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Reformulação na malha aérea prejudica Ceará


Rafael Santos

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Além da redução da malha, os estados nordestinos enfrentam a saída das aéreas regionais para novos destinos

 

Menos vôos e, conseqüentemente, passagens mais caras. Este é o resultado mais visível para o consumidor nordestino após a reformulação da malha aérea, promovida pelo Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac), por conta do acidente com Airbus da TAM, em São Paulo, em julho deste ano. A tragédia, que vitimou 199 pessoas, foi o ingrediente que faltava para engrossar o caos aéreo que o País inteiro vivencia há mais de um ano.

 

No Aeroporto Internacional Pinto Martins, pelo menos 16 vôos foram cancelados pelas companhias Gol e TAM. A maioria envolvia rotas partindo ou chegando a Guarulhos e Congonhas (SP). Mas também havia vôos para Brasília, Rio de Janeiro (Galeão), Teresina e Natal. Ou seja, para ir ali vizinho, no Rio Grande do Norte, o usuário local só dispõe hoje de quatro opções diárias partindo da Capital cearense.

 

O Pinto Martins conta com uma média de 90 vôos regulares por dia, considerando chegadas e partidas e code-sharing, segundo a superintendência Regional da Infraero no Estado. Além das duas gigantes nacionais de aviação comercial, operam no terminal de Fortaleza a BRA, a OceanAir e a TAF, consideradas regionais.

 

Além da redução da malha por conta dos problemas no aeroporto de Congonhas, os estados nordestinos enfrentam a saída das empresas aéreas regionais para novos destinos.

 

A cearense TAF, por exemplo, iniciou em setembro operações para o Caribe, com vôo regular semanal saindo de Recife, em parceria com a Insel Air, empresa de Curaçao. A empresa já opera, há dois anos, vôo regular para a Guiana Francesa (Caiena), mas admite estar em busca de recursos para desconcentrar a base de operações do Norte e Nordeste.

 

A Superintendência Regional da Infraero no Estado, diz que ´de forma geral, as alterações realizadas pelas companhias aéreas não mudaram a média de vôos do aeroporto de Fortaleza´. Em e-mail enviado pela sua assessoria de imprensa, a Infraero explica que, ´com relação às cidades selecionadas para a malha aérea do Pinto Martins, as mesmas são determinadas pelas companhias, que solicitam autorização à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) de acordo com a demanda da região´.

 

Concentração de passageiros

 

Para o presidente da Fundação Comissão de Turismo Integrado do Nordeste (CTI/NE), Virgínio Loureiro, a região tem sido uma das mais afetadas pelo caos aéreo e seus desdobramentos, desde a crise da Varig e a falência de empresas como a Transbrasil, Vasp, Nordeste e Rio-Sul .

 

Segundo ele, apenas seis cidades concentram cerca de 63% do fluxo de passageiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba. A situação será levada ao governo federal.

 

´Na próxima semana, vamos ter uma reunião com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e com a ministra do Turismo, Marta Suplicy, para debater o papel da aviação regional na oferta de vôos para o Nordeste´, adiantou Loureiro.

 

SAMIRA DE CASTRO

Repórter

 

VÔOS PARA O NORDESTE

Baixa oferta preocupa trade

 

"O Nordeste está à míngua. Salvador perdeu 390 vôos por mês"

Alexandre Zubaran

Associação Brasileira de Resorts

 

"Os investimentos (nos aeroportos brasileiros) têm que aumentar"

Klaus Kühnast

Diretor comercial da TAM

 

A situação da infra-estrutura do setor aéreo e de rodovias brasileiras pode representar um entrave às projeções de crescimento do turismo no País, alertaram os palestrantes que participaram do 35º Congresso da Associação Brasileira de Agências de Viagens, Feira das Américas — Abav 2007, realizado no Rio. Para o diretor comercial da TAM, Klaus Kühnast, as reformas para o setor aéreo anunciadas pelo governo federal não serão suficientes para atender a demanda desse crescimento do setor.

 

O presidente da Associação Brasileira de Resorts, Alexandre Zubaran, criticou a readequação da malha aérea brasileira proposta pelo Ministério da Defesa. ´Interfere na lógica federativa. O Nordeste está à míngua com as mudanças. Só Salvador perdeu 390 vôos por mês´, protestou.

 

´O governo anunciou que vai investir R$ 1,5 bilhão nos aeroportos brasileiros nos próximos quatro anos, mas isso é muito pouco´, disse Kühnast. Conforme declarou, ´os investimentos têm que aumentar, se não tudo o que está sendo investindo na cadeia de turismo não adiantará´.

 

Expectativa

 

Com os ventos da macroeconomia soprando a favor — como aumento da renda da população, expansão do crédito e a valorização do real em relação ao dólar —, o mercado doméstico de aviação cresceu 10% entre janeiro e setembro deste ano, ante o mesmo período em 2006. O setor deve fechar o ano com a mesma alta. A projeção é do vice-presidente de marketing e serviços da Gol, Tarcísio Gargioni, e foi anunciada durante a Feira das Américas - Abav 2007.

 

O número de passageiros que embarcam em aviões brasileiros cresce hoje de duas a três vezes a mais que o PIB do Brasil, afirmou o diretor de vendas da TAM, Klaus Kühnast. ´O mercado de companhias aéreas teve queda em 2006, mas já cresceu em relação aos anos anteriores´, ressaltou.

 

Segundo Tarcísio Gargioni, no somatório da curva de crescimento do mercado de aviação doméstico desde 2003, a alta chega a 75%. ´Isso nos leva a acreditar que continuaremos a crescer na taxa dos dois dígitos´, disse. Para exemplificar a confiança que o mercado da aviação tem depositado no desempenho econômico do País, ele citou a compra de 124 aviões pela Gol em 2004 e ainda o investimento de R$ 7 bilhões para a compra da Varig.

 

Atrativo para algumas áreas do turismo e ainda um entrave para outras, o dólar continuará na faixa dos R$ 1,90, acredita o secretário nacional de políticas de turismo do Ministério do Turismo, Airton Pereira Júnior. Apesar de estimular viagens internacionais, o cenário representa um desafio para atrair turistas estrangeiros — alertou.

 

Para tentar driblar baixas no turismo receptivo, ele informou que o Ministério está fomentando a criação de pacotes de viagens casados, com dois ou mais tipos de destinos. ´O Brasil não está sendo um destino barato, então vamos apostar na combinação de destinos como praias do Nordeste e a Amazônia´, explicou.

 

Os hotéis também não vêm conseguindo desfrutar da desvalorização do dólar, segundo Alexandre Zubaran. ´A hotelaria sente muito o dólar baixo e ainda não consegue surfar no bom momento porque o brasileiro está viajando muito para fora´, atentou. (SC)

 

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=482648

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Achei interessante o seguinte trecho: "operam no terminal de Fortaleza a BRA, a OceanAir e a TAF, consideradas regionais."

 

BRA e OceanAir regionais?!? :suicide_anim: :cutuca:

A Varig também saia como Regional na participação de mercado....

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Pronto...mais um estado altamente turistico reclamando da reorganizacao dos voos e consequente diminuicao dos voos em CGH.

 

:macumba:

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... Este é o resultado mais visível para o consumidor nordestino após a reformulação da malha aérea

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=482648

 

 

 

Se esse problema fosse só no nordeste e mais especificamente no Ceará, seria fácil resolver..... :cutuca:

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