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Presidente da Varig apóia cisão da empresa


-GustavoK-

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Fonte: Reuters

 

O presidente da Varig, Marcelo Bottini, está confiante de que a solução de venda de parte da empresa para garantir a continuidade das operações é um bom caminho, e ressaltou que isso já estava previsto na lei na recuperação judicial.

 

"Isso já vem sendo tratado há algum tempo, está no artigo 60 da nova lei de recuperação judicial a venda de ativos", disse Bottini nesta sexta-feira.

 

"Já passou do tempo da boa solução, agora precisamos de uma solução, e essa parece interessante", completou, ao ser perguntado se essa seria a melhor saída para a companhia.

 

O governo brasileiro estuda uma solução para evitar um caos no sistema de aviação e a demissão dos 10 mil funcionários diretos da Varig. A idéia é dividir a Varig em duas empresas, onde a responsável pelos vôos domésticos seria leiloada, com possível financiamento do governo federal, e a unidade de vôos internacionais ficaria com os atuais controladores, para pagar a dívida de mais de R$ 7 bilhões da companhia.

 

Apesar de encolhida pela crise no mercado doméstico - onde foi líder até meados de 2003 e hoje tem menos de 20% -, a tradicional empresa mantém mais de 60 por cento dos vôos brasileiros para fora do país, garantindo uma injeção de divisas da ordem de US$ 1,5 bilhão na balança de serviços com a venda de passagens.

 

Segundo Bottini, a solução deverá ser definida na próxima reunião com os credores, na terça-feira. Se aprovada, todo o processo levaria cerca de 60 dias, estimou.

 

Ele explicou que, com isso, a proposta da VarigLog, de comprar as operações da Varig por US$ 400 milhões, perde o sentido.

 

"A proposta da VarigLog vai por outro caminho, quer a Varig toda", avaliou. A VarigLog, formada por empresários brasileiros e o fundo norte-americano Matlin Patterson, poderá, no entanto, participar do leilão, como qualquer investidor.

 

Nesta sexta-feira, o Departamento Jurídico da Varig estuda com a Infraero a melhor maneira de pactuar a dívida de R$ 113 milhões, e evitar a cobrança diária de R$ 900 mil pela estatal referente a taxas aeroportuárias, o que estrangularia ainda mais o caixa da combalida empresa.

 

Segundo Bottini, as operações da Varig estão normais e não há perspectivas de problemas no curto prazo, mesmo depois que a Justiça concedeu à Infraero o direito de cobrar as taxas ou impedir a Varig de voar.

 

As ações da Varig tinham alta de 15,52% nesta sexta-feira, cotadas a R$ 1,34 real, pouco depois das 11 horas, enquanto o Ibovespa subia 0,65%.

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