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Neve paralisa vôos em Buenos Aires e colapso de Ezeiza não vira manchete


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Jornal de Turismo

Neve paralisa vôos em Buenos Aires e colapso de Ezeiza não vira manchete

REPORTUR

Cláudio Magnavita

 

Presidente nacional da Abrajet (Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo), membro do Conselho Nacional de Turismo e diretor do Jornal de Turismo.

 

O editorial do Jornal de Turismo da edição anterior, com o título o "Apagão do Bom Senso" foi publicado com destaque pela "Gazeta Mercantil" (na página 3) e no "Jornal do Brasil", no último dia 10. A repercussão ficou ainda mais forte pela posição da Infraero, que neste período acirrou a sua cruzada contra as companhias aéreas.

 

Só para exemplificar o quanto o problema do transporte aéreo no Brasil está recebendo um tratamento discutível por parte da imprensa, é só analisar o que aconteceu na Argentina no último dia 9, data nacional do país vizinho. Uma inusitada nevasca assolou Buenos Aires e parou a maioria dos vôos internacionais. A American Airlines deixou dois aviões no chão, assim como a Delta, Aeromexico, Air France e Gol, entre outras. De uma hora para outra mais de 3 ml passageiros ficaram represados em Ezeiza. Foi um colapso. Faltou táxi, hotéis e as companhias não tinham como atender de uma só vez tantos passageiros.

 

Como há quase nove décadas não nevava na cidade, o aeroporto não tinha anti-congelante e nem equipamento para retirar o peso extra da neve dos aviões. Por uma questão de segurança todos os Boeings ficaram no chão. Isso mesmo, só os Boeings, já que os Airbus decolaram graças a um processo de degelo próprio, segundo informaram os funcionários das empresas que conseguiram sair.

 

Não havia nenhuma câmera de televisão em Ezeiza, a Infraero de lá sabe que este tipo de cobertura tem efeito explosivo para insuflar passageiros. O colapso foi total, faltando hotel para alojar os passageiros e até os serviços de remis (táxi) ficaram sem carro. Para embarcar num táxi tinha que se esperar mais de uma hora para ter a sua senha chamada.

 

No dia seguinte, nenhum jornal abriu manchete para falar do colapso aéreo, publicando apenas os registros formais nos cadernos de cidade. Se fosse aqui, pobre do São Pedro!!! As manchetes estariam todas com o foco na aviação e no suplício dos passageiros.

 

No Brasil, o investimento cosmético dos aeroportos foi gigante, criando o conceito de Aeroshopping. Faltou investir no básico, como denunciou o brigadeiro Sirateau ao pedir demissão da diretoria da Infraero. A CPI deveria convocá-lo para reafirmar tudo que denunciou na sua carta de demissão e que foi publicada aqui no Jornal de Turismo há mais de um ano. Era uma crise anunciada.

 

A crise na aviação está afetando também os agentes de viagens. Ninguém reclamou ainda. Mas caiu o volume de vendas e dobrou o trabalho daqueles que tem que se desdobrar para acomodar seus passageiros e clientes corporativos. A Infraero obriga os agentes a trabalharem de graça, adiando a notícia do pagamento da comissão sobre a taxa de embarque e aumenta os seus custos com a sobrecarga gerada pelo colapso dos seus serviços.

 

O presidente da estatal, o brigadeiro J. Carlos Pereira, que ameaça enfrentar uma possível greve de seus funcionários, acabou levando uma bronca do seu chefe, o ministro da Defesa Waldir Pires, por ter negociado o fim da ameaça de paralisação sem ter o cuidado de avisar ao Ministério da Defesa, que soube da notícia pelos onlines dos jornais. O brigadeiro estava com dois jornalistas quando o chefe ligou aborrecido e, no meio de um sorriso amarelo, ele confidenciou: "Esqueci de avisar ao ministro..."

 

São erros básicos, que só agravam e congelam um sentimento de crise que causará reflexos negativos no turismo. Só falta contabilizar...

 

Copyright © por JORNAL DE TURISMO Todos os direitos reservados.

Publicado em: 2007-07-13

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A manchete por lá foi a festa da neve. E tomara que a manchete do nojento diário OLÉ na segunda seja muito triste!! rsrs

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A manchete por lá foi a festa da neve. E tomara que a manchete do nojento diário OLÉ na segunda seja muito triste!! rsrs

 

 

Será Fabiano..

 

3 a zero em cima dos hermanos !!!!!!!!!!!!!!!

 

PS: Nunca me esqueci da manchete do OLÉ no dia seguinte à nossa vitoria na Copa de 2002:

 

"POR QUÉ ELLOS E NO NOSOTROS?""

 

 

(faltou o acento de interrogacao ao contrario no comeco da frase , mas nao achei no meu lap).

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Será Fabiano..

 

3 a zero em cima dos hermanos !!!!!!!!!!!!!!!

 

PS: Nunca me esqueci da manchete do OLÉ no dia seguinte à nossa vitoria na Copa de 2002:

 

"POR QUÉ ELLOS E NO NOSOTROS?""

(faltou o acento de interrogacao ao contrario no comeco da frase , mas nao achei no meu lap).

 

É isso aí!!! uhuuuuuu!!!!

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