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Um peso a mais!


Guest JAMPA

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Em tempos de crise aérea, a Gol encara prejuízo e vê suas ações em queda. Para piorar, a compra da Varig está sendo mais penosa do que o esperado

 

Por Melina Costa

04/10/2007

 

Há três meses, Constantino de Oliveira Júnior, presidente da Gol, foi chamado para prestar depoimento na CPI da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro que investigava supostas irregularidades na aquisição da Varig. Quando chegou à sala 311 do Palácio Tiradentes, centro do Rio, Constantino foi recebido por um grupo de 40 aposentados da Varig. Eles vestiam camiseta com a mensagem "A Varig não paga", em referência ao passivo trabalhista da empresa. A hostilidade no ambiente era tamanha que, no dia anterior, Marco Antonio Audi, presidente do conselho de acionistas da VarigLog (antiga dona da Varig), só concordou em conversar com os deputados em uma sala longe do protesto de ex-funcionários. Havia medo de que a revolta dos manifestantes resultasse em agressão física. "Quando chegou sua vez, Constantino também ficou receoso. Ele achou que pudesse passar uma imagem de prepotente por estar de terno e com seu Rolex no pulso. Mas decidiu falar na frente de todos assim mesmo", diz um executivo próximo ao presidente da Gol. Durante 1 hora e meia, Constantino prestou contas sobre o processo de compra, explicou que não é o responsável pelas dívidas da Varig e apresentou estratégias para fazer a empresa voltar a crescer. A platéia aceitou seus argumentos. Alguns até bateram palmas.

 

A cobrança de ex-funcionários e situações como essa são alguns dos vários problemas que Constantino Júnior se viu obrigado a enfrentar desde a compra da Varig. Nos últimos seis meses, ele tem dedicado mais da metade de seu tempo à absorção da empresa. No final de setembro, por exemplo, Constantino foi a Paris exclusivamente para conversar com jornalistas e agentes de viagem durante a inauguração da nova rota São Paulo­Paris­Roma. Além de horas extras de seu presidente, o renascimento da Varig também vem exigindo do caixa da Gol. Até o final do ano que vem, estima-se que a companhia deva gastar cerca de 200 milhões de dólares para levantar a Varig (veja quadro). Só no conserto de aviões da Varig, a Gol investiu até agora 10 milhões de dólares. Despesas como essa e a operação ainda deficitária da Varig pesaram tanto nos resultados da Gol que a empresa registrou o primeiro trimestre com prejuízo desde que abriu o capital, em 2004, uma perda de 35 milhões de reais. As ações também caíram -- cerca de 18% desde março. E, atualmente, a Gol, uma das pioneiras na nova onda de IPOs, estuda fechar o capital.

 

A maior dificuldade para o reerguimento da Varig está na restauração de suas rotas internacionais, outrora um dos grandes trunfos da empresa. No período em que a companhia esteve ausente do mercado, seus clientes migraram em massa para a concorrência. A TAM, por exemplo, conseguiu seis novos destinos no exterior e iniciou uma estratégia de conquista de passageiros fiéis com seu programa de milhagens. A missão da Varig é reconquistar clientes o mais rápido possível. Mas, hoje, a companhia ainda oferece poucos atrativos ao mercado. A começar por seus aviões. Como o prazo estabelecido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para a retomada de destinos internacionais da Varig é curto (as linhas devem operar até novembro, sob pena de perdê-las), a Gol teve de recorrer às poucas aeronaves disponíveis no mercado. São aviões com cerca de 15 anos de uso, o dobro da idade de suas aeronaves, e com configuração mais atrasada. Além de ser uma contradição dentro do modelo de negócios da família Constantino, baseado na operação de aviões modernos e mais econômicos, as 14 aeronaves da Varig ainda terão de passar por um processo de padronização, em que as poltronas serão trocadas e pequenos aparelhos de TV, instalados. Segundo executivos do setor, só essa "reforma" deve custar 1 milhão de dólares por avião. Num mercado no qual alianças internacionais são estratégicas para o resultado, a Varig permanece sozinha. Desde sua saída da Star Alliance -- grupo que reúne companhias como a americana United Airlines e a alemã Lufthansa --, em janeiro de 2007, a Varig não conseguiu fechar acordos com outras companhias. Constantino Júnior vem tentando mudar isso negociando com empresas alemãs, francesas, italianas, espanholas e mexicanas. Até o fechamento desta edição, nenhum acordo havia sido acertado.

 

Revista Exame

 

JAMPA

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A exame não precisa se preocupar. Constantino sabe muito bem ganhar dinheiro. Ele esta bancando a transição bem ciente do que colherá no futuro.

 

Pois é... não duvido que o Constantino consiga mais uma vez tirar leite de pedra e fazer a Varig voltar a ser grande. Ele já provou ser um grande empresário, ousado e inteligente. Vamos ver o que vai dar...

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A exame não precisa se preocupar. Constantino sabe muito bem ganhar dinheiro. Ele esta bancando a transição bem ciente do que colherá no futuro.

Master, no minimo eles achavam que a Gol não iria gastar dinheiro com aeronaves nem com a recuperação desta VRG que dava um baque no MP de 20mila ao mês...

Sinceramente não sei mais o que pensar desta imprensa especializada!

Agora querem tirar o pobre do Bologna da presidencia...

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Master, no minimo eles achavam que a Gol não iria gastar dinheiro com aeronaves nem com a recuperação desta VRG que dava um baque no MP de 20mila ao mês...

Calmon,

 

Nao se iluda.Eles sabiam e sabem cada centavo desta operação.Desde o primeiro leilão a GLAI estudou a fundo os numeros da Varig.

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Calmon,

 

Nao se iluda.Eles sabiam e sabem cada centavo desta operação.Desde o primeiro leilão a GLAI estudou a fundo os numeros da Varig.

 

 

Não sei se sabiam tanto assim... é a segunda vez que a Gol vem a público reduzir sua expectativa de lucro e margens de ocupação.

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Não sei se sabiam tanto assim... é a segunda vez que a Gol vem a público reduzir sua expectativa de lucro e margens de ocupação.

 

Mas o que eles teriam ganho se tivessem revisto estes números antes? Creio que eles estavam segurando esta informação pra não ferrar ainda mais com o valor das ações...

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Se a GOL não comprasse a Varig, estaria perdendo dinheiro do mesmo jeito, porque o principal motivo foi à crise é tanto que a TAM também perdeu dinheiro.

 

E outra, se não tivesse comprado, teríamos a LAN BRASIL e daríamos adeus à marca VARIG!

 

:thumbsup:

 

JAMPA

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Não sei se sabiam tanto assim... é a segunda vez que a Gol vem a público reduzir sua expectativa de lucro e margens de ocupação.

Dreamliner, qual a relação da baixa ocupação e consequente redução na expectativa de lucro da empresa Gol com a compra da Varig pelo grupo Constantino? O tombo na receita da TAM pela sua visão tambem esta atrelada com a compra da Varig?

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Acho que aocupação de 69% na Gol é Ótima!

O Brasileiro está tendo pavor a andar de avião, e a Gol beirando os 70% eu digo que é um tanto bom!

Todas as cias estão sofrendo!

 

Gol, Tam, ONE, BRA e TODAS poderiam estar voando em Cruzeiro, mas esse desgoverno faz elas voarem a 10.000 pés!

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Acho que aocupação de 69% na Gol é Ótima!

O Brasileiro está tendo pavor a andar de avião, e a Gol beirando os 70% eu digo que é um tanto bom!

Todas as cias estão sofrendo!

 

Gol, Tam, ONE, BRA e TODAS poderiam estar voando em Cruzeiro, mas esse desgoverno faz elas voarem a 10.000 pés!

 

Pessoal aqui tem mania de analisar as coisas por um só prisma. Acha que revisão de lucro é prejuízo!!! :ranting_1:

 

Concordo com suas palavras Calmon,

 

esse mês de setembro foi talvez um dos meses mais surpeendentes que eu já pude acompanhar na aviação. Em meio à esse caos maluco, dois acidentes, problemas de infraestrutura, a taxa de ocupação continua em patamares bem aceitáveis, e mais: mês passado tivemos um crescimento de apenas 1% do RPK. Já agora em setembro, esse número simplesmente pulou para meros 26,3%!!!! Só a Gol pôde comemorar em setembro dois recordes de vendas e transporte de pax em um unico dia!!! É incrível o potencial que o Brasil tem pra manter seus índices em constate crescimento, bastaria que o cenário fosse favorável... nosso país poderia estar experimentando taxas de crescimento comparáveis aos países asiáticos! Mas a coisa ainda está mto boa... o brasileiro tomou gosto pelo transporte aéreo e não parece largar mão disso...só não vê quem não quer!

 

Abs!!

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hauhaua...esse povo da exame é ingênuo demaaais...

tenho acompanhado várias matérias deles...e eles noticiam bem mas sei lá...acho as análises muito superficiais...NING compra um empresa aéra sem saber o tanto que ia ter q gastar com ela não gente....!!!

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