Jump to content

Guarulhos vira alternativa, mas Viracopos fica sem novos vôos


C010T3

Recommended Posts

Guarulhos vira alternativa, mas Viracopos fica sem novos vôos

Samantha Maia

17/10/2007

 

Nelson Jobim, ministro da Defesa: redução em Congonhas ficou aquém do prometido após o acidente de julho

Após o acidente com o avião da TAM, que completa hoje três meses, o movimento de aeronaves e passageiros domésticos no aeroporto de Guarulhos cresceu muito. No primeiro semestre, passavam por Congonhas 89% mais passageiros em vôos domésticos que em Guarulhos. Em agosto, antes da reorganização oficial da malha aérea, esse percentual já havia caído para 4,3%. Dessa forma, Guarulhos, que tradicionalmente é mais forte nos vôos internacionais, caminha hoje para se igualar ou superar Congonhas no movimento de passageiros domésticos.

 

 

De acordo com o balanço fechado pela Infraero, em agosto passaram pelo aeroporto 14% mais passageiros com destinos nacionais do que a média mensal do primeiro semestre, o que não é típico do período, já que em 2006 agosto foi mais fraco do que a média dos primeiros seis meses do ano.

 

 

A queda de 38% dos passageiros domésticos em Congonhas em agosto na comparação sobre a média do primeiro semestre mostra que apesar das limitações sobre o número de vôos - no máximo 33 pousos e decolagens por hora - e sobre a distância dos percursos - vôos de até 1.000 km de distância, sem escalas ou conexões - ter entrado em vigor em outubro, a transferência começou antes.

 

 

Com a retirada de 62 vôos por dia do aeroporto de Congonhas das empresas TAM e Gol, o número de vôos domésticos no aeroporto, contando partidas e chegadas, caiu 10% em agosto sobre a média do primeiro semestre do ano. Em Guarulhos, na mesma comparação, o número de vôos subiu 12%.

 

 

Parte da redução do movimento de Congonhas foi direcionada também para o aeroporto de Viracopos, em Campinas, a 95 quilômetros da capital paulista. Sob a mesma base de comparação, Viracopos passou em agosto por um aumento de 14% dos passageiros domésticos. Logo depois do acidente, Viracopos operou como rota alternativa de Congonhas, que ficou um mês com a pista principal fechada. Campinas, no entanto, não recebeu novos vôos com a reestruturação da malha. A única mudança foi a suspensão de quatro vôos da Ocean Air, que ficou com menos aviões por conta do fim de sua parceira com a BRA no fim de setembro. A empresa, porém, pretende conseguir voltar a operar no aeroporto até o fim deste ano.

 

 

Apesar de ser um setor regulado, as empresas aéreas não divulgam o número de vôos que possuem em cada aeroporto, por questões de estratégia comercial, segundo a assessoria da TAM. A Infraero, por sua vez, também não divulga esse dado, apenas a relação dos vôos de cada uma no dia. De acordo com acompanhamento do dia 15, as duas maiores companhias, TAM e Gol, ainda possuem mais vôos em Congonhas que em Guarulhos. Estavam programadas 77 partidas da TAM e 40 da Gol de Congonhas, enquanto em Guarulhos, estavam previstas 46 partidas da TAM e 31 da Gol.

 

 

Outro aeroporto que foi cogitado como opção de receber novos vôos no Estado de São Paulo foi o de São José dos Campos, cidade a 91 quilômetros da capital. Apesar da Gol ter manifestado interesse em operar e inclusive já ter instalado um guichê de atendimento no aeroporto, a companhia ainda não conseguiu obter autorização da Anac para começar a operar. A intenção da empresas é ter vôos diários para o Rio de Janeiro.

Fonte: Valor Econômico

Link to comment
Share on other sites

Falam muito sobre o potencial econômico do interior de São Paulo, mas eu torno a dizer, trata-se de uma área relativamente gigante e com atividades pulverizadas.

 

Campinas é um Hub de carga, mas não é de passageiros. Movimenta menos que Vitória que tem por exemplo a vocação de ser o Hub do Estado do Espírito Santo enquanto Campinas disputa, e perde, para São Paulo na mesma função.

 

Ninguém vai sair de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Bauru, Marília, Guarujá, São José dos Campos ou Sorocaba, só para pegar um vôo de Campinas. Estes vão para São Paulo em sua maioria esmagadora e de lá se conectam quando precisam ir para outros estados.

Link to comment
Share on other sites

Falam muito sobre o potencial econômico do interior de São Paulo, mas eu torno a dizer, trata-se de uma área relativamente gigante e com atividades pulverizadas.

 

Campinas é um Hub de carga, mas não é de passageiros. Movimenta menos que Vitória que tem por exemplo a vocação de ser o Hub do Estado do Espírito Santo enquanto Campinas disputa, e perde, para São Paulo na mesma função.

 

Ninguém vai sair de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Bauru, Marília, Guarujá, São José dos Campos ou Sorocaba, só para pegar um vôo de Campinas. Estes vão para São Paulo em sua maioria esmagadora e de lá se conectam quando precisam ir para outros estados.

 

Isso também tem haver com o preço das passagens!!!

Apesar de SP, ser o estado mais rico, e por consequência onde o povo ganha mais, as pessoas dão valor ao dinheiro e as ótimas estradas que tem, então preferem pegar estrada do que pagar um dinheirão pela passagem de avião.

Ex: viagem ida e volta SP-AQA de ônibus menos de 90 reais de avião era, se não me engano, 400 reais.

Isso só para citar um exemplo.

Se existisse empresas como a Ryanair ou semelhantes, aí sim, poderia se ter passagens até mais baratas que as de ônibus.

Pois AQA é a cidade brasileira com o maior número de doutores (c/doutorado) (Fonte: OESP), ou seja, ganha-se muito bem lá, é uma cidade linda e não teria problema com a Pantanal, se as passagens fossem com preço melhor.

Link to comment
Share on other sites

51Tucano,

 

Entra aí também a restrição das regionais por adotar jatos que teriam um custo por assento inferior.

 

Mas daí passamos ao problema de concentração do modelo brasileiro. Se a Gol ou a TAM voam para um destino qualquer no interior de SP, elas matam a concorrência. E por qual razão ? Por que 90% voa via São Paulo e lá as duas tem Hubs.

 

Se houvesse uma empresa voando 3 Airbus A319 (RAO-BSB 3x ao dia + RAO-GIG 3x ao dia + RAO-GRU 3x ao dia, + RAO-MGF-CWB 2x ao dia, + RAO-CNF ou RAO-BPS... e por aí vai) e focada em RAO, quem seria louco de entrar no mercado de Ribeirão Preto ? E o quanto de penetração conseguiria ?

Link to comment
Share on other sites

Boas gente,

 

Só para acrescentar, VCP não é bem atendida por TAM e GOL quanto a horários, por exemplo, mesmo já atendido pelas grandes, o Galeão não tem horários lá essas coisas, visto que a Ocean colocou o vôo mais cedo e a ocupação correspondeu e olha que teve vôo cancelado e pouca divulgação, coisas que pesaram contra no início, o vôo da TAM para Brasilia pela manhã tem horário bom e forte ocupação, a TRIP com vôo cedinho para CTB tira passageiros das grandes, e é com turbohélice, se o vôo da O6 com F100 para CTB com horário próximo ao da trip tivesse nascido realmente, iria bombar, se me permitem, outro exemplo, passageiros de Jundiaí que viajam regularmente (executivo) usam pouco VCP porque as opções de horários são poucos ou sem opções de vôo (jato) ex: Uberlandia, Londrina, ... . Creio eu que se aqueela companhia com ERJ 145 vingar, com foco em VCP os resultados viram naturalmente, bom já falei demais,

abraços,

 

Centurion

Link to comment
Share on other sites

Um outro problema é que raramente VCP entra nas promoções... moro em Campinas e se quiser ir pra Recife posso pagar 200, 300 reais em uma promoção GRU-REC ou então 600 reais em um VCP-REC ... daí o bolso aperta e vou pra SP :-( Mesmo com um baita aeroporto aqui do lado.

Link to comment
Share on other sites

Boas gente,

 

Só para acrescentar, VCP não é bem atendida por TAM e GOL quanto a horários, por exemplo, mesmo já atendido pelas grandes, o Galeão não tem horários lá essas coisas, visto que a Ocean colocou o vôo mais cedo e a ocupação correspondeu e olha que teve vôo cancelado e pouca divulgação, coisas que pesaram contra no início, o vôo da TAM para Brasilia pela manhã tem horário bom e forte ocupação, a TRIP com vôo cedinho para CTB tira passageiros das grandes, e é com turbohélice, se o vôo da O6 com F100 para CTB com horário próximo ao da trip tivesse nascido realmente, iria bombar, se me permitem, outro exemplo, passageiros de Jundiaí que viajam regularmente (executivo) usam pouco VCP porque as opções de horários são poucos ou sem opções de vôo (jato) ex: Uberlandia, Londrina, ... . Creio eu que se aqueela companhia com ERJ 145 vingar, com foco em VCP os resultados viram naturalmente, bom já falei demais,

abraços,

 

Centurion

 

Concordo que, é so criarem alternativas que a demanda aparece. A partir do momento que houver boas opcoes de VCP, mesmo pax da Gde SP e regiao de Alphaville, poderao utiliza-lo para suas viagens nacionais...e se colocassem logo o trem entao.....aí ninguem segurava!!!

Link to comment
Share on other sites

Ao invés de centrarem quase toda a atividade aeroportuária do estado de SP em um hub principal, que agora inventaram que deve ser Campinas ou São José dos Campos, por que não seguir por exemplo a sugestão do Felipe e incentivar a criação de vôos interestaduais partindo de cidades como Bauru, Araraquara, Franca, São José do Rio Preto, Ribeirão, Ourinhos, Lins, Presidente Prudente, para um outro aeroporto que não CGH/GRU e a partir de lá distribuir vôos? Com certeza haveria uma folga maior em Congonhas e Guarulhos, facilitaria o transporte nesses terminais e o estado e o interior só teria a ganhar. Pelo menos umas 4 dessas cidades, mais Campinas, poderiam ter vôos para outras 3 ou 4 cidades além de SP (como Curitiba, Rio, Brasília ou Campo Grande/Belo Horizonte). Visto que várias dessas cidades possuem uma expressividade no que diz respeito ao tráfego aéreo, o pax de Ourinhos por exemplo poderia ir para Belo Horizonte via CWB, e não mais da preferência via GRU, por exemplo. E aviões do porte ideal, ou seja, de um ATR, A319 ou 733, já são largamente utilizados no Brasil. Esperar pra ver!

Link to comment
Share on other sites

Archived

This topic is now archived and is closed to further replies.

Guest
This topic is now closed to further replies.
×
×
  • Create New...

Important Information

Saiba os termos, regras e políticas de privacidade