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BNDES não vai financiar compra da Varig, diz ministro da Defesa


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BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Waldir Pires, descartou a possibilidade de o Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES) entrar com parte dos recursos necessários para a compra da Varig pelos funcionários da empresa.

 

"A possibilidade que o BNDES tem, e que o governo quer que ele cumpra, é de operar com a nova empresa que vai tocar a Varig. Uma empresa que tenha um cadastro bom, um cadastro possível de não conflitar com os regulamentos do BNDES" , explicou.

 

Segundo o ministro, caso o depósito de US$ 75 milhões seja feito como determinou a Justiça do Rio de Janeiro, a empresa pode voltar a ter condições de receber o financiamento. Vencedor do leilão da Varig, o consórcio NV Participações, representante dos trabalhadores da companhia aérea, precisa pagar até sexta-feira os US$ 75 milhões referentes à primeira parcela da compra.

 

Ontem, o presidente do BNDES, Demian Fiocca, disse que a instituição foi procurada pela NV Participações com o intuito de buscar financiamentos para a recuperação de aeronaves.

 

Fiocca frisou que não houve solicitação para que o BNDES entrasse "diretamente" para financiar a compra. "Financiar novos investimentos é o trabalho cotidiano do BNDES", afirmou o titular do banco de fomento, que acrescentou que a instituição se dispôs a estudar o pedido.

 

Ele deixou claro, entretanto, que a aprovação do plano de negócios a ser apresentado pela NV está sujeita a vários fatores, como a comprovação de sustentabilidade financeira e a apresentação de garantias. Os trabalhadores terão, ainda, que revelar os nomes dos investidores-parceiros no processo de reestruturação da Varig, dados que hoje estão em segredo, disse o executivo.

 

Fiocca explicou que a disposição do banco "é fazer essa operação rapidamente", sem, contudo, fixar um prazo. Segundo ele, muitas vezes, a análise de projetos tem prazo determinado pela precisão e pela qualidade das informações prestadas. No caso da TGV, o prazo vai depender do que o plano apresentar.

 

Ele lembrou que no financiamento concedido para a venda das subsidiárias da Varig (Varig Logística-VarigLog e Varig Engenharia e Manutenção-VEM), o BNDES conseguiu realizar a operação em duas semanas. Neste caso, ele disse que havia a garantia bancária da compradora, a TAP, de Portugal, "o que facilitou muito a análise do risco de crédito". A TAP devolveu esses recursos ao BNDES.

 

(Agência Brasil)

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