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TAAG Aluga Avião Boeing 737-700 À Cabo Verde Airlines


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14/03/2022

As companhias aéreas de bandeira nacional de Angola e de Cabo Verde assinam nesta segunda-feira, dia 14 de março, um acordo através do qual a TAAG – Linhas Aéreas de Angola irá alugar um avião Boeing 737-700 (Nova Geração) à TACV – Transportes Aéreos de Cabo Verde (designada comercialmente por Cabo Verde Airlines) por um determinado período de tempo para utilização nas rotas da companhia cabo-verdiana, em fase de reestruturação.

O anúncio foi feito no fim-de-semana passado, na Cidade da Praia, após a chegada do ministro dos Transportes de Angola, Ricardo Abreu, que visita Cabo Verde no âmbito da conferência sobre a Comissão Mista entre os dois países de língua oficial portuguesa.

Nesta segunda-feira, já com a presença do Presidente da República de Angola, João Lourenço, que chegou esta manhã a Cabo Verde, vai ser rubricado um acordo bilateral de serviço aéreo atualizado e um acordo de leasing operacional entre as companhias aéreas TACV e a TAAG, para cedência do Boeing 737-700.

“É um primeiro acordo, em África, que Angola assina nestes termos, e que se baseia nos princípios da Decisão de Yamoussoukro e do Mercado Único de Transportes Aéreos Africanos (MUTAA), pelo que é um sinal muito pragmático daquilo que são os nossos compromissos”, realçou o ministro visitante.

O governante angolano explicou que os acordos com a TACV traduzem-se num primeiro passo que está sendo dado para a materialização dos compromissos assumidos, que podem depois integrar outros países no contexto regional ou da CPLP.

Ricardo Viegas D’Abreu adiantou ainda que vai ser rubricado, na Praia, um memorando de entendimento entre os Ministérios dos Transportes dos dois países, para a prossecução dos trabalhos, particularmente, na troca de experiências, de oportunidades e capacitação.

Tudo isso, explicou, para que as partes envolvidas possam tirar partido da realidade que se pretende materializar com o hub da ilha do Sal e de Luanda.

“Isso vai permitir que as duas companhias aéreas e outras do sector de aviação civil tirem partido deste trabalho, maximizando quer do ponto de vista regional ou continental”, salientou.

 

 

O Boeing 737-700 da TAAG – Linhas Aéreas de Angola que foi disponibilizado para estar, a partir de agora, ao serviço da TACV Cabo Verde Airlines, deverá iniciar as operações na próxima semana, conforme as previsões da presidente do Conselho de Administração da TACV, Sara Pires.

“Tem a parte da validação do avião por parte da Aeronáutica Civil. Assim que o aparelho for validado estará a operar. Nós estamos em crer que já na próxima semana o aparelho estará disponível para operar”, disse Sara Pires, em declarações à imprensa, na sequência de uma visita realizada na tarde desta segunda-feira, dia 14 de março, à aeronave que se encontra estacionada na placa do aeroporto Internacional Nelson Mandela, na cidade da Praia, onde aterrou pelas 04h00 da madrugada.

O Boeing 737-700 da TAAG tem capacidade para transportar 12 passageiros em Classe Executiva e 108 em Classe Económica. Um total de 120 assentos, que, referiu Sara Pires, está adequado  às viagens de média duração, e que serve “muito bem” para o destino que a companhia está a operar neste momento, que é Lisboa.

“Só para dar um exemplo: o avião atual [um Boeing 757-200 fretado desde o final do ano passado à companhia espanhola Privilege Style] tem 188 lugares e temos feito as viagens com uma média de 120 a 130 passageiros. Este aparelho tem 120 lugares, quer dizer que para a rota Lisboa vai 100% cheio e isto quer dizer que vamos optimizar a ligação”, sustentou a responsável pela companhia aérea de Cabo Verde.

A TACV, que atualmente faz ligações Praia-Lisboa-Praia, Mindelo-Lisboa-Mindelo e Sal-Lisboa, prevê iniciar novas rotas já no início do segundo semestre, nomeadamente para os Estados Unidos da América (Praia-Boston), o que ditará a necessidade de aumentar o número de aviões disponíveis.

Entretanto, a presidente do Conselho de Administração adiantou que a companhia já está a trabalhar, para já no mês de Julho, ter mais um aparelho de porte superior.

“Este aparelho tem a capacidade para 120 lugares, é um aparelho que nos serve muito bem para o nosso destino aqui perto, que é Lisboa, e se calhar até norte do Brasil também, mas para as rotas mais longas, como EUA, Paris ou norte da Europa, vamos ter a necessidade de ter um avião que tenha um alcance superior”, explicou.

Questionada se a aquisição do novo avião será igualmente um negócio com Angola, Sara Pires adiantou que a companhia cabo-verdiana está a analisar todas as possibilidades, levando em consideração também a abertura apresentada nesta segunda-feira pelo Presidente da República de Angola no sentido da TAAG disponibilizar outros aparelhos. João Lourenço referiu explicitamente que o B737-700 chegado nesta segunda-feira à Cidade da Praia é o primeiro avião da TAAG que é entregue à TACV.

“Nós estamos abertos, vamos procurar sempre os aparelhos que respondam àquilo que é a necessidade da TACV e iremos analisar as ofertas que estão disponíveis”, indicou.

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O grupo de pilotos angolanos que ficará ao serviço da TACV nos primeiros dias de operação da aeronave baseada em Cabo Verde – Foto © Angolan Aviators

 

O Boeing 737-700 foi cedido pela TAAG em regime de wet leasing, devendo ser operado pela tripulação angolana, pelos menos nos próximos dois meses. De seguida passará para o regime de dry leasing, operando com as cores da Cabo Verde Airlines, a tripulação nacional e todo o serviço de manutenção será garantido pelo pessoal cabo-verdiano, assim como o seguro estará a cargo da TACV.

O avião que entrará na próxima semana ao serviço da TACV – Cabo Verde Airlines tem a matrícula angolana D2-TBF, nome de batismo ‘Calandula’ e foi recebido diretamente da fábrica norte-americana em Luanda no dia 31 de agosto de 2006.

Falando nesta segunda-feira, na Cidade da Praia, durante a cerimónia oficial de assinatura de diversos acordos de carácter económico, nomeadamente nos setores da Aviação Civil e dos Transportes Aéreos, o Presidente da República de Angola, João Lourenço, revelou que há conversações entre os dois países para avançarem para uma joint venture entre as duas companhias aéreas de bandeira, o que poderá estar concluído num futuro muito próximo. Um desenvolvimento natural que, no fim-de-semana, o ministro dos Transportes de Angola, Ricardo Abreu, admitiu poder juntar ainda outros países de língua oficial portuguesa.

 

https://newsavia.com/

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Será que não resolvia pegar um leasing de MD-90 ou 717-200. Essas maquinas tem aos rodos por ai, e creio que no pós pandemia devam ter ficado com leasing bem mais em conta. Garantia a solvência da malha a partir das ilhas pra Europa e Brasil, além de novos mercados na África pra alimentar o banco em CV.

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47 minutes ago, Junior Negreiros said:

Será que não resolvia pegar um leasing de MD-90 ou 717-200. Essas maquinas tem aos rodos por ai, e creio que no pós pandemia devam ter ficado com leasing bem mais em conta. Garantia a solvência da malha a partir das ilhas pra Europa e Brasil, além de novos mercados na África pra alimentar o banco em CV.

Difícil achar estes modelos, a DL pegou os MD-90 e B717-200 antes da pandemia.

 

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58 minutes ago, A345_Leadership said:

Difícil achar estes modelos, a DL pegou os MD-90 e B717-200 antes da pandemia.

 

Só o MD-90-30ER tem range pra SID-LIS, e nada além disso.

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15 hours ago, Junior Negreiros said:

Será que não resolvia pegar um leasing de MD-90 ou 717-200. Essas maquinas tem aos rodos por ai, e creio que no pós pandemia devam ter ficado com leasing bem mais em conta. Garantia a solvência da malha a partir das ilhas pra Europa e Brasil, além de novos mercados na África pra alimentar o banco em CV.

Pós pandemia literalmente qualquer avião tem aos rodos por aí 

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18 hours ago, Junior Negreiros said:

Será que não resolvia pegar um leasing de MD-90 ou 717-200. Essas maquinas tem aos rodos por ai, e creio que no pós pandemia devam ter ficado com leasing bem mais em conta. Garantia a solvência da malha a partir das ilhas pra Europa e Brasil, além de novos mercados na África pra alimentar o banco em CV.

Tem um ponto nos voos de Portugal para as ex-colônias na África: bagagem. Quem já viu uma fila de Check in em Lisboa num voo para Angola ou São Tomé, sabe. Por isso acho que um 717 levaria menos volume.

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De fato, o melhor seria mesmo um 757, porão grande, e carrega mt gente, até um 67 dava pra meter por ai. CV é um destino que deveria ser mais bem aproveitado até aqui no Brasil, lembra muito o Caribe, além do que tem muitas paisagens exóticas, vulcões, deserto, selva, tudo ali pertinho, 3hrs de Fortaleza. Eles ja voam pra cá a bastante tempo, há uma colônia de caboverdeanos grande na capital cearense, estudantes em sua maioria.

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