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Assembléia de credores da Varig pode ser adiada


LipeGIG

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Valor Econômico - 05.07.2006

Assembléia de credores da Varig pode ser adiada

Janaina Vilella

 

A assembléia de credores da Varig, marcada para segunda-feira, pode ser adiada. Fontes ligadas ao processo informaram que até ontem a VarigLog, ex-subsidiária de transporte de cargas e logística da aérea, ainda não havia informado à Justiça detalhes do fluxo financeiro da Varig "velha". A postergação poderia adiar o leilão marcado para quarta-feira para o dia 14. O pedido ainda terá que ser analisado pelos três juízes que acompanham o processo de recuperação judicial da companhia.

 

Os credores da Varig também ainda não chegaram a um acordo em torno da proposta feita pela VarigLog. Apesar de ter obtido parecer favorável do Ministério Público do Rio e da administradora judicial da Varig, a Deloitte, a proposta ainda tem que passar pelo crivo dos credores.

 

Representantes dos sindicatos de trabalhadores da Varig e do fundo de pensão Aerus, um dos principais credores, ainda questionam de que forma se dará a transferência dos empregados para a nova companhia. A proposta da VarigLog, de US$ 485 milhões, prevê a cisão da Varig em duas companhias, uma nova, e outra que herdaria o passivo de cerca de R$ 7 bilhões e as operações da Rio Sul e da Nordeste ou de uma delas.

 

Na avaliação de fontes ligadas ao Aerus, a oferta ainda precisa ser melhor detalhada, uma vez que o documento não prevê aporte de recursos para os participantes do fundo. Na segunda-feira, o representante do fundo de investimentos americano Matlin Patterson, Lap Chan, se reuniu com o interventor do fundo, Erno Brentano, para detalhar a proposta da VarigLog.

 

O fundo americano é sócio da Volo do Brasil, controladora da ex-subsidiária. No encontro, Lap Chan explicou que ofereceu R$ 24 milhões à Varig para comprar 5% das ações da VarigLog, que ainda estão em poder da Varig e foram dadas em garantia ao Aerus, caso a aérea não pagasse a dívida repactuada de R$ 1,1 bilhão. Esse dinheiro seria utilizado para abater a dívida total da companhia com o fundo que chega a R$ 2,3 bilhões. Uma fonte ligada ao fundo disse que a preocupação é saber, dentro da negociação com a VarigLog, como a antiga Varig conseguirá se manter e gerar recursos para garantir a sobrevivência do fundo.

 

A proposta também tem preocupado os representantes dos sindicatos de trabalhadores. O documento prevê, segundo uma fonte que acompanha o processo, a manutenção de apenas 2.500 dos cerca de 10 mil empregados atuais. Celso Klafke, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac), contou que em reunião com Lap Chan, no último domingo, o executivo explicou que novas contratações se darão de acordo com a necessidade da nova empresa.

 

Ele contou que, no encontro, Lap teria dito que a nova companhia operaria inicialmente com 20 aviões e que num prazo de 120 a 150 dias, após a aquisição da empresa, outros 20 aviões chegariam à companhia aérea por meio de novos contratos de arrendamento.

 

A BR Distribuidora e a Infraero, credores governamentais da Varig, também ainda não decidiram se vão votar a favor ou contra a proposta. Representantes da BR só tiveram acesso aos detalhes do texto ontem. O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, afirmou que os credores estatais terão que negociar em bloco. "Temos que adotar uma linguagem comum. Acho que até sexta-feira decidimos o que fazer neste encontro", disse ele.

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Enquanto isto, pararam mais dois aviões ontem e pelo mais um (VRJ) parará no próximo sábado.

SF

 

Serious, fico imaginando quais rotas a Velog vai querer manter com só 20 aviões! Acho muito pouco, mesmo com a idéia de chegar a 80 aviões no futuro.

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LipeGIG,

Acredito que a Vlog manterá (ou tentará manter) na Internacional, inicialmente:

- Frankfurt;

- Londres;

Precisará para isto de 4 aviões Wide-body.

Hoje a Varig tem 3 MD11 e 1 B767, porém estes aviões já estavam programadas para ir embora antes desta crise toda, portanto eles devem estar conversando com os lessors para adiar esta saída, ou para trazer aviões iguais (apesar da dificuldade de se achar MD11 no mercado).

Na segunda fase do plano poderão voltar:

- Nova York;

- Miami;

- Los Angeles (que pode ser superavitária, já que ninguém opera nesta rota);

- Milão;

- Outro Frankfurt.

SF

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