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Discussão e morte no aeroclube


Rafael Santos

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Uma discussão no aeroclube de Brasília, localizado no aeroporto de Luziânia (GO), resultou na morte do piloto Wagner de Jesus Souza, 32 anos. O principal suspeito, segundo a polícia, é o empresário e engenheiro Cairo Roberto Fernandes dos Santos, 47 anos. Ele teria brigado, por volta das 18h30 da última terça-feira, com Wagner e com outro piloto porque este pousara o helicóptero na frente do hangar de Cairo, sujando o local. Durante a discussão, ele puxou o revólver da cintura e disparou três vezes contra a vítima. Dois disparos acertaram o abdômen e o coração de Wagner, que não resistiu. O velório foi realizado ontem à tarde no restaurante do clube, onde dias antes autor e vítima haviam almoçado juntos. O corpo foi enterrado no cemitério Jardim da Consolação, em Luziânia.

 

Morador da cidade e associado havia dois anos do aeroclube, Wagner tinha a cessão de uso de um hangar para estacionar o seu ultraleve. Ele foi o responsável por intermediar o aluguel de um espaço para que o piloto do helicóptero, conhecido por Marcelo, guardasse a aeronave dele. Segundo o dono do restaurante do aeroclube, José Aires, 55 anos, o locatário veio de São Paulo, mas a polícia não confirma a origem nem informou o motivo do aluguel do hangar pelo piloto.

 

O problema é que o galpão conseguido por Wagner é vizinho ao de Cairo — onde o empresário, que mora no Lago Sul, guarda um monomotor Cesna 152. O vento, provocado pelas hélices da aeronave de Marcelo, teria, segundo Aires, levantado muita poeira durante o pouso, irritando Cairo, que é associado ao aeroclube desde 2003 e, segundo funcionários do clube, tem um restaurante no Setor Comercial Sul. Descontente pelo fato de Marcelo ter pousado ali, o morador do Lago Sul exigiu a retirada do aparelho. “Ele trouxe a aeronave para o pátio. Nessa hora, o Wagner apareceu para intervir em favor do Marcelo. Eles ficaram discutindo. Resolvi fechar o restaurante para evitar que continuassem a discussão aqui. Foi quando ouvi os tiros”, disse Aires.

 

Para o titular do 1º Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) de Luziânia, delegado Niteu Charles Júnior, a vítima começou a discutir com o empresário porque tinha sido ele que conseguira o aluguel para Marcelo. “No final, a discussão era apenas entre os dois. O Marcelo estava de saída, quando ouviu o barulho de um tapa. Ao virar para trás, viu Cairo sacando a arma e atirando três vezes contra a vítima”, afirmou. Em seguida, o autor do crime fugiu. “Se ele (o empresário) não se apresentar até amanhã (hoje), vamos pedir à Justiça a prisão preventiva dele”, anunciou Niteu. O suspeito será indiciado por homicídio doloso (com intenção de matar). A pena para o crime é de 12 a 30 anos de prisão.

 

“Estou aqui há 14 anos e nunca vi algo parecido. A diretoria do clube vai convocar a Comissão de Disciplina para analisar o caso e propor uma punição”, explicou Gilson Rodrigues, gerente do aeroclube de Brasília, que funciona no mesmo local desde 1974, quando foi inaugurado. O mais provável é que o empresário seja excluído da sociedade, que conta com 114 associados.

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estou estupefato!

 

onde chegará a ignorancia humana?

 

ora, se na aviação, pela essencia, julga-se ter pessoas com nivel cultural elevado, devido a quantidade de estudos realizados, contato com outras culturas...

 

isso ai ta parecendo velho oeste!

 

voltamos ao tempo dos coroné?

 

abraço

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pois é...

matar e morrer por causa de poeira no chão

=(

 

e o pior... é que esse cara deve ter possibilidade de contratar ''''''bons'''''' advogados

e sabem comé por aqui... o $$$ que vc tem determina o resultado de sua condenação

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pois é...

matar e morrer por causa de poeira no chão

=(

 

e o pior... é que esse cara deve ter possibilidade de contratar ''''''bons'''''' advogados

e sabem comé por aqui... o $$$ que vc tem determina o resultado de sua condenação

 

É como dizia meu instrutor no clube de tiro... "Tudo é legítima defesa, basta ter um bom advogado!" :suicide_anim:

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Esse suspeito, Cairo Santos, se não me falha a memória era o Comandante do B737-200, PP-CJO, derrubado em Carajás no dia 14 de Fevereiro de 1997....

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Há também sempre a possibilidade de se jogar o cabra de 10 mil pés de altura, sem paraquedas.

 

Agora achei interessante o jornalista tratar o criminoso como suspeito.... suspeito? não foi ele que matou? oras.

Prisão preventiva? tinham é que estar caçando o cara, não tem conversa, é cadeia oras!

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Kaz, ultimamente os jornalistas falam assim, é suspeito, é suposto, com gravações e imagens todo Brasil vendo e os caras falam assim.

Uns dizem que antes de condenado é inocente, ora todo mundo viu a atrocidade, esta e outras, e ainda titubeiam em taxar o criminoso, então chamem de criminoso, opa, nãp pode não foi condenado. Então digam responsável.

Tenha paciência.

Sds.

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Esse suspeito, Cairo Santos, se não me falha a memória era o Comandante do B737-200, PP-CJO, derrubado em Carajás no dia 14 de Fevereiro de 1997....

segundo o que me falaram, é o mesmo.

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