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Veja dessa semana revela os motivos da tragédia do JJ3054 da TAM


PETERSON

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A matéria completa esta no link abaixo

 

 

http://veja.abril.com.br/010807/p_058.shtml

 

 

A tragédia, segundo

as caixas-pretas

 

Os investigadores já sabem que um erro cometido

pelo comandante do Airbus da TAM impediu o avião

de desacelerar o suficiente ao pousar. Mas o comprimento

da pista, curta demais, e a falta de uma área de escape foram

decisivos para que o acidente produzisse tantas mortes

 

 

Marcio Aith, Fábio Portela e Julia Duailibi

 

Divulgação/Airbus

 

 

VEJA TAMBÉM

Nesta reportagem

• Quadro: Tudo começou na cabine

Exclusivo on-line

• Em profundidade: Desastres aéreos

 

Um erro humano está na origem do pior acidente aéreo da história da aviação brasileira. As informações já obtidas por meio da análise das caixas-pretas do Airbus A320 da TAM – que no último dia 17 se chocou contra um prédio da companhia, causando a morte de 199 pessoas – indicam que o avião, ao pousar, não conseguiu desacelerar o suficiente por causa de um erro do comandante do vôo. Essas informações, ainda mantidas em sigilo pela comissão da Aeronáutica que investiga o acidente, mostram que uma das duas alavancas que regulam o funcionamento das turbinas, chamadas de manetes, estava fora de posição quando o avião tocou a pista principal do Aeroporto de Congonhas. O erro fez com que as turbinas do Airbus funcionassem em sentidos opostos: enquanto a esquerda ajudava o avião a frear, como era desejado, a direita o fazia acelerar. Com isso, o avião, que pousou a cerca de 240 quilômetros por hora, não conseguiu parar. As investigações revelam ainda que, apesar da chuva, não houve aquaplanagem na pista nem falha no sistema de freios dos pneus. A reportagem de VEJA apurou também que quem pilotava o Airbus no momento do acidente era o comandante Kleyber Lima, e não, como suspeitava a Aeronáutica, o co-piloto Henrique Stephanini Di Sacco, que fora demitido da Gol depois de três meses de trabalho e estava na TAM havia pouco tempo.

 

Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem

FALHA HUMANA

O co-piloto Stephanini (à esquerda) e o comandante Kleyber Lima, que pilotava o A320 na hora do acidente. Um erro no pouso fez com que o avião, sem controle, atravessasse a pista de Congonhas e se chocasse contra o prédio da TAM Express (no alto, o interior do prédio atingido)

 

A investigação completa do acidente deverá durar ainda dez meses. No entanto, já se chegou à conclusão de que o erro do piloto foi mesmo a causa inicial do acidente – que, não fosse pelas características da pista do Aeroporto de Congonhas, poderia ter tido conseqüências muito menores. Os motivos que levaram à queda do Airbus da TAM têm relação indireta com o fato de a aeronave estar voando naquele dia com o reverso direito travado. Reverso é um mecanismo que, ao inverter o fluxo de ar das turbinas, ajuda a desacelerar o avião. Como o sistema de frenagem de uma aeronave é composto de um conjunto de recursos, um aparelho pode voar sem problemas com um dos reversos desativados ou até com dois. Só que, quando isso acontece, o piloto, ao pousar, tem de operar os manetes de forma diferente da rotineira (veja quadro). E isso é o que pode ter confundido o comandante do vôo. Ao manter o manete da turbina direita – que estava com o reverso travado – em posição de aceleração, e não na posição "marcha lenta", ele impediu a frenagem completa do avião, que atravessou o fim da pista a uma velocidade próxima a 200 quilômetros por hora. Não se trata de um erro inédito. Ele foi cometido pelos pilotos de ao menos outras duas aeronaves do mesmo modelo, o A320 da Airbus. Tanto no desastre ocorrido em março de 1998, nas Filipinas, quanto no acidente que houve em 2004, no aeroporto de Taipei, em Taiwan, concluiu-se que houve falhas na operação dos manetes. As coincidências vão além: nos dois casos, os aviões estavam com uma das turbinas travadas, exatamente como no acidente da TAM. Nas Filipinas, um vôo da Philippine Airlines passou direto pela pista e só parou após se chocar com barracos de madeira nas proximidades. Em 2004, o fato se repetiu com rigorosa exatidão. Dessa vez, um A320 atravessou a pista do aeroporto de Taipei. Novamente as investigações mostraram que o manete da turbina que tinha o reverso travado estava na posição errada, empurrando o A320 para a frente.

 

Na quinta-feira, o brigadeiro Jorge Kersul Filho, chefe das investigações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) do Ministério da Defesa, disse que a aterrissagem com o reverso travado pode ter "influenciado psicologicamente" os pilotos. Disse ainda ser improvável que a ausência de ranhuras para escoamento de água em Congonhas, o grooving, tenha tido alguma relação com o acidente (chovia em São Paulo na noite do dia 17). A conclusão é que não houve aquaplanagem no dia da tragédia. Ela apóia-se em três evidências. A primeira delas é a ausência de marcas específicas na pista do aeroporto. Essas marcas são formadas quando a água sob os pneus de uma aeronave que está derrapando esquenta até o ponto de fervura. Elas são claras, muito diferentes das marcas negras causadas por frenagens normais. Na pista de Congonhas, tais marcas não foram encontradas. Os dados já colhidos nas caixas-pretas e a análise do que restou dos pneus do Airbus, encontrados nos escombros do prédio da TAM, afastaram de vez essa hipótese.

 

Fotos Reuters

uters

AS CAIXAS-PRETAS DO AIRBUS A320

FUNÇÃO – A Flight Data Recorder (à esq.), agora carbonizada, grava os dados técnicos do vôo, como o comportamento dos motores e do sistema de frenagem.

A Cockpit Voice Recorder (à dir.), também carbonizada, registra os diálogos mantidos na cabine, inclusive as conversas dos pilotos com a torre de comando

COR – Laranja

PESO – Cerca de 4,5 quilos cada uma

ONDE FICAM – Na cauda do avião

RESISTÊNCIA AO FOGO – Suportam até uma hora a 1 100 graus e até dez horas a 260 graus

RESISTÊNCIA À PRESSÃO DA ÁGUA – Resistem a uma profundidade de até 6 000 metros

 

Para os familiares do comandante, é um drama ver seu nome protagonizando um episódio que causou tanta dor – principalmente quando ele, uma das vítimas, não pode defender-se. Ocorre que, isolado, seu erro poderia ter uma dimensão muito menor. Bastava que a pista do Aeroporto de Congonhas fosse mais longa e tivesse uma área de escape. No caso do avião filipino, houve apenas três mortes, e todas em solo, por atropelamento. Todos os 130 ocupantes da aeronave sobreviveram. No acidente de Taipei, nem sequer houve feridos graves. Nos três eventos, além das coincidências entre os modelos e a situação mecânica dos aviões, também as condições de pouso eram semelhantes: o vento, o peso da aeronave e a velocidade com que ela se aproximou do solo estavam rigorosamente dentro dos padrões. Em Taipei, inclusive, caía uma chuva fraca, assim como em São Paulo. Por que, então, só aqui todos os ocupantes do avião morreram? Nas Filipinas, onde o acidente ocorreu com tempo seco, a pista tem 2.100 metros e se abre para uma área de várzea, onde havia alguns barracos que formavam uma ocupação irregular. Em Taipei, a pista de pouso é maior: tem 2.600 metros, mais 160 metros de área de escape. A extensão das pistas e as áreas de escape possibilitaram que, em ambos os casos, o erro dos pilotos pudesse ser corrigido a tempo – antes de se transformar em tragédia.

 

A Airbus, fabricante do A320, emitiu na terça-feira um comunicado mundial para seus clientes relembrando os procedimentos técnicos para aterrissagem com um dos reversos travado. A medida foi tomada cinco dias depois do início da análise das caixas-pretas do avião acidentado – trabalho que representantes da empresa acompanharam. Causa curiosidade o fato de um mesmo erro ter sido a causa de três acidentes, ao longo de uma década, sem que a empresa fizesse modificações substanciais nos equipamentos. A Aviation Safety Council, uma agência independente de Taiwan criada para investigar e prevenir acidentes aéreos, recomendou à Airbus, depois do acidente de 2004, que melhorasse o sistema responsável por alertar os pilotos quando os manetes se encontram na posição errada. Com o acidente da TAM, presume-se que nenhuma medida eficaz foi tomada nesse sentido. A mesma agência produziu um relatório com a transcrição da comunicação entre os tripulantes do avião acidentado no aeroporto de Taipei. Os diálogos gravados mostram o momento em que o piloto pousa e percebe que não consegue parar. Seguem-se segundos dramáticos, em que ele grita por cinco vezes: "No break" (sem breque) e "no break at all" ("nenhum breque"). Enquanto isso, o avião sai da pista principal e percorre a área de escape até finalmente encontrar as valas de drenagem, onde os trens de pouso atolam. O avião pára. A partir daí, as frases registradas pela caixa-preta, embora ainda tensas, são cheias de alívio. O piloto pede à torre ajuda do pessoal de terra e um tripulante dirige-se ao microfone para falar aos passageiros. Informa que o avião saiu da pista, pede desculpas pelo susto e diz que a situação é segura agora. Em Congonhas, os 187 ocupantes do Airbus A320 da TAM e as doze vítimas em solo não tiveram chance. A pista do aeroporto paulistano não deixa margem para nenhum tipo de erro. É o cenário ideal para tragédias.

 

Com reportagem de Marcelo Carneiro,

Guilherme Fogaça e Wanderley Prete Sobrinho

 

Romeo Alipalo/AP

NÃO FOI A PRIMEIRA VEZ

A pane ocorrida no pouso do avião da TAM, causada pelo posicionamento incorreto dos manetes, não é novidade na história da Airbus. Em 1998, nas Filipinas (foto acima), e em 2004, em Taipei (foto abaixo), dois A320 se acidentaram exatamente da mesma forma. Por falhas dos pilotos, e por falta de um sistema de alarme mais eficaz, os aviões pousaram com uma das turbinas freando e a outra acelerando. Nas Filipinas, houve três mortos. Em Taipei, nenhum. O pequeno número de vítimas se explica porque, ao contrário do que ocorreu em Congonhas, os aviões tiveram mais espaço para parar

Airlines.net

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Se isso for confirmado, não será só o governo que irá comemorar.

Isso pode ajudar a minimizar o dano à imagem da TAM.

 

Mas torçamos para que a investigação seja séria e não coloque a culpa em quem morreu e já não pode mais se defender.

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O importante agora não é apontar culpado(s) o que não mudaria nada na tragédia que já aconteceu e sim identificar as causas, fatores para prevení-los, pelo que li já é o 3 acidente cometido pelo mesma falha na cabine.

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Acho que foi a veja que na época do GTD fez uma reportagem bem grande falando que os pilotos do Legacy estavam brincando com o avião, mudando de altitude, variando proa, o que depois foi confirmadíssimo não ser verdade.

Eu ainda acho cedo demais pra acreditar em qualquer coisa que saia na imprensa sobre isso, é muito provável que nas próximas semanas apareça por aí alguma coisa do CVR e do FDR, já que agora está na Câmara dos deputados o material e é claro que eles não vão conseguir manter sigilo na "investigação" deles.

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Acho que foi a veja que na época do GTD fez uma reportagem bem grande falando que os pilotos do Legacy estavam brincando com o avião, mudando de altitude, variando proa, o que depois foi confirmadíssimo não ser verdade.

 

A IstoÉ disse isso na época....

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Eu gostaria de saber com base no quê que a Veja montou essa reportagem. Sabemos muito bem da credibilidade da revista, e que faz de tudo, inclusive manipular informações, para dar um furo de reportagem ou fazer oposição ao governo.

 

Quero só ver se a investigação provar o contrário disso tudo. Ah! Não vai dar em nada. Brasileiro tem memória curta e nem vai se lembrar dessa reportagem de Veja.

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As informações parecem ser coerentes com o que ocorreu de fato durante essa semana a própria airbus divulgou uma recomendação sobre o posicionamento correto dessas manetes em situações de reverso "pinado", e há tb esses dois outros acidentes com mesmo equipamento onde os tripulantes e os pax sobreviveram e poderiam inclusive defender-se caso não fossem verdades as causas apuradas. Acho que tem sentido no que foi publicado embora prematuramente. Agora como todos sabem é uma série de fatores, o primeiro que gerou todos os outros foi o fato da aeronave estar voando com reverso inoperante (o que é permitido não quer dizer que seja o recomendado se assim fosse nao existiriam reversos nos motores dos equipamentos) então a exigência do mercado por aeronaves que estão cada vez decolando mais lotadas e carregadas fez com que as pessoas da tam responsáveis pela utilização da aeronave a mantivesse em uso, sendo assim a aeronave com reverso pinado foi utilizada e se for verdade isso q foi dito a tripulação pelo menos nesse caso onde a aeronave pedia um procedimento diferente de frenagem cometeu imperícia num aeródromo que não permite erros e a isso também podem haver outros fatores a somar como as condições psicológicas em que estavam submetidos os tripulantes.

 

Lamentável, esperamos que não seja apenas o calor do momento e que realmente sejam tomadas decisões que resultem em maior segurança não só aos profissionais da aviação e passageiros como também as pessoas que estão em terra proximas a esses aeroportos.

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Enquanto as especulacoes ficam na informalidade, como num forum, acredito que por mais que alguem consiga emitir uma opiniao que no final se cofirme como sendo um dos inumeros pontos que culminaram num determinado acidente aeronautico, no final, de qualquer forma, tudo nao passa de uma visao pessoal sem muita preocupacao em ser precisa e achar que aquilo tem a pretensao de ser uma verdade absoluta. No entanto, quando uma publicacao como a Veja vem a publico e apresenta uma materia como essa, nao se admitem falhas. Pode ate ser que grande parte de tudo que foi publicado acabe sendo a linha de conduta que dira qual foi a sequencia que provocou aquela grande tragedia, mas dai achar que com menos de duas semanas alguem (por mais competente que possa ser) e capaz de passar alguns detalhes confidencias, plenamente seguro do que esta falando, nem a imprensa americana seria tao eficiente e rapida para concluir um trabalho que mal comecou, se essa mesma investigacao fosse encabecada pelo NTSB e alguns dados vazassem para a midia.

 

Em primeiro lugar, quando se diz possuir informacoes que ainda sao secretas e sao divulgadas, entao nao sao mais sigilosas, e se tais detalhes exclusivos acabaram caindo nas maos de jornalistas (a pior das especies para se passar um segredo), acredito que alguem nao muito serio esta fazendo parte das investigacoes, por permitir que pedacos fragmentados, que ainda nao fazem muito sentido, possam induzir como sendo um laudo definitivo como a revista, que aprecio, ja determinou com exclusividade.

 

Segundo, da maneira como foi redigido o artigo, coloca o comandante Henrique como "um piloto que havia sido demitido da Gol apos ficar apenas 3 meses por la", dando a (falsa) impressao para o publico leigo de que a tripulacao nao era tao competente assim. Ja desqualificam a capacidade profissional de um dos diretamente envolvidos logo de cara.

 

Terceiro, com muito interesse governamental envolvido, estao sorrateiramente tirando a reponsabilidade de CGH nesse episodio, apesar de estar ainda na fase do morde-assopra. Ja descartaram por completo a possibilidade de hidroplanagem, que realmente pode nao ter contribuido, mas ao mesmo tempo asseguram que se a pista fosse um pouco mais longa as consequencias seriam menos dolorosas, como se isso fosse possivel garantir quando uma aeronave com os tanques de combustivel razoavelmente cheios colide com obstaculos.

 

Quarto, erro do comandante? Fantastico, ainda estao na fase de identificacao de vozes na cabine, para saber quem falou ou deixou de falar o que, e ja sabem que o comandante errou. Onde entra o fabricante dessa aeronave nesse bolo todo? Onde entram os importantissimos “Fatores Humanos” nessa analise? Onde entra um provavel erro que continua acontecendo e ainda nao foi corrigido? Onde entra a companhia aerea que protelou o conserto desse reverso e supostamente nao aplicou e divulgou de forma ampla as recomendacoes do fabricante para essa provavel falha que ainda nao se sabe se de fato ocorreu para os seus tripulantes? Por que pilotos tao experientes que sabem diferenciar muito bem entre um motor em idle e um que esta acelerado deixaram que tudo se resolvesse na maneira de Deus? Por que tudo no Brasil (inclusive algo que toma tempo, como a pericia de um desastre aereo) tem de ser para ontem e tudo fica com cara de precariedade, faltando alguma coisa e o povo aceita numa boa? Por que alguns tem a tendencia de achar que sabem mais do que outros e passam sua visao carente de conhecimento mais aprofundado de uma materia extremamente meticulosa como se fosse uma verdade suprema e irretocavel?

 

Pois e, pessoal, desculpem o meu desabafo, mas continuamos engatinhando nesse pais e, o pior, dando margem para muitas coisas erradas continuarem sendo acobertadas.

Uma boa tarde a todos.

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Enquanto as especulacoes ficam na informalidade, como num forum, acredito que por mais que alguem consiga emitir uma opiniao que no final se cofirme como sendo um dos inumeros pontos que culminaram num determinado acidente aeronautico, no final, de qualquer forma, tudo nao passa de uma visao pessoal sem muita preocupacao em ser precisa e achar que aquilo tem a pretensao de ser uma verdade absoluta. No entanto, quando uma publicacao como a Veja vem a publico e apresenta uma materia como essa, nao se admitem falhas. Pode ate ser que grande parte de tudo que foi publicado acabe sendo a linha de conduta que dira qual foi a sequencia que provocou aquela grande tragedia, mas dai achar que com menos de duas semanas alguem (por mais competente que possa ser) e capaz de passar alguns detalhes confidencias, plenamente seguro do que esta falando, nem a imprensa americana seria tao eficiente e rapida para concluir um trabalho que mal comecou, se essa mesma investigacao fosse encabecada pelo NTSB e alguns dados vazassem para a midia.

 

Em primeiro lugar, quando se diz possuir informacoes que ainda sao secretas e sao divulgadas, entao nao sao mais sigilosas, e se tais detalhes exclusivos acabaram caindo nas maos de jornalistas (a pior das especies para se passar um segredo), acredito que alguem nao muito serio esta fazendo parte das investigacoes, por permitir que pedacos fragmentados, que ainda nao fazem muito sentido, possam induzir como sendo um laudo definitivo como a revista, que aprecio, ja determinou com exclusividade.

 

Segundo, da maneira como foi redigido o artigo, coloca o comandante Henrique como "um piloto que havia sido demitido da Gol apos ficar apenas 3 meses por la", dando a (falsa) impressao para o publico leigo de que a tripulacao nao era tao competente assim. Ja desqualificam a capacidade profissional de um dos diretamente envolvidos logo de cara.

 

Terceiro, com muito interesse governamental envolvido, estao sorrateiramente tirando a reponsabilidade de CGH nesse episodio, apesar de estar ainda na fase do morde-assopra. Ja descartaram por completo a possibilidade de hidroplanagem, que realmente pode nao ter contribuido, mas ao mesmo tempo asseguram que se a pista fosse um pouco mais longa as consequencias seriam menos dolorosas, como se isso fosse possivel garantir quando uma aeronave com os tanques de combustivel razoavelmente cheios colide com obstaculos.

 

Quarto, erro do comandante? Fantastico, ainda estao na fase de identificacao de vozes na cabine, para saber quem falou ou deixou de falar o que, e ja sabem que o comandante errou. Onde entra o fabricante dessa aeronave nesse bolo todo? Onde entram os importantissimos “Fatores Humanos” nessa analise? Onde entra um provavel erro que continua acontecendo e ainda nao foi corrigido? Onde entra a companhia aerea que protelou o conserto desse reverso e supostamente nao aplicou e divulgou de forma ampla as recomendacoes do fabricante para essa provavel falha que ainda nao se sabe se de fato ocorreu para os seus tripulantes? Por que pilotos tao experientes que sabem diferenciar muito bem entre um motor em idle e um que esta acelerado deixaram que tudo se resolvesse na maneira de Deus? Por que tudo no Brasil (inclusive algo que toma tempo, como a pericia de um desastre aereo) tem de ser para ontem e tudo fica com cara de precariedade, faltando alguma coisa e o povo aceita numa boa? Por que alguns tem a tendencia de achar que sabem mais do que outros e passam sua visao carente de conhecimento mais aprofundado de uma materia extremamente meticulosa como se fosse uma verdade suprema e irretocavel?

 

Pois e, pessoal, desculpem o meu desabafo, mas continuamos engatinhando nesse pais e, o pior, dando margem para muitas coisas erradas continuarem sendo acobertadas.

Uma boa tarde a todos.

 

 

Precipitadas, inconclusivas e diria até criminosas as afirmações da Veja.Precipitadas porque deveriam esperar os demais registros de dados para afirmar categoricamente que foi erro do piloto.Inconclusivas porque ainda não foram cruzados todos os dados da investigação.E criminosas porque acusam peremptoriamente o piloto antes de um posicionamento oficial das autoridades, a única habilitada (cenipa)a apontar as falhas.Se alguém cometeu algum crime até agora tenho uma certeza, este crime foi cometido pela Veja!

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O importante agora não é apontar culpado(s) o que não mudaria nada na tragédia que já aconteceu e sim identificar as causas, fatores para prevení-los, pelo que li já é o 3 acidente cometido pelo mesma falha na cabine.

Acho que foi a veja que na época do GTD fez uma reportagem bem grande falando que os pilotos do Legacy estavam brincando com o avião, mudando de altitude, variando proa, o que depois foi confirmadíssimo não ser verdade.

Eu ainda acho cedo demais pra acreditar em qualquer coisa que saia na imprensa sobre isso, é muito provável que nas próximas semanas apareça por aí alguma coisa do CVR e do FDR, já que agora está na Câmara dos deputados o material e é claro que eles não vão conseguir manter sigilo na "investigação" deles.

Eu gostaria de saber com base no quê que a Veja montou essa reportagem. Sabemos muito bem da credibilidade da revista, e que faz de tudo, inclusive manipular informações, para dar um furo de reportagem ou fazer oposição ao governo.

 

Quero só ver se a investigação provar o contrário disso tudo. Ah! Não vai dar em nada. Brasileiro tem memória curta e nem vai se lembrar dessa reportagem de Veja.

744F,

seu desabafo é compartilhado por mim. Parabéns pelas palavras.

Precipitadas, inconclusivas e diria até criminosas as afirmações da Veja.Precipitadas porque deveriam esperar os demais registros de dados para afirmar categoricamente que foi erro do piloto.Inconclusivas porque ainda não foram cruzados todos os dados da investigação.E criminosas porque acusam peremptoriamente o piloto antes de um posicionamento oficial das autoridades, a única habilitada (cenipa)a apontar as falhas.Se alguém cometeu algum crime até agora tenho uma certeza, este crime foi cometido pela Veja!

 

Faço de vocês as minhas palavras. :thumbsup: A única coisa que acrescento não é sobre aviação e sim sobre a Veja: Sim, ela tem a irresponsabilidade de soltar informações ao público que não são verdadeiras ou então tomam um caso particular e diz ser verdadeiro a todo grupo. Assinamos durante muito tempo essa revista e hoje imagino o que poderia ter feito com esse dinheiro. :ranting_1:

 

Acho que o CENIPA deveria abrir uma sindicância para apurar esse suposto vazamento de informações, que a própria Veja julgou como sigilosas. Não me lembro de abertura de sindicância em nenhum órgão sobre vazamento de informações. Poderiam refrescar a memória e dizer: não se lembra? Agora vai uma prá vc se lembrar.

 

Abçs!

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Enquanto as especulacoes ficam na informalidade, como num forum, acredito que por mais que alguem consiga emitir uma opiniao que no final se cofirme como sendo um dos inumeros pontos que culminaram num determinado acidente aeronautico, no final, de qualquer forma, tudo nao passa de uma visao pessoal sem muita preocupacao em ser precisa e achar que aquilo tem a pretensao de ser uma verdade absoluta. No entanto, quando uma publicacao como a Veja vem a publico e apresenta uma materia como essa, nao se admitem falhas. Pode ate ser que grande parte de tudo que foi publicado acabe sendo a linha de conduta que dira qual foi a sequencia que provocou aquela grande tragedia, mas dai achar que com menos de duas semanas alguem (por mais competente que possa ser) e capaz de passar alguns detalhes confidencias, plenamente seguro do que esta falando, nem a imprensa americana seria tao eficiente e rapida para concluir um trabalho que mal comecou, se essa mesma investigacao fosse encabecada pelo NTSB e alguns dados vazassem para a midia.

 

Em primeiro lugar, quando se diz possuir informacoes que ainda sao secretas e sao divulgadas, entao nao sao mais sigilosas, e se tais detalhes exclusivos acabaram caindo nas maos de jornalistas (a pior das especies para se passar um segredo), acredito que alguem nao muito serio esta fazendo parte das investigacoes, por permitir que pedacos fragmentados, que ainda nao fazem muito sentido, possam induzir como sendo um laudo definitivo como a revista, que aprecio, ja determinou com exclusividade.

 

Segundo, da maneira como foi redigido o artigo, coloca o comandante Henrique como "um piloto que havia sido demitido da Gol apos ficar apenas 3 meses por la", dando a (falsa) impressao para o publico leigo de que a tripulacao nao era tao competente assim. Ja desqualificam a capacidade profissional de um dos diretamente envolvidos logo de cara.

 

Terceiro, com muito interesse governamental envolvido, estao sorrateiramente tirando a reponsabilidade de CGH nesse episodio, apesar de estar ainda na fase do morde-assopra. Ja descartaram por completo a possibilidade de hidroplanagem, que realmente pode nao ter contribuido, mas ao mesmo tempo asseguram que se a pista fosse um pouco mais longa as consequencias seriam menos dolorosas, como se isso fosse possivel garantir quando uma aeronave com os tanques de combustivel razoavelmente cheios colide com obstaculos.

 

Quarto, erro do comandante? Fantastico, ainda estao na fase de identificacao de vozes na cabine, para saber quem falou ou deixou de falar o que, e ja sabem que o comandante errou. Onde entra o fabricante dessa aeronave nesse bolo todo? Onde entram os importantissimos “Fatores Humanos” nessa analise? Onde entra um provavel erro que continua acontecendo e ainda nao foi corrigido? Onde entra a companhia aerea que protelou o conserto desse reverso e supostamente nao aplicou e divulgou de forma ampla as recomendacoes do fabricante para essa provavel falha que ainda nao se sabe se de fato ocorreu para os seus tripulantes? Por que pilotos tao experientes que sabem diferenciar muito bem entre um motor em idle e um que esta acelerado deixaram que tudo se resolvesse na maneira de Deus? Por que tudo no Brasil (inclusive algo que toma tempo, como a pericia de um desastre aereo) tem de ser para ontem e tudo fica com cara de precariedade, faltando alguma coisa e o povo aceita numa boa? Por que alguns tem a tendencia de achar que sabem mais do que outros e passam sua visao carente de conhecimento mais aprofundado de uma materia extremamente meticulosa como se fosse uma verdade suprema e irretocavel?

 

Pois e, pessoal, desculpem o meu desabafo, mas continuamos engatinhando nesse pais e, o pior, dando margem para muitas coisas erradas continuarem sendo acobertadas.

Uma boa tarde a todos.

Sábias palavras.

Em 2 semanas a "culpa" (agora entre aspas, valeu ao Peterson por lembrar), na visão da opinião pública, já mudou 3 vezes de dono. Primeiro era o governo. Depois da companhia (o governo ficou feliz). Agora do comandante.

Quando todos as falhas que contribuíram para o acidente houverem sido verdadeiramente listadas, o caso já terá sumido da memória de quase todo mundo. Daqui a 10 anos, quando falarem do acidente, o público leigo vai lembrar: "ah, aquele que o piloto esqueceu de puxar a alavanca..." É isso que não deveria acontecer, mas é nessa direção que a reportagem está indo.

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Agora é o G1 apimentando mais as coisas e já evidenciando que a veja concluiu as investigações.

Daqui a alguns minutos o JN evidenciará ainda mais essas informações.

 

Acredito sinceramente como já disse que é em certo ponto coerente parte do que foi publicado, o que não quer dizer que eu concordo com a publicação no mínimo prematura para não dizer até irresponsável devido a complexidade dos fatores que somados convergem para um catastrofe aeronáutica.

 

 

Revista diz que piloto falhou ao pousar com reverso travado

Segundo a “Veja”, alavancas que controlam turbinas estavam em posição errada.

Falha técnica e condições da pista contribuíram para a magnitude do desastre.

 

 

 

 

A edição da “Veja” distribuída neste sábado (28) afirma que as caixas-pretas do Airbus da TAM, que explodiu no dia 17 de julho em São Paulo após colidir com um prédio da própria companhia aérea, apontam que o comandante da aeronave cometeu erro ao pousar.

 

No entanto a revista destaca que o comprimento da pista, considerada “curta demais”, e a falta de uma área de escape no Aeroporto de Congonhas contribuíram para que o acidente deixasse 199 mortos.

 

 

 

Veja a cobertura completa do acidente

 

Segundo a publicação, os pilotos não teriam deixado as manetes (alavancas que controlam a potência das turbinas) na posição correta quando o avião tocou a pista. A atitude teria feito com que a turbina esquerda freasse enquanto a direita acelerava.

 

Com isso, o avião que pousou a cerca de 240 km/h, não conseguiu parar. A “Veja” destaca que as informações são mantidas em sigilo pela Aeronáutica.

 

Na sexta (27), o chefe do Centro Nacional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), brigadeiro Jorge Kersul Filho, havia confirmado a suspeita de que a tragédia foi motivada pela posição das manetes. “A primeira coisa é levantar uma suspeita. Pode existir uma suspeita. E é preferível errar por excesso.”

 

O brigadeiro ressaltou, porém, que as manetes não podiam ser consideradas um fator preponderante na tragédia. “Com certeza, são vários fatores. Um fator sozinho não vai levar ao acidente.”

 

 

A “Veja” concluiu que o acidente tem relação indireta com o fato de, naquele dia, o avião estar com o reverso direito travado. Reverso é o equipamento que inverte a pressão da turbina e ajuda a aeronave a frear.

 

O aparelho não impede a aeronave de pousar, mas segundo orientações da fabricante da aeronave, a Airbus, quando um dos reversos não está funcionando o modo de operar as manetes é diferente. E é aí que, segundo a revista, o piloto pode ter errado.

 

Na terça (24) a Airbus divulgou um novo comunicado relembrando os procedimentos para aterrissagem sem um dos reversos.

 

A reportagem diz que o erro humano já foi cometido pelo menos em outras duas ocasiões, em 1998 nas Filipinas e em 2004 em Taiwan, por conta da falta do reverso. Por conta disso, a Airbus até já teria recebido recomendações para melhorar o sistema de alerta quando as manetes estão em posição errada.

 

Segundo a revista, apesar de ter sido detectada falha humana, as investigações, que devem durar dez meses, mostrarão que se as condições da pista fossem adequadas o acidente não seria tão grave.

 

 

fonte: G1

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Pista sem as melhores condicoes (sem grooving, curta, sem area de escape.....), tripulacao (e todo o pessoal de terra) muitissimo estressados e cançados, aeronave sem as condicoes ideais........só podia dar no que deu!

Erro humano se for comprovado nao retira nenhuma resposabilidade da TAM e nem do governo.

As condicoes são sem duvida as piores possiveis para o piloto que fica sem margem de erro alguma!!

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A matéria veiculada agora no Jornal Nacional, terminou de crucificar a tripulação da JJ3054, mas tiram o deles da reta ou seja, as marteladas finais foram da globo mas deixaram claro que os pregos e martelo são da revista Veja.

 

A aeronautica por sua vez disse que é prematura qualquer conclusão (o que nos todos achamos tb) e que eles nao foram os que vazaram tais informações entratanto, não desmentiram apenas, disseram que essa dentre outras hipóteses estão sendo consideradas para investigação.

 

Resumindo a tripulação em especial o cmte estão pregados na cruz, agora resta saber quanto tempo ficarão lá ou se de lá não sairão mais.

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Concordo com vocês sobre a irresponsabilidade da revista Veja. Em um espaço tão curto, se torna tendeciosa qualquer afirmação, principalmente sob ótica política.

 

Porém discordo que orgãos públicos possam fazer qualquer coisa neste momento. A credibilidade de qualquer um deles - InfraZero, AnaRc, Cenipa - está tão baixa que mesmo a declarção contrária dos mais sérios se mostra em pró do (des)governo. E francamente, como leigo em quem vocês acreditariam ?

 

O triste é assistir os meios de comunicação menos preocupados com a veracidade dos fatos que nosso governo...

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Guest Gnomo 727
As informações já obtidas por meio da análise das caixas-pretas do Airbus A320 da TAM – que no último dia 17 se chocou contra um prédio da companhia, causando a morte de 199 pessoas – indicam que o avião, ao pousar, não conseguiu desacelerar o suficiente por causa de um erro do comandante do vôo. Essas informações, ainda mantidas em sigilo pela comissão da Aeronáutica que investiga o acidente,

 

Alguem poderia me explicar como se eu tivesse 5 anos como que uma informacao que ainda eh sigilosa pode ser usada pela revista para afirmar o que afirmao??

 

tem algo errado na declaracao acima ou entao eu tomei pouco cha de boldo...

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Para mim, irresponsabilidade da Veja em apenas uma semana e meia depois do acidente como por encanto vir com as causas do acidente elucidadas. Então para que investigação, para que Cenipa?? Vamos substituir o Cenipa pelos eficientes reporteres da Veja que em pouco mais de uma semana desvendaram a charada. O pior, jogam a culpa nos pilotos, os elos mais frágeis da cadeia e que estão mortos, sem chance de defesa. Pode ser sim que com o decorrer das investigações se apure que o fator humano foi contribuinte para o acidente, mas depois de uma semana e pouco colocar na capa da revista de maior circulação no país que o comandante errou baseado em informações que a própria Veja diz "sigilosas" é no mínimo palhaçada.

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É de extrema irresponsabilidade a publicação e veiculação da Veja desta semana sobre o que motivou o acidente aéreo da TAM. Acidente aéreo é coisa séria que deve ser investigada a fundo para se descobrir as causas que cerceou aquelas vidas humanas. A VEJA além de fazer esse trabalho de sensacionalismo, apontou culpados e responsáveis. Demonstrando a cada dia a falta de preocupação com a ética. Lamentável! É isso...

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Absoluto absurdo a matéria da Veja!

Primeiramente pq a investigação mal começou e eles já se dizem sabedores das reais razões da tragédia...

Segundo, pq acho muito pouco provável que um piloto com toda aquela experiência tenha simplesmente deixado a turbina direita em potência, ainda mais numa operação de pouso. Acho que é dever de todos nós encher a caixa de e-mail da veja esta semana repudiando a matéria, que está embasada em "achismos" e informações vazadas.

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Guest
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