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Alteração em plano da Varig mantém FRB no controle


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Valor Econômico - 14.07.2006

Alteração em plano da Varig mantém FRB no controle

Janaina Vilella

 

As alterações do modelo de venda da Varig, resultantes da proposta de compra apresentada pela VarigLog, acabarão por inviabilizar a estrutura dos Fundos de Investimentos em Participação (FIPs), que funcionariam como o novo núcleo de controle e gestão da Varig "velha", que herdará os passivos e continuará em recuperação judicial. A nova estrutura permitirá que a Fundação Ruben Berta (FRB), que hoje detém 87% das ações da Varig, continue no comando da empresa antiga. Isto seria possível porque as ações não seriam mais transferidas para dar origem ao lastro do FIP-Controle.

 

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Bottini, da Varig: fundação ainda tem participação na Varig, mas a gestão e o controle estão com a diretoria da empresa"

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Segundo o presidente da Varig, Marcelo Bottini, a empresa está desenhando, juntamente com os credores, um plano de recuperação judicial, no qual será decidido a participação da FRB na Varig "velha". O documento terá que ser aprovado pelos credores em assembléia marcada para segunda-feira. "Hoje a fundação continua com participação na Varig, mas a gestão e o controle, determinados pelo juiz, estão na mão da diretoria da empresa. Vamos ver como isso vai ficar, já que o FIP-Controle, salvo se alguém achar uma nova metodologia hoje ou amanhã, estaria descartado", disse Bottini.

 

O executivo explicou que a emissão de debêntures para as classes 1 (trabalhadores), 2 (liderada pelo fundo de pensão Aerus) e 3 (estatais e empresas de leasing, entre outras) acabará por reduzir a participação acionária da FRB na Varig antiga, uma vez que a Fundação não emitirá esses papéis. Bottini também descartou o risco de uma possível interferência da FRB no comando da Varig antiga, alegando que o sistema atual de administração garante tranqüilidade ao credor. "O administrador judicial continua, o juiz continua, então não haverá esta liberdade", afirmou Bottini, lembrando que a Varig "velha" continuará em recuperação judicial.

 

O presidente da Varig disse ainda que o contrato com o gestor do FIP, o Banco Brascan, não foi encerrado porque "se for encontrada alguma forma de o fundo se adequar ao novo modelo de venda, ele permanecerá". O diretor executivo do banco, Isacson Casiuch, por sua vez, informou que o Brascan já enviou um comunicado à Justiça do Rio informando que a atuação do banco no processo perde o sentido, uma vez que a modelagem da venda da companhia mudou.

 

"Na verdade, não há mais FIP-Controle. Temos um novo modelo de compra diferente do aprovado anteriormente pelos credores. O FIP existiria dentro daquela proposta. Agora tudo mudou. Acabou o objeto de existência do fundo", disse Casiuch, ressaltando que a relação contratual com a Varig ainda não está encerrada, mas foi esvaziada.

 

Ontem, os credores se reuniram com executivos da Varig e representantes da VarigLog, na sede da empresa, para discutir pontos do novo plano de recuperação, assim como a proposta de compra apresentada pela ex-subsidiária de logística da empresa, a ser votada na assembléia. O sócio do fundo de investimentos americano MatlinPatterson, Lap Chan, teria detalhado a oferta de compra da VarigLog e informado que a nova empresa vai operar com 13 aviões e 1.500 funcionários, segundo fontes presentes ao encontro. Os custos das demissões dos 8.500 empregados da Varig ficariam com a empresa antiga. O Matlin é sócio da Volo do Brasil, controladora da VarigLog.

 

A reunião terminou sem consenso sobre a alteração do plano da empresa. As discussões com os credores continuam hoje e serão feitas em separado com cada classe de credor.

 

O Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea) decidiu em assembléia ontem que pode entrar com recurso na Justiça para tentar impedir a venda da VarigLog para a Volo do Brasil. O sindicato já apresentou recurso junto à procuradoria da Anac (Agência Nacional de Aviação) para a suspensão da decisão da agência, que ocorreu após a VarigLog ter condicionado sua oferta de compra da Varig à aprovação da outra operação.

 

O Snea, que acusa a Volo de ter participação de estrangeiros acima do limite de 20% previsto por lei, alega que pediu vista do processo e não teve tempo hábil para se manifestar. O presidente da Varig, Marcelo Bottini, propôs durante a assembléia que o sindicato não interferisse na questão, mas a proposta dele foi rejeitada por 65% dos votos. (Com Agência O Globo e Folhapress)

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