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Vendas de passagens de ônibus crescem 35%


Regis

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Vendas de passagens de ônibus crescem 35%

 

24/07 - 10:01, atualizada às 10:08 24/07 - Valor Online

 

 

O receio de passageiros em utilizar do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, por conta do acidente da TAM na terça-feira da semana passada, resultou no aumento de até 35% nas vendas de passagens de ônibus no trecho Rio de Janeiro-São Paulo. Já nas agências de viagens de negócios, a queda na emissão de bilhetes aéreos chega a 30%.

Em uma das principais empresas de ônibus do eixo Rio-São Paulo, a ocupação das poltronas foi considerada acima do normal e o serviço de call center não conseguiu atender as chamadas efetuadas pela reportagem do Valor na tarde de ontem. Segundo o gerente comercial da Auto Viação 1001, Carlos Lacerda, este pode ser um gargalo causado pela demanda alta. "Na última semana houve 20% de aumento no número de passageiros transportados. Até o final de julho o incremento deve ser de 35%", afirma.

O executivo diz também que muitos passageiros relataram a opção pela viagem de ônibus nos últimos dias.

Para a Catarinense, empresa que atua em todo o Estado de Santa Catarina, interior do Paraná e de São Paulo, o movimento de passageiros cresceu 12% na comparação entre a semana passada e o mesmo período de 2006. "Podemos atribuir esse crescimento ao período de férias escolares, mas com certeza os problemas aéreos contribuíram", afirmou a empresa por e-mail.

O aumento, no entanto, não foi sentido por todas as empresas que operam rotas de maior distância. A Viação São Geraldo comunicou, através da assessoria de imprensa, que pelo fato de suas viagens serem de grandes distâncias não há correlação entre as demandas. Na Gontijo, que realiza viagens de curtas distâncias, também não há concorrência direta com o transporte aéreo. Para a Viação Garcia, que atua apenas no interior do Paraná, não houve nenhum aumento de vendas que é atribuído à crise aérea.

Dados da Socicam, empresa que administra 17 terminais rodoviários no país, mostram que o crescimento do tráfego de passageiros já era esperado no mês de julho. Só o terminal do Tietê, em São Paulo, o maior do país, deverá receber este mês 1 milhão de pessoas, contra 850 mil no mesmo período do ano passado.

No caso das agências de turismo especializadas em atender empresas, a queda na emissão de passagens aéreas foi imediata. "Os clientes estão bastante reticentes em voar no aeroporto de Congonhas", confirma André Carvalhal, presidente da Carlson Wagonlit Travel.

De acordo com ele, cerca de 40% das empresas que viajam com a agência determinaram vôos somente com partidas e chegadas no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP) e volume de emissões de bilhetes caiu 30%. "Nosso trabalho tem sido muito mais de assistência em informações, do que nas viagens", diz.

Na agência Maringá, também especializada no segmento empresarial, houve uma queda de 25% na venda de bilhetes aéreos entre os dias 18 e 20 de julho, logo após o acidente com o vôo da TAM. Ao mesmo tempo, a agência registrou um aumento de 7% na procura por aluguel de carros. "Os clientes que precisavam ir a cidades próximas de São Paulo, como Ribeirão Preto, por exemplo, optaram por alugar um automóvel". Segundo Reifer Souza Jr., diretor comercial da Maringá, os clientes empresariais não chegaram a fazer restrições quanto à compra de passagens da TAM ou que passam por Congonhas. Ele lembra que é uma situação oposta daquela observada em 1996, após o acidente com o Fokker 100 da TAM, quando vários clientes impediram seus funcionários de voar naquele tipo de avião.

Na agência HRG, diversos clientes se reuniram nos dias seguintes ao acidente para discutir se haveria necessidade de proibir a compra de passagens em vôos que passam por Congonhas. "Pelo menos 50 grandes clientes discutiram o tema conosco", afirma Rodrigo Danielides, sócio da empresa. Segundo o executivo, a iniciativa partiu muito mais da área de recursos humanos das empresas, mas as áreas de vendas determinaram que as viagens continuassem normalmente. (Guilherme Manechini e Roberta Campassi | Valor Econômico)

 

Fonte: Portal IG

 

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/20...35__936602.html

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