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Fundação herdará dívidas da Varig


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O ESTADO DE S.PAULO - 14.07.2006

Fundação herdará dívidas da Varig

Pelo novo plano de recuperação proposto, Fundação Ruben Berta será a controladora da Varig antiga

Alberto Komatsu

 

O novo plano de venda da Varig prevê que a Fundação Ruben Berta continue com ações da companhia aérea. Atual controladora da empresa, a Fundação Ruben Berta é criticada pelos credores, apontada como a principal responsável pela crise da Varig.

 

O novo plano de venda está sendo discutido para possibilitar a transferência do controle da Varig para sua antiga subsidiária, a VarigLog. A VarigLog pertence a um grupo de empresários brasileiros e ao fundo de investimentos americano Matlin Patterson.

 

Caso o modelo de venda seja aprovado pelos credores, será realizado um leilão no dia 19. A VarigLog terá de fazer sua proposta no leilão. Até o momento, nenhum outro candidato apresentou proposta para levar a companhia.

 

No plano original de venda da companhia, a participação da Fundação Ruben Berta cairia de 87% para 5%. Com o novo plano, a fundação poderá manter o controle de uma das novas divisões da Varig.

 

A Varig será dividida em duas partes. Uma delas, a nova Varig, ficará com a parte operacional, ou seja, os vôos, aviões e linhas no Brasil e no exterior. A chamada Varig antiga ficará com 5% das ações da nova Varig, R$ 130 milhões em ativos (principalmente imóveis), o centro de treinamento de pilotos e uma linha entre São Paulo e Porto Seguro. Também ficará com os débitos, de R$ 7,9 bilhões.

 

Segundo o presidente da companhia, Marcelo Bottini, o novo plano prevê que a fundação fique no controle da Varig antiga. Alguns credores reagiram com irritação à notícia.

 

"É a volta dos que não foram. Estamos voltando às condições de pelo menos um ano atrás", diz um credor da Varig, que pediu para não ser identificado.

 

Pelo modelo anterior de venda da empresa, a FRB teria sua participação reduzida por meio de um fundo de investimento (FIP Controle) que seria criado para que credores pudessem converter suas dívidas em participação acionária. No entanto, como o plano está sendo modificado, Bottini disse que esse desenho não existirá mais, a não ser que "alguém ache uma nova metodologia".

 

A Fundação Ruben Berta foi afastada do controle político e administrativo da Varig no dia 15 de dezembro do ano passado pela Justiça do Rio, responsável pela recuperação judicial da companhia. Na época, essa foi a resposta da comissão de juízes que cuida do caso Varig ao pedido da FRB de desistência do processo judicial de reestruturação, iniciado no dia 17 de junho de 2005. Quando comunicaram sua decisão, os juízes consideraram que a fundação "estava abusando de seus poderes de controlador".

 

Isso porque, para a Justiça do Rio, a fundação aproveitou os 180 dias de proteção contra qualquer execução judicial, que é o primeiro resultado da entrada em recuperação judicial, para depois desistir do processo. "A decisão blinda a companhia contra a ação dos controladores", considerou na época a comissão de juízes do caso Varig.

 

Agora, uma fonte que acompanha a reestruturação da Varig questiona como será a linha de ação da fundação. "Ela vai querer ter poder de ação de novo", afirma.Bottini negou que a participação da FRB possa ser motivo de preocupação. "O sistema vai dar tranqüilidade a eles." Segundo ele, o objetivo é deixar na Varig antiga os R$ 4,5 bilhões que a empresa cobra do governo federal por meio de ações judiciais por perdas com congelamentos de tarifas.

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