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Argentina to bring back fare bands for domestic flights


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Não a toa que a Latam abandonou o mercado argentino onde detinha quase 1/4 do mercado, difícil ser rentável num país destes

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18 hours ago, Luckert said:

Não a toa que a Latam abandonou o mercado argentino onde detinha quase 1/4 do mercado, difícil ser rentável num país destes

Sabe o que é paradoxo? A LATAM até aproveitou do protecionismo argentino, salvo engano a subsidiária local reportou lucro antes de 2016, mesmo com a ingerência lavada da Cristina Kirchner. 

É até irônico, mas a tendência que o teto seja estabelecido com base na AR. Então empresas que têm CASK mais baixos conseguem margens maiores. E tem um detalhe: as empresas não precisam vender o produto, basta colocar no mercado, cenário semelhante ao do Brasil e de muitos mercados da década de 1970/1980.

Por isso quando Macri abriu o mercado e eliminou as bandas, a Flybondi, Jetsmart, Norwegian e Avianca Argentina correram para entrar, pois sabiam que a janela poderia ser fechada.

Não sou a favor disto, apenas para deixar claro.

1 hour ago, overwht said:

Eu tenho 38 anos e desde que me entendo por gente a Argentina está em crise. É impressionante.

Eles estão acostumados a ciclos de expansão e crise. Crescimento do PIB entre 1960 e 2020, com certa estabilidade no período Menem (abertura econômica) e Nestor Kirchner (boom das commodities).

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On 31/12/2021 at 20:08, A345_Leadership said:

Já estão acostumados com alternância de medidas neoliberais com protecionismo. E assim vai a Argentina.

"Neoliberais"

Argentina nunca chegou perto nas últimas 6 décadas de alguma política liberal de fato. Muito menos que o Brasil. É protecionismo e populismo pelos militares, pelos peronistas (à esq, à dir ao centro) e por aí vai...

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On 02/01/2022 at 10:32, overwht said:

Eu tenho 38 anos e desde que me entendo por gente a Argentina está em crise. É impressionante.

Existem 4 tipos de países no mundo: desenvolvidos, subdesenvolvidos (e/ou em desenvolvimento), Argentina e o Japão. 

É uma tragédia e uma decadência desde o período Peron com brevíssimos momentos de alguma luz e boas ações (sem incluir o boom das commodities aqui dos 00's, que inclusive muitos dados maqueados).

Por sinal, o Brasil neste sentido faz muito feio também. Cresce abaixo da média mundial há 40 anos. Entre os meados dos anos 90 com estabilidade econômica até a pandemia, havíamos crescido não mais que 20%. O 2° pior resultado entre os emergentes. Neste período apenas estivemos na média mundial, mas muito, muito abaixo de outros emergentes na região e mundo afora. Quando vemos que jogamos no lixo um boom demográfico extraordinário, que envelhecemos rapidamente com uma renda per capita de não mais de USD 8.5 ano + sem resolver problemas estruturais nas últimas décadas - é de chorar.

Argentina ainda não consegue superar o problema da inflação, e de outras questões fiscais que, ao menos, temos maior maturidade. Em contrapartida, eles possuem uma "base" mais sólida e uma população menos heterogênea e mais instruída etc.

É mais difícil que Buenos Aires chegue num consenso e inicie algo, muito embora, 2 décadas de boas práticas iriam colher resultados mais positivos que o Brasil.

América Latina é uma tragédia, ainda que o Chile tenha negado por um período e que países como Colômbia, Paraguai, Peru tenham melhorado bastante apesar de toda turbulência.

 

 

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44 minutes ago, naia said:

Existem 4 tipos de países no mundo: desenvolvidos, subdesenvolvidos (e/ou em desenvolvimento), Argentina e o Japão. 

Este termo foi cunhado no início da década de 1970, quando o Japão era a China de hoje. 

Mas a Argentina tem inúmeros trabalhos explicando a bancarrota. E o país, que tinha o segundo maior tráfego aéreo da América do Sul agora virou quinto, depois do Peru. 

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1 hour ago, A345_Leadership said:

Este termo foi cunhado no início da década de 1970, quando o Japão era a China de hoje. 

Mas a Argentina tem inúmeros trabalhos explicando a bancarrota. E o país, que tinha o segundo maior tráfego aéreo da América do Sul agora virou quinto, depois do Peru. 

Pois é. Este termo é para lá de confuso e foi capturado durante o tempo. Fim de OFF Topic, a lista dos maiores mercados da região seria: Brasil, Colômbia, Chile, Peru, Argentina, Equador, Bolívia etc? 

Apesar do país possuir quase 20 milhões de pessoas num raio de 200 km de BsAs (dos 45 mi do total), o n° de passageiros é bem reprimido mesmo. Quando se viaja no interior do país percebe-se a quantidade de rotas com 700, 1000, 1500 km sendo operadas apenas por ônibus. Eles são muito mas estradas, rumo a todas direções da Argentina.

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1 hour ago, naia said:

Pois é. Este termo é para lá de confuso e foi capturado durante o tempo. Fim de OFF Topic, a lista dos maiores mercados da região seria: Brasil, Colômbia, Chile, Peru, Argentina, Equador, Bolívia etc? 

Apesar do país possuir quase 20 milhões de pessoas num raio de 200 km de BsAs (dos 45 mi do total), o n° de passageiros é bem reprimido mesmo. Quando se viaja no interior do país percebe-se a quantidade de rotas com 700, 1000, 1500 km sendo operadas apenas por ônibus. Eles são muito mas estradas, rumo a todas direções da Argentina.

Em 2019, em milhões:

01 - 102,9 - Brasil

02 - 037,0 - Colombia

03 - 021,1 - Chile

04 - 019,4 - Argentina

05 - 018,8 - Peru

06 - 004,8 - Equador

07 - 004,0 - Bolívia

08 - 001,5 - Venezuela

09 - 000,6 - Paraguai

10 - 000,5 - Uruguai

https://data.worldbank.org/indicator/IS.AIR.PSGR?end=2019&most_recent_value_desc=true&start=1970

Em uma análise histórica:

Pode ser uma imagem de texto que diz "Milllon 110 100 LABEL 1f BRAZIL 40 MEXICO COLOMBIA w.c 1970 1975 980 1985 CHILE ARGENTINA PERU 1995 2000 2005 2010 2015"

Peru em 2016 chegou a ultrapassar a Argentina, ambos ficam muito próximos em termos de passageiros transportados. O Brasil responde por quase 50% do tráfego da América do Sul. Se incluir México (69 milhões), a soma deste com Colômbia é pouco superior ao Brasil.

Se não houvesse interferência do governo argentino, mercado aberto antes e uma situação econômica razoável (crescimento de 2,5-3,0% a.a), Argentina teria fácil uns 30 milhões de passageiros em 2019.

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On 02/01/2022 at 11:30, A345_Leadership said:

 

fGvC7PaD.jpg?0102

Parece que em 2021 o crescimento interno seria "rebote" de 10%. 

Grande problema da Argentina desde 2001 foi a perda de credibilidade de parte da própria população que é poupadora e há décadas prefere fazer isto em dólares. Estima-se que os argentinos tenham o equivalente a quantia maior que o próprio PIB do país em dólares depositados no exterior ou em cofres-" em baixo do colchão". E essa cultura bi monetária deles ajuda a "retroalimentar"  a disparada do dólar por lá em momentos de escassez da divisa ou de excesso de pesos que culturalmente demandam dólares.

Enquanto aqui no Brasil ficamos amarrados ao teto de gastos primários( que controlam o orçamento menos juros) e o estado fica amarrado de fazer incentivos e investimentos que poderiam ser interessantes se bem coordenados a longo prazo, lá eles ficam de tempos em tempos amarrados ao FMI. Sintoma de América Latina de dois países próximos da renda média( 10 mil dólares/ano/capita) . Argentina ainda está na frente por paridade de poder de compra per capita e nominalmente considerando câmbio oficial. E o Brasil caiu nominalmente em dólares 30% em 2020....

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O crescimento do PIB per capita em PPP desde 1980 até 2020, aumentou 161,1% no Chile, 94,9% na Colômbia, 91,8% no Uruguai, 50,7% no Peru, 45,8% no Paraguai, 31,2% na Bolívia, 24,3% no Equador, 24,1% no Brasil, 7,5% na Argentina e, finalmente, caiu 75,8% na Venezuela.

Isto ajuda a entender um pouquinho.

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On 05/01/2022 at 04:23, naia said:

O crescimento do PIB per capita em PPP desde 1980 até 2020, aumentou 161,1% no Chile, 94,9% na Colômbia, 91,8% no Uruguai, 50,7% no Peru, 45,8% no Paraguai, 31,2% na Bolívia, 24,3% no Equador, 24,1% no Brasil, 7,5% na Argentina e, finalmente, caiu 75,8% na Venezuela.

Isto ajuda a entender um pouquinho.

Acontece que em 1980(base de comparação usada acima), a distância em PIB/capita da Argentina com o resto dos países da AL e Brasil era grande ainda, tirando a Venezuela se não me engano que tinha o maior PIB/capita. Enfim,  Porcentagem é uma variável, valor absoluto é outra...

Edited by Nando_VIX
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2 hours ago, Nando_VIX said:

Acontece que em 1980(base de comparação usada acima), a distância em PIB/capita da Argentina com o resto dos países da AL e Brasil era grande ainda, tirando a Venezuela se não me engano que tinha o maior PIB/capita. Enfim,  Porcentagem é uma variável, valor absoluto é outra...

Sim!

Em todas as comparações estamos mal e perdemos o bonde.

Poderia colocar outros exemplos aqui, do nominal, gini, mobilidade social etc.

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Um dado bem interessante, resultados da LATAM Argentina vs. subsídios da Aerolíneas Argentinas, em milhões de dólares:

7zfjLQei.jpg?0107

A LATAM começou a ter prejuízo a partir de 2016, já no governo Macri, que promoveu a desregulamentação no setor aéreo e que conseguiu reduzir por 2 anos os subsídios à AR. Ou seja, o mercado fechado favoreceu a LATAM, que teve saldo positivo entre 2011 e 2015. 

Protecionismo só é ruim para quem está fora do clube. 

Corrobora o que penso, os Cuetos não sabem jogar em mercados desregulados ou que não sejam monopolistas.

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Interessante os números.
Olhando pelo lado da AR, assumindo que o pib nominal feche 2021 em torno de USS450 bi, sem nenhum novo tombo, o que é recorrente na história argentina, um eventual subsidio de 450 milhões de dolares significa algo próximo a 1 milésimo do PIB (ou 0,1%). Parece pouco mas não é, mesmo que eles fossem um país desenvolvido, trata-se da alocação de recursos públicos...
Para lá de ideologias, a conta que os peronistas-kirchneristas e oposição tem que fazer constantemente, é: quantos dolares a operação deficitária da AR ajuda a trazer por meio de suas operações internacionais e domésticas? 
Tem também a lenda que a AR, em suas opererações domésticas conecta certas cidades pequenas às maiores , cidades que historicamente acabam não sendo servidas pelas empresas privadas, levam órgãos/equipamentos medicos, toda uma questão logística de territórios pouco habitados, de conectar certas partes do país. Eles tinham criado recentemente um mini hub em Cordoba o que era interessante, por reduzir o fluxo de conexão no AEP,  entre outras iniciativas. 
Li certa vez que a maior parte do deficit deles vem dos poucos destinos de operações longhaul, não sei se procede tal informação...

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Pois é, eles falam da AR como fosse um órgão do Estado, não uma empresa comercial. Eu lembro de uma notícia que eles comemoravam voar para todas as províncias, pois a missão da AR é fazer a integração nacional.

A empresa pode até ter prejuízo, mas seu impacto em trazer turistas, dólares e empregos compesariam. Mas em 9 anos (2011-2019), ela custou U$$ 5 bilhões de dólares. É muito dinheiro, tanto na Argentina quanto nos EUA e Europa. 

Não diria que os longhauls da AR sejam deficitários, poderiam ser quando operavam com A340. E ela reduziu bem suas operações intercontinentais, restritas à MAD, BCN, FCO, MIA e JFK. O minihub de Córdoba foi deficitário, 60% dos passageiros do COR-MIA eram de Buenos Aires, que faziam AEP-COR-MIA por ser mais prático que ir à EZE e por ser mais barato.

A AR tem um custo pesado de pessoal, não só em excesso de funcionários/avião mas o quanto eles recebem. Esta integração nacional tem um peso muito forte nas finanças, e se as rotas são de caráter vital para comunidades afastadas, por que não usar a LADE? Ela foi criada justamente para isso. 

Tem questões geoeconômicas também, Argentina é muito centralizada em Buenos Aires e Córdoba, apesar de ser a segunda maior cidade, ela não tem força com outras províncias. Para piorar a divisão AEP/EZE é prejudicial principalmente para AR, pois ela tem que manter estruturas duplicadas e sem sinergias entre si. Outro motivo para a LATAM Argentina ter lucro: suas operações eram majoritariamente em AEP e mínimas em EZE. Buenos Aires só tem condições de ter um aeroporto, não dois ou três (quando EPA tinha voos).

Por fim, pela peculiaridade do mercado portenho, a frota das empresas argentinas deveriam ser compostas majoritariamente por E190 e B737-700, não são todos mercados que suportam o B737-800, somente os internacionais. Acertaram em padronizar no A330-200 como modelo para voos intercontinentais, mas terá que pensar no seu sucessor daqui uns anos, espero que vão para o B787-9 ou então nos A339, se tiver range para fazer Europa sem penalidades.

Ou seja, para mudar a AR é preciso também mudar a mentalidade da aviação na Argentina. 

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