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Camargo Corrêa entra na gestão de aeroporto


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Camargo Corrêa entra na gestão de aeroporto

 

Ivo Ribeiro

14/12/2007

 

A qualidade da gestão dos aeroportos brasileiros, considerada precária, e o caos aéreo vivido pelo país no último ano e meio despertaram um novo negócio na área de infra-estrutura. De olho nesse filão, o grupo Camargo Corrêa se adianta para aproveitar a possível entrega da operação desses ativos ao setor privado futuramente. Por isso, acaba de criar, em parceria com o grupo suíço Unique, de Zurique, e o chileno Gestión e Ingenieria IDC, uma empresa dedicada à gestão e operação de aeroportos.

 

 

A joint venture A-port nasce com sede em São Paulo e um portfólio de gestão de ativos de oito aeroportos - no Chile, Honduras e Colômbia - e uma concessionária de estacionamento situada no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A Camargo Corrêa Investimento em Infra-estrutura (CCII) terá 80% do capital da nova empresa. O consórcio Unique-IDC, criado há alguns anos para atuar na América Latina e Caribe, terá 20%.

 

 

Para ter a maioria do capital da empresa, a CCII aportou a concessionária de estacionamento SAO Parking mais US$ 10 milhões. A A-port irá investir em projetos de expansão de infra-estrutura aeroportuária, que inclui estacionamentos, terminais e hangares, e atuar em concessões para gestão de aeroportos no Brasil, outros países da América Latina e Caribe.

 

 

O Brasil, com movimentação de 91,4 milhões de passageiros nos aeroportos de janeiro a outubro deste ano (80 milhões internamente-, é visto pelos sócios como um grande mercado a ser explorado. Tanto pela ampliação do número de aeroportos, como pela mudança do modelo de gestão. Entretanto, isso depende de iniciativa do governo para transferir a operação, hoje em poder da Infraero, à iniciativa privada.

 

 

"A Camargo Corrêa está se antecipando para atuar nesse setor, que se torna mais importante com o crescimento do país", disse Ricardo Bisordi, diretor-superintendente de novos negócios da companhia. Embora sem modelo definido, o executivo informou que o governo já manifestou que quer o setor privado atuando nessa área.

 

 

Com a A-port, o grupo passa a ter três negócios na área de infra-estrutura. Hoje já atua em energia (como controlador da CPFL Energia) e em concessões rodoviárias (controle da CCR).

 

 

A nova empresa concessionária, cujos ativos serão integrados até maio, fecha este ano com faturamento de US$ 20 milhões. A previsão, informou Bisordi, é dobrar em 2008 e atingir em torno de US$ 100 milhões em três a cinco anos. O Brasil, que é o maior país da região latino-americana, não entra ainda nesse cálculo.

 

 

A aposta é que, pela forte expansão do afluxo de passageiros, regionais e internacionais, será necessário mais aeroportos e melhor gestão dos atuais na América Latina. Na região, o número de vôos internacionais, em 2007, registrou aumento de 24,8%, ante 15,3% do Oriente Médio e 9,7% da Ásia.

 

 

"Temos, com a IDC, uma boa experiência na América Latina e estávamos procurando um parceiro forte como a Camargo, que tem um largo conhecimento em concessões, além de sólida capacidade de investimento, para explorar mais projetos", afirmou Beat Spalinger, diretor financeiro e diretor-geral de atividades internacionais da Unique. "Isso nos ajudará a atrair projetos ainda maiores." A suíça opera o aeroporto de Zurique (20 milhões de passageiros) e está à frente do primeiro aeroporto privatizado da Índia (Bangalore), que inicia operação em março com 11 milhões de passageiros.

 

 

Mariano Valle Ponce, presidente da IDC, disse que a região tem pela frente novas oportunidades, como um pacote de quatro licitações na Colômbia, com destaque para um em Medelin e um na costa ocidental da Costa Rica, para atender a criação de um centro turístico no país. Um novo aeroporto deverá ser construído no Chile e outros menores no Caribe terão a gestão transferida a grupos privados.

 

 

A competição se dará com empresas espanholas, européias, alemãs e americanas na região, além da brasileira Andrade Gutierrez, que está no Equador, num consórcio que constrói e vai operar o novo aeroporto de Quito.

 

 

Entre os aeroportos que a A-port herda está El Dorado, em Bogotá, que movimenta 8 milhões de passageiros/ano. Os demais são três no Chile e quatro em Honduras.

 

Fonte: Valor

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