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'Caos aéreo' faz senadores adiarem votação do relatório da CPI


Rafael Santos

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BRASÍLIA - Pela segunda vez os senadores da CPI do Apagão Aéreo adiaram a votação do relatório final da comissão. Desta vez, eles alegaram que o "caos aéreo" impede a votação do documento. De acordo com o presidente da comissão, senador Renato Casagrande (PSB-ES), três senadores - todos governistas - pediram que ele adiasse a votação já que eles ficaram "presos" em seus Estados e não puderam chegar até Brasília.

 

 

 

 

Na semana passada, a votação do relatório já havia sido adiada pois o PT pediu vista do documento. Os senadores petistas pedem a exclusão de pelo menos cinco nomes da lista de 23 sugestões de indiciamentos apresentadas pelo relator, senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

 

 

 

Diante do segundo adiamento, a votação do relatório foi adiada para às 11 horas da quarta-feira, 31, segundo Casagrande. Os três senadores que telefonaram ao presidente da CPI pedindo o adiamento foram o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), o líder do PMDB, Valdir Raupp (RO), e Wellington Salgado (PMDB-MG). "Um dia de espírito democrático está bom demais. Amanhã votamos de qualquer jeito", avisou Demóstenes.

 

 

 

Segundo o relator da CPI, nesta terça havia quorum suficiente para votar o relatório final. "Mas não adianta votar contra a vontade da Casa", ponderou Demóstenes, ressaltando mais uma vez que os três governistas ficaram impedidos de chegar no horário exatamente por conta do caos aéreo no País. "Não se pode dizer que é mais uma tentativa do governo de querer atrasar o relatório porque todos os senadores que telefonaram são governistas e tinham interesse de estar aqui hoje. Nós até poderíamos tentar dar um golpe, mas não é essa intenção", afirmou o democrata.

 

 

 

Demóstenes voltou a cobrar providências do governo para resolver o caos aéreo no Brasil, recordando que no último final de semana atrasos em vôos e decolagens voltaram a se repetir em todos os aeroportos do País. Demóstenes cobrou ainda a demissão imediata do presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi.

 

 

 

Destacou a "boa vontade" do ministro da Defesa, Nelson Jobim, em resolver os problemas de tráfego aéreo. Em seu relatório final, Demóstenes sugere o indiciamento de 23 pessoas, entre elas o ex-presidente da Infraero, deputado Carlos Wilson (PT-PE), e da ex-diretora da Anac, Denise Abreu.

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