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Crise "encolhe" operações da Varig e Anac faz plano de emergência


-GustavoK-

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Fonte: INVERTIA

 

A crise prolongada da Varig está "encolhendo" as operações da empresa, reduzindo vôos e provocando transtornos para os passageiros. Por decisão da Justiça dos Estados Unidos, 22 aeronaves operadas em sistema de leasing estão impedidas de voar. Outros 16 aviões estão em manutenção e apenas 23 em operação.

 

Com a redução da frota em atividade, 118 dos 208 vôos da companhia programados para esta terça-feira foram cancelados. Só na manhã desta quarta, pelo menos outros 70 vôos deixaram de decolar. A maioria dos vôos internacionais da companhia também serão cancelados. Todos os vôos em direção aos Estados Unidos já deixaram de ser efetuados. Também não serão mais feitos vôos para Milão, Munique, Madri, Paris, Cidade do México, Montevidéu, Assunção e Bogotá. Restarão apenas os vôos a Frankfurt, Buenos Aires, Lima, Santa Cruz de La Sierra, Santiago do Chile, Caracas e Londres.

 

É possível conferir a situação de cada vôo da companhia na página da Infraero na Internet.

 

A situação da Varig pode piorar hoje, quando a Justiça de Nova York vai reavaliar a proteção concedida a parte das aeronaves da Varig contra o arresto pelos arrendadores. Se a proteção não for mantida, outras sete aeronaves podem ser retomadas.

 

Os cancelamentos fazem parte de um plano apresentado ontem pela Varig à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), durante uma reunião de emergência realizada ontem. O diretor-geral da Anac, Milton Zuanazzi, informou que começou a ser montado, nessa reunião, um plano emergencial para atender aos passageiros da Varig espalhados por vários países do mundo. "Precisamos fazer um plano de emergência para atender os usuários e minimizar os problemas dessas pessoas que precisam se deslocar", afirmou.

 

Pelo "plano de emergência" montado, a TAM e a Gol deverão fazer o transporte da maior parte desses passageiros. Segundo Zuanazzi, esse plano envolve a utilização da capacidade ociosa das aeronaves de outras empresas e o compartilhamento de rotas. A Varig também acionou parcerias com empresas internacionais que poderão acomodar os passageiros não atendidos.

 

Segundo Zuanazzi, os passageiros que não conseguirem embarcar poderão ter ainda suas hospedagens em hotéis custeadas pela Varig.

 

Plano de contingência

 

A Anac também discute com as companhias nacionais um plano de contingência para o caso da Varig paralisar de vez as suas atividades e redistribui as rotas operadas pela companhia. Zuanazzi não detalhou o plano, mas insistiu que seria "uma irresponsabilidade" não ter um plano de contingência.

 

Pelo plano, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, os direitos de vôos seriam distribuídos entre a empresas de forma proporcional à participação de mercado que cada uma tinha em maio.

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