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Oferta de vôos ao exterior deve subir 21% em dezembro


Regis

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Oferta de vôos ao exterior deve subir 21% em dezembro

 

Previsão é que haja 956 vôos semanais, contra 787 em 2006; nº de assentos ainda é menor do que antes da crise da Varig

 

Segundo consultor, aviões usados atualmente têm menos assentos; avaliação é que ainda existe gargalo nas rotas internacionais

 

MAELI PRADO

DA REPORTAGEM LOCAL

 

Em um ano de dólar desvalorizado, renda e financiamentos em alta e uma corrida para ocupar o espaço deixado pela Varig, a oferta de vôos internacionais neste mês de férias deve crescer 21% na comparação com o mesmo período de 2006, segundo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Em relação a dezembro de 2005, segundo a agência, o aumento deve ser de 35%. A pedido da Folha, a Anac preparou um levantamento comparando a oferta de vôos internacionais nos principais destinos estrangeiros em dezembro do ano passado e de 2005 e a situação prevista para este mês.

Em dezembro de 2006, mostram os dados, eram operados 787 vôos por semana tendo como destino outros países. No final de 2005, eram 706 freqüências. A previsão da agência reguladora é que a oferta, neste mês, chegue a 956 vôos.

Segundo cálculos da agência, a participação de mercado das companhias aéreas brasileiras em vôos internacionais era de 37% em dezembro de 2005. Em dezembro de 2006, ano em que a Varig suspendeu vários vôos, caiu para 35% e neste ano deve aumentar para 43%.

Mesmo com um quadro mais positivo, a avaliação de especialistas e agentes de viagem é que o gargalo de vôos internacionais saindo do Brasil -problema originado pela saída da Varig, em junho do ano passado, de vários destinos ao exterior- ainda não foi resolvido, pelo menos não na proporção pedida pela alta da demanda.

Ao comparar a quantidade de assentos oferecidos hoje por companhias brasileiras para destinos internacionais com a oferta em maio de 2006, pouco antes da interrupção de vôos pela Varig, ainda se observa redução de 13,5%, apesar de a situação ter melhorado neste ano, como mostram os dados da agência reguladora.

Essa discrepância acontece, segundo o consultor especializado Paulo Bittencourt Sampaio, porque os aviões usados atualmente têm menos assentos. "A TAM, por exemplo, usa o A330 nos vôos internacionais, com uma configuração que varia de 213 a 223 lugares. A Varig usa o 767, com 220 assentos. Mas a Varig usava maciçamente, nos vôos para a Europa, aviões MD-11, com 285 assentos", diz o especialista.

Mesmo com o crescimento da oferta, há fila para conseguir assento em vôos para a Europa, principalmente se o passageiro procura tarifas promocionais. "Os aviões estão cheios. Algumas companhias aumentaram o número de vôos e colocaram aviões com mais assentos, mas a saída da Varig de vários destinos no ano passado ainda é sentida", diz Carlos Alberto Amorim Ferreira, presidente da Abav (Associação Brasileira dos Agentes de Viagem).

Ferreira acredita que as vendas de agências para cidades européias crescerão entre 5% e 10% neste final de ano. No caso dos EUA, entre 10% e 20%.

Entre janeiro e novembro deste ano, os gastos de turistas brasileiros no exterior, impulsionados pelo real valorizado, totalizaram US$ 7,4 bilhões -mais 41,5% em relação ao ano passado, de acordo com o BC.

No caso de destinos na América do Sul, ele estima crescimento de cerca de 20% nas vendas, principalmente para a Argentina e o Chile.

Na avaliação de Ferreira, as tarifas internacionais estão no mesmo nível do ano passado. "Há oscilações dependendo do vôo, mas não houve grandes modificações. Algumas tarifas promocionais desapareceram do mercado, já que o petróleo está subindo muito", ressalva.

Apesar do crescimento da economia em 2007, a previsão da Abav para o Natal e o Ano Novo é que as vendas se mantenham em relação a 2006.

Segundo Ferreira, a procura por cruzeiros marítimos aumentou. "As pessoas estão procurando muito cruzeiros, principalmente os paulistas e cariocas, que querem evitar o avião. Além disso, quem vai fazer viagens mais curtas prefere o carro. O turismo de ônibus, que havia sido esquecido, foi retomado pelas classes B e C."

 

 

Fonte: Folha de S. Paulo- 23/12/07.

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