as torres de alta tensão possuem 40m de altura.

Não sou piloto, mas sou curioso demais, a casa dos meus pais fica na rota de pouso do PFB, cerca de 4km da cabeceira e as aeronaves passam muito mais alto.

Prefiro acreditar que tenha ocorrido uma falha na aeronave, até a investigação terminar.

Exatamente o mesmo que eu prefiro pensar, mas o lado critico não deixa de ficar buzinando ali, né? 

Que este lado esteja errado.

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Ainda mais por causa da comoção gerada, acredito que num espaço de tempo não muito prolongado teremos alguns dados preliminares oficiais a respeito deste caso.

No vídeo abaixo, apesar de possíveis erros de edição e legendas, nota-se que mesmo com a boa pilotagem e o avião mantendo ao redor de 900 pés em relação ao aeródromo, por alguns momentos ele está aparentemente baixo, e acredito que não poderia ser diferente, caso contrário, ele ficaria 'alto' ao ingressar na fase final da aproximação.

Portanto, sendo um terreno claramente bem acidentado, a trajetória vertical no circuito de tráfego naturalmente sofre variações consideráveis, mesmo mantendo altitude constante.

https://www.youtube.com/watch?v=gsrW4bH9nOU

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15 hours ago, PFB-CGH said:

Acho estranho uma aeronave estar a menos de 50m do solo em uma região serrana, se preparando para pousar em um vale, sendo que a cabeceira da pista está a 4km de distância.

Suponho que estava nesta altura, pois em média, as torres de alta tensão possuem 40m de altura.

Não sou piloto, mas sou curioso demais, a casa dos meus pais fica na rota de pouso do PFB, cerca de 4km da cabeceira e as aeronaves passam muito mais alto.

Prefiro acreditar que tenha ocorrido uma falha na aeronave, até a investigação terminar.

Acho que esta imagem te ajuda a diferenciar o terreno em Caratinga da casa dos teus pais em Passo Fundo.

Em verde é o ângulo utilizado nas aproximações mais comuns;
Em roxo é o ângulo máximo que o King pode aproximar sem a necessidade da tripulação passar por treinamentos especiais;
Em azul, seria o ângulo do topo da torre (valor aproximado) até a cabeceira da pista¹.

Em laranja, a altura aproximada da torre de transmissão (lembrando que o avião não atingiu o topo da torre, mas as linhas que ficam abaixo da altura máxima da torre).

256412972_5328736593808260_9017209215633


Notas:

¹Contei a cabeceira propositalmente, já que se fosse contar a altura que os aviões devem passar na cabeceira, o ângulo ficaria menor, o que seria injusto porque eu não sei precisamente a altura da torre. Isso ajuda a diminuir a margem de erro.

2) A escala está em milhas terrestres, não náuticas.

3) Nós nem sabemos ao certo se o avião desenvolvia um ângulo constante na aproximação, e se estava na trajetória da aproximação final. Só ilustrei o perfil do terreno pra facilitar o entendimento do porque os aviões podem se aproximar do terreno em uma região serrana enquanto em outros lugares ele passa bem alto na mesma distância.

Edited by MarceloF
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2 hours ago, MarceloF said:

Acho que esta imagem te ajuda a diferenciar o terreno em Caratinga da casa dos teus pais em Passo Fundo.

Em verde é o ângulo utilizado nas aproximações mais comuns;
Em roxo é o ângulo máximo que o King pode aproximar sem a necessidade da tripulação passar por treinamentos especiais;
Em azul, seria o ângulo do topo da torre (valor aproximado) até a cabeceira da pista¹.

Em laranja, a altura aproximada da torre de transmissão (lembrando que o avião não atingiu o topo da torre, mas as linhas que ficam abaixo da altura máxima da torre).

256412972_5328736593808260_9017209215633


Notas:

¹Contei a cabeceira propositalmente, já que se fosse contar a altura que os aviões devem passar na cabeceira, o ângulo ficaria menor, o que seria injusto porque eu não sei precisamente a altura da torre. Isso ajuda a diminuir a margem de erro.

2) A escala está em milhas terrestres, não náuticas.

3) Nós nem sabemos ao certo se o avião desenvolvia um ângulo constante na aproximação, e se estava na trajetória da aproximação final. Só ilustrei o perfil do terreno pra facilitar o entendimento do porque os aviões podem se aproximar do terreno em uma região serrana enquanto em outros lugares ele passa bem alto na mesma distância.

Sua colocação no item 3 foi perfeita! Sim, com certeza o terreno de PFB é bem diferente, não está no meio de um vale, em compensação é uma das cidades mais densas verticalmente no RS, inclusive, bem próximo da rota de pouso, há uma grande torre de antenas da Telebrás, com aproximadamente 100m e, verificando os NOTAMs de PFB no AISWEB, verifiquei que não há informação sobre a torre.

 

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2 hours ago, MarceloF said:

Acho que esta imagem te ajuda a diferenciar o terreno em Caratinga da casa dos teus pais em Passo Fundo.

Em verde é o ângulo utilizado nas aproximações mais comuns;
Em roxo é o ângulo máximo que o King pode aproximar sem a necessidade da tripulação passar por treinamentos especiais;
Em azul, seria o ângulo do topo da torre (valor aproximado) até a cabeceira da pista¹.

Em laranja, a altura aproximada da torre de transmissão (lembrando que o avião não atingiu o topo da torre, mas as linhas que ficam abaixo da altura máxima da torre).

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Notas:

¹Contei a cabeceira propositalmente, já que se fosse contar a altura que os aviões devem passar na cabeceira, o ângulo ficaria menor, o que seria injusto porque eu não sei precisamente a altura da torre. Isso ajuda a diminuir a margem de erro.

2) A escala está em milhas terrestres, não náuticas.

3) Nós nem sabemos ao certo se o avião desenvolvia um ângulo constante na aproximação, e se estava na trajetória da aproximação final. Só ilustrei o perfil do terreno pra facilitar o entendimento do porque os aviões podem se aproximar do terreno em uma região serrana enquanto em outros lugares ele passa bem alto na mesma distância.

Para mim ainda fica a pergunta: por que ele estava sobrevoando aquela torre? Pelo que você mostrou a margem de erro é de 10% se vier numa rampa de 3 graus desde tão afastado da cabeceira. Não sou piloto, mas essa margem de erro seria tolerável numa aproximação visual? Vi um video de um piloto dizendo que devido a pista ser muito estreita (23m), poderia ter induzido o piloto a chegar mais baixo do que deveria na final. Mas como não sou aviador, "vou vendendo pelo preço que comprei".

Edited by Ariomester
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22 hours ago, PFB-CGH said:

Sua colocação no item 3 foi perfeita! Sim, com certeza o terreno de PFB é bem diferente, não está no meio de um vale, em compensação é uma das cidades mais densas verticalmente no RS, inclusive, bem próximo da rota de pouso, há uma grande torre de antenas da Telebrás, com aproximadamente 100m e, verificando os NOTAMs de PFB no AISWEB, verifiquei que não há informação sobre a torre.

 


Passo fundo entra em uma outra esfera de regulamentação, opera IFR, é bem diferente a história. Não que a antena em questão não possa ter influência, mas nesse caso a tolerância com coisa errada é menor. Toda vez que há um obstáculo significativo na aproximação final (em geral, cinco milhas náuticas da cabeceira) , opta-se entre três soluções:

A) Retirar o obstáculo (Quando é possível); 
B) Aumentar o ângulo de aproximação (Pode significar a necessidade de treinamento especial para as tripulações);
C) Deslocar a cabeceira (Reduz o pavimento disponível para pouso no sentido deslocado e para decolagem na cabeceira oposta);

Dá pra fazer um conjunto das três também.
 

21 hours ago, Ariomester said:

Para mim ainda fica a pergunta: por que ele estava sobrevoando aquela torre? Pelo que você mostrou a margem de erro é de 10% se vier numa rampa de 3 graus desde tão afastado da cabeceira. Não sou piloto, mas essa margem de erro seria tolerável numa aproximação visual? Vi um video de um piloto dizendo que devido a pista ser muito estreita (23m), poderia ter induzido o piloto a chegar mais baixo do que deveria na final. Mas como não sou aviador, "vou vendendo pelo preço que comprei".


Essa é uma resposta que só o investigador vai saber nos dar, Ariomester. O investigador vai descobrir qual era o procedimento padrão da empresa (escrito e habitual), qual era a recomendação do fabricante, quando as tripulações costumavam desviar disso, qual era o hábito e a preferência dos pilotos, se a aeronave apresentava alguma falha que pode ter levado ao descontrole do avião, e por aí vai. 

É como eu pontuei na mensagem anterior: eu só fiz uma ilustração com uma finalidade explicativa. Não fazemos a menor idéia se o avião estava estabilizado na trajetória (poderia estar em curva ao atingir as linhas, por exemplo) ou se a descida era feita com um ângulo ao menos constante.

Não é algo tão simples quanto "10% de erro", pois não existia algum auxílio visual para evidenciar este erro. Como já comentaram no tópico algumas vezes: a regra do vôo visual é manter a separação com o terreno.

Mas para matar tua curiosidade, aqui vai uma imagem:

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De maneira bem generalizada, quando se fala em uma operação dentro das regras nos aeroportos dotados de algum auxílio visual de rampa (Caratinga não possui este equipamento), torna-se a arremetida compulsória - a qualquer momento - que o equipamento apresentar 4 luzes vermelhas ou brancas quando esta situação ocorrer abaixo da altitude de estabilização e dentro do alcance do PAPI (a imagem abaixo vai explicar). Então para uma aproximação usual, de 3 graus, a tripulação avistaria 3 luzes vermelhas apenas, o que mostra que o desvio seria algo bastante sutil.

Importante dizer: Caratinga jamais teria um PAPI de 3 graus. Se tivesse, teria uma nota semelhante à Molokai:

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Sobre a ilusão que acontece pela pista mais estreita, é uma verdade, embora seja muito mais relevante à noite e mais próximo da pista. A preocupação com isso se dá normalmente nos 50 pés finais e é muito mais voltada para se fazer o flare do que com a aproximação em si. Mas se você só focar na pista e não no terreno à sua volta, certamente desenvolverá uma aproximação mais baixa que em uma pista mais larga.

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CQD...
 

Quote

 

Adriana Marques reside em um sítio no Córrego do Lage, zona rural de Caratinga, e já está acostumada a visualizar aeronaves passando pelo local com destino ao aeroporto de Ubaporanga, durante a tarde desta sexta-feira (...) ouviu um barulho estranho, quando olhou para cima observou o avião King Air da PEC Taxi Aereo passando muito baixo, perto das montanhas, aparentando estar com algum problema.

(...) porque tava muito baixo e a zueira muito diferente dos que estou acostumada a ver passar aqui.

A dona de casa disse que a aeronave já estava fazendo o barulho incomum antes da colisão com o cabo da rede elétrica da CEMIG.

Deu a impressão que ele estava tentando fazer um pouso forçado porque tem 37 anos que moro aqui e eu nunca vi avião passar baixo assim não

 

https://www.youtube.com/watch?v=HKveQt1OGII

Edited by RodrigoRS
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  • 1 month later...
On 10/11/2021 at 19:54, diasfly said:

Diante disso tudo, acho que uma simples carta VAC disponível para esse aeródromo, pontuando graficamente os obstáculos de relevo e estruturas do entorno do aeródromo e indicando desenhado o ponto correto de girar base ajudaria mais a evitar o acidente do que as bolas laranjas nos fios.

E tem muitos aeroportos pelo Brasil afora que precisariam ter uma carta VAC publicada mas não tem nada além de notam's permanentes.

https://www.aeroin.net/instituto-de-cartografia-aeronautica-alcanca-marco-historico-na-reducao-de-notam-permanente/

Pelo visto estão faz um tempo em um plano de ação para eliminar esses notam's permanentes, é bom saber que tem gente preocupada com isso e colocando a mão na massa.

Falta agora darem uma atenção aos RMK's, que é o caso de Caratinga

Edited by diasfly
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