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Terminal pode se tornar entreposto


Carlos Augusto

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Fonte: TRIBUNA DE MINAS, 12/07/2007

 

Fabiola Costa

repórter

 

O Aeroporto Regional da Zona da Mata deve entrar na disputa para se tornar Centro de Estoque Estratégico e Centro de Distribuição - Entreposto Aduaneiro da Zona Franca de Manaus. A meta da Fiemg Regional Zona da Mata é, por meio do sítio aeroportuário, transportar a matéria-prima para a zona franca e permitir o escoamento da produção, tarefa atualmente desenvolvida com exclusividade pelo Rio de Janeiro. O projeto será apresentado hoje pelo presidente regional da Fiemg, Francisco Campolina, a lideranças políticas e industriais da região. Paralelamente, seguem as negociações, entre os governos de Minas e do Amazonas, para a quebra da restrição, que existe há dez anos, possibilitando a entrepostos mineiros participarem do sistema. Nessa disputa, a região de Juiz de Fora não está sozinha. Uberlândia também já manifestou interesse em atuar neste sentido.

 

Campolina comenta que a meta é conseguir isenção na cobrança de ICMS por 180 dias na internação dos produtos até a saída do armazém geral, para garantir condições de competitividade ao Aeroporto Regional da Zona da Mata. Em uma segunda fase, pretende-se conseguir a suspensão, também, da incidência de impostos federais. As mercadorias da Zona Franca transportadas via sítio aeroportuário ou Porto do Rio de Janeiro seriam levadas, por rodovia ou ferrovia, até o porto seco de Juiz de Fora, para haver a distribuição para o Brasil. Segundo Campolina, existe estrutura para que o aeroporto sirva como entreposto e empresas interessadas em explorar a atividade também. Pelos seus cálculos seriam necessários, pelo menos, seis aviões, com capacidade para transporte de 60 toneladas cada, para atender a demanda da Zona Franca de Manaus.

 

O economista do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas (INDI), ligado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE), Benjamim Chaves, destaca que a idéia ainda precisa ser desenvolvida, porque necessita de acordo entre os governos de Minas, Amazonas e Rio de Janeiro, para a quebra da primazia desfrutada por Resende, permitindo novos atores no processo de transporte de cargas da Zona Franca de Manaus. "Existe um grupo de negociação para viabilizar isso." Se a exclusividade for derrubada, explica o economista, haverá licitação para novos pontos de intermediação de carga, possibilitando a atuação de portos secos mineiros. Segundo ele, existiria uma saturação do entreposto de Resende e o interesse de empresários da Zona Franca de possuir outros pontos de logística. De acordo com Benjamim, o Aeroporto Regional da Zona da Mata é um dos candidatos e tem boas condições para isso.

 

A Secretaria de Fazenda do Amazonas, por meio de sua assessoria, afirma que a proposta de haver um entreposto em Minas nasceu de um encontro entre os governadores dos dois estados. Uberlândia foi citada como uma cidade candidata. A informação é que hoje estão sendo realizados estudos técnicos para garantir a viabilidade, referentes à logística que será disponibilizada, a tributação dos produtos e a assinatura do convênio entre Amazonas, Rio e Minas, sendo necessária, também, a aprovação pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A informação é que os estudos devem demorar cerca de 90 dias para serem finalizados.

 

Estratégia para impulsionar a região

 

A transformação do aeroporto em Entreposto Aduaneiro da Zona Franca de Manaus é uma das propostas estratégicas da Fiemg para o desenvolvimento da região, que inclui outros quatro pilares: incentivo à bacia leiteira (plantio de culturas para alimentação do gado, criação de vacas leiteiras, industrialização do leite e produção de queijos finos), biocombustível (cultura de plantas oleaginosas e implantação de usinas em pontos estratégicos), pólo metalmecânico (expansão do setor e ampliação de mercados) e fruticultura (processamento de frutas e armazenamento a frio).

 

Segundo Campolina, o objetivo do projeto, que está sendo apresentado junto ao Governo estadual e prefeituras das cidades limítrofes, é promover, de forma organizada, coordenada e sustentável, o crescimento e o desenvolvimento dos municípios da região, sob a forma de cadeias produtivas. De acordo com o estudo, a Zona da Mata conta com 142 cidades, que reúnem 11.600 indústrias.

 

US$ 7,3 bi

Os números mostram a importância econômica do Pólo Industrial de Manaus (PIM) e de uma futura "parceria" com a Zona da Mata. No acumulado de janeiro a abril deste ano, o faturamento chegou a US$ 7,38 bilhões, alta de 2,62% ante igual período de 2006. Somente em abril, o valor faturado foi de US$ 1,97 bilhões, segundo registro dos Indicadores de Desempenho das empresas do PIM, elaborado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

 

Dentre os setores industriais com melhor desempenho destaca-se o de duas rodas (alta de 37,25%), que faturou US$ 1,79 bilhões. Outro recorde de crescimento foi o do segmento relojoeiro, que cresceu 48,18%, atingindo US$ 81,12 milhões. No período, o maior valor registrado foi o do setor de eletroeletrônico/bens de informática, que faturou US$ 3,27 bilhões. Já os produtos mais vendidos foram: motocicletas (628,8 mil unidades produzidas), televisores coloridos (3,17 milhões), telefones celulares (5,51 milhões) e CDs (114,7 milhões).

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