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Companhias aéreas vão investir firme em frota


-GustavoK-

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Fonte: Estadão Online

 

Levantamento feito a pedido do Estado mostra que a atual frota das 5 maiores companhias aéreas brasileiras tem 224 aviões com idade média de 10 anos

 

Alberto Komatsu, do Estadão

 

RIO - As principais companhias aéreas brasileiras planejam investir pelo menos US$ 8,4 bilhões na renovação da frota até meados de 2018. O valor refere-se apenas às programações já anunciadas pela TAM, BRA e OceanAir, que têm intenção de comprar 75 aviões nesse período. Gol e Varig, que pertencem ao mesmo grupo desde março, não divulgaram seus projetos.

 

Entre os investimentos anunciados estão planos de oferecer o que há de melhor em conforto e sistemas de entretenimento, armas que levaram as companhias internacionais a responder por 70% do transporte de passageiros do Brasil para o exterior.

 

Levantamento do site especializado Aviação Brasil, feito a pedido do Estado, mostra que a atual frota das cinco maiores companhias aéreas brasileiras tem 224 aviões com idade média de dez anos. Segundo estudo fornecido pela TAM, essa faixa etária é comparável a de empresas aéreas da Europa e dos Estados Unidos, como TAP (10 anos) e Southwest (9,8 anos).

 

No caso da própria TAM, cujos aviões têm idade média de 7,8 anos, a menor faixa etária entre as empresas brasileiras, esse índice só perde para dois dos melhores exemplos de frota renovada: a irlandesa Ryanair (2,8 anos) e a americana JetBlue (3 anos). As aeronaves da Gol têm, em média, 8,3 anos de idade. Logo em seguida estão a OceanAir (15,6 anos), a Varig (16,6 anos) e a BRA (18,2 anos).

 

“O fato de ter uma frota de aviões velhos pode influenciar até na decisão da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil ) de conceder rotas, especialmente no caso da Varig”, observa o consultor aeronáutico Paulo Bittencourt Sampaio. Coincidência ou não, a Varig perdeu recentemente uma licitação para vôos até Frankfurt para a TAM, que tem uma frota com metade da idade média da Varig.

 

Na opinião de Sampaio, a falta de aviões novos e eficientes no mercado está prejudicando a renovação da frota da Varig. Isso porque a Gol teve de programar a compra de aviões para a sua nova controlada às pressas, sem planejamento, como ocorre na própria Gol. “Está ocorrendo uma dificuldade muito grande por parte da Varig para montar sua frota”, observa o especialista.

 

Custos de manutenção

 

“A idade não é tão determinante. Apesar de alguns aviões terem em média 7 anos e outros 19, isso não significa insegurança”, afirma o diretor e editor-chefe do site Aviação Brasil, Alexandre Barros. Segundo ele, o que diferencia aviões novos dos velhos são os custos de manutenção, mais altos em alguns tipos de aeronaves mais antigas porque têm de passar por diversas classes de reparo. “A frota brasileira é eficiente e adequada ao nosso mercado”, avalia.

 

No dia 20 de junho, o anúncio da BRA, manifestando a intenção de comprar pelo menos 20 aviões Embraer 195 causou frisson no mercado. Foi a maior aquisição de aviões da Embraer já feita por uma companhia aérea brasileira.

 

Segundo especialistas, quebrou-se o tabu de que os jatos verde e amarelo não eram adequados ao Brasil. O valor de tabela do Embraer 195 é de US$ 36,5 milhões. “Esse negócio com a BRA tem uma importância muito grande pelo fato de ser a primeira compra de jatos por uma empresa brasileira. Isso mostra que o mercado brasileiro tem um potencial muito grande para os aviões da Embraer”, afirma o vice-presidente executivo da Embraer para o mercado de aviação comercial, Mauro Kern.

 

Estudo da Embraer indica que o País tem capacidade para absorver 60 jatos de 60 a 120 assentos nos próximos 10 anos, ou 140 unidades nos próximos 20 anos. Caso essa previsão se torne realidade, Kern estima que o movimento de dinheiro seja da ordem de US$ 4,2 bilhões, ou US$ 30 milhões, em média, por cada aeronave.

 

Na semana passada, a Gol reduziu a previsão de compras de novas aeronaves, alegando “redução de custos e para ajudar a compatibilizar o crescimento da oferta de assentos com a capacidade do sistema de transporte aéreo”.

 

Em comunicado, a empresa informou que, para 2008, por exemplo, a previsão de 119 aeronaves foi reduzida para 112 unidades. Em 2012, a frota total estimada recuou de 152 para 143 aviões. “A Gol fez mais um ajuste econômico do que uma mera retração”, diz o consultor aeronáutico Ricardo Mendes, da Jet Design.

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“O fato de ter uma frota de aviões velhos pode influenciar até na decisão da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil ) de conceder rotas, especialmente no caso da Varig”, observa o consultor aeronáutico Paulo Bittencourt Sampaio. Coincidência ou não, a Varig perdeu recentemente uma licitação para vôos até Frankfurt para a TAM, que tem uma frota com metade da idade média da Varig.

 

 

Desde quando a idade do aviao influencia na vida util dele? Eu sempre acreditei que o numero de ciclos que determinava se um aviao é velho ou nao. Bom posso estar errado. Mas entre um aviao que so voa rotas longas e faz um pouso por dia e outro que voa domestico e pousa mais de 8 vezes por dia (alem do pouso, temos o ciclo de pressurizacao) eu fico com o aviao que tem menos ciclos.

 

Abracao

 

Marcelo Leone

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Desde quando a idade do aviao influencia na vida util dele? Eu sempre acreditei que o numero de ciclos que determinava se um aviao é velho ou nao. Bom posso estar errado. Mas entre um aviao que so voa rotas longas e faz um pouso por dia e outro que voa domestico e pousa mais de 8 vezes por dia (alem do pouso, temos o ciclo de pressurizacao) eu fico com o aviao que tem menos ciclos.

 

Abracao

 

Marcelo Leone

 

Que o diga a Aloha e o caso do 737 deles que quase se desintegrou no ar. Um professor meu voou nele uma semana antes de ele sofrer aquele acidente e disse que o vôo que ele fez durou cerca de 20 minutos. E se ele não se engana, esse avião só fazia aquela rota n vezes por dia.

 

Não é a toa também que a Boeing desenvolveu a versão de curtas distâncias do 747 (SR e o -400D) para as japonesas, reforçando-os estruturalmente e adaptando-os aos vôos de cuta duração - por exemplo, dotando-os de trens de pousos mais parrudos.

 

T+!

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O estadao para variar usou dados errados da frota. Será que jornalista não sabe procurar no airfleets?

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A frota de WB da VARIG não é composta por 3 767-300ER ao invés dos 2 763ER e 1 MD-11 citados na tabela?

 

75 aviões novos? Esse número não é menor que o real? Só a TAM deverá integrar umas 50 aeronaves novas à frota até 2012. A BRA jà terá seus 20 EMB-195 e a OceanAir, 30 A32X e 787. A VariGol tem mais uns 80 737-800 novos para receber.

 

Isso sem contabilizar os aviões de segunda mão (767 e 737-700 da VARIG e da Gol, F-100 e 767 da OceanAir e da BRA...).

O número real deve ser no mínimo o triplo do anunciado...

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