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Varig reformulará plano de recuperação judicial


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Varig reformulará plano de recuperação judicial

 

O motivo é o fato da oferta de compra da VarigLog incluir prazos de pagamento aos credores maiores dos que constam no atual plano de recuperação

 

Alberto Komatsu

 

RIO - A Varig prepara uma reformulação do seu plano de recuperação judicial, que poderá ser apresentado na próxima assembléia de credores. A informação é do advogado da VarigLog, João Afonso de Assis. Segundo ele, essa modificação é necessária porque a oferta de compra da ex-subsidiária, por cerca de US$ 500 milhões, inclui prazos de pagamento aos credores maiores dos que constam no atual plano de recuperação judicial.

 

Além disso, a VarigLog também pretende obter um deságio para poder honrar as dívidas trabalhistas. Esse desconto também não está previsto no plano original de reestruturação da Varig, que já foi aprovado pelos credores. Segundo uma fonte da Varig, a proposta da VarigLog para comprar a companhia aérea é um outro plano e, segundo essa pessoa, "é razoável que existam modificações."

 

Na última quarta-feira, a Justiça do Rio de Janeiro cancelou a assembléia de credores da Varig, marcada para o próximo dia 10, que analisaria a proposta de compra feita pela VarigLog, de US$ 500 milhões. Conseqüentemente, o leilão da companhia aérea, que seria realizado no dia 12, também foi suspenso. Ainda não foram definidas novas datas.

 

O motivo do cancelamento foi a apresentação de uma proposta melhorada da VarigLog. Segundo a Justiça, a ex-subsidiária da companhia não havia entregado alguns documentos importantes para análise da viabilidade da oferta.

 

Principal dúvida

 

A principal dúvida sobre a proposta era saber como os credores da Varig teriam garantia de que as suas dívidas seriam honradas na chamada Varig antiga, que seria desmembrada da operação principal para herdar o passivo de R$ 7,9 bilhões. Pelos detalhamentos apresentados nesta quarta-feira, a VarigLog se compromete a destinar R$ 277 milhões (US$ 125 milhões) pela Varig antiga. Esse dinheiro faz parte do R$ 1,067 bilhão (US$ 485 milhões) que a ex-subsidiária pretende desembolsar pela nova Varig. Na proposta anterior, não estava previsto o desembolso de dinheiro para a Varig antiga.

 

Credores e a comissão de juízes responsável pela recuperação judicial da Varig tinham dúvidas sobre a oferta. O Ministério Público do Rio e o administrador judicial da Varig, a consultoria Deloitte, têm, agora, 24 horas para analisar o documento, que só vale até o dia 16.

 

http://www.estadao.com.br/ultimas/economia.../jul/06/241.htm

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No mesmo sentido:

 

Quinta-feira, 06 de julho de 2006 16h45

Varig negocia maior prazo e deságio de dívidas com funcionários

CLARICE SPITZ

da Folha Online, no Rio

 

A VarigLog informou hoje que a Varig prepara uma revisão de seu processo de recuperação judicial com o objetivo de flexibilizar o prazo de pagamento e reduzir dívidas trabalhistas.

 

Segundo o advogado João Afonso, da VarigLog, a Varig quer um prazo maior de pagamento das dívidas com funcionários contraídas antes do início do processo de recuperação judicial, em vigor desde meados do ano passado. Esses débitos precisam ser pagos até o início de 2007.

 

A Varig também vai negociar um deságio dessas dívidas, que somam R$ 168 milhões, segundo Graziella Baggio, do Sindicato Nacional dos Aeronautas.

 

"Na Parmalat, o deságio chegou a 85%", disse o advogado.

 

A VarigLog tenta comprar as operações da Varig e tem sido pressionada pela Justiça do Rio de Janeiro a encontrar uma solução para viabilizar financeiramente também a parte da empresa que não for comprada, chamada de "velha Varig".

 

Ontem a VarigLog informou que a "velha Varig" permaneceria com duas aeronaves, imóveis e o centro de treinamento de tripulantes da empresa aérea.

 

No total, a proposta prevê o pagamento de R$ 277 milhões pela compra da Varig de diversas formas. Além desses ativos, até US$ 20 milhões seriam injetados na empresa aérea antes mesmo da realização do leilão. Parte desse dinheiro já ingressou na companhia aérea por meio de depósitos diários.

 

O promotor Gustavo Lunz, que acompanha o processo, disse que todos as classes de credores serão beneficiadas com a emissão de debêntures para o pagamento dos valores restantes.

 

O Aerus, fundo de pensão dos funcionários da Varig e principal credor, receberá debêntures no valor de R$ 50 milhões e prazo de vencimento de dez anos. As debêntures serão conversíveis em ações e corresponderão a até 5% do capital da Varig.

 

Além disso, a VarigLog informou que tem a intenção de comprar a participação de 5% do Aerus na própria VarigLog por R$ 24 milhões. O Aerus, no entanto, rejeita o negócio.

 

Gustavo Lunz também explicou que as outras duas classes de (trabalhadores e BR, Infraero, empresas de leasing e outros) credores também vão receber debêntures da companhia.

 

Para cada uma dessas classes, as debêntures renderiam R$ 4,2 milhões ao ano mesmo que a empresa continuasse a dar prejuízo.

 

Segundo o promotor, a VarigLog também já se comprometeu em honrar as milhas do programa Smiles e os bilhetes já emitidos pela Varig.

 

A proposta da VarigLog também inclui a injeção de US$ 75 milhões na Varig na data da homologação do leilão pela Justiça, mais US$ 75 milhões 30 dias depois, mais recursos financeiros adicionais no valor de até US$ 215 milhões com base em cronograma de investimento definido em plano de negócios.

 

Os valores serão prioritariamente para capital de giro, reservas de caixa, recuperação de aeronaves, renegociação de valores devidos às empresas de leasing, aquisição e arrendamento de mais aviões, negociação de fornecimento de combustíveis e utilização de infra-estrutura aeroportuária.

 

http://noticias.bol.com.br/economia/2006/0...t91u109202.jhtm

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Acredito que esta tentativa de deságio tão agressiva vai colocar por terra a oferta da Vlog, pois desse jeito o melhor para os funcionáiros poderia ser a falência da empresa, pois:

- Com a falência os funcionários serão pagos antes de qq credor até o limite de 150 salários mínimos - R$52500,00 hoje. Se o Matlin-Patterson está querendo um deságio de 85%, só valeria a pena para aqueles funcionários que tenham a receber mais de R$350000,00, o que não deve ser mais do que uma dezena;

- Com a falência todos perdem o emprego, com o fundo-abutre 7000 perdem o emprego, mas só se saberá quem fica depois de aprovado o plano, ou seja, todos estão a perigo;

- Com a falência pode-se demorar até dez anos para receber os créditos, com o plano da VLog este será certamente o espaço de tempo para receber.

SF

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