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Aviões da Rússia não podem mais entrar na China


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(Era) um país aliado...

Aviões da Rússia não podem mais entrar na China

A China adotou formalmente normas internacionais para impedir que aviões da Rússia operem no país

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O maior país do oriente era o principal destino internacional das companhias russas após as sanções - RIA Novosti/Vitaly Ankov

Aviões da Rússia não podem mais entrar na China, que adotou formalmente normas internacionais para impedir que aviões do vizinho operem no país. As pressões sobre Pequim surtiram efeito especialmente após empresas financeiras chinesas ampliarem sua participação em companhias de arrendamento de aeronaves no mundo.

A Autoridade de Aviação Civil da China (Caac) fechou o espaço aéreo e proibiu pousos e decolagens de aviões produzidos pela Boeing e da Airbus que sejam usados por empresas aéreas da Rússia.

A decisão veio após a determinação do regulador de que as companhias aéreas que voam para a China atualizem dossiês ou portfólios eletrônicos, que contêm informações sobre as aeronaves, proprietários de companhias aéreas e contratos de manuseio terrestre nos aeroportos, medida padronizada internacionalmente.

Com as sanções impostas à Rússia, por conta da invasão à Ucrânia, as companhias aéreas do país não podem realizar tais procedimentos e, de acordo com o regulamento da Organização Internacional da Aviação Civil (Icao), elas tiveram a operação negada no espaço aéreo chinês.

Desde que o ocidente fechou as portas para o governo de Vladimir Putin, na teoria, empresas como a Aeroflot teriam de devolver as aeronaves para as empresas de arrendamento, porém, uma lei local aprovada de forma emergencial fez com que elas fossem registradas na Rússia. Houve também a eliminação de várias normas de segurança sobre a sua manutenção e certificação, precarizando o setor local.

Estima-se que, desde o início de março, mais de 300 aviões tenham sido recadastrados com registro russo. Porém, a proposta isola as empresas aéreas do país, que vinham se destacando globalmente por sua qualidade e segurança.

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Fonte: Marcel Cardoso – Aero Magazine 31 mai 2022

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Medida que não tem muita eficácia. Na prática proibe voos de empresas russas com aeronaves ocidentais, com isso a China evita o constrangimento dos EUA e Europa de ter que arrestar estas aeronaves. Aeroflot pode continuar voando para lá com os SSJ, horrível mas é o que tem para hoje, e as chinesas podem voar livremente para a Russia.

Mas os chineses perceberam que o apoio à Moscou deixaram eles em posição constrangedora.

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23 hours ago, A345_Leadership said:

Medida que não tem muita eficácia. Na prática proibe voos de empresas russas com aeronaves ocidentais, com isso a China evita o constrangimento dos EUA e Europa de ter que arrestar estas aeronaves. Aeroflot pode continuar voando para lá com os SSJ, horrível mas é o que tem para hoje, e as chinesas podem voar livremente para a Russia.

Mas os chineses perceberam que o apoio à Moscou deixaram eles em posição constrangedora.

Se fosse só brigar com os EUA.... mas hoje a união Europa + EUA + Japão + Coréia + Austrália faz com que eles tenham uma fatia gigantesca do bolo do comércio global e provavelmente 95% do mercado financeiro... 
Creio que a China chegou a conclusão que não dá pra brigar ... contra o mundo todo de uma vez... e que a aventura Russa não deu o efeito desejado, e ainda aumentou a perspectiva de isolamento da China em caso de uma incursão louca contra Taiwan. 

No sistema aparece...

<<UNKNOWN ERROR>>

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Os EUA não iriam poupar esforços para defender Taiwan. Os países aliados também. É até difícil imaginar as consequências de um conflito na ilha iniciado por Pequim.

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1 hour ago, LipeGIG said:


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<<UNKNOWN ERROR>>

It's because we're watching you :dente:
 

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10 hours ago, LipeGIG said:

Se fosse só brigar com os EUA.... mas hoje a união Europa + EUA + Japão + Coréia + Austrália faz com que eles tenham uma fatia gigantesca do bolo do comércio global e provavelmente 95% do mercado financeiro... 
Creio que a China chegou a conclusão que não dá pra brigar ... contra o mundo todo de uma vez... e que a aventura Russa não deu o efeito desejado, e ainda aumentou a perspectiva de isolamento da China em caso de uma incursão louca contra Taiwan. 

No sistema aparece...

<<UNKNOWN ERROR>>

 

10 hours ago, naia said:

Os EUA não iriam poupar esforços para defender Taiwan. Os países aliados também. É até difícil imaginar as consequências de um conflito na ilha iniciado por Pequim.

Os chineses estão de olho no desdobramento das sanções contra a Rússia. Muitos do alto escalão não imaginaram que a resposta do Ocidente seria tão forte, isso porque ainda não afetou a venda de petróleo.

Só que China é diferente da Rússia, tem poder militar e econômico, como fazer sanções contra um país que virou a fábrica do mundo? E os chineses estão preparando um sistema financeiro alternativo ao SWIFT, buscando acordos de segurança no Pacífico e inclusive montaram uma maquete do KC-767 da JSDAF para simular ataques.

É como um político chinês disse: não estamos mais assertivos, sempre fomos assim, a diferença que agora temos dinheiro e poder.

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12 hours ago, A345_Leadership said:

 

Os chineses estão de olho no desdobramento das sanções contra a Rússia. Muitos do alto escalão não imaginaram que a resposta do Ocidente seria tão forte, isso porque ainda não afetou a venda de petróleo.

Só que China é diferente da Rússia, tem poder militar e econômico, como fazer sanções contra um país que virou a fábrica do mundo? E os chineses estão preparando um sistema financeiro alternativo ao SWIFT, buscando acordos de segurança no Pacífico e inclusive montaram uma maquete do KC-767 da JSDAF para simular ataques.

É como um político chinês disse: não estamos mais assertivos, sempre fomos assim, a diferença que agora temos dinheiro e poder.

O jogo com a China foi diferente, desde o começo. A estratégia do ocidente foi trazer a China para dentro do mercado e não isola-la, como foi feito com Cuba, Coreia do Norte, Irã e agora com a Russia. Se por um lado a economia chinesa prosperou por outro criou um mecanismo que de certa forma “segura a onda” dos doidinhos do PC chinês. Atualmente a China tem muuuuuiiiittttttooo a perder com uma aventura dessas. A resposta ao Putin certamente afetou bastante qualquer cenário  de uma eventual invasão a Taiwan.

A Rússia não esperava uma reação nessas proporções e muito menos um apoio militar crescente por parte do Ocidente. Com a China não seria diferente, apesar da potencial bagunça global em todas as cadeias produtivas. Seriam décadas para reconstruir a economia global.

Hoje a China depende do mundo e o mundo depende da China. Essa simbiose foi pensada e implementada pelo ocidente justamente para freiar pretenções imperialistas chinesas.

 

 

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On 6/3/2022 at 8:29 AM, A345_Leadership said:

 

Os chineses estão de olho no desdobramento das sanções contra a Rússia. Muitos do alto escalão não imaginaram que a resposta do Ocidente seria tão forte, isso porque ainda não afetou a venda de petróleo.

Só que China é diferente da Rússia, tem poder militar e econômico, como fazer sanções contra um país que virou a fábrica do mundo? E os chineses estão preparando um sistema financeiro alternativo ao SWIFT, buscando acordos de segurança no Pacífico e inclusive montaram uma maquete do KC-767 da JSDAF para simular ataques.

É como um político chinês disse: não estamos mais assertivos, sempre fomos assim, a diferença que agora temos dinheiro e poder.

 

Eu vejo de duas formas, A345, e do ponto de vista de guerra econômica e de suprimento de longo prazo:

1) A China depende do mundo para produzir boa parte do que ela faz e para consumir boa parte do que ela produz. Pense num conflito e suas consequências - A China sem poder comprar minério do Brasil ou da Austrália, sem poder comprar soja para alimentar os porcos. Por mais que acumulem recursos, vai chegar em um ponto e vai faltar matéria prima. E também imagine quantos milhões de desempregados se ela não for capaz de enviar iphones, tvs, carros, aço, calçados, roupas, etc... para 75% do mercado que ela tem hoje ? Eu diria que mesmo num conflito longo, de 2 a 3 anos, a China não cresce o suficiente pra usar a capacidade domésticamente e nem vender somente a aliados, e nem vai conseguir substituir matérias primas 

2) O mundo vai sofrer também, mas controlando dois elementos cruciais, o suprimento de matérias primas e concentrando mais de 75% do mercado consumidor, fica mais fácil  ! EUA por exemplo com os recursos que tem ($$$) e empresas fortes e capitalizadas com recursos locais (Apple, Google, GE, Walmart, etc etc) implantar em 3-5 anos uma política de Made in "The Americas" e direcionar esforços para a industrialização acelerada de países como Chile, Brasil, Costa Rica, Panamá, México, Marrocos, Republica Dominicana, Honduras, Paraguai, Peru, Colombia e outros, ou mesmo fazer localmente. Vai custar mais caro ? Talvez sim, mas vai ter a oferta necessária e com o tempo, o custo vai cair. 

Como a China poderia responder ? Eu tenho dúvidas, pois mesmo que resolvam invadir também Coréia do Sul e Japão, não significa dizer que teriam sucesso em conquistar mercados consumidores. 

Outro ponto crucial é o capital... o USD ainda é de longe a moeda de referência e 90% do mundo não teria como virar a chave e lidar em RMB. Ficariamos realmente divididos entre China/Russia contra todo o resto, e nesse sentido, EUR e USD dominariam a cena. A China não tem como projetar presença na Africa por exemplo. 

E pra fechar, na minha opinão, o eixo EUA-Alemanha-França-Reino Unido-Japão-Canadá ainda está a frente em termos de tecnologia militar. A guerra na Ucrânia me mostra que os Russos por exemplo não conseguem ter superioridade aérea pois tem uma razão de perdas muito mais alta do que conseguiriam repor, e mesmo onde historicamente foi um ponto forte russo, a quantidade de veículos blindados e de itens de artilharia, seus produtos são inferiores em qualidade ao que mesmo a Alemanha conseguiria produzir, e no longo prazo, em quantidades bem superiores. 

Guerra de longo prazo é economia. A Alemanha de Hilter perdeu a guerra pois não tinha cadeia de suprimento sustentável para uma guerra global. Venceu a França com facilidade pois tinha os recursos, se preparou de forma superior mas tinha então um parceiro comercial importante: A União Soviética. 
O artigo abaixo dá uma boa perspectiva de como tudo funcionou até junho de 1941.... 

German–Soviet Commercial Agreement (1940) - Wikipedia 

    

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22 hours ago, Abel_BSB said:

O jogo com a China foi diferente, desde o começo. A estratégia do ocidente foi trazer a China para dentro do mercado e não isola-la, como foi feito com Cuba, Coreia do Norte, Irã e agora com a Russia. Se por um lado a economia chinesa prosperou por outro criou um mecanismo que de certa forma “segura a onda” dos doidinhos do PC chinês. Atualmente a China tem muuuuuiiiittttttooo a perder com uma aventura dessas. A resposta ao Putin certamente afetou bastante qualquer cenário  de uma eventual invasão a Taiwan.

A Rússia não esperava uma reação nessas proporções e muito menos um apoio militar crescente por parte do Ocidente. Com a China não seria diferente, apesar da potencial bagunça global em todas as cadeias produtivas. Seriam décadas para reconstruir a economia global.

Hoje a China depende do mundo e o mundo depende da China. Essa simbiose foi pensada e implementada pelo ocidente justamente para freiar pretenções imperialistas chinesas.

9 hours ago, LipeGIG said:

 

Eu vejo de duas formas, A345, e do ponto de vista de guerra econômica e de suprimento de longo prazo:

1) A China depende do mundo para produzir boa parte do que ela faz e para consumir boa parte do que ela produz. Pense num conflito e suas consequências - A China sem poder comprar minério do Brasil ou da Austrália, sem poder comprar soja para alimentar os porcos. Por mais que acumulem recursos, vai chegar em um ponto e vai faltar matéria prima. E também imagine quantos milhões de desempregados se ela não for capaz de enviar iphones, tvs, carros, aço, calçados, roupas, etc... para 75% do mercado que ela tem hoje ? Eu diria que mesmo num conflito longo, de 2 a 3 anos, a China não cresce o suficiente pra usar a capacidade domésticamente e nem vender somente a aliados, e nem vai conseguir substituir matérias primas 

2) O mundo vai sofrer também, mas controlando dois elementos cruciais, o suprimento de matérias primas e concentrando mais de 75% do mercado consumidor, fica mais fácil  ! EUA por exemplo com os recursos que tem ($$$) e empresas fortes e capitalizadas com recursos locais (Apple, Google, GE, Walmart, etc etc) implantar em 3-5 anos uma política de Made in "The Americas" e direcionar esforços para a industrialização acelerada de países como Chile, Brasil, Costa Rica, Panamá, México, Marrocos, Republica Dominicana, Honduras, Paraguai, Peru, Colombia e outros, ou mesmo fazer localmente. Vai custar mais caro ? Talvez sim, mas vai ter a oferta necessária e com o tempo, o custo vai cair. 

Como a China poderia responder ? Eu tenho dúvidas, pois mesmo que resolvam invadir também Coréia do Sul e Japão, não significa dizer que teriam sucesso em conquistar mercados consumidores. 

Outro ponto crucial é o capital... o USD ainda é de longe a moeda de referência e 90% do mundo não teria como virar a chave e lidar em RMB. Ficariamos realmente divididos entre China/Russia contra todo o resto, e nesse sentido, EUR e USD dominariam a cena. A China não tem como projetar presença na Africa por exemplo. 

E pra fechar, na minha opinão, o eixo EUA-Alemanha-França-Reino Unido-Japão-Canadá ainda está a frente em termos de tecnologia militar. A guerra na Ucrânia me mostra que os Russos por exemplo não conseguem ter superioridade aérea pois tem uma razão de perdas muito mais alta do que conseguiriam repor, e mesmo onde historicamente foi um ponto forte russo, a quantidade de veículos blindados e de itens de artilharia, seus produtos são inferiores em qualidade ao que mesmo a Alemanha conseguiria produzir, e no longo prazo, em quantidades bem superiores. 

Guerra de longo prazo é economia. A Alemanha de Hilter perdeu a guerra pois não tinha cadeia de suprimento sustentável para uma guerra global. Venceu a França com facilidade pois tinha os recursos, se preparou de forma superior mas tinha então um parceiro comercial importante: A União Soviética. 
O artigo abaixo dá uma boa perspectiva de como tudo funcionou até junho de 1941.... 

German–Soviet Commercial Agreement (1940) - Wikipedia 

    

Este ano celebra os 50 anos da relações diplomáticas entre EUA e China. Na época foi uma jogada de mestre do Kissinger em trazer a China para próximo dos EUA após Mao distanciar da URSS. Então o primeiro objetivo era enfraquecer a URSS e quase coincidiu com a abertura econômica de Deng Xiaoping. Uma eventual guerra entre China e EUA via Taiwan não está descartada pela inteligência americana até 2027. O estrago será grande, mas a China tem se preparado economicamente e militarmente, seja construir bases no Mar do Sul da China, cortejando aliados nas ilhotas da Polinésia, investimentos maciços no SE Asiático, aproximação com o Irã para fornecimento de petróleo e com a África para minérios.

Concordo que os EUA, Europa e Japão tornaram dependentes da manufatura chinesa e a pandemia mostrou o quanto isso é ruim para eles. Hoje o Iene desvalorizado não tem mais sentido para o Japão revitalizar a economia pois sua manufatura de exportação está concentrada na China e outros países. É necessária uma cadeia pulverizada de suprimentos e manufatura, aí entra a América Latina, Leste Europeu ou até mesmo estes países em produzir.

Na década de 1980, as duas ameaças dos EUA tinham fraquezas distintas. URSS tinha poderio militar, mas não força econômica, enquanto o Japão era e é dependente militarmente dos EUA, apesar da pujança de sua economia. Alguns historiadores e geopolíticos afirmam que a China observou bem as consequências do Acordo de Plaza para a economia japonesa e por isso a relutância deles de valorizar o Yuan.

Vamos ver o que vai dar o QUAD, AUKUS e outras associações para barrar uma China assertiva. Uma coisa que vai depender é o quão forte Xi Jiping estará em sua reeleição do PC Chinês. Se ganhar por larga margem, mostra que sua política externa e interna está dando certo. 

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