Jump to content

Jobim irá avaliar volta de vôos charters em Congonhas


Rafael Santos

Recommended Posts

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, prometeu ao presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Eraldo Alves da Cruz, estudar a possibilidade de haver a volta de vôos charters nos fins de semana no aeroporto de Congonhas (SP). A proibição foi uma das determinações do ministro, dentro das resoluções do Conselho de Aviação Civil (Conac), quando assumiu o cargo. Segundo Cruz, Jobim determinou à sua assessora Solange Vieira que analisasse o assunto, mas descartou de imediato a possibilidade de voltar a operar com vôos charters durante a semana.

 

"O ministro afirmou que não gostaria de abrir precedente ao permitir que os vôos charters saindo de Congonhas chegassem a cidades distantes além de mil quilômetros em linha reta", contou Cruz. "Porque senão teria que abrir uma exceção aqui e outra ali", prosseguiu. Jobim, segundo relatou Cruz, teria reiterado aos empresários do setor aéreo e hoteleiro, presentes na reunião no Ministério do Defesa, que a decolagem de vôos charters em Congonhas foge à sua vocação. Para Jobim, esses vôos têm que sair de Guarulhos e Campinas. Cruz explicou que para o setor "não vai adiantar" liberar Congonhas para charter se não for para distâncias maiores que mil quilômetros.

 

Segundo ele, a maioria dos vôos que sai da capital paulista é com destino para o Nordeste do País. Ele lembrou que está em vias de iniciar a alta estação e que além da concorrência desleal dos navios, existem outros problemas: atrasos nos vôos, greve de controladores, a quebra da Varig e o dólar barato. "Os nossos tsunamis não são naturais. Além de termos a perspectiva sombria do aumento das passagens, que já está ocorrendo", disse Cruz.

 

Após lembrar que 50% dos vôos charters saem de São Paulo, o presidente da Associação dos Hotéis comentou que essas dificuldades criadas, como a proibição da decolagem de charters a partir de Congonhas, têm trazido enormes prejuízos para o setor. Só no Nordeste, caiu em cerca de 30% a 40% o movimento hoteleiro em julho em relação a igual período de 2006. "O vôo charter é um complemento básico de ocupação hoteleira", disse. Segundo ele, a distância de mil quilômetros não cobre nem mesmo o vôo Congonhas - Porto Seguro (BA).

 

Atualmente, os vôos charters saem de Guarulhos e Campinas. Para o setor, precisaria concentrar apenas em Guarulhos. Jobim ainda recebe hoje o secretário de Transportes do Rio, Júlio Lopes, que defende que parte da malha aérea que for transferida de Congonhas passe para o aeroporto internacional do Rio, que hoje usa apenas de 60% da sua capacidade.

Link to comment
Share on other sites

Archived

This topic is now archived and is closed to further replies.

Guest
This topic is now closed to further replies.
×
×
  • Create New...

Important Information

Saiba os termos, regras e políticas de privacidade