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CR citado no GLOBO ONLINE


PT-KTR

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Galera, procurando fatos concretos da morte do fundador da Soletur, pois eu desconhecida, digitei no google e aí olha o que achei:

 

http://oglobo.globo.com/economia/mat/2007/...7/327069837.asp

 

Leiam lá! A matéria cita que o CONTATO RADAR teve tal tema! É... virou referência para jornalistas, menos mal, pelo menos colhem informações de gente que entende aviação!

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Segurem os servidores (rs).

 

Islander, obrigado por dividir conosco, realmente é salutar vendo o CR ganhar espaço dia-a-dia nas discussões de Aviação do Brasil !

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Guest SkyMember

Jah adiantando...

 

Segundo estimativas do mercado, os fundos teriam investido US$ 70 milhões na empresa, mas não mantinham uma boa relação com o ex-presidente da empresa, Humberto Folegatti, que deixou o cargo na semana passada. O nome do executivo já havia sido centro de uma polêmica em 2001, durante a falência da Soletur, uma das maiores operadoras de turismo do país. Em carta enviada à Associação Brasileira das Agências de Viagem em 2002 e reproduzida no site Contato Radar, o então presidente da Soletur, Carlos Augusto Guimarães Filho, que faleceu anos depois, acusa a famíla Folegatti de manter relações espúrias com a Varig Travel.

 

Tem seu lado bom e seu lado ruim... Espero que quem veja o CR não pegue infos daqui para "deturpar" à maneira que queira.

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Não tenho duvidas que o CR é procurado por jornalistas e empresários do setor.É uma rica fonte de informações e opiniões apesar de algumas derrapadas no quesito infantilidade de alguns poucos membros.

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A carta.

 

 

______________________

 

 

À Abav - Associação Brasileira de Agências de Viagens

31º Congresso de Agências de Viagens – Riocentro – Rio de Janeiro

 

Prezado Sr. Tasso Gadzanis

 

Dirijo-me especialmente a esta associação, durante o Congresso da

Abav/2003, esperando que meu depoimento possa esclarecer a V. Sas.,

legítimos representantes dos Agentes de Viagens brasileiros, a verdade

sobre a falência da Soletur, ocorrida em 24 de outubro de 2001. No

Congresso da Abav de Recife, em setembro de 2002, eu nada podia fazer.

Estava imobilizado pelo sentimento de amargura que me causou a perda

da empresa que fundei em 1964.

 

Posso afirmar, com base em fatos concretos, que a Soletur quebrou em

razão de negócios realizados por pessoas e empresas que pretendiam

tomar o seu lugar de líder de mercado no turismo brasileiro. As

empresas envolvidas são: a Varig Travel, a PanExpress e a PNX Travel

(nome fantasia da BRA Viagens e Turismo Ltda) e a BRA Transportes

Aéreos. Elas contaram com o apoio da Rotatur e de alguns dirigentes do

Grupo Varig ligados diretamente a Yutaka Imagawa, então presidente do

Conselho de Curadores da Fundação Ruben Berta, homem forte do Grupo

Varig entre meados de 1998 e julho de 2003. Meu relato, portanto, não

diz respeito à atual administração do Grupo Varig nem aqueles que, na

administração anterior, não tiveram participação nas ocorrências que

serão narradas por mim.

 

12 Mai(4 dias atrás) Em 1999, os proprietários da operadora turística

PanExpress fundam a BRA Transportes Aéreos, com 1 aeronave. Na mesma

época, o Grupo Varig funda a Rotatur, que passa a fretar os aviões da

Varig e da Rio Sul para a BRA, cobrando dela apenas os custos

variáveis, ou seja, o combustível e os tripulantes. A Soletur, que

desde 1994 contratava vôos fretados com a Varig e com a Rio Sul,

pagava a mais os custos fixos e a margem de lucro regulares das cias

aéreas, ou seja, um preço até 30% mais caro do cobrado à

BRA/PanExpress. A Soletur não sabia que pagava mais caro.

 

Esta política comercial exercitada pela Rotatur prejudicou a Soletur e

beneficiou a BRA, mas também a PanExpress, que podia oferecer seus

pacotes a preços inferiores aos cobrados pela Soletur, que era

obrigada a reduzir seus preços ao mínimo, para continuar competindo no

mercado. Os preços subsidiados com que a Rotatur alavancava a

BRA/PanExpress causaram pesados prejuízos à Soletur, que passou a

enfrentar dificuldades financeiras para pagar em dia os vôos de

fretamento. A Soletur foi prejudicada em cerca de dois mil vôos

contratados com a Varig e a Rio Sul para P.Alegre e para o Nordeste em

2000 e 2001.

 

Em meados de 2001, os pagamentos em atraso que a Soletur negociava com

o Grupo Varig eram pouco significativos, se comparados ao volume das

receitas geradas pela Soletur para o Grupo Varig. De 1994 a 2001 foram

realizados mais de nove mil vôos fretados nacionais e mais de mil

internacionais, tendo sido vendidos cerca de 1,2 milhão pacotes

turísticos nestes fretamentos. As vendas nos vôos regulares nacionais

e internacionais também eram impressionantes. Apenas um exemplo: a

linha regular Rio/New York/Rio foi ativada e mantida pela Varig

durante alguns anos, graças aos 35 ou 40 passageiros que a Soletur

embarcava diariamente. A Soletur gerou para o Grupo Varig um

faturamento equivalente a US$ 350 milhões em menos de uma década.

 

Mas de nada valeu tudo isto. Nem mesmo os ataques terroristas de 11 de

setembro de 2001, que afetaram a economia mundial e fizeram com que

90% dos clientes internacionais da Soletur cancelassem as suas

viagens, foram considerados fatos relevantes para a Varig flexibilizar

a sua posição negocial com a sua maior parceira. A Soletur não cobrou

dos seus clientes os gastos extras que teve com a hospedagem de 450

pessoas retidas em New York, Flórida, Califórnia e Canadá durante o

fechamento dos aeroportos norte americanos por dez dias. O fluxo de

caixa da empresa foi severamente atingido.

 

Era a hora, portanto, da Varig demonstrar apoio à sua maior parceira

comercial. E era nesta parceria que a Soletur confiava, desconhecendo

que havia a "opção Varig Travel" sendo trabalhada secretamente pelos

donos da PanExpress, por Manuel Lourenço, assessor da Diretoria de

Controladoria da FRB Par, e por Yutaka Imagawa, o homem forte do Grupo

Varig. Estes últimos passaram a ser, nos 60 dias que antecederam a

falência, os negociadores exclusivos do Grupo Varig com a Soletur, que

era representada por mim. Eles tiveram acesso a informações

confidenciais que poderiam ter sido repassadas aos diretores da Varig

Travel, em especial aos donos da operadora PanExpress.

 

No dia 13 de setembro de 2001, era lançada a operadora Varig Travel no

Congresso da Abav de Brasília. Surpresa para o mercado, para os

profissionais da Soletur e para mim, pois Yutaka Imagawa e Manuel

Lourenço nada me haviam informado sobre a criação da Varig Travel. A

minha maior decepção foi saber que o diretor executivo da Varig Travel

era o próprio Manuel Lourenço, com quem eu estava tratando,

pessoalmente, dos contratos comerciais e financeiros da Soletur. Quer

dizer: pensando estar negociando com o representante da minha maior

parceira, a Varig, na verdade eu negociava com o meu futuro

concorrente. Era a deslealdade e a traição comercial impostas a mim e

à Soletur por Manuel Lourenço e Yutaka Imagawa. Eu não fui ingênuo,

apenas não poderia duvidar do homem que era considerado, em setembro

de 2001, o executivo mais poderoso da indústria de transporte aéreo da

América Latina.

 

Pois bem, logo após o fechamento da Soletur, era inaugurada

festivamente a Varig Travel, incorporando as atividades da PanExpress.

Manuel Lourenço sempre se esquivou de falar sobre os valores da

transação ou sobre que empresa assumiu o passivo trabalhista dos 150

funcionários da PanExpress. Os acionistas da Varig Travel eram a Varig

Participações e a HWF (Humberto e Walter Folegatti), e sua diretoria

era composta pelos irmãos Folegatti, Rubens Ciasca e Manuel Lourenço.

Segundo eles, a Varig Travel faturaria R$ 200 milhões no 1º ano, e R$

500 milhões no 2º ano de funcionamento e se transformaria na operadora

líder do mercado em 2 ou 3 anos. Mas como ser a líder de mercado,

contando apenas com a experiência dos donos da PanExpress que, nos

seus 15 anos de existência, nunca fora uma concorrente que ameaçasse a

Soletur ou a CVC ? A Soletur possuía grande tradição de qualidade

operacional e contava com uma clientela fiel, conquistada ao longo de

38 anos e com a forte parceria com o próprio Grupo Varig, consolidada

durante quase uma década. Os clientes e o mercado ligavam fortemente o

nome da Soletur ao nome da Varig. Como, então, ser a líder de mercado

tendo a Soletur como concorrente?

 

Os diretores da Varig Travel souberam tirar proveito da rara

oportunidade surgida com os ataques terroristas de setembro de 2001,

vislumbrando a chance de eliminar a Soletur. Para isto, parece-me que

contaram mais uma vez com o apoio de Yutaka Imagawa, apoio que foi

materializado pela decisão de enviar notificação extra-judicial para a

Soletur no dia 23 de outubro de 2001, impondo a sua falência.

Transcrevo abaixo, para vossa análise, o texto integral da carta:

 

 

Rio de Janeiro, 23 de outubro/2001

 

À Soletur

Prezados Senhores,

Tendo em vista o inadimplemento, pela Soletur, de obrigação

contratualmente assumida com a Varig e, também, o desinteresse dessa

agência em concluir as negociações recentemente iniciadas entre as

partes, serve a presente para informá-los que, com base na cláusula 13

do contrato firmado em 02/07/01, estaremos considerando rescindido,

por justa causa o referido acordo e vencidos, integralmente, no prazo

de 48 horas contado do recebimento deste aviso. Informamos, ainda, que

no prazo acima estabelecido, estaremos cortando o sinal do BSP e

V.SAS. deverão devolver-nos as respectivas plaquetas, bem como

eventuais bilhetes de passagem da Varig que estiverem em seu poder.

Atenciosamente. Ass. Marcelo Prais, consultor jurídico

 

Em síntese, o teor desta carta significava que a administração

anterior da Varig, não obstante encontrar-se em meio a negociações

recentes de um contrato garantido por hipotecas, resolveu optar pela

sua rescisão em 48 horas, valendo-se de cláusulas leoninas impostas à

Soletur poucos meses antes.

 

Todos no turismo sabem que "se ter cortado o sinal do BSP" é a

sentença de morte para uma operadora turística ou uma agência de

viagens. De acordo com a notificação, esta sentença seria executada no

dia 25 de outubro de 2001, quando venceria o prazo de 48 horas dado

pela Varig para rescindir o contrato de transporte dos clientes da

Soletur. Esta, sem condições de efetuar a totalidade do pagamento

conforme exigido pela Varig, estava legalmente obrigada a confessar a

sua falência. Foi a decisão mais difícil e dolorosa que tive que tomar

em toda a minha vida. E que outra decisão poderia ter tomado?

 

Caso a falência não tivesse sido confessada por mim, às 17 horas do

dia 24 de outubro de 2001, cerca de 2,5 mil consumidores seriam

duramente atingidos já nos dias 27 e 28 de outubro (sábado e domingo),

dirigindo-se inadvertidamente a inúmeros aeroportos do país e não

conseguindo embarcar nos aviões de fretamento, que seriam retirados

pelo Grupo Varig. O caos se instalaria no turismo nacional. Houve o

tempo exato, nas 24 horas seguintes à falência, para que os agentes de

viagens comunicassem a seus clientes que não deveriam se dirigir aos

aeroportos, livrando-os de um constrangimento maior, como aconteceu

com os passageiros de outras empresas aéreas que deixaram de voar na

mesma época.

 

E por que outra razão o presidente da Soletur, aos 63 anos de idade,

iria confessar a falência da empresa que criou em 1964 e, após quatro

décadas de dedicação ao trabalho e de muita luta, perder todo o

patrimônio de sua empresa, o seu patrimônio pessoal e transformar,

ainda, a sua vida e a de sua família numa verdadeira "via crucis"

judiciária?

 

Cerca de 3.000 passageiros que se encontravam em viagem pelo Brasil e

pelo exterior retornaram às suas casas nas datas previstas, sem

constrangimentos e com a programação turística cumprida, graças à

imagem de seriedade que a Soletur conquistara junto ao trade

turístico, bem como ao trabalho de "rescaldo" que eu e uma equipe de

voluntários realizamos nos dias que se seguiram à falência.

 

12 Mai(4 dias atrás) Quanto aos clientes que não tinham iniciado seus

tours, cerca de 80% deles haviam pago apenas o primeiro dos 5

pagamentos previstos. Este pagamento não foi perdido, devido ao

desconto de 20% que operadores filiados à Braztoa concederam aos

clientes da Soletur. Quanto aos que pagaram mais do que uma parcela, a

grande maioria embarcou nas semanas que se seguiram, graças ao apoio

recebido da Tam e das associações de classe, em especial da Abav

Nacional e de outras regionais.

 

Nos dias 25 e 26 de outubro de 2001, 48 horas após a falência, dentre

outros contatados, ganhei apoio do Sr. Wagner Ferreira (Tam) e do Sr.

Carlos Alberto Ferreira (Abav-Rio) para atender os clientes Soletur.

Em seguida, o Sr. Goiaci Alves Guimarães (Abav Nacional) convocou uma

reunião no dia 26 em São Paulo. Para lá me dirigi com meu sócio Hélio

Lima Duarte e participei da reunião, onde estavam presentes os Srs.

Ilya Hirsch (presidente da Braztoa), Amaury Caldeira (presidente da

Abav-SP), Tasso Gadzanis (então vice-presidente da Abav Nacional),

Eduardo Nascimento (presidente do Sindicato das Empresas de Turismo) e

Guillermo Alcorta (presidente do PANROTAS). Este encontro contou ainda

com a presença do então presidente da Embratur, Caio Luiz de Carvalho,

e o resultado dele foi que as entidades de classe se mobilizaram e

criaram as condições de pronto atendimento aos consumidores.

 

Enquanto momentos traumáticos eram vividos pela família Guimarães e

pelos funcionários da Soletur, a Varig Travel era festivamente

inaugurada. Na ocasião, Manuel Lourenço declarava: "Queremos vender o

Brasil lá fora e atrair divisas, em vez de remetê-las". Humberto

Folegatti, ex-presidente da PanExpress, dizia: "Associamos nossa

estrutura ao forte prestígio da marca Varig"... Lourenço informou aos

repórteres que o objetivo da Varig Travel era o de estimular e

facilitar a venda do produto viagem em todos os seus segmentos, no

Brasil e no exterior. No entanto, admitiu que a falência da Soletur

acrescentou mais R$ 40 milhões na previsão de faturamento da Varig

Travel, somente no primeiro ano de funcionamento.

 

Hoje, ao invés dos R$ 500 milhões de faturamento previstos para 2003,

o que vemos é que a Varig Travel foi levada por seus dirigentes a uma

deplorável situação financeira e comercial. Tanto que o atual comando

da Varig Participações afastou Manuel Lourenço da presidência da Varig

Travel.. A empresa está passando por uma severa auditoria.

 

Logo após a inauguração da Varig Travel, Humberto Folegatti (diretor

de planejamento) e Walter Folegatti (diretor de operações), passaram a

realizar os fretamentos da Varig Travel com a empresa de propriedade

deles, a BRA Transportes Aéreos e não com as empresas aéreas do Grupo

Varig. A Varig e a Rio Sul perderam ainda a receita oriunda dos

fretamentos que eram contratados pela Soletur e que os diretores da

Varig Travel não quiseram, ou não puderam, manter.

 

A Varig Travel vendia nas suas lojas os bilhetes aéreos da BRA, ao

invés de vender Varig, e planejava os seus pacotes turísticos,

utilizando-se dos vôos da BRA, embora o cliente preferisse voar Varig.

A BRA tinha seu balcão de vendas nas lojas da Varig Travel.

 

Em meados de 2003, a Varig Travel praticamente abdicou de vez da sua

atividade fim, que é a operação turística, passando a vender

preferencialmente as viagens organizadas pela PNX Travel, nome

fantasia da BRA Viagens e Turismo Ltda, outra empresa do Grupo

Folegatti que, acreditem, dividia com a Varig Travel os mesmos

endereços, telefones e instalações, como demonstrava a publicidade de

ambas, nos principais jornais de São Paulo. No Rio de Janeiro, a Varig

Travel dividia suas instalações com a BRA e com a PNX Travel todas

ocupando as instalações onde antes era a sede da extinta RioSul.

 

Como se vê, a atuação da Varig Travel, desde a sua fundação até agosto

de 2003, foi caracterizada pelo forte conflito de interesses

existentes entre as empresas do Grupo Folegatti e as do Grupo Varig,

que eram decididos pelo seu presidente Manuel Lourenço, quase sempre a

favor do Grupo Folegatti, até mesmo por causa da amizade entre Yutaka

Imagawa e Humberto Folegatti.

 

Aliás, já em 8 de dezembro de 2002, Humberto Folegatti refutava o

conteúdo de um e-mail apócrifo que circulou no mercado, acusando-o de

irregularidades na Varig Travel e de ter sido beneficiado por Yutaka

Imagawa na incorporação da PanExpress pela Varig Travel. Instado a se

manifestar, Humberto foi incisivo ao jornal O Estado de S.Paulo, em

matéria assinada pelo jornalista Luiz Maklouf Carvalho: "sei que a

amizade com Yutaka teve um peso fantástico na balança, mas não houve

nenhuma irregularidade nisso" e complementou " foi um bom negócio para

mim, mas um negócio muito melhor para a Varig Travel". Esta

declaração, hoje se constata, era um desrespeito à inteligência das

pessoas que trabalham em turismo.

 

A verdade é que a Varig Travel se revelou como um dos maiores

insucessos conhecidos pelo trade turístico brasileiro que, por conta

dela, já havia ficado privado da presença sempre ética e profissional

da Soletur, empresa modelar que atuava há 38 anos e gerava mais de 500

empregos diretos.

 

Também por conta deste malogro da Varig Travel, a BRA Transportes

Aéreos conseguiu aumentar espetacularmente a sua frota, após a

falência da Soletur. Em apenas 18 meses (de outubro/2001 a

julho/2003), a BRA passou de 1 para 7 aeronaves, milagre não ocorrido

com nenhuma Cia. Aérea do mundo nestes tempos de crise no setor.

Transformou-se, inclusive, numa concorrente da própria Varig nas

linhas regulares. A Rotatur, na administração anterior do Grupo Varig

parece que tinha como objetivo estimular o crescimento da BRA –

Transportes Aéreos. Ela permitiu, inclusive, que sua logomarca fosse

pintada ao lado da logo da BRA, nos aviões desta. Tantas confusões

patrimoniais, societárias e operacionais não poderiam continuar. E foi

o que aconteceu. Atuando com rapidez, a nova administração decidiu

intervir na Rotatur e na Varig Travel, como informa a Folha Online de

29/09/2003, em matéria assinada por Cindy Correa, com o título:

 

"VARIG DECIDE DESATIVAR ROTATUR E ESTUDA O MESMO PARA VARIG TRAVEL"

 

O conteúdo desta matéria é:

 

"A Varig decidiu desativar a Rotatur, pelo menos temporariamente. O

mesmo deverá ocorrer com a Varig Travel, caso detalhes de contratos e

de prestação de serviços não impliquem em multas muito altas. A

Rotatur é a empresa de vôos fretados do grupo Varig e a Varig Travel,

a operadora de turismo do grupo. O Conselho administrativo da Varig e

da VPTA (Varig Participação em Transportes Aéreos) decidiram

descontinuar as operações domésticas da Rotatur e transferir os vôos

internacionais para a marca principal do grupo. No comunicado, o

Conselho dá destaque para os vôos em conjunto com a BRA: "o Conselho

decide descontinuar as operações domésticas, principalmente a efetuada

em conjunto com a empresa BRA".

 

O presidente da Rotatur, Luis Carlos Osório, foi a primeira baixa do processo.

 

"... Já na Varig Travel, a empresa passa por uma auditoria e enquanto

isso nenhum novo produto ou pacote é lançado. O diredor de vendas da

companhia aérea, Faustino Pereira Junior, afirmou que a proposta é

reduzir as operações comerciais após a fusão da Varig com a TAM.

Apesar disso, os franqueados da Varig Travel já sentem uma redução nos

lançamentos de produtos. Para os franqueados, a informação é que a

nova diretoria da Varig Travel deciciu "adormecer a empresa" para

analisar sua real situação financeira. A PNX e a BRA são parceiras da

Varig Travel, mas não se abalaram com o processo de fusão e continuam

oferecendo novos pacotes. Para os agentes, a PNX cresce e compensa a

redução da outra operadora. A Varig não detalha o processo de

re-estruturação, mas garante que a operação será re-estruturada.

Segundo fontes próximas do processo, a grande dificuldade para a

paralisação das operações da Varig Travel são os acordos de

exclusividade com a BRA e a PNX.

 

A Varig Travel foi criada um dia antes do pedido de falência da

Soletur, em 2001, então a maior revendedora de viagens da Varig. O

grupo turístico PanExpress também é sócio da Varig Travel e criou

também a operadora PNX.

 

Agora, enquanto a agência de viagens da Varig amarga um período de

desaceleração, a PNX comemora crescimento. O mesmo acontece com a

outra parceira da Varig Travel, a companhia de viagens BRA. Quando

iniciou a parceria com a Varig, a BRA possuía 2 aviões próprios.

Agora, são 7 aeronaves próprias apesar de ser uma empresa aérea de

fretamento. Segundo e Departamento de Aviação Civil (DAC), a companhia

pede regularmente lotes de quase 540 vôos por mês. A empresa

transporta por mês 35 mil pessoas. Os vôos da BRA são preenchidos por

passageiros da própria BRA, da PNX e com clientes da Varig Travel."

 

Com referência a esta matéria, publicada há menos de 30 dias,

parece-me que, pela primeira vez, as cartas foram jogadas sobre a mesa

e que o Grupo Folegatti está em grande vantagem no jogo. A BRA

Transportes Aéreos, impulsionada pela Rotatur e pela Varig Travel, em

apenas 18 meses transformou-se na quinta maior empresa aérea do país e

agora concorre com a própria Varig.

 

A PNX Travel vai ficando com o ativo comercial da Varig Travel e sem o

passivo dela (nem o da PanExpress...). O mercado comenta, ainda, que

existe um contrato, dando direito à BRA/PNX Travel de usar o nome

Varig Travel com exclusividade, por 5 anos, renováveis por mais 5.

Este tema é levantado na matéria acima, quando se refere à possível

desativação da Varig Travel, "caso detalhes de contratos e de

prestação de serviços não impliquem em multas muito altas". E que "a

grande dificuldade para a paralisação das operações da Varig Travel

são os acordos de exclusividade com a BRA e a PNX".

 

De qualquer forma, face aos últimos acontecimentos envolvendo a

Rotatur, a Varig Travel, a BRA e a PNX Travel, a interligação entre os

fatos, datas, pessoas, empresas e ações, anteriores e posteriores à

falência da Soletur não pode ser atribuída à mera coincidência.

Existiam fortes interesses, hoje claramente visíveis, na eliminação da

Soletur.

 

Acredito que a atual administração do Grupo Varig, que não teve

participação nas decisões prejudiciais à Soletur tomadas pela

administração anterior, agirá com eficiência e firmeza na apuração da

real extensão das irregularidades ocorridas com a interligação destas

empresas, prejudicando, além da Soletur, ao próprio Grupo Varig. Estou

certo de que esta tarefa será realizada com sucesso.

 

Tenho a expectativa de que a nova administração do Grupo Varig saberá

reconhecer a importância que teve a Soletur para a instituição e

encontrará uma forma de reabilitar o bom nome do seu ex-presidente,

que foi construído durante toda uma vida dedicada ao trabalho. Sei que

a minha expectativa é justa e que poderá ser atendida.

 

Tenho boas lembranças da competência com que os profissionais do Grupo

Varig atenderam à Soletur, ao longo de muitos anos de estreito

relacionamento comercial. Enfatizo isto porque meu relatório almeja

que a verdade seja restabelecida. A instituição Varig está acima de

qualquer desmando praticado por qualquer um dos seus dirigentes.

 

Quanto aos irmãos Folegatti e suas empresas, a Yutaka Imagawa, a

Manuel Lourenço e a quaisquer outros que tenham colaborado com eles

nas ações orquestradas contra a Soletur, não tenho como esquecer o que

fizeram. Estejam certos que os seus nomes serão lembrados em qualquer

iniciativa que meu advogado achar por bem tomar em defesa de meus

interesses. Acredito na Justiça.

 

Agradeço a acolhida que os dirigentes da Abav - Associação Brasileira

das Agências de Viagens derem a esta correspondência, que estou

enviando no intuito de que, tomado como exemplo o ocorrido com a

Soletur, possa esta associação pugnar para que políticas comerciais

mais transparentes e mais justas sejam utilizadas no setor de turismo,

como um todo.

 

Atenciosamente,

 

Rio de Janeiro, 23 de outubro de 2003.

 

Carlos Augusto Guimarães Filho

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Guest SkyMember
Herson,

 

Não tem risco, nós só estamos "Reproduzindo"

 

Não cita opiniões.

 

Felipe

 

Não me referi á esta notícia... Mas sim ao CR como um todo e ao fato de ser um exemplo de que o CR é bastate visado.

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Guest Gnomo 727

Herson,

toda moeda tem seus dois lados.

a internet é uma ferramente poderosa, e pode ser usada bem ou mal, depende de quem manipula informação. Por isso que insistimos tanto com os usuários de SEMPRE citar fonte e não copiar o que não lhe pertence, pois isso nos dá mais embasamento num caso de abuso...

 

Eu, não no papel de idealizador do CR, mas como usuário me sinto honrado de ver o site ser citado num veículo que, apesar dos pesares, tem um grande poder de gerar opinião. Isso mostra que nosso trabalho está dando frutos. E o CR tem muito potencial, mas o Staff está pequeno para os projetos que temos... Pois o CR não paga salário de ninguém :(

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parabens ao CR tb!

 

 

o engraçado é no lance da Soletur é q faliram de proposito, a maior na epoca operadora de turismo no brasil, para entrar no lugar dela e anos depois ela paga seus pecados.

 

e a cvc ta firme e forte!

 

 

saudades da soletur e seu atendimento!

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Êta , estão bem 'na fita' .

 

hehehe

 

:rolleyes:

 

E o CR tem muito potencial, mas o Staff está pequeno para os projetos que temos... Pois o CR não paga salário de ninguém :(

 

:rotflol:

 

 

JAMPA

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E o CR tem muito potencial, mas o Staff está pequeno para os projetos que temos... Pois o CR não paga salário de ninguém :(

 

Se eu nao me engano o Google também começou assim

Agora os caras ficaram cheios de U$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$

Boa Sorte para todo o Staff do CR. :ohyes: :ohyes:

Bjs

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